terça-feira, janeiro 19, 2021

Tag: antirracismo

Foto: SILVIA IZQUIERDO / AP

Coletivo de Espíritas Antirracistas lança manifesto

O Coletivo de Espíritas Antirracistas vem a público defender a ideia de que é necessário ao movimento espírita assumir maior protagonismo na defesa das pautas antirracistas e não se omitir em promover essa discussão dentro das suas instituições físicas ou virtuais. Não é possível hoje, em pleno ano de 2020 e num país imerso no racismo estrutural que mata, adoece e discrimina negras e negros, populações indígenas, ciganas etc., que o movimento espírita continue a se esconder dos debates sobre essa importante questão social, refugiando-se apenas na inócua citação de trechos e frases soltas sobre a igualdade entre as pessoas. Para tanto, propõe a proliferação de debates e discussões sobre o racismo estrutural e suas consequências físicas, psíquicas e sociais sobre as vidas negras, com a necessária presença de negras e negros expondo suas dores e suas dificuldades numa sociedade injusta e racista. Promover eventos, debates, encontros ou palestras, como ...

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iStockphoto

Nós, brancos, precisamos estudar o Brasil a partir de autores negros 

Em um ano confuso, difícil e com grandes problemas mundiais vindo à tona, fora a crise sanitária, várias coisas fazem mais sentido. O mundo todo - e também a nossa classe média alta pra cima - descobriu admirado que existe desigualdade social. Como assim no dia dois da pandemia da Covid-19 já temos pessoas passando fome e sem emprego? Os olhos estavam fechados de propósito. E alguns ainda seguem assim, num ato contínuo de "desver" - desde a invasão dos portugueses no Brasil, aquele momento que tudo começou a dar errado em terras tropicais. Certamente naquela época outros planetas nos olharam e pensaram "essa galera não vai dar certo, vão ferrar com tudo aí nesse pedaço do mapa", e deu. O racismo existe sim, vice-presidente Mourão. Por mais que você e toda essa turma horrível que hoje ocupa Brasília diga que não, simplesmente para manter um plano genocida, o racismo ...

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Getty Images/V.Moriyama

Negritude e consciência

“Uma civilização que se mostra incapaz de resolver os problemas que seu funcionamento provoca é uma civilização decadente. Uma civilização que opta por fechar os olhos para seus problemas mais cruciais é uma civilização doente.” A fala de Aimé Césaire no livro “Discurso de sobre o colonialismo”, propõe uma profunda reflexão sobre o modo como o chamado “racismo à brasileira” tem se engendrado historicamente. Contudo, proponho levantar uma discussão sobre as bases constituintes do pensamento racista no brasil, considerando as determinações sócio-históricas que produzem os mecanismos simbólicos por meio dos quais são mediadas as relações sociais que criam o lugar de opressão ao povo negro. Em primeiro lugar é preciso destacar que mulheres e homens são seres sociais constituídos histórica e culturalmente no instante em que constroem suas condições de existência. Logo, é possível afirmar que a consciência humana é uma instancia do ser que embora materializada no âmbito da ...

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(Foto: LEO MOTTA /ARQUIVO FOLHA)

Cor da Pele

As pessoas tendem a elogiar os negros dizendo: Nossa, mas você é um negro lindo! Que negrinha mais linda! Que mulata bonita! Nunca ouvi ninguém falar: Que branco lindo! Que brancona mais bonita! Esse seu filhinho branco é mesmo muito fofinho. Sim, negro é um maravilhoso adjetivo e temos muito orgulho disso. Mas não há a mínima necessidade desse preconceito travestido de benevolência. Homens e mulheres são bonitos, inteligentes, cativantes e etc... Mas sempre tem aquele jeito de segregar não é? Seu negro lindo! Mulata linda! Parece que somos lembrados o tempo todo de que somos negros. Será que alguém pensa que os negros tem problema de memória?  “A gente não nasce negro, a gente se torna negro.” Lélia Gonzalez. Você precisa da sociedade te chamando de negro o tempo todo para se sentir negro? Você se percebe negro? Quando foi que você se percebeu negro pela primeira vez? Quando ...

