quarta-feira, maio 27, 2020

    Tag: Ana Maria Gonçalves

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    Ana Maria Gonçalves estreia texto no teatro sobre Itamar Assumpção

    A escritora Ana Maria Gonçalves comemora seu primeiro texto teatral que será encenado. Trata-se de "PretOperItamar – O Caminho que Vai Dar Aqui". Ana Maria assina a dramaturgia ao lado de Grace Passô, que também dirige a peça que estreia em 28 de novembro no Sesc Pompeia, em São Paulo. A obra celebra os 70 anos de nascimento do músico paulista Itamar Assumpção (1949-2003). A idealização e direção geral são da Anelis Assumpção. Ana Maria conversou com exclusividade com Miguel Arcanjo sobre o projeto. Veja o que ela diz: Por Miguel Arcanjo Prado, Da Blog do Miguel Arcanjo Ana Maria Gonçalves em foto do projeto (Foto: Duda Portella/Divulgação– Blog do @miguel.arcanjo UOL) "Na verdade, esta é minha terceira peça; a primeira montada. Mas, com certeza, uma experiência que reescreve as anteriores. Grace Passô sempre foi uma das minhas referências, e trabalhar com ela, em conjunto com ...

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    70 anos do músico Itamar Assumpção são celebrados em novo espetáculo de Grace Passô, Anelis Assumpção e Ana Maria Gonçalves


    "PretOperItamar – o caminho que vai dar aqui" estreia no dia 28 de novembro, mês da consciência negra, no Sesc Pompeia Enviado para o Portal Geledés    Foto: Julia Braga Vida e obra do músico Itamar Assumpção são celebradas no espetáculo PretOperItamar – o caminho que vai dar aqui, que estreia no próximo dia 28 de novembro, mês da consciência negra, no Sesc Pompéia, em São Paulo. O projeto foi idealizado pela cantora e compositora Anelis Assumpção - filha do artista visionário - no marco das comemorações de 70 anos do nego dito. Ana Maria Gonçalves, autora de “Um defeito de Cor”, assina a dramaturgia com a premiada Grace Passô, que também dirige o espetáculo. Foto: Duda Portella e Shai Andrade PretOperItamar mergulha na obra do artista e traz ao palco suas performances instigantes, sua indumentária, os marcantes óculos escuros e a ...

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    Nei Lopes, músico especialista na cultura africana e sua diáspora, é o supervisor da supersérie, adaptada por Maria Camargo/Divulgação

    ‘Um Defeito de Cor’, épico sobre passado escravagista, vira supersérie na Globo em 2021

    Épico narrado por uma senhora negra que relembra sua trajetória desde a chegada ao Brasil, ainda criança, em um navio negreiro, o livro “Um Defeito de Cor” será produzido como supersérie (ou novela das onze) na Globo em 2021. por Cristina Padiglione no Telepadi Nei Lopes, músico especialista na cultura africana e sua diáspora, é o supervisor da supersérie, adaptada por Maria Camargo/Divulgação A adaptação está nas mãos de Maria Camargo, que já levou à TV os livros “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, e ” A Clínica: a Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardaga, resultado na minissérie “Assédio”. “Estamos imaginando uma coisa bem complexa para 2021: estamos  trabalhando num grande épico, uma coisa bem complexa, que o Ricardo (Waddington, responsável pelo funcionamento dos Estúdios Globo) tá quebrando a cabeça pra resolver “, disse o diretor-geral da Globo Calos Henrique Schroder durante entrevista na ...

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    (Foto Leo Pinheiro / Divulgação/ Revista Cult)

    Autora de ‘Um Defeito de Cor’, Ana Maria Gonçalves fala de adaptação da obra para TV

    A autora esteve no II Seminário Internacional Arte, Palavra e Leitura, que aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de março, no Sesc Pinheiros, em São Paulo Por Alexandre Pequeno, do Acritica.com (Foto Leo Pinheiro / Divulgação/ Revista Cult) A literatura e a linguagem servem para a criação de novos mundos, criação de novas possibilidades, por isso são tão importantes nos dias de hoje. A fala da autora brasileira Ana Maria Gonçalves sintetiza o que foi debate no II Seminário internacional Arte, palavra e leitura, ocorrido nos dias 19, 20 e 21 no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Ana Maria Gonçalves esteve presente na mesa "Direitos humanos e literatura", ao lado de Bianca Santana e Sara Bertrand, e falou sobre feminismo negro e preconceito racial no Brasil. Autora de "Ao lado e à margem do que sentes por mim" e "Um defeito de cor", se prepara para ...

