Dilma condena ‘coiotes’ mas diz que Brasil vai receber haitianos

Em visita ao Haiti, presidenta também anunciou a redução da tropa brasileira naquele país de 2,2 mil homens para 1,9 mil

Em visita ao Haiti nesta quarta-feira, a presidenta Dilma Rousseff falou sobre a imigração de haitianos para o Brasil e condenou a ação de “coiotes” (pessoas que atravessam os imigrantes ilegalmente pelas fronteiras, cobrando por isso) e reforçou as medidas adotadas recentemente pelo governo brasileiro para concessão de vistos e repressão ao tráfico de pessoas vindas do Haiti.

Presidente do Haiti, Michel Martelly, cumprimenta a líder brasileira, Dilma Rousseff

A presidenta disse que o Brasil está aberto para receber o povo haitiano, mas que é preciso combater os coiotes que agem no recrutamento e no transporte ilegal de imigrantes para o Brasil. “Devemos combater esses criminosos, que se aproveitam das vulnerabilidades das famílias, expondo-as a situações desumanas durante a travessia, além de explorá-las, cobrando taxas escorchantes”.

A presidenta lembrou a mudança de regras na concessão de vistos brasileiros para haitianos, que entraram em vigor recentemente, e disse que as medidas foram tomadas em reconhecimento às dificuldades sociais e econômicas do povo haitiano.

Em janeiro, o governo brasileiro decidiu regularizar cerca de 4 mil haitianos que já estão no Brasil e criou um visto especial de permanência, que não exige a comprovação de vínculo empregatício no Brasil antes da vinda para o país. As novas regras poderão beneficiar 1,2 mil haitianos por ano.

“Reafirmo o duplo propósito das políticas de visto: garantir o acesso em condições de segurança e de dignidade e, ao mesmo tempo, combater o tráfico de pessoas, o que temos feito em cooperação com países vizinhos”, disse a presidenta.

Além das questões militares e da situação dos imigrantes, durante a visita ao Haiti, Dilma também está discutindo medidas de apoio ao desenvolvimento econômico e reconstrução do país. A agenda da presidenta no país inclui um encontro com organizações não governamentais brasileiras que trabalham com ajuda humanitária no Haiti e uma visita ao batalhão brasileiro na Minustah.

Tropas

A presidenta também anunciou a redução do contingente de militares brasileiros no Haiti de 2,2 mil para 1,9 mil homens. O Brasil comanda a Missão da Organização das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, conhecida como Minustah, criada em 2004.

A tropa brasileira foi reforçada após o terremoto que devastou o Haiti em janeiro de 2010. Com a redução, o contingente volta a ter o número de militares que tinha antes da tragédia.

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A mudança, segundo Dilma, faz parte de uma nova estratégia de segurança para o Haiti, que inclui a redução gradual da presença militar no país. “Temos que pensar a longo prazo e, por isso, uma comissão vai ser instalada para avaliar a segurança na medida que haja sistemática redução das tropas da Minustah”, disse a presidenta em declaração à imprensa no Palácio Presidencial haitiano, em Porto Príncipe.

 

 

Fonte: IG

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