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Reprodução/Facebook

O Coletivo Maria Felipa e a luta antirracista no Ministério Público do Estado da Bahia

Negro. Negra. Negritude. Pretitude. Atitude preta. Consciência e Ação. Orgulho. Mergulho no mundo, no meu mundo. O mundo do preto, do cabelo crespo, do nariz largo, da boca carnuda, da pele preta. Cor? Raça? Amor? Desamor? Racismo? É crime. Sim, é crime. Eu quero respeito, quero espaço! Quero respirar e me libertar! Liberte-se você também! Solte os seus cabelos, as amarras, as correntes, e tudo que te prende; tudo que te impede de respirar e ser livre... Pensar, falar, gritar, escrever, cantar, dançar, estudar, brigar também, se preciso for! Sorrir, atento ao seu humor. Fazer tudo o que quiser... do seu jeito, do seu jeito preto! Que é seu, só seu...Lindo como é. Conecte-se com as suas raízes. Oh, negra cor, como eu te amo... e te admiro, e me encanto... Com seus traços Com meus laços, Que se envolvem nos teus. Obrigada mãe África! Gratidão a minha história, a ...

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Oscar Vilhena Vieira, professor e cientista político (Foto: Jardiel Carvalho /Folhapress)

Racismo: e eu com isso?

Sempre me perguntei o que leva um ser humano a humilhar, torturar ou matar um outro ser humano. Não como uma conduta individual, fruto da maldade ou da insanidade de um indivíduo, mas como conduta sistêmica, que pode ocorrer de forma organizada, como num campo de concentração, ou de maneira difusa, como a violência praticada cotidianamente contra a população negra no Brasil. Como explicar a violência que levou à morte de João Alberto Silveira de Freitas, após ser covardemente espancado por seguranças privados da rede de supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra? Ou como compreender a morte do índio Galdino, incendiado por alguns jovens em Brasília, enquanto dormia numa parada de ônibus, após participar das comemorações do Dia do Índio, em abril de 1997? Difícil pensar que pessoas comuns, estejam elas na condição de agentes públicos ou privados, ou de meros passantes em busca ...

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Arte: Luisa Amoroso

Precisamos ser mais rápidos que o racismo ao educar nossos filhos

Você sabia que estudos mostram que crianças começam a aprender sobre características raciais antes mesmo de aprender a andar? Segundo a Academia Americana de Pediatria , os pais são seus mais influentes professores, num processo muito similar ao do aprendizado linguístico; e, entre os dois e os quatro anos, elas já internalizam vieses raciais. De acordo com um estudo publicado no principal periódico da Associação Americana de Psicologia, aos seis anos elas tanto já entendem que há uma hierarquia racial como podem elas mesmas se engajarem em estereótipos racistas diretos. Em um outro estudo com crianças de três anos, conduzido por professores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pesquisadores mostraram fotos de diversas crianças e perguntaram de quem elas queriam ser amigas; um terço das crianças negras disseram que queriam ser amigas apenas das crianças negras, ao passo que 86% das crianças brancas disseram querer ser amigas apenas das ...

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Membros do Movimento Negro em marcha em comemoração aos 300 anos de morte de Zumbi dos Palmares, em 1995, em Brasília (Foto: Jefferson Rudy/ Folhapress)

20 de Novembro e a defesa de nossos melhores sonhos de liberdade

Em algum momento entre 1962 e 1976, o poeta afro-gaúcho Oliveira Silveira encarou suas angústias acerca da gravidade dos vazios históricos produzidos pelo racismo brasileiro e deu ao mundo o poema “Pobre Menino Preto”. Os versos publicados no livro "Praça da Palavra" reconstroem as tentativas frustradas de uma criança negra para associar sua imagem às dos heróis disponíveis à época: “brincando com a turma: / se imagina mocinho / não cola / os mocinhos são brancos / como os outros”. Ao querer se inventar Tarzan, é logo derrubado do galho por quem o vê apenas como “chita / macaco / chimpanzé / orangotango”. Não fosse tudo isso cruel o bastante, faltava a ele repertório para defender seu íntimo desejo de ser: “não pode brincar de Zumbi / ou Toussaint-Louverture / porque são heróis de verdade / que ninguém conhece / nem ele mesmo nunca ouviu falar”. O menino com o ...