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    A escritora Ana Maria Gonçalves Foto- Léo Pinheiro : Divulgação

    Ana Maria Gonçalves aponta necessidade de se debruçar, com mais força, sobre o passado histórico do país, em debate na Central do Brasil

    Autora do fenômeno literário 'Um defeito de cor', escritora participa de bate-papo aberto na biblioteca Estação Leitura, um tesouro escondido dentro de estação de metrô no Centro do Rio por Gustavo Cunha no O Globo A escritora Ana Maria Gonçalves Foto- Léo Pinheiro : DivulgaçãoA escritora Ana Maria Gonçalves Foto- Léo Pinheiro : Divulgação Ana Maria Gonçalves é um fenômeno literário em constante redescoberta. Autora do elogiado "Um defeito de cor" — livro que já tem prevista a 19ª edição, ainda neste ano —, a escritora de Ubiá, no interior de Minas Gerais, vê a própria obra ganhar releituras improváveis a cada ano. É algo bastante peculiar, ela mesma admite, lembrando que a saga histórica sobre uma escrava oriunda do Reino do Daomé (atual Benim) foi lançada em 2006. Nesta quinta-feira, às 19h30m, novos olhares são lançados para a trama contundente, num bate-papo aberto (e gratuito) ...

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    Ana Maria Gonçalves, autora de “Um Defeito de Cor” vai lançar novo romance pela Editora Record

    Ana Maria Gonçalves, depois de anos sem publicar, revela que tem inéditos e que vai publicar o romance “Quem É Josenildo?” Por Euler de França Belém, do Jornal Opção Foto: Leo Pinheiro Ana Maria Gonçalves publicou um dos mais caudalosos romances brasileiros, “Um Defeito de Cor” (Record, 952 páginas), em 2006. Millôr Fernandes, ao sugerir que se tratava do “livro mais importante da literatura brasileira” no “século 20”, contribuiu para promovê-lo. No caso, a promoção é justa, pois Ana Maria Gonçalves, de 47 anos, escreveu um livro notável. O romanção é estória, como apreciava escrever Guimarães Rosa, e é história. É um retrato da história do país — sem a pretensão de competir com o trabalho dos historiadores — pelo prisma da invenção literária. Se a escritora Toni Morrison lesse a obra, a promoveria, nos Estados Unidos, tal a vitalidade tanto da história em si quanto da forma que a autora encontrou ...

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    O que a polêmica sobre o filme “Vazante” nos ensina sobre fragilidade branca

    PRIMEIRO TRABALHO SOLO de Daniela Thomas, “Vazante”, que entrou em cartaz há uma semana, no dia 9 de novembro, foi vendido pela imprensa como um retrato da escravidão no país — mas não é o que entrega. O filme tem o mérito de provocar a conversa sobre a representação histórica da escravidão e de povos escravizados no cinema, mas também é uma obra de brancos para brancos, que está longe de se inserir na cinematografia brasileira como algo que vá muito além disso ao tratar do assunto em questão. Por Ana Maria Gonçalves, do Theintercept Assisti a “Vazante” para participar do programa da TV Globo “Conversa com Pedro Bial” junto  com a diretora do filme e o cineasta Joel Zito Araújo. Durante o programa, Daniela explica que o filme nasceu a partir de uma história que vem sendo contada há décadas em sua família: a de um parente de 50 anos que se casou com uma menina de ...

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    Pode uma escritora negra falar sem que o mediador tente roubar a cena?

    Foi no FLI BH, o Festival Literário de Belo Horizonte. Todo mundo esperando ansioso para ouvir Ana Maria Gonçalves e o mediador roubando o tempo dela e da gente. por Cidinha da Silva, do  Jornalistas Livres Ilustração: Joana Brasileiro Começou com uma frase de efeito: “a carne mais barata do mercado é a carne negra”, seguramente porque a expositora da noite era negra. Ali mesmo ele deu com os burros n’água, impactou negativamente a galera. O bordão seria repetido por mais quatro ou cinco vezes ao longo de cansativo, desnecessário e, sobretudo, inadequada exposição. O mediador não identificado era só mais um homem branco, totalmente perdido (para ser gentil) diante do esplendor de uma mulher negra, reverenciada por todos. A suposta mediação foi assaz deselegante. Uma verborragia de dados e citações estatísticas, provavelmente confrontadas pela primeira vez, na pesquisa que alimentou a tentativa vã de antecipar-se ...

