Tag: antirracismo

Após polêmica, Comitê Olímpico Internacional muda postura e divulga fotos de atletas protestando contra o racismo (Foto: Reprodução/Twitter)

Após polêmica, Comitê Olímpico Internacional muda postura e divulga fotos de atletas protestando contra o racismo

O Comitê Olímpico Internacional mudou a sua postura em relação ao boicote às fotos dos atletas ajoelhados nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A decisão aconteceu depois que o The Guardian divulgou com exclusividade um comunicado interno contra a exibição de tais imagens horas antes da primeira partida da competição. No primeiro dia das Olimpíadas não havia uma única fotos de atletas de joelho no blog oficial ou nas redes sociais. Isso apesar das jogadoras dos Estados Unidos, Suécia e Nova Zelândia o terem feito em protesto contra o racismo. O gesto é uma lembrança à Colin Kaepernick, atleta de futebol americano que em 2017 iniciou uma onda de protestos contra a violência policial contra os negros ao se ajoelhar durante a execução do hino norte-americano. Uma fonte disse ao veículo que eles acharam a postura do COI estranha, já que a organização sempre celebrou fotos de atletas em algum tipo de protesto. Após polêmica, Comitê Olímpico ...

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Albari Rosa/Gazeta do Povo/Arquivo

Professora alfabetiza crianças a partir de rodas de conversa e educação antirracista

Quando as crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental chegam à sala de aula da professora Ana Paula Venâncio, no Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj), uma escola pública da rede Faetec (Fundação de Apoio à Escola Técnica), a primeira coisa que fazem é sentar em roda e conversar. Nada de cartilhas pontilhadas, ditados e tarefas de copiar a lousa. Na prática da educadora, as crianças aprendem a ler e escrever quase como consequência de um processo maior de alfabetização. Nesses diálogos em roda, o estudante vai cultivando o hábito de narrar sobre o mundo, suas vidas e quem são, de escutar o outro e suas experiências. Daqui e dali surgem histórias de racismo ou falas que reproduzem essa violência, inevitavelmente, uma vez que no Brasil a questão é estrutural e permeia todos os espaços e interações, desde muito cedo. A própria professora também traz o assunto ...

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Branquitude: reconhecer-se enquanto pessoa branca e os privilégios atrelados a isso é passo importante na luta antirracista (Foto: Gabe Pierce/Unsplash)

Carta ao antirracista

Caro antirracista, Não nos conhecemos pessoalmente, mas seguimos um ao outro nas redes sociais. Aliás, geralmente acompanho perfis que compartilham notícias sobre as lutas dos povos oprimidos. E de uns tempos pra cá, reparei que você entrou de cabeça nas discussões sobre o racismo no Brasil. Achei bastante positivo, e deveria ser comum entre pessoas brancas que sonham com uma sociedade igualitária. O racismo não pode continuar sendo atribuído como um problema, exclusivo, dos negros e indígenas. Sejamos honestos, o racismo é fundamentado na branquitude, e uma de suas características é o conluio da elite econômica branca atuando na manutenção dos próprios privilégios. Portanto, a existência do racismo tem a ver com os que se parecem com você, e não comigo. Do lado de cá, somos somente vítimas. Mas vou te contar uma coisa, sou uma pessoa atenta às discussões que envolvem as questões raciais, e por isso, acabei percebendo ...

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(Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista

O lançamento do Índice Folha de Equilíbrio Racial (Ifer) me motivou a retomar, mais uma vez, o tema das desigualdades sociais e raciais. Desenvolvido por Sergio Firpo, Michael França e Alysson Portella, economistas do Insper, o Ifer descortina as enormes desigualdades raciais regionais, destacando, por exemplo, que o Sudeste é, ao mesmo tempo, a região mais rica do Brasil e a que mais impõe barreiras para que pretos e pardos tenham as mesmas oportunidades que brancos. Nas palavras de França, “o índice busca sintetizar as barreiras que o negro enfrentou ao longo da vida”. A exposição Enciclopédia Negra, atualmente na Pinacoteca, revela parte desse cenário no campo das artes e apresenta ao público a obra de artistas escravizados e invisibilizados ao longo da história. São retratos criados por artistas negros contemporâneos e estudos de pesquisadores, como Luiza Mahin, Luzia Pinta, Emiliano Mundrucu, Liberata, Preto Félix, além de inúmeros registros de quem liderou rebeliões, negociou ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Um ano da morte de Floyd: antirracismo precisa avançar também no Brasil

