Resultados da pesquisa por 'vidas negras'

    Imagem retirada do site Universa

    Como colaborar com o ‘Vidas Negras Importam’ sem silenciar o movimento

    Os protestos que se espalharam pelos Estados Unidos por causa da morte de George Floyd –segurança de 46 anos, negro, asfixiado publicamente por um policial na cidade de Minneapolis em 25 de maio– ganharam o mundo. Para além da imensa atenção midiática que o movimento #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam, no Brasil) recebeu a nível global, temos, na mesma proporção, uma onda de adesão a esses discursos nas redes sociais. A princípio, o apoio massivo a essas iniciativas pode parecer uma excelente notícia para o movimento –que precisa muito mesmo de visibilidade. O problema é quando a adesão não passa de ostentação vazia de virtudes e acaba atrapalhando quem, de fato, está se articulando para denunciar atos de racismo. Bom exemplo disso foi a viralização de fotos pretas acompanhadas pela hashtag #blackouttuesday. O objetivo era promover, nas redes sociais, uma espécie de apagão como pausa para reflexão em respeito e solidariedade às vidas ...

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    Mayara Silva de Souza /Foto: arquivo pessoal

    Não existem normas ou técnicas que salvam as Vidas Negras na prática

    Tecnicamente é errado falar que adolescentes e jovens são presos, isso porque a Constituição Federal brasileira além de afirmar que estes são sujeitos de direitos que devem ser assegurados de maneira prioritária pelas famílias, sociedade e Estado, também determina que as pessoas com menos de 18 anos são penalmente imputáveis. Portanto, não podem receber tratamento igual ou mais gravoso que as pessoas adultas, mas podem ser apreendidos se forem responsabilizados por algum ato infracional contrário a legislação, o que não exclui ou diminui suas responsabilidades. A legislação determina que adolescentes e jovens podem ser internados em estabelecimentos educacionais: as chamadas de medidas socioeducativas. Entretanto, vemos que prática são frequentemente as notícias das graves violações de direitos dentro destes estabelecimentos, que teoricamente devem cumprir uma função de ressocialização. Ainda, os relatos vindos das famílias reforçam o entendimento que as condições para realização de visitas são iguais às condições do sistema prisional. ...

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    Douglas Belchior

    Vidas negras em tardes de domingo

    Eu me lembro com saudade O tempo que passou O tempo passa tão depressa Mas em mim deixou Jovens tardes de domingo Tantas alegrias Velhos tempos Belos dias – Roberto Carlos   Tô cansado dessa porra de toda essa bobagem Alcolismo, vingança treta malandragem Mãe angustiada filho problemático Famílias destruídas fins de semana trágicos – Racionais Mc’s Por DOUGLAS BELCHIOR, do Brasil 247 Confira fotos dos atos no blog Negro Belchior, na Carta Capital   Douglas Belchior - (REPRODUÇÃO/Facebook) Quando criança ouvi muito Roberto Carlos. Meus pais gostavam. Memórias de criança que, vez ou outra, voltam. Depois cresci, estudei. Percebi e entendi por que as tardes de domingo felizes das canções da jovem guarda, as tardes em que “Canções usavam formas simples / Pra falar de amor / Carrões e gente numa festa / De sorriso e cor…” não eram em nada parecidas com as tardes de domingo lá de ...

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    Protesto silencioso em Nova York contra os distúrbios de St. Louis, 1917. (Foto: LIBRARY OF CONGRESS)

    Em 1917 negros já marchavam na 5ª Avenida declarando que ‘vidas negras importam’

    O único som era dos tambores abafados, dos passos no asfalto e dos soluços de parte das 20 000 pessoas que observavam a passeata. Mulheres e crianças usavam branco. Os homens, preto. Na tarde de 28 de julho de 1917, um sábado, quase 10 000 negros americanos marcharam na 5ª Avenida, em silêncio, protestando contra a violência racial e a supremacia branca nos Estados Unidos. Nova York, e o país, nunca tinham visto cena parecida. A "Marcha Silenciosa de Protesto", como veio a ser conhecida, foi a primeira manifestação de massa realizada por negros e marcou um momento histórico do movimento pelos direitos civis. Como escrevi em meu livro "Torchbearers of Democracy" (líderes espirituais da democracia, em tradução livre), os negros americanos desafiaram o racismo nos Estados Unidos e no exterior durante a Primeira Guerra Mundial. Tomando as ruas para protestar contra o tratamento brutal dos negros, os participantes da ...

