quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: machismo

Anthea Yur (centro) lidera manifestantes em marcha contra o ódio anti-asiático em resposta aos ataques m Minneapolis, Minnesota Foto: KEREM YUCEL/AFP

Para mulheres asiático-americanas, racismo e machismo são inseparáveis

Depois que oito pessoas, seis delas mulheres asiáticas, foram mortas a tiros esta semana em um ataque perto de Atlanta, um oficial policial disse que, nas próprias palavras do atirador, suas ações “não foram motivadas racialmente”, mas foram causadas por “vício sexual”. De acordo com o capitão Jay Baker, do departamento de polícia do condado de Cherokee, onde uma das três casas de massagens atingidas fica localizada, a investigação está em seus estágios iniciais. Mas a implicação era clara: tinha que ser um motivo ou outro, não ambos. A declaração foi recebida com incredulidade por muitas mulheres asiático-americanas, para quem o racismo e o machismo sempre estiveram inextricavelmente ligados. Para elas, o racismo geralmente assume a forma de ações sexuais indesejadas e o assédio sexual costuma ser abertamente racista. Com relatos de ataques contra asiáticos surgindo depois que o governo de Donald Trump enfatizou repetidamente a conexão da China com ...

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Lia Zanotta Machado (Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Machismo, confinamento e desemprego favorecem feminicídio, diz Lia Zanotta

O ano começou com casos de violência contra a mulher. O Distrito Federal registrou quatro ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha. Durante a virada do ano, duas mulheres sofreram tentativas de feminicídios. Uma delas ficou sob a ameaça de uma faca até a chegada da polícia e a outra foi alvo de quatro disparos de arma de fogo, que não a atingiram. Nenhuma das duas ficaram feridas e os agressores foram presos em flagrante. A pandemia, o desemprego e especialmente o fator histórico, são algumas das causas que podem explicar o aumento do número de casos de violência por questões de gênero, segundo a especialista em direitos das mulheres Lia Zanotta Machado. “Você tem um sexismo estrutural enorme por causa da desigualdade de gênero na memória social e na memória jurídica. Era escrito em lei que as mulheres não valiam o mesmo que os homens. A ideia da desigualdade ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Calar sobre ataques a Manuela, Marília e mulheres negras é ser conivente

Não é um acaso que os ataques de ódio e fake news recaíram sobretudo contra Manuela D'Ávila (PCdoB) nas eleições municipais de 2020. Ela disputou pela terceira vez a Prefeitura de Porto Alegre em uma campanha acirrada. Perdeu o segundo turno para o emedebista Sebastião Melo, eleito com nove pontos percentuais de diferença. Duas condições fizeram de Manuela o principal alvo dessa ofensiva: a rejeição à esquerda e o fato de ser mulher, com muito mais peso no fator gênero. O machismo é um forte componente nas práticas de disseminação de ódio e de desinformação. Essas estratégias, com recorrência, apelam para a condição de mulher, como se fosse uma fraqueza ser mulher e, portanto, um alvo mais fácil de constranger e desmobilizar. Isso só ganha força em uma sociedade que se escora no machismo e na misoginia, no racismo e na homofobia. Foi assim com Manuela, com Marília Arraes (PT) ...

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Marcha das Mulheres 2017 (Foto: Natália Carneiro)

A cruzada contra as mulheres brasileiras

Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria. É importante que as mulheres brasileiras, cidadãs com plenos direitos, saibam que, na esfera das Nações Unidas, é com esses países que o Brasil se alia em temas relativos aos seus direitos humanos. Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tal posição na ONU? Em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cujo tema principal era a aprovação de resolução proposta pelo México sobre a discriminação contra mulheres e meninas, o Brasil, ...

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Desaparecimento de mulheres é problema crescente no Peru (Foto: GETTY IMAGES)

A ‘epidemia silenciosa’ de desaparecimento de mulheres no Peru

No fim da tarde de 18 de janeiro, Dominga Román, de 46 anos, deixou sua casa no distrito de Sayán, no centro do Peru e nunca mais voltou. Alguns dizem que ela foi a uma festa com uma amiga, outros, que a viram depois em um ponto de ônibus e há inclusive relatos de que ela estava andando em determinada rua ou que entrou em um táxi. "Ninguém nos contou realmente o que aconteceu. Já se passaram seis meses e ainda não sabemos nada, onde ela está, o que aconteceu com minha mãe", diz Oriana Romero, filha de Dominga, uma das centenas de mulheres que desapareceram no país até agora este ano, à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. No dia seguinte, o celular de Dominga não tinha mais sinal. Oriana tentou se comunicar com ela várias vezes e, não obtendo resposta, foi a Sayán ...