Desde que George Floyd foi morto, sufocado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, há um ano, nos Estados Unidos, o movimento antirracista não só se consolidou como também se ampliou. De imediato, tomou as ruas e se tornou uma grande mobilização social em diversos estados americanos, mesmo durante a grave pandemia de coronavírus que acometia o país. Os protestos foram uma das forças mais importantes para a troca de liderança na presidência dos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump, que negava a existência do racismo e sua influência como motor da violência policial, foi derrubado. Em maio de 2021, outro fato histórico: o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo júri, por unanimidade, em três categorias de homicídio. Pela primeira vez, o estado de Minnesota responsabilizou um policial pela morte de uma pessoa negra. O reconhecimento da culpa do ex-agente abriu também a possibilidade de revisão de outros ...

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FOTO: Rafael Ribeiro/Vasco

Jogadores do Vasco recebem palestra sobre Racismo no Futebol

O Vasco da Gama foi um dos primeiros clubes de futebol no Brasil a abrir seus portões monumentais para os negros e os pobres por causa dessa bandeira social foi obrigado a construir o estádio de São Januário na década de 1920 para jogar o campeonato da Primeira Divisão do Rio de Janeiro. E ali o clube assombrou o mundo com a sua grandeza e a força da sua torcida. O tema “Racismo no Futebol”foi discutido com os jogadores vascaínos na tarde desta quarta feira (05/5), no CT do Almirante, na Cidade de Deus em Jacarepaguá, antes do treinamento do técnico Marcelo Cabo. Um assunto atual e que os jogadores brasileiros geralmente são as maiores vítimas, principalmente na Europa. Coube ao vascaíno professor José Nilton Junior ministrar a palestra e que foi bastante participativa por parte dos atletas. Junior vibrou com a oportunidade. Ouça clicando aqui  

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Boeing 737 MAX - Foto ELAINE THOMPSON

Boeing demite 65 funcionários por conduta racista, discriminatória e odiosa

A Boeing demitiu 65 funcionários e advertiu outros 53 por conduta racista, discriminatória e odiosa desde que o CEO Dave Calhoun prometeu "tolerância zero" em junho. Ele está tentando cumprir um plano de ação da companhia pela igualdade racial lançado no ano passado, depois que o assassinato de George Floyd por um policial gerou protestos nos Estados Unidos. Agora, em uma tentativa maior de transparência, a Boeing está divulgando uma lista de seus funcionários por gênero, raça e etnia - e o relatório mostra que a empresa ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir seu objetivo de ter uma força de trabalho mais diversificada. “Como testemunhamos imagens horríveis nos noticiários e ouvimos histórias comoventes de nosso povo, nossa determinação em promover a equidade, a diversidade e a inclusão só se tornou mais forte”, disse Calhoun aos funcionários nesta sexta-feira. A Boeing está trabalhando para apoiar a inclusão, à ...

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Foto: Divulgação

Curso: Realização audiovisual e a narrativa do documentário, com Day Rodrigues

A partir de 03 de maio de 2021 | 19h às 21h Os debates contemporâneos sobre antirracismo e seus desdobramentos e as disputas de narrativas refletem diretamente na linguagem documental produzida na última década. Fazer da gramática audiovisual um ponto de difusão para novos projetos de mundo é o objetivo deste curso, que também visa a aprendizagem, encontros, trocas, novas janelas e telas de criação. Serão quatro encontros com ênfase na construção de filmes de baixo orçamento. Segundas-feiras 3, 10, 17 e 24 de maio das 19h às 21h Para realizar sua inscrição: https://urless.in/nSe0b As aulas serão transmitidas online, através da plataforma Zoom. Grátis ** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE DO DEBATE NA SOCIEDADE. 