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    Nos EUA, movimento por vidas negras libertou mulheres em cárcere para o dia das mães

    Quando Tanisha Bynum decidiu dirigir para a praia após sua licença ter sido suspensa, duas semanas atrás, ela não sabia que estava correndo o risco de deixar suas crianças sozinhas no Dia das Mães. E, ainda, perder o aniversário de três anos de seu filho e a formatura da sua filha no jardim de infância. Por Semayat Oliveira No Nos Mulheres da Periferia Mas quando Bynum, 25, dirigiu do Alabama para a Flórida- nos Estados Unidos – a caminho da praia, outro carro passou no farol vermelho e bateu em sua caminhonete, fazendo com que ela colidisse com um poste. Ela não se feriu, mas foi detida por dirigir com uma licença suspensa e levada para a prisão. Ela já tinha sido multada na Flórida e não compareceu ao fórum por morar no Alabama. Então, a fiança definida para o seu caso foi de $10 mil dólares, com um julgamento marcado ...

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    Mães de Maio lançam campanha internacional: ‘Vidas negras importam, vidas brasileiras importam’

    Compartilhem com as hashtags #BlackLivesMatter #BlackBraziliansMatter #BrazilianLivesMatter Por Mães de Maio no Ninja CAMPANHA INTERNACIONAL “VIDAS NEGRAS IMPORTAM, VIDAS BRASILEIRAS IMPORTAM!” No Brasil, 160 pessoas foram assassinadas por dia em 2015: uma pessoa morta a cada 9 minutos. No total 58.383 vidas foram arrancadas violentamente por homicídio ao longo do último ano. Foi isto que revelou o mais recente anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base em números oficiais. Se considerarmos que tais números oficiais geralmente são subestimados, conforme revelou estudo recente feito pelo IPEA sobre “o Mapa de Homicídios Ocultos no Brasil”, chegamos à conclusão de que seguramente MAIS DE 60.000 PESSOAS FORAM ASSASSINADAS NO BRASIL AO LONGO DE 2015 . Para se ter uma ideia da gravidade desta situação basta pensar que a Guerra da Síria matou violentamente, nos últimos 4 anos, um total de 256 mil pessoas. Durante o mesmo período, no Brasil, quase 279 mil pessoas foram ...

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    Vidas Negras Importam: Nego E solta clipe ‘Lua Negra’, com KL Jay, Mc Soffia, Drik Barbosa

    Na última quarta-feira (21), o Nego E finalmente divulgou o primeiro single do seu novo álbum. A música se chama “Lua Negra” e ganhou um clipe com cara de curta-metragem, onde a principal mensagem transmitida é: vidas negras importam. Do RND No som, Nego E manda versos inteligentes que carregam conteúdo histórico e protesto enquanto convidados especiais dão seu depoimento sobre como é ser negro no Brasil e a importância da representatividade. Artistas como KL Jay, Mc Soffia e Drik Barbosaestão presentes no clipe, que também reúne títulos de notícias evidenciando o racismo que mata diariamente, principalmente por parte da instituição da Polícia Militar. Imagem reprodução clipe “Ninguém melhor do que nós mesmos pra falarmos sobre o que passamos todos os dias, por isso buscamos recortes da luta negra pra falar um pouco sobre a treta de viver sabendo que pode ser morto por engano a qualquer momento e percebemos que esse medo rola tanto pro(a) preto(a) que mora ...

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    STATEN ISLAND, NEW YORK, NY, UNITED STATES - 2016/07/17: Rally participants hold signs near the site of Eric Garner's death. On the second anniversary of the death of Eric Garner during his attempted arrest by NYPD officer Daniel Pantaleo, Black Lives Matter coalition members and supporters gathered at the site of his death on Bay Street and then marched on to the 120th Precinct of the NYPD intermittently practicing civil disobedience as NYPD Community Affairs officers attempted to regulate the march, in Tompkinsville, Staten Island. (Photo by Albin Lohr-Jones/Pacific Press/LightRocket via Getty Images)