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Arte: Romulo Arruda

Dia da Consciência Negra e luta antirracista

“O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida²”. Impera no Brasil uma normalidade na forma subalternizada como o negro ocupa lugar na sociedade. Assim, ver “pessoas de cor” em estratos sociais inferiores é percebido como algo dentro da ordem das coisas, seja pedindo esmola na rua, limpando espaços públicos e privados ou residindo em lugares sem o mínimo de infraestrutura e dignidade humana. Isto se deve a uma ideologia arraigada pelos séculos de escravidão que o país viveu a maior parte de sua História. Características de uma sociedade escravocrata são muito mais comuns em nosso cotidiano do que se supõe, elas se manifestam e se reproduzem no discurso dominante, na mídia, nos espaços de ...

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Funcionários da Wunderman Thompson que elaboraram manual sobre racismo para a agência (Foto: Helvio Romero/Estadão)

Eles ensinam as agências a não serem racistas

Mesmo em uma agência que se dispôs a trabalhar e endereçar de frente a questão da igualdade racial, funcionários negros que chegavam ainda tinham de se deparar com comentários ofensivos. Por isso, oito publicitários da Wunderman Thompson Brasil (WT) criaram um manual interno chamado Agência sem Racismo, para deixar claro o que não é permitido fazer e dizer em um ambiente de trabalho. “Quando o assunto é racismo, não existe nenhuma graça. Usar, por exemplo, expressões como ‘negada’, ‘denegrir’ ou ‘cor de pele’, como se houvesse uma cor só, tudo isso é linguagem que precisa mudar. A linguagem pode oprimir e moldar comportamentos”, diz Fernando Freitas Gonçalves, assistente de redação e um dos redatores do manual da WT. Falar sobre e exercitar a diversidade ainda é novidade no mercado publicitário – um setor ainda muito branco e de classe média alta. Na Wunderman Thompson, o movimento começou em 2017, com ...

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Foto: Arquivo Pessoal

Notas para uma nova geração de políticas antirracistas

Entre 2003 e 2016, o Brasil conheceu sua primeira geração de políticas públicas dedicadas a promover a igualdade racial e combater o racismo. Ao longo desses anos, o dinamismo econômico, a expansão das políticas sociais e a criação de oportunidades específicas para a população negra permitiram a melhoria das condições de vida de nossa população. Com a crise econômica iniciada em 2014, parte das conquistas foi revertida. Com o novo ciclo político, novos desafios foram colocados. O presente texto se coloca como um conjunto de notas - de ideias que já transitam entre os movimentos negros, acadêmicos e servidores públicos - sobre quais princípios podem orientar a renovação das políticas públicas que têm impacto direto na garantia de direitos para a população negra. Aqui, o ponto de vista é de quem já participou de sua execução na esfera federal de governo, entrevendo a possibilidade de mudança na correlação de forças ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

Que Brasil teríamos, com mais mulheres negras no poder?

Por CFEMEA, para a coluna Baderna Feminista O Brasil já está às voltas com as eleições municipais. Mergulhadas numa crise profunda, ainda mais trágica pela crise sanitária que já matou quase 150 mil pessoas em nosso País, nos perguntamos sobre o que significa a realização de um processo como este em um contexto político marcado por um golpe e pelo fascismo crescente na sociedade brasileira. O que significa termos um processo eleitoral já com quase dois anos do governo Bolsonaro? Os movimentos feministas têm uma trajetória de monitoramento de políticas públicas e de ação junto ao Parlamento. Desde a Constituinte, organizações e movimentos incidem para aprovar legislações igualitárias e pressionar para que os marcos normativos se traduzam em políticas e serviços que alterem concretamente a vida das mulheres. Nós, do CFEMEA, atuamos nesse front e temos alertado para a presença cada vez maior de partidos políticos criados a partir de fés religiosas e para ...