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Atila Roque (Foto: Reprodução Fopir/Youtube)

Setor privado tem oportunidade histórica para romper pacto racista

O impacto do racismo sobre a vida das pessoas negras se impôs, em 2020, como um tema inevitável de debate público em quase todas as regiões do mundo. Aos dados que já vinham sendo coletados sobre a alta letalidade da pandemia de Covid-19 nas populações negras em países como Estados Unidos e Brasil, somou-se a onda de protestos decorrente do assassinato de George Floyd, durante uma abordagem policial no estado de Minnesota, nos EUA, em maio desse ano. No Brasil não foi diferente. Os protestos massivos no mundo inteiro deram visibilidade a luta histórica dos negros brasileiros, para que o racismo estrutural seja considerado fator determinante das desigualdades sociais no Brasil. Como diz um manifesto recente da Coalizão Negra Por Direitos, “com racismo não há democracia”. O retrato do país nesse aspecto, em que pese a maioria negra da população, é efetivamente desolador, e um breve olhar para a nossa realidade não deixa dúvidas: 71% das vítimas de ...

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Concurso visa à propagação do debate contra todas as formas de discriminação
(Foto: Michelle Tantussi/Efe)

Enajun seleciona artigos sobre questão racial e antidiscriminatória

O edital foi apresentado no dia 23 de março durante evento online transmitido no canal da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que celebrava o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial. Os trabalhos aprovados serão publicados em uma obra digital a ser lançada durante o quinto Enajun e ficará disponível para download gratuito a todos os internautas. Caso haja viabilidade, é possível a impressão de exemplares da obra a fim de distribuição em instituições de ensino e pesquisa, bibliotecas públicas e órgãos que integram o sistema de justiça. Exige-se que o artigo enviado seja inédito, escrito em português, com resumo de até cem palavras e com três palavras-chave. O tamanho deve ser de 10 a 30 páginas e a autoria pode ser compartilhada por, no máximo, três autores, que não podem estar em mais de um artigo submetido. Citações e referências bibliográficas seguem padrão ABNT, de acordo com formato ...

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Lélia Gonzalez (Foto: Cezar Louceiro / Reprodução)

Lélias em movimento

Lélia Gonzalez  é referência internacional nos estudos interseccionais de gênero, raça e classe. A filósofa e feminista estadunidense Angela Davis sempre quando em visita ao Brasil, não deixa de reverenciar a genialidade da intelectual brasileira, que é também uma de suas grandes referência sobre o feminismo afrolatinoamericano. Davis, em 2019, realizou uma pergunta às mulheres brasileiras sobre o porquê de procurarmos nas estadunidenses outras possibilidades de luta, sendo que no próprio Brasil o ineditismo de Lélia e de tantas outras mulheres negras estão fervilhando rebeldias únicas. Gonzalez inspira, além de deixar um grande legado, abriu passagem para uma contribuição enorme que perpassa e tem fertilidade em todas as áreas do conhecimento. No último ano assistimos o aumento do interesse do mercado editorial brasileiro nos escritos da mineira que lançou as bases para o movimento antirracista no Brasil bem como também para o de mulheres organizadas, como defende Jolúzia Batista, do Centro ...

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Gislene Aparecida dos Santos (Arquivo Pessoal)

Faça a coisa certa!