    Vidas negras ainda não importam

    Na sua essência mais absoluta, o racismo é o processo de desumanizar o outro. Faz o racista, assim, uma escala que vai do eu-humano ao outro-animal. Por Alexandre Andrada Do Brasil Post Há ainda hoje um claro ordenamento dos subgrupos humanos. Quem está no topo dessa pirâmide é o branco. O negro, por sua vez, é o que usualmente ocupa o patamar mais baixo desse edifício abominável. Nenhum grupo étnico foi mais desumanizado ao longo dos últimos cinco séculos do que os negros. Ainda hoje a ofensa tradicional dirigida contra um negro é chamá-lo de "macaco" (ofensa particularmente comum nos campos de futebol). Usando-se esse termo, o agressor deixa claro que não reconhece o caráter humano daquele indivíduo. "O negro é um bicho e assim deve ser tratado", afirma o racista. A escravidão aparece ao longo da história humana em diversas formas e cores. Mas do século XVI ao século XIX ...

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    Vidas negras importam ou a comoção é seletiva?

    Há três meses ocorreu a chacina de Costa Barros, na qual cinco jovens negros foram assassinados pela PM no Rio. Por que não houve comoção nacional? por Djamila Ribeiro, do Carta Capital Nesta semana faz três meses que ocorreu a chacina de Costa Barros, na qual cinco jovens foram brutalmente assassinados pela Polícia Militar carioca. No total, 111 tiros foram disparados contra o carro onde Wilton, Wesley, Cleiton, Carlos Eduardo e Roberto estavam. Os quatro PMs acusados do assassinato estão presos, mas as famílias dos jovens seguem desamparadas pelo governo do RJ que sequer arcou com as despesas do enterro. Segundo dados da Anistia Internacional, dos 30 mil jovens vítimas de homicídios por ano,77% são negros. O movimento negro vem denunciando há tempos o que chama de extermínio da juventude negra. Em 2014, Claudia Ferreira da Silva foi baleada e morta numa operação da polícia militar no Morro da Congonha, ...

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    Parto

    Grávidas negras e pardas recebem menos anestesia no parto

        As desigualdades raciais e sociais atingem mulheres não somente no cotidiano, mas também no acesso aos serviços de saúde. Do pré-natal ao parto, mulheres grávidas negras e pardas permanecem em situação desfavorável quando comparadas às brancas. As pesquisadoras Maria do Carmo Leal, Silvana Granado Nogueira da Gama e Cynthia Braga da Cunha, da Escola de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, analisaram a situação de grávidas negras, brancas e pardas com relação à qualidade de vida, escolaridade e atendimento médico em estabelecimentos públicos e privados do Município do Rio de Janeiro. Foram investigadas 9.633 puérperas (logo após o parto ou que deram à luz recentemente) entre 1999 e 2001. Destas, 5.002 eram brancas, 2.796 pardas e 1.835 negras. Os dados foram coletados a partir de prontuários médicos e em entrevistas com as mães no pós-parto. Segundo artigo publicado na edição de fevereiro de 2005 da Revista de Saúde ...

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    #VidasNegras: nos últimos 15 anos, homicídios de jovens negros têm se concentrado no Nordeste

    O relator do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência, Renato Roseno, lembra que nos últimos 15 anos os homicídios de jovens negros têm se concentrado nos estados do Nordeste brasileiro. O problema precisa de mais atenção nas regiões em que ele é mais grave. Da ONUBR Junte-se à ONU na campanha #VidasNegras! A hora de enfrentar o racismo é agora!

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    14 brasileiras negras falam sobre como o racismo afeta suas vidas

    O racismo não se manifesta só em episódios pontuais: ele afeta vidas inteiras. Todo dia, cada uma destas mulheres enfrenta esta realidade. Por Giovana Feix Do M de Mulher Contrariamente ao que muita gente pensa, o racismo não existe só através de episódios pontuais de preconceito – como o caso recente de ódio contra Titi, filha adotiva de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank. Ao invés disso, ele está incrustado na base da nossa sociedade, afetando diariamente (muitas vezes, de forma silenciosa) a vida de mais da metade dos brasileiros e brasileiras. É diante deste cenário que selecionamos falas de 14 mulheres negras, vindas das mais diversas áreas de atuação, para esclarecer como o racismo se faz presente no Brasil do dia a dia. É necessário que ouçamos estas vozes – e que, da maneira como pudermos, ajudemos a ampliar cada vez mais o seu alcance. Obrigada por me deixarem cantar até o ...