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Divulgação

Instituto Ibirapitanga realiza chamado ao diálogo e ação sobre as relações raciais no Brasil

Do ponto de vista das relações raciais no Brasil e no mundo, o ano de 2020 reservou episódios que deixaram transparecer as feridas abertas que as desigualdades raciais trazem para a população negra. Entretanto, a sociedade não é produzida por uma só nota e, ao passo que o racismo desumaniza e expõe pessoas negras a todo tipo de violências simbólicas e físicas, as mobilizações antirracistas ganharam força e visibilidade em diferentes partes do mundo. Esse momento evidenciou a importância da ampliação dos diálogos em torno da questão racial e suas particulares dimensões. Voltado desde 2017 à promoção da equidade racial, o Instituto Ibirapitanga tem como um de seus eixos centrais de atuação o fortalecimento de movimentos antirracistas. A partir dele, apoia uma série de iniciativas e organizações fundamentais para o enfrentamento ao racismo estrutural no Brasil, com o protagonismo negro necessário a esse trabalho. Em outubro de 2020, o Instituto ...

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Flávia Oliveira (Foto: Arquivo/ O Globo)

Antirracismo é atitude

Em fins de maio, quando o Brasil voltou os olhos para manifestações nos EUA contra o assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco, fazia dez dias que uma operação das polícias Civil e Federal em São Gonçalo (RJ) abreviara a vida de João Pedro Matos Pinto. O estudante de 14 anos estava na casa da família, no Complexo do Salgueiro, e seu corpo ferido foi levado de helicóptero pelos agentes que o fuzilaram, no dia 18 daquele mês. Mas foi a comoção pela vítima americana que respingou no Brasil, não o contrário, embora aqui a letalidade pelo Estado seja mais assombrosa. Em 2019, o Rio de Janeiro contabilizou mais mortes decorrentes de intervenção policial do que os Estados Unidos inteiros. Por causa de Floyd, porções da sociedade brasileira se deram conta do racismo que, desde sempre, se materializa em homicídios de pessoas negras, escassez de oportunidades ...

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Imagem retirada do site Carta Capital

Veganismo antirracista: Conheça a estudante da periferia que milita pelo movimento

O veganismo, prática de se abster do uso de produtos de origem animal, não é um estilo de vida caro. É o que garante a estudante de direito Luciene Santos, de 25 anos, em conversa com CartaCapital. A moradora do Jaraguá, bairro na periferia de São Paulo, criou um perfil nas redes sociais para desmitificar a ideia de que só rico pode se tornar vegano. Negra, periférica e LGBT, Luciene tornou-se vegana em 2018, quando assistiu a um documentário que mostrava a violência sofrida pelos animais em abatedouros. Sete meses depois, criou o perfil “Sapa Vegana” com o objetivo de compartilhar com amigos próximos receitas acessíveis e nutritivas. A estudante conta que o resultado inicial da experiência foi a percepção de que seus amigos não tinham informação sobre alimentação. “Assim como eu no passado, as pessoas apenas compravam os ingredientes e faziam da maneira que foram ensinadas, acreditando que aqueles ...

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Pintura do artista plástico Robinho Santana.DIVULGAÇÃO/ROBINHO SANTANA

Como criar filhos antirracistas? Uma jornada em primeira pessoa

Creio que o imperativo moral da nossa geração de pais e mães é criar filhas e filhos antirracistas. Não é uma tarefa fácil, principalmente porque somos bastante iletrados sobre o tema. Também porque, depois de séculos de genocídio, silenciamento e exclusão num dos países mais desiguais do mundo, somos insensíveis ao estrondoso barulho do racismo estrutural. Frente a esses desafios, como criar efetivamente filhos antirracistas? Antes de mais nada, precisamos entender o que é ser antirracista; e a necessidade de falar proativamente sobre o tema com nossos filhos —uma questão sobre a qual eu mesma, como mãe negra de filhos de pele clara, até recentemente tinha dúvidas. Começo pelo segundo ponto, e spoiler: os dados nos asseguram que é melhor falar, e logo. Talvez seja um choque, mas lá vai: segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), crianças começam a aprender sobre questões raciais desde muito cedo com seus mais ...