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Reprodução/Rede Globo

Afinal, o que aprendemos com o BBB20?

O Big Brother Brasil, em uma edição chamada por muitos de histórica, chegou ao fim. E a pergunta que fica é: o que foi possível aprender com o entretenimento mais assistido durante a quarentena? Alguns podem pensar que se trata apenas de um Reality Show para distrair os que já estão distraídos na vida, outros uma oportunidade para refletir sobre temas sociais pautados pelas falas dos participantes, como desigualdade social, machismo, relações abusivas, racismo, entre outros.  Antes, vale lembrar aqui que o programa chegou à sua 20º edição, ou seja, são 20 anos em que o Reality torna a vida de anônimos entretenimento para milhares de brasileiros. E diria também, uma “máquina de fazer celebridades”, os quais, por meio de suas histórias, acabam fomentando debates e/ou polêmicas. Essa edição, por ser a 20ª, contou com 20 Brothers, dez homens e dez mulheres - muito equilibrado do ponto de vista cis-, ...

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Violência doméstica e os precipícios do machismo

Nas janelas, lenços brancos denunciam opressão. Surgem redes solidárias. No Congresso, propostas punitivas só arranham o patriarcado. Uso emergencial de hotéis durante isolamento é opção — mas elas terão até de ser expulsas de casa?… Por SOS Corpo, Do Outras Palavras (Foto: Getty Images) Uma questão que tem se destacado como um problema na situação de confinamento social por conta da pandemia é tanto o agravamento quanto o aumento da violência doméstica contra as mulheres. Lideranças do mundo todo reforçam e tomam medidas para efetivar o isolamento social como medida fundamental para conter o vírus. #Fiqueemcasa está entre as hashtags mais usadas nas últimas semanas em todas as redes sociais, por personalidades, organismos internacionais e Estados. O governo Bolsonaro segue isolado, remando contra a maré. Até Donald Trump, que ensaiou ser contra as medidas de isolamento social, reviu sua posição. O que é a solução para ...

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Foto: André Leonardo

Comentários sobre a Carta de Juristas Negras na III Conferência Nacional da Mulher Advogada

O dia 06 de março de 2020 ficará marcado na história da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) como o dia em que mulheres negras se articularam para dar voz aos pleitos de equidade racial no Sistema OAB, defendendo a necessidade de uma política institucional que, interseccionando gênero e raça, rompa com as barreiras construídas pelas estruturas do machismo e do racismo. A mobilização das mulheres negras em rede para atuação sociopolítica e jurídica não é fato inédito, uma vez que, tanto dentro quanto fora da institucionalidade, a realidade reivindica-nos racionalidade instrumental e comunicativa e estratégias ancestrais substanciosas, para que seja garantida existência, desenvolvimento, participação nas arenas decisórias historicamente defesas e não retrocesso das conquistas obtidas pelo protagonismo coletivo. E, assim, a atuação coletiva comentada se deu no âmbito da III Conferência Nacional da Mulher Advogada (CNMA), com o tema Igualdade, Liberdade e Sororidade, que ocorreu em Fortaleza, nos dias ...

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https://brasil.elpais.com/smoda/2020-01-11/megxit-machismo-classismo-e-racismo-no-ultimo-drama-real.html

‘Megxit’: machismo, classismo e racismo no último drama real

Os tabloides e o setor reacionário concentram as críticas em culpar Meghan Markle pela decisão dos duques de Sussex de se tornar ‘independentes’ da Coroa. Por Noelia Ramirez, do El País A duquesa de Sussex, Meghan Markle, em 2018. (Foto: CORDONPRESS) “A imprensa britânica teve sucesso em seu aparente projeto de assediar Meghan Markle, duquesa de Sussex, para que vá embora da Grã-Bretanha.” A professora de jornalismo Afua Hirsch, autora de Brit(ish): On Race, Identity and Belonging, publicou quinta-feira o artigo Black Britons Know Why Meghan Markle Wants Out (“negros britânicos sabem por que Meghan Markle quer ir embora”) no The New York Times. Sua coluna criticou a monarquia como “centro simbólico do establishment” responsável pela noção de um Império Britânico “construído com base em uma doutrina de supremacia branca”. Também descreveu o “tratamento racista” que a canadense sofre na mídia britânica desde o anúncio de ...

