Se Eike Batista tivesse ouvido a dona Laurinda – Por: Fernanda Pompeu

Leio que Detroit, a cidade que aprendemos a conhecer pelos filmes americanos, pediu concordata. Ela que já foi a meca dos automóveis, passou de 2 milhões de habitantes para setecentos mil.

Também leio que o mais badalado empresário brasileiro, Eike Batista, controlador do gigante EBX , perdeu bilhões no último mês. Sua derrocada é descrita pela mídia com o mesmo estardalhaço com que ela o mimou.

Fico calculando, se uma Detroit e um Eike tombaram, o que será de nós, os peixinhos, na vastidão do mercado? O que será de mim que vivo da minha pena de aluguel? O que será dos jovens que andam investindo ideias e energias nas startups?

De cara, não se deve comparar coisas diferentes. A aldeia das altas organizações é uma alienígena no planeta dos micronegócios. Mas como acredito que tudo está conectado, a notícia desses dois tombos acendem o pisca-alerta da minha Brasília amarela.

Dona Laurinda, passadeira de roupa da casa da minha avó nos anos 1960, se viva estivesse, daria uma baforada em seu cachimbo e com os olhos tomados pela catarata, diria: “Quanto maior o coqueiro, maior o tombo.”

A sabedoria popular é boa. Mas só serve como começo. Depois que um projeto decola, a complexidade aumenta e outras sabedorias precisam ser inventadas. Sucesso e fracasso são como o amor e o ódio, andam agarradinhos.

Vi agora na última revista Exame, que estampou na capa o Eike Batista, uma frase que apesar de feita é verdadeira: Histórias de sucesso inspiram. Histórias de fracasso ensinam. Faço coro: melhor observar o que não funcionou, do que ficar cego com o que deu certo.
Não sou especialista em cidades, menos ainda em capital grosso. Mas arrisco que toda decadência tem a ver com a ilusão de que o sucesso seja algo permanente e merecido.

Por ser a Terra redonda, num momento você sobe ao topo, no outro cai na lona. Vice-versa. Portanto: se as coisas vão mal, pense em como melhorá-las. Quando elas vão muito bem, nada de cochilar sobre os louros.

 

Fonte: Yahoo

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