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Manifestantes na Praça da República, em Paris, no sábado, pedem justiça para Babacar Gueye, imigrante senegalês morto pela polícia em Rennes em 2015 (Foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP)

Influenciada pelo Black Lives Matter, União Europeia faz seu primeiro projeto contra o racismo no continente

O movimento antirracista Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) está influenciando as políticas públicas da União Europeia (UE), em um momento em que o braço executivo do bloco prepara-se para apresentar seu primeiro plano de ação contra o racismo. Segundo o projeto da Comissão Europeia, visto com antecedência pela agência Bloomberg, os cidadãos do bloco enfrentam uma "realidade de racismo arraigado" que não pode mais ser ignorada. A autoridade prometeu processar os países que não cumprirem as rígidas leis da UE contra o racismo e a xenofobia e disse que também revisaria as medidas existentes para garantir que elas sejam rigorosas o suficiente. — O progresso na luta contra o racismo e o ódio na Europa não é bom o suficiente, mas esperamos que, com tempo e mais esforço, possamos virar a maré na Europa — disse à Bloomberg Vera Jourova, vice-presidente de Valores e Transparência da comissão, antes da ...

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Estátua de Voltaire, filósofo iluminista, atacada com tinta vermelha em Paris, em 22 de junho. (Foto: GONZALO FUENTES / REUTERS)

Identitarismo branco

A noção de “identidade” conseguiu colocar-se no centro dos embates políticos de nossa época. Ela trouxe novos problemas e novas sensibilidades com as quais precisaremos lidar no interior das lutas sociais contemporâneas por reconhecimento. Para ela, convergem questões práticas e teóricas complexas que concernem a integralidades dos sujeitos, pois tocam a gramática social naquilo que ela tem de mais estruturador, a saber, em suas dinâmicas de relação e de unidade. Muitos utilizam “identidade” para desqualificar lutas que questionam práticas seculares de exclusão naturalizadas sob as vestes de discursos universalistas. Assim, na perspectiva desses críticos, as lutas ligadas a movimentos feministas, negros, LGBT+ seriam em larga medida “identitárias” porque visariam, na verdade, criar uma nova geografia estanque de lugares de poder. Lugares esses indexados por identidades específicas. Muitos dos sujeitos organicamente vinculados a tais lutas lembram, no entanto, que até para não cristão vale o dito do Evangelho: “Tira primeiro a ...

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Tiganá Santana (Foto: José de Holanda / Divulgação)

‘Branquitude não se compromete com luta antirracista’, diz Tiganá Santana

O compositor Tiganá Santana, 38 anos, seria diplomata se não fosse a paixão pela música. Sua mãe, Arany Santana, sonhava que o filho pudesse entrar para o Itamaraty. Negro, ele desconstruiria ali o racismo enraizado na história do país que é "o grande paraíso do segregacionismo", como afirma o cantor. Na família de fundadores do Movimento Negro da Bahia e dirigentes do bloco afro Ilê Aiyê, Tiganá encontrou, aos 14 anos, outra trincheira na luta antirracista: a musicalidade. Considerado o primeiro compositor brasileiro a gravar um disco nos idiomas africanos quicongo, quimbundo, wolof e mandinka ("Maçalê", de 2009). Tiganá conecta música e filosofia em suas canções. Com dois novos álbuns recém-lançados - "Vida-Código", em fevereiro, e "Milagres", de julho — em que faz uma revisita a "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, censurado pela ditadura militar em 1973 —, o compositor também se debruça sobre os escritos do congolês Bunseki ...

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DragonImages/Getty Images

Brasileiro nunca pesquisou tanto na internet sobre racismo quanto em 2020

Os casos recentes de violência contra negros no Brasil e no mundo fizeram o brasileiro correr para a internet em busca de informação. A corrida criou um movimento inédito: nunca se pesquisou online tanto sobre racismo quanto em 2020. As conclusões são do Google, maior ferramenta de busca da internet brasileira, que sinalizou que agosto foi o mês de interesse recorde pelo tema no Brasil desde 2006. De acordo com a empresa de análise de dados de eletrônicos StatCounter, o Google é usado em 96% das buscas realizadas no país. A ferramenta de busca da empresa mede o grau de interesse por termos em uma escala de 0 a 100. Em média, o termo "racismo" atingia 23 pontos, mas no oitavo mês deste ano chegou aos 100 pontos. Valor da vida Para Nicea Quintino Amauro, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros (as) e doutora em Ciências pela Universidade ...

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