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O machismo faz a cama do fascismo, alertam líderes de movimento de mulheres da França

A ascensão de governos de ultradireita em vários países do mundo aumenta os riscos de ataques às mulheres e aos direitos das mulheres. No governo Trump, por exemplo, nada menos que 32 Estados questionam na Justiça a legislação sobre o aborto. Por ELEONORA DE LUCENA E RODOLFO LUCENA, Da Tutaméia  Eleonora, Rodolfo, Christinne, Élisabeth e Izabella na conversa sobre feminismo, democracia e literatura (Foto: Imagem retirada do site Tutaméia ) É o alerta que fazem as advogadas Christine Villeneuve e Élisabeth Nicoli, dirigentes da organização francesa Aliança das Mulheres pela Democracia (AFD). Também diretoras da editora Des Femmes – Antoinette Fouque, elas estiveram no Brasil no início de novembro para o lançamento da edição bilígue de “Poemas de Recordação e Outros Movimentos” (Poèmes de La Mémoire et Autres Mouvements), de Conceição Evaristo. Falando ao TUTAMÉIA (com a gentil participação da brasileira Izabella Borges, professora da Sorbonne e ...

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A reportagem sobre 10 melhores destinos para viajar escondia conselhos às vítimas de violência de gênero.

Falsa revista de moda espanhola escondia um guia contra a violência machista

Polícia Local de Dénia identificou 24 vítimas de violência de gênero que nunca haviam denunciado graças as 70 publicações que distribuiu por 18 estabelecimentos frequentados por mulheres   Por Cristina Vázquez, do El País A reportagem sobre 10 melhores destinos para viajar escondia conselhos às vítimas de violência de gênero. (Reprodução/El País) Uma falsa revista feminina camuflava um guia contra os maus-tratos. Esse foi o método nada ortodoxo com que o município de Dénia (Espanha) conseguiu descobrir novos casos de violência machista. Setenta exemplares dessa falsa revista de moda e viagens circularam durante quase dois anos por 18 estabelecimentos frequentados por mulheres do município, o que serviu para que 24 mulheres que nunca haviam denunciado pedissem ajuda. Não era só mais uma publicação: uma reportagem de como fazer sucesso no Instagram ensinava na realidade a averiguar se eram vigiadas nas redes sociais por seus companheiros e como ...

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Entre o machismo e o racismo

Mulheres negras são as que mais sofrem violência doméstica no Brasil. São as que mais denunciam agressões. São as maiores vítimas de homicídio e feminicídio. É o que mostram dados estatísticos. As vítimas dessas agressões têm duas coisas em comum: gênero e raça. O que a frieza dos números deixa evidente é que a raça é determinante para as histórias dessas mulheres que sofrem violência. Fernanda* é uma mulher negra de 31 anos. Viu a mãe apanhar do pai quando era pequena e não conseguiu escapar do ciclo de violência. Após sofrer agressões do marido e ver sua filha ameaçada pelo próprio pai, tentou denunciá-lo mais de uma vez, mas não conseguiu. Foi desencorajada no lugar onde deveria ter encontrado proteção, a delegacia. Ela procurou primeiro a delegacia da mulher. “A delegada disse que não tinha nada pra fazer por mim, que eu precisava esperar acontecer alguma comigo ou com ...

