Aplicativo irá ajudar no combate à violência contra a mulher

Rio Grande do Sul será o primeiro estado brasileiro a instituir parceria com o poder público para uso do aplicativo. Foto: Rodrigo Ziebell/SSP RS/ Divulgação

Foi lançado na tarde desta quinta-feira (17), na sede da SSP (Secretaria da Segurança Pública), o aplicativo PLP 2.0 contra a violência a mulher, que prioriza o atendimento da segurança pública às mulheres com medida protetiva. A ferramenta é uma iniciativa da ONG (organização não-governamental) Themis, em parceria com o Instituto da Mulher Negra Geledés.

no Plantão RS

Conforme a SSP, o PLP 2.0 permite o acionamento do serviço de atendimento de emergência, que receberá a informação e a localização da vítima, através de informação via GPS. Os operadores também obterão todo o histórico do caso da mulher. O aplicativo estará disponível para os sistemas operacionais Android e iOS.

Inicialmente, o PLP 2.0 será usado por duas mulheres em situação de violência, moradoras do bairro Restinga. Após a fase de teste, o uso será estendido para toda a cidade de Porto Alegre. As usuárias sempre serão selecionadas pelo Poder Judiciário, responsável pela expedição das medidas protetivas, que utilizará como critério primordial o grau de violência investido contra a vítima.

Conforme a coordenadora de projetos da entidade, Lívia de Souza, o propósito do aplicativo é “dar agilidade no atendimento de casos extremos de violência e fortalecer a rede de proteção à mulher por meio da tecnologia social”.

O Rio Grande do Sul será o primeiro estado brasileiro a instituir, oficialmente, a parceria com o poder público para a utilização do aplicativo.

+ sobre o tema

para lembrar

Mato Grosso do Sul: Começa hoje campanha pelo fim da violência contra a mulher

A Secretaria Municipal de Assistência Social promove, a partir...

A violência contra a mulher indígena brasileira e a Lei Maria da Penha

BRASILEIRAS: O programa é uma edição especial do Brasil...

Estupro: o que nunca será sexo

Toda a delícia do carnaval vem da liberdade. Nas...

Nicarágua realiza fórum sobre violência contra a mulher

O Parlamento nicaraguense promoverá nesta quinta-feira (24) um fórum...
spot_imgspot_img

Coisa de mulherzinha

Uma sensação crescente de indignação sobre o significado de ser mulher num país como o nosso tomou conta de mim ao longo de março. No chamado "mês...

A Justiça tem nome de mulher?

Dez anos. Uma década. Esse foi o tempo que Ana Paula Oliveira esperou para testemunhar o julgamento sobre o assassinato de seu filho, o jovem Johnatha...

Dois terços das mulheres assassinadas com armas de fogo são negras

São negras 68,3% das mulheres assassinadas com armas de fogo no Brasil, segundo a pesquisa O Papel da Arma de Fogo na Violência Contra...
-+=