Menino vira “lavador de louça” oficial de casa após dizer à mãe que isso é coisa de mulher

Com a intenção de conscientizar os filhos sobre machismo, Gracy Izaú agora divide algumas tarefas domésticas com os filhos de 8 e 13 anos. Publicação no Facebook contando a história fez sucesso.

Do M de Mulher , por CLARA NOVAIS

A microempresária Gracy Izaú, 31 anos, não costumava pedir ajuda dos filhos – um de de 13 e outro de 8 anos – nas tarefas doméstica. “Sou muito dinâmica e preferia fazer as coisas sozinhas para fazer mais rápido”, justifica. Até que foi surpreendida por um comentário machista do mais velho e resolveu mudar essa situação.

Ele a disse que “lavar louça é coisa de mulher” e, desde então, ficou encarregado de lavar a louça da família todos os dias. Além disso, Gracy aproveitou o momento para também ensinar ao mais novo a importância de todos contribuírem para as atividades domésticas e agora é ele quem tira a mesa.

A história ficou famosa, no dia 24 de setembro, após Gracy compartilhá-la no Facebook: “Meu filho de 13 anos disse para mim hoje que lavar louça é coisa de mulher, e que homem não tem obrigação de fazer serviços domésticos. Sendo assim, a partir de hoje ele será responsável por lavar a louça todos os dias, e como hoje estou inspirada, o mais novo tb ganhou sua tarefinha, ele vai retirar a mesa de todas as refeições. Sei que minhas noras me agradecerão no futuro. #pqsoudessas #machismonao #independentedaidade”

 

Em conversa com CLAUDIA, Gracy contou que o episódio aconteceu após o filho reclamar que estava com fome enquanto ela preparava o jantar. A mãe, então, disse ao menino que a refeição ficaria pronta mais rápido se ele a ajudasse lavando a louça, foi quando ele disse que isso é obrigação de mulher. A microempresária não hesitou em ensiná-lo que as atividades de casa são responsabilidades de todos, independentemente do gênero.

Já se passou uma semana desde o ocorrido e Gracy conta que os dois filhos continuam cumprindo suas novas atividades diárias. Ela afirma que não fez isso para punir os filhos, mas para ensiná-los, e que os dois compreendem seu propósito. “Eles não entenderam a minha intenção de cara, mas há algum tempo eu venho tentando conscientizá-los com muito diálogo”, conta, “eles são obedientes e agora entenderam o intuito que eu tive com essa ação”.

Porém, como é questão de hábito, demoraram alguns dias até que esse processo se tornasse natural, mas parece que, enfim, o combinado entrou nos eixos. “No início da semana eles não estavam acostumados, mas agora um lembra o outro e, ontem mesmo, já foram direto sem que eu precisasse pedir” comenta.

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