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Dona Zezé e Manu da Cuíca são algumas das poucas mulheres que brilham entre compositores Foto: Arte sobre foto de Leo Martins

Mulheres vencem machismo em disputa de samba-enredo das escolas do Grupo Especial

Manu da Cuíca e Sandra de Sá serão as únicas compositoras com obras cantadas pelas agremiações do Grupo Especial em 2020 Por Renan Rodrigues, do O Globo Dona Zezé e Manu da Cuíca são algumas das poucas mulheres que brilham entre compositores Foto: Arte sobre foto de Leo Martins Elas têm que ser boas de samba. Mas só isso não basta. Precisam também vencer o preconceito, num mundo predominantemente masculino, para que suas vozes sejam ouvidas. Este ano, por exemplo, só duas mulheres conseguiram emplacar um samba-enredo nos desfiles do Grupo Especial — as outras 11 composições que vão brilhar na Avenida são de homens. — É um ambiente marcadamente masculino. As mulheres nas escolas de samba participam, historicamente, de outros segmentos. E não é que não queiram, mas porque há predomínio masculino mesmo. Não faltam, por exemplo, sambas que exaltam belezas femininas com algumas demarcações ...

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https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2019/09/30/por-que-ha-homens-que-nao-suportam-conviver-com-mulheres-bem-sucedidas/

Por que há homens que não suportam conviver com mulheres bem-sucedidas?

"Tenho 36 anos e sou executiva de uma grande empresa. Profissionalmente estou ótima, mas a área do amor deixa muito a desejar. Estou separada há quatro anos e desde então nunca tive uma relação fixa; só algumas transas sem compromisso. Não sei se já vou insegura para o primeiro encontro, acreditando que os homens temem mulheres independentes como eu e vão se afastar, o que na realidade acaba acontecendo. Será que os homens não suportam conviver com mulheres que têm mais sucesso profissional que eles?" Por Regina Navarro Lins, do Universa Photo by rawpixel.com from Pexels Mulher independente. Assim são conhecidas as mulheres que ganham seu próprio dinheiro e, o melhor de tudo, não têm que prestar contas dos seus gastos a ninguém. É muito comum se dizer que o homem teme a relação com a mulher independente. Alega-se que, além de não estar preparado para abrir mão da ...

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21% das equipes de tecnologia do Brasil não têm nenhuma mulher

A ausência de representatividade também é percebida em outros recortes: 32,7% das equipes não têm nenhuma pessoa negra e 50,4% não contam com profissionais “não heterossexuais” No Época Negócios NO LEVANTAMENTO, 21% DOS ENTREVISTADOS RESPONDERAM QUE EM SUAS EQUIPES NÃO HÁ NENHUMA MULHER E 32,7% DISSERAM NÃO TRABALHAR COM NENHUMA PESSOA NEGRA (FOTO: PEXELS) Mais da metade da população brasileira é formada por mulheres e 27% da população é composta por mulheres negras, segundo o IBGE. Mesmo assim, o mercado de tecnologia é marcado pela pouca diversidade e a falta de representatividade. Entre os profissionais de área, predominam homens (68,3%) e pessoas brancas (58,3%). O fato é apontado pela pesquisa “Quem Coda o Brasil”, realizada pela PretaLab (iniciativa que estimula a diversidade no universo das tecnologias), em parceria com a consultoria global de software ThoughtWorks. Segundo o levantamento, 21% dos entrevistados responderam que em suas equipes ...

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O erótico como poder

Nunca é fácil demandar o máximo de nós mesmas Por Djamila Ribeiro, Da Folha (Imagem: Lucas Lima/UOL Estilo) “O erótico não é sobre o que fazemos; é sobre quão penetrante e inteiramente nós podemos sentir durante o fazer. E uma vez que saibamos o tamanho de nossa capacidade de sentir esse senso de satisfação e realização, podemos então observar qual de nossos afãs vitais nos coloca mais perto dessa plenitude.” Esse é um trecho do artigo “Os Usos do Erótico: O Erótico como Poder”, da feminista e pensadora negra Audre Lorde, que nos traz reflexões muito profundas sobre transcender as normas impostas para poder sentir o erótico como força vital. Em uma sociedade patriarcal e racista, Lorde argumenta que o erótico foi destituído do seu sentido real, tornando-se algo superficial, mecanizado, confinado somente “ao quarto” e utilizado para benefício dos homens, uma vez que foi esvaziado ...