Levei algum tempo para escolher por me manifestar. Desde meu mestrado, muitos anos atrás, nunca deixei de me manifestar sobre o tema do racismo. Eu, assim como pesquisadores, ativistas, professores, professoras, cidadãos e cidadãs que assumiram o trabalho árduo de serem antirracistas, estamos o tempo todo nos manifestando, explicando, informando, pesquisando, escrevendo, produzindo evidências, formando, educando, sugerindo e implementando ações de combate ao racismo e às opressões que estruturam o Brasil. Por vezes, um cansaço nos alcança e foi o que eu senti ao ver, às vésperas do Dia da Consciência Negra de 2020, mais uma imagem da tão frequente e cotidiana violência contra pessoas negras que terminam em linchamento/homicídio/assassinato a sangue frio. Uma nova evidência gritante daquilo que, sistematicamente, temos apontado e nomeado como racismo estrutural, necropolítica, genocídio. A primeira coisa que me ocorreu diante das imagens da morte de João Alberto Silveira Freitas, no Carrefour de Porto Alegre, ...

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Benedita da Silva (GABRIELA BILÓ / ESTADÃO
)

Antirracismo, uma luta de negros e brancos

Março não é apenas o mês em que, no dia 8, celebramos a luta das mulheres por seus direitos, mas é, também, o mês em que, no dia 21, reafirmamos a luta pela eliminação da discriminação racial em todo o mundo. Nesse dia, lembramos do massacre ao protesto negro contra o brutal regime do apartheid da África do Sul, ocorrido em 1960. Contudo, o nosso foco é o dia da luta contra a discriminação racial, pois o racismo que o define, mesmo sendo negado oficialmente, é praticado diariamente em nosso país desde que o primeiro preto escravizado botou os pés aqui. Na realidade, em nossa história, a escravidão apenas mudou do chicote para a caneta e, desta, para a exclusão social. Tanto a Abolição quanto a Proclamação da República em nada mudaram o domínio do latifúndio e a extrema concentração de renda do capitalismo brasileiro. Sem reforma agrária, sem emprego, ...

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Imagem: Ehimetalor Akhere Unuabona

Artigo: Racismo e o desafio de combatê-lo

Apesar do avanço da tecnologia, que nos traz uma gama de conhecimentos sobre o certo e errado, e de a Lei Caó (lei 7.716/89), que combate o racismo no Brasil, ter completado 32 anos no último dia 5 de janeiro, vivemos um retrocesso na questão racial. As atitudes criminosas provêm desde o meio virtual (internet e redes sociais) ao pessoal, em que os intolerantes se manifestam sem se importar com os valores do ser humano. No Brasil, as causas do racismo podem ser associadas, principalmente, à longa escravização de povos de origem africana e a demora na abolição da escravidão que, a meu ver, foi limitada, por não inserir os escravos libertos no meio social, nem lhes permitir os direitos à educação e ao mercado de trabalho, tornando-os marginalizados. Em diversas leituras em que me ative para alinhar o pensamento sobre o tema, encontrei várias definições, e o modo mais ...

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Negros continuam a ser alvo de racismo estrutural e institucional em muitos países europeus

Opinião: Europa precisa despertar para o racismo

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Este mesmo princípio, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, esteve no centro da reconstrução da Europa após a Segunda Guerra Mundial e é o alicerce do sistema internacional de direitos humanos. Lamentavelmente, muitas vezes os negros não são tratados de acordo com esse princípio. Apesar de todos os progressos alcançados no campo da igualdade e da não discriminação, eles continuam a ser alvo de racismo estrutural e institucional em muitos países europeus. Se você é negro, tem mais chances do que um branco de enfrentar discriminação no mercado de trabalho, na educação, na área da saúde e de moradia, e de ser parado e revistado pela polícia. Embora a maioria dos Estados europeus não reúna dados sobre discriminação racial, alguns relatórios dão uma ideia da magnitude do problema. Na França, uma pesquisa da autoridade independente Defenseur des ...

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Papa Francisco.