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    Os privilegiados estão preparados para a verdadeira meritocracia?

    A PALAVRA “MERITOCRACIA” surgiu em 1958 no título do romance distópico e satírico “The Rise of Meritocracy”, do sociólogo e político britânico Michael Young. Foi escrito para ser uma crítica ao sistema educacional adotado na Inglaterra nos anos do pós-guerra, que dividia e preparava de maneira diferente as crianças da elite e as do povo, destinando a elas futuros também bastante distintos.Por Ana Maria Gonçalves, do The Intercept O romance previa que, em 2034, haveria uma grande revolução fomentada pela desigualdade social advinda do elitismo educacional e, finalmente, a “meritocracia” elitista seria superada por sistemas que levassem em conta as condições sociais e culturais dos indivíduos. Em 2001, Young escreveu um artigo dizendo-se bastante infeliz com o rumo que sua crítica havia tomado desde que a direita, ignorando o conteúdo do livro, havia se apropriado do termo e revestido-o com características positivas. Um dos grandes medos do sociólogo era de que a meritocracia se tornasse ...

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    Curso Racismo e Seus Afetos, com a escritora Ana Maria Gonçalves

    A escritora mineira radicada na Bahia, Ana Maria Gonçalves, ministra o curso Racismo e Seus Afetos. Do Itaú Cultural  Tomando como ponto de partida a frase “Teoria é bom, mas não impede as coisas de existirem”, do médico francês Jean-Marie Charcot, grande influenciador de Freud, a escritora propõe uma reflexão sobre o racismo como reserva de patrimônio biológico e sintoma social; como drama individual e drama coletivo, que norteia não apenas as relações brancos x negros, mas também brancos x brancos e negros x negros; como fator de segregação e de fraternidade, levando em conta suas consequências reais sobre emoções a sentimentos. Para isso, o curso é dividido em cinco módulos, cada um abordado em um dia do curso: Solidão, Medo, Desejo, Ódio e Amor. As inscrições são realizadas pelo telefone (11) 2168 1876 e acontecem de 15 a 24 de março (de terça a sexta, das 9h às 20h); ...

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    Em pleno século XXI, “história” insiste em apagar a produção das mulheres negras

    JÁ NÃO ME LEMBRO como cheguei à tese “Os Segredos de Virgínia: Estudo de Atitudes Raciais em São Paulo (1945-1955)”, de Janaína Damaceno Gomes. Janaína é professora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, doutora em Antropologia Social pela USP e Mestre em Educação e Bacharel em Filosofia pela Unicamp. Virgínia foi normalista, educadora sanitária, visitadora psiquiátrica, psicologista, socióloga e psicanalista, desafiando não apenas o lugar que se propunha ou se esperava para uma mulher – principalmente uma mulher negra – na primeira metade do século passado, mas também o pensamento dominante em relação a temas como educação e relações raciais. Por Ana Maria Gonçalves, do  intercept O trabalho de Virgínia quase foi mantido em segredo, como nos conta Janaína, “pelo roubo de arquivos, pelo mofar literal da tese da autora, por entrevistas não publicadas, por citações não feitas, por textos extirpados de compêndios, pela eleição de uma bibliografia canônica que ...

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    Na polêmica sobre turbantes, é a branquitude que não quer assumir seu racismo

    QUASE TODA CIDADE pequena – principalmente as de Minas – tem seu louco de estimação. Aquele que toda a cidade conhece, cuida e por quem zela como uma espécie de patrimônio. Ibiá, onde nasci, tinha o Zé Tem Dó; e foi com ele que aprendi sobre o valor simbólico de certos objetos. Por Ana Maria Gonçalves Do The Intercept Eu devia ter uns quatro ou cinco anos. Minha mãe era costureira, e o Zé colecionava carretéis de linha. Portanto, suas visitas à minha casa eram constantes, porque minha mãe guardava todos os carretéis para ele e sempre oferecia algo mais, como um refresco, uma roupa, um prato de comida. Pensando que o Zé estava distraído, certa vez tentei pegar em um destes carretéis. Ele se levantou com um pulo e, com mais dois, estava parado na minha frente, protegendo os valiosos bens que, para minha mãe, eram apenas sobras de trabalho. ...