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    EUA: polícia de Chicago ‘não tem consideração por vidas de pessoas negras’, aponta relatório

    Entre 2008 e 2015, 74% das pessoas baleadas pela polícia de Chicago eram negras; relatório critica 'código de silêncio' entre policiais da cidade Do Opera Mundi A polícia de Chicago, nos EUA, “não tem consideração pela santidade da vida quando se trata de pessoas negras”, concluiu um relatório divulgado nesta quarta-feira (13/04). O documento foi produzido por uma força-tarefa que analisou a instituição nos últimos meses e é formada por nove profissionais de áreas diveras, como assistentes sociais, procuradores e juristas. “Detenções falsas, confissões forçadas e condenações injustas também são parte da história . Esses e outros eventos marcam uma longa e triste história de morte, prisão falsa, abuso físico e verbal e descontentamento geral sobre as ações da polícia em bairros negros”, diz o relatório. O documento indica que, entre 2008 e 2015, a polícia atirou em 404 pessoas, das quais 299 (74%) eram negras e 55 ...

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    Jurema Werneck (Foto: Acervo Geledés Instituto da Mulher Negra/ Alma Preta)

    Opinião: As vidas de George Floyd e João Pedro importam

    A cena chocante do segurança George Floyd, 46, sendo asfixiado pelo policial Derek Chauvin na cidade de Minneapolis, noroeste dos Estados Unidos, é uma grave violação de um direito humano fundamental: a vida. Mais grave ainda perceber que a história se repete e a vítima continua sendo negra. Não só na megapotência norte-americana, como também no Brasil. A cada 23 minutos, morre um jovem negro no nosso país, segundo levantamento feito pela Anistia Internacional na campanha Jovem Negro Vivo. A comoção pelo assassinato de George tomou as ruas em protestos nos estados Minnesota, Geórgia, Kentucky, Nova York, Califórnia, Ohio e Colorado. E ainda que sejam legítimas as manifestações e a indignação tenham razão de acontecer, vimos uso excessivo da força por agentes do Estado contra manifestantes. Jornalistas que praticam o direito à liberdade de expressão e reunião foram presos por simplesmente fazer seu trabalho e o presidente dos Estados Unidos, ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Pandemia reforça que determinadas vidas não valem nada, diz escritora

    A morte de João Pedro Matos Pinto, de 14 anos, baleado dentro da casa de seu tio em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar fluminenses, é um reflexo do que a escritora Bianca Santana, doutora em ciência da informação e mestra em educação pela USP, classifica como um genocídio da população negra no Brasil. Integrante da Uneafro Brasil e da articulação da Coalizão Negra Por Direitos, Bianca participou da live Ao Vivo Em Casa promovida pela Folha nesta quarta-feira (20) e criticou duramente a ação policial no Rio. “Imagina o seu filho, dentro da sua casa, brincando com os primos, e o Estado brasileiro abrir a porta e atirar na sua criança. Não é acaso, não é bala perdida, não é violência. É uma política deliberada do Estado brasileiro”, afirma. “Há um genocídio em curso no Brasil. ...

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    Reprodução/Facebook

    ‘Nossas vidas importam’: movimento cobra de autoridades o acesso adequado à saúde para os mais vulneráveis

    Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (14), a Anistia Internacional Brasil vai lançar a campanha “Nossas Vidas Importam”, que faz frente à pandemia do novo coronavírus. O movimento é um alerta às autoridades brasileiras para que nenhuma pessoa seja deixada para trás no combate à crise. A live será realizada às 19h no canal da Anistia Brasil no YouTube. A iniciativa cobra que sejam tomadas medidas concretas e urgentes pelas autoridades federais, estaduais e municipais, a fim de minimizar os impactos da Covid-19. A organização destaca a atuação ativa e efetiva da sociedade civil, em contraste com as ações das autoridades. “As necessidades de populações mais vulneráveis devem ser reconhecidas, pois em suas realidades, marcadas pela desigualdade estrutural, elas já estão se mobilizando para diminuir os impactos da pandemia. São elas que, no cotidiano de privações e de ausências em políticas públicas, criam soluções", afirma Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional Brasil. ...