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O mercado gamer é praticamente todo construído por homens, que a todo momento reafirmam o machismo por meio de personagens sexualizadas, burras ou submissas Foto: Arte de André Mello

Mulheres são maioria entre os gamers, mas jogos eletrônicos continuam reproduzindo machismo

Jogadoras relatam assédios e abusos em ambientes em que a misoginia impera. Há até quem use perfis masculinos para evitar xingamentos Por Alice Cravo*, do O Globo    O mercado gamer é praticamente todo construído por homens, que a todo momento reafirmam o machismo por meio de personagens sexualizadas, burras ou submissas Foto: Arte de André Mello "O seu lugar é na cozinha, então fique lá"."Você só é boa para fazer sexo". "Cala a boca, você é uma menina. Mulheres não podem falar". "Direitos das mulheres não existem". "Sua puta, sua prostituta". "Você está exagerando como uma mulher". Essas são algumas das frases que mulheres gamers escutam diariamente quando tentam ocupar o seu espaço em uma das maiores indústrias do mundo. E olha que, no Brasil, elas são 52,6% do público consumidor de jogos eletrônicos, segundo pesquisa de 2016 realizada pela agência de tecnologia interativa Sioux, ...

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Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU)

“Dizer que nós mulheres indígenas não enfrentamos violência de gênero é mentira”

Porta-voz do movimento das mulheres indígenas, Ro’Otsitsina Xavante conta como elas estão se organizando para combater o machismo nas aldeias Por MARINA ROSSI, do El País  Ro’Otsitsina Xavante no Acampamento Terra Livre em Brasília. (Foto: LUCAS LANDAU/El País ) Mulheres indígenas de todo o país sairão em marcha pela primeira vez para chamar a atenção para questões de gênero de seus povos. A decisão foi tomada durante o Acampamento Terra Livre, que terminou na última sexta-feira na capital federal. Elas se juntarão à Marcha das Margaridas, manifestação anual que ocorre todo o mês de agosto em Brasília, liderada por trabalhadoras rurais. “Queremos compor com as Margaridas para mostrar aliança”, contou Ro’Otsitsina Xavante, que, na diversidade do movimento de mulheres indígenas, é uma de suas porta vozes. Durante o acampamento, as "parentas", como elas chamam umas às outras, realizaram uma plenária para debater suas principais demandas. Organizaram-se separadamente por ...

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Montagem Carta Capital

Conheça 10 pastoras, teólogas e ativistas que discutem o machismo

O que essas mulheres fazem é profecia. Denunciar as violências é profético e ‘não podemos deixar a profecia cair’ Por Colaborou Angelica Tostes*, da Carta Capital  Montagem Carta Capital Da antiguidade até o presente, normas religiosas tentam moldar comportamentos que limitem a vida pública e privada das mulheres. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) não desassociou em nenhum momento de sua campanha eleitoral a narrativa religiosa da disputa política. Seu slogan político/religioso Brasil acima de tudo, Deus acima de todos prova que o discurso teológico hegemônico ganhou – mais uma vez – centralidade no debate eleitoral brasileiro. A teologia patriarcal determina o espaço que os corpos das mulheres devem ocupar, culpabilizando e demonizado aquelas que procuram romper com as “normas e regras” impostas. Colocam nosso corpo como centro da política religiosa. Nossos direitos sexuais e reprodutivos são sempre ameaçados por discursos religiosos que culpabilizam e dominam as mulheres. Tais ...

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Foto: Ana Juan

O machismo, o feminismo e as diferenças geracionais

Pesquisa para questionar masculinidades tóxicas e machistas e reconstruir a hombridade mostra como os homens jovens não definem suas peculiaridades da mesma forma que os mais velhos. E o que dizem as mulheres? A diferença geracional dos homens na hora de encarar o feminismo Os padrões masculinos estão se transformando. Sobretudo para os mais jovens. Eles dizem compartilhar tarefas domésticas e ter mais inteligência emocional que seus pais. Mas as mulheres não percebem essa alteração na mesma medida O feminismo não originou apenas reações de adesão ou rechaço. Provocou a necessidade de uma revisão do modelo tradicional de homem e de masculinidade. Obrigou a revisar estereótipos e a buscar alternativas ao macho ibérico. Para questionar masculinidades tóxicas e machistas e reconstruir a hombridade, há poucos dados objetivos sobre o que se entende como valores e modelos característicos do gênero masculino. Mas o fato é que algo está mudando. Uma pesquisa da empresa 40dB encomendada ...

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