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    Marinha agride, intimida e ameaça comunidade quilombola na Bahia

    OS POUCOS QUILÔMETROS que separam a guarita fortemente vigiada por oficiais da Marinha do vilarejo de casas pertencentes às famílias que resistem no Quilombo Rio dos Macacos contam mais do que uma história recente: fazem parte de um cerco. Por Ana Maria Gonçalves, do The Intercept A palavra quilombo vem do Quimbundo, língua banta falada em Angola, e significa união, acampamento, arraial, povoação. No Brasil, no contexto da escravidão, tornou-se lugar de resistência dos povos escravizados e, segundo o mestre Nei Lopes, tem dupla conotação: uma toponímica e outra ideológica. Para acabar com um quilombo era necessário fazer o cerco – tática que vem sendo aprimorada e empregada há séculos pelo governo brasileiro. Nesse caso específico, a Marinha brasileira quer atacar o quilombo na sua raiz, na fonte que lhe deu o nome: o Rio dos Macacos. Já tinha construído uma barragem, que tirava o curso do rio de dentro do território ...

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    A arte brasileira ainda não sabe lidar com o negro, diz a escritora Ana Maria Gonçalves

    Autora de "Um defeito de cor" fala de racismo, das dificuldades para o negro ser aceito como produtor de cultura e da predominância branca na literatura nacional Por Carlos André Moreira Do ZH A escritora Ana Maria Gonçalves é autora de um dos grandes épicos contemporâneos da escravidão no Brasil, o romance monumental Um defeito de cor (2006), história de uma mulher escravizada no Daomé aos oito anos e mandada para o Brasil. Ana Maria tem sido também uma das vozes mais atuantes a levantar questões problemáticas na relação entre negros e brancos no Brasil. Convidada da Festa Literária Internacional de Paraty, ela participou da programação paralela em uma das mesas que apontaram a ausência de negros na programação oficial do evento. Na entrevista ao lado, ela fala dos motivos que, em sua opinião, mantêm a arte nacional afastada do cidadão negro do país. A senhora apresentou em Paraty uma oficina ...

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    Joyce Fonseca

    Aparição distorcida do negro na literatura reforça preconceito

    Os escritores Nei Lopes, Conceição Evaristo, Paulo Lins e Ana Maria Gonçalves por Rodrigo Caesarian no UOL A pesquisadora Regina Dalcastagnè leu, entre 1990 e 2004, um total de 258 romances de escritores nacionais publicados por três das principais editoras do país. Sua leitura resultou no livro "Literatura Contemporânea - Um Território Contestado" (2012), no qual aponta que 94% dos autores brasileiros são brancos --mesma cor de 92% dos personagens. Dalcastagnè encontrou pouco mais de 5% de protagonistas negros, e quase sempre apresentados como bandidos, empregados domésticos ou escravos e que, em mais da metade dos casos, morrem assassinados. Na vida real, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa) apontam que a população que se declara negra no Brasil é de aproximadamente 53%. Cruzando os dados, é fácil notar: a representatividade do negro na literatura nacional está muito aquém da sua presença e importância na sociedade brasileira. "O ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Representatividade importa

    por Ana Maria Gonçalves via Guest Post para o Portal Geledés  Há alguns meses, em um evento sobre cinema negro no Rio de Janeiro, ouvi o cineasta Jeferson De (Brother) falar de seu novo filme, O Amuleto. Jeferson contou que, antes de gravá-lo, inscreveu-se em vários editais, sem ser contemplado. Até que, com uma simples mudança, ganhou o primeiro edital em que se inscreveu. A mudança: mantendo a mesmíssima história, mudou os personagens: todos eram negros; todos viraram brancos. Diante de tal revelação, deu-se uma discussão muito interessante, pontuada por outro diretor negro, o Luiz Antônio Pilar, sobre a falta de avaliadores negros nesses editais. Ou a falta de sensibilidade e educação racial dos atuais avaliadores: a mesma história, se contada com e por personagens/atores brancos ou negros é digna ou não de financiamento, com claro detrimento de uma em relação à outra. Por isso, representatividade importa; e por isso, a importância ...