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    Getty Images

    Mulheres negras sofrem mais com a violência obstétrica; ouça debate

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) 140 milhões de partos são feitos todos os anos no mundo, No entanto, é difícil precisar quantos foram violentos. O termo violência obstétrica vem ganhando fôlego no mundo e ajudando a estabelecer limites na relação entre gestante e equipe médica. Aqui no Brasil, um levantamento da Fundação Perseu Abramo aponta que violência obstétrica atinge uma em cada quatro mulheres brasileiras. As agressões, no entanto, são ainda maiores quanto há um recorte racial. Mulheres negras têm mais chances de terem atendimento negado, peregrinar até achar uma maternidade, serem impedidas de ter acompanhante durante o parto, não receberem anestesia para alívio da dor e ouvirem diferentes agressões verbais. Os exemplos acima são alguns dos citados pela doula Daniela Rosa, mestre em sociologia pela Unicamp e educadora e pela médica Denise Ornelas, mestre em saúde da família pela Unifesp. Elas participaram do episódio desta semana. Ouça ...

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    (29 de Março, 1968, Memphis – USA. Bettmman Collection/Getty Images)

    Pandemia, segregação racial e as vidas que não importam

    O tempo do racismo não é cronológico. O tempo do racismo é lógico e psicológico, ou seja, transfunde a cronologia histórica. É dessa maneira que o racismo se mantém na estrutura da sociedade. Por Alexandre Filordi, no Jornal GGN (29 de Março, 1968, Memphis – USA. Bettmman Collection/Getty Images) O tempo do racismo não é cronológico. O tempo do racismo é lógico e psicológico, ou seja, transfunde a cronologia histórica. É dessa maneira que o racismo se mantém na estrutura da sociedade. Entra ano e sai ano, no caso que aqui me interessa, os negros precisam provar que são humanos, gente com sangue, dor, padecimentos, sentimentos, inteligência, beleza. Eles precisam provar que não são menos e que as mesmas mazelas da finitude humana não lhes são diferentes das de ninguém. Os jornais franceses denunciam, escandalizados, a cena dantesca em que dois pesquisadores do Inserm (Instituto Nacional ...

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    Salvar vidas e garantir direitos da população negra

    São diversos os posicionamentos e manifestos propondo saídas e alternativas para o enfrentamento do grave momento que estamos vivendo no Brasil e no mundo. Da CONEN Um dos mais importantes é a “Plataforma emergencial para o enfrentamento da pandemia do Coronavírus e da crise brasileira”, construído pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, partidos políticos do campo democrático e popular, centrais sindicais, movimentos populares e estudantis, organizações democráticas da sociedade brasileira, pela sua densidade propositiva, política e construção unitária. Além de seu caráter emergencial e específico – o combate ao Coronavírus – essa Plataforma amplia o debate sobre a necessidade de um projeto em condições de promover, de fato, reformas estruturais e as transformações necessárias na sociedade e na vida dos brasileiros e brasileiras. A CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras, contribuiu com a elaboração e assina essa Plataforma. Entretanto, com esse documento, chama a atenção dos signatários ...

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    Nota da Frente Estadual de Juristas Negras e Negros do Rio de Janeiro sobre a responsabilidade do estado em relação á vida das pessoas submetidas ao sistema prisional durante a pandemia

    A FEJUNN-RJ, por intemédio desta nota, vem a público oferecer apoio às instituições defensoras das liberdades públicas, em especial à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro – DPGE, que – incansavelmente – vem lutando para reduzir a superlotação dos presídios e das unidades de internação de adolescentes, com o objetivo de evitar o contágio pela COVID-19, durante a pandemia. Do  FEJUNN, Enviado para o Portal Geledés  (Foto: Reprodução/Facebook) Temos acompanhado com muita atenção a luta da DPGE para implementação dos direitos previstos na Constituição da República. Por isso, estamos apreensivos com as negativas sistemáticas de seus pedidos de Habeas Corpus, o que, a toda evidência, parece-nos apontar para uma insensibilidade incompatível com a atual conjuntura e, sobretudo, com o princípio da dignidade da pessoa humana. Tratando-se de um dos momentos mais difíceis da história da humanidade, espera-se que os juízes e as juízas, pelo lugar ...

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