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    Ana Maria Gonçalves fala de leituras, escritas e produção literária negra

    Em outubro, a Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado da Bahia realizará o Curso de Escritas Criativas, com a escritora Ana Maria Gonçalves, que se unirá a um time de grandes nomes da escrita em suas variadas linguagens. São eles: a escritora, prosadora e dramaturga Cidinha da Silva (MG), o poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão e professor, Paulo Lins (RJ), o escritor Marcelino Freire (PE) e a atriz-MC, diretora, diretora musical, pesquisadora, slammer, Roberta Estrela D’Alva (SP). Do FPC #FPCEntrevista - Para você, qual a importância de participar de projetos de estímulo à leitura e a produção literária como o Escritas Criativas?   Ana Maria Gonçalves - Tenho plena consciência de que tive uma formação privilegiada como leitora. Desde muito cedo tive contato saudável e estimulante com os livros, através da minha mãe, que é leitora compulsiva. Através do exemplo dela, cresci vendo a leitura como algo prazeroso e ...

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    Fundação Pedro Calmon realiza Curso de Escrita Criativa com Ana Maria Gonçalves

    A criança ou o adolescente que lê um livro fica sabendo que há sempre uma possibilidade, que ele também pode ter acesso a um mundo que vai além da realidade em que vive”. Assim conceitua a escritora mineira, mas residente na Bahia, Ana Maria Gonçalves, que será a responsável pelo Curso de Escritas Criativas, uma iniciativa da Fundação Pedro Calmon voltada para o público jovem, estudantes e interessados na temática. O Curso tem inscrições abertas desta segunda (31) ao dia 11 de setembro, é gratuito e destinado ao público jovem (17 a 29 anos), com entrega de certificado. Do FPC Imagem retirada do site: http://www.fpc.ba.gov.br Coordenado pela Diretoria do Livro e Leitura (DLL), o Curso é uma ação integrada ao Plano Estadual do Livro e Leitura (PELL) e durará oito semanas (20 aulas), com aulas entre dois a três dias na semana, a partir do dia ...

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    divulgação

    “De 555 colunistas da velha mídia, seis são negros. Por isso o racismo não interessa”, afirma escritora

    Não dá pra ter indignação seletiva, revoltar-se com o que aconteceu com a jornalista, mas calar-se quando é com o porteiro, com o menino da periferia da escritora Ana Maria Gonçalves, na Folha no DCM De 555 colunistas e blogueiros de 8 veículos de imprensa (Folha, “O Estado de S. Paulo”, “O Globo”, “Época”, “Veja”, G1, UOL, e R7), 6 são negros. Também por isso o debate sobre racismo ocorre longe da maioria da população a quem, no dia a dia, ele não afeta ou interessa. Quando um caso é destaque, como a suspensão da peça “A Mulher do Trem”, produzida pelo grupo os Fofos Encenam e acusada de reproduzir estereótipos racistas usando “blackface” –técnica de pintar o rosto de preto–, colunistas e comentaristas usam o pouco conhecimento e o muito espaço que possuem para chamar de ignorantes os militantes antirracismo. O “blackface” é discutido nos movimentos negros desde 1944, quando Abdias do ...

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    “Serendipidades”, A força histórica na construção literária de Ana Maria Gonçalves

    Ana Maria Gonçalves (Foto: Brenda Lígia) Serendipidade: A faculdade ou o ato de descobrir coisas agradáveis por acaso. “Serendipidades!” é o nome que Ana Maria Gonçalves escolheu para o prólogo de seu segundo romance. Nesse texto de abertura, a autora conta que foi em um desses momentos em que se busca uma coisa para acabar encontrando outra ainda mais interessante que surgiu o embrião de Um defeito de cor. no AFREAKA por Iolanda Barros Em uma livraria, enquanto procurava por guias de turismo sobre Cuba, caiu por acaso um livro aberto em sua mão: Bahia de todos os santos – guia de ruas e mistérios, escrito por Jorge Amado. Na página aberta, um convite: “Não tenhas, moça, um minuto de indecisão, atende ao chamado, e vem. A Bahia te espera para sua festa cotidiana”. No mesmo convite, Jorge Amado incitava a leitora a pesquisar e contar a história dos Malês, africanos hauçás, muçulmanos ...

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