Papa Francisco: “Racismo é um ‘vírus’ sempre à espreita”

O Papa Francisco denunciou o racismo em seu discurso neste domingo (21.03), comparando-o a um "vírus que se transforma rapidamente e, em vez de desaparecer, esconde-se, e espreita à espera". As declarações do Papa foram feitas através de uma mensagem pela rede social Twitter, na data que as Nações Unidas assinalam como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial. "Instâncias de racismo continuam a envergonhar-nos, pois mostram que o nosso suposto progresso social não é tão real ou definitivo como pensamos", escreveu, acrescentando os hashtags #FightRacism #FratelliTutti. "Fratelli Tutti" "Fratelli Tutti" é o título que o Papa emitiu no ano passado, em meio à pandemia da Covid-19, para pressionar pela solidariedade, irmandade e cuidados com o meio ambiente em todo o mundo. Entretanto, no seu tweet, o Papa Francisco não especificou nenhum caso particular de racismo. El racismo es un virus que muta fácilmente y que, en lugar de desaparecer, se esconde ...

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Fátima Oliveira (Foto: João Godinho)

Médica Fátima Oliveira deixou legado de uma saúde pública antirracista

É com muito orgulho, que escrevo sobre Dra. Fátima Oliveira, mulher negra, feminista, médica, defensora incansável dos direitos sexuais e reprodutivos, onde deixou grande legado nas suas pesquisas, articulando as questões de gênero raça e classe social. Fátima Oliveira, 63 anos, médica, feminista emancipacionista, escritora, avó de Maria Clara, Luana e Lucas e mãe de Maria, Débora, Lívia, Gabriel e Arthur, faleceu no dia 05 de novembro de 2017. Dra. Fátima Oliveira veio de uma família de origem pobre mas sempre teve o sonho de ser médica e lutar pelo seu povo. Foi autora de vários livros e pesquisas publicadas pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), onde contribuiu com textos sobre as doenças prevalentes na população negra. Sempre preocupada com as mulheres negras brasileiras quando foi uma grande ativista na questão da legalização do aborto enaltecendo a linha de uma sociedade igualitária, sem machismo e sem homofobia ou ódio religioso. ...

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Arquivo Pessoal

Reações ao mito da democracia racial no contexto moçambicano (séc. XX)

No início da década de 1950, houve uma crescente contestação contra o colonialismo, resultando no surgimento de vários movimentos de libertação nacional no continente africano. De forma relacional, ocorreu uma significativa mobilização do regime salazarista (1933-1974) para garantir as colônias portuguesas na África: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné portuguesa, Angola e Moçambique. O Estado português, no intuito de fortalecer sua posição no continente, valeu-se estrategicamente das ideias do sociólogo Gilberto Freyre nessa conjuntura, bem como financiou a sua viagem à Portugal, à África e à Ásia e promoveu a divulgação de suas obras e do seu pensamento nos meios de comunicação.  É nessa conjuntura que Freyre aproxima-se cada vez mais da política colonial portuguesa e cria uma teoria que beneficiava os interesses políticos, econômicos, culturais e étnico-raciais de Portugal: o luso-tropicalismo. Tal conceito defendia que os portugueses tinham uma forma específica de agir e estar nas sociedades tropicais ...

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Molho para panqueca Aunt Jemima: marca abandonada pela Pepsi (Foto: JUSTIN SULLIVAN / AFP)

Mais uma marca considerada racista é aposentada nos EUA

A Pepsi disse nesta terça-feira que suas massas e xaropes para panquecas passarão a ser vendidos sob o novo nome Pearl Milling Company depois que a empresa abandonou o logotipo da marca Aunt Jemima (Tia Jemima) no ano passado, reconhecendo que ela reforçava um estereótipo racial. O logotipo da marca, com mais de 130 anos, que apresentava uma mulher negra com o nome de um personagem em shows de cantores brancos que se pintavam de preto do século XIX, foi criticado em meio a um debate nacional sobre racismo e desigualdade racial nos Estados Unidos. "Misturas para panquecas, xaropes, fubá, farinha e grãos com a marca Pearl Milling Company começarão a chegar ao mercado em junho", disse a PepsiCo em um comunicado. A decisão da PepsiCo foi parte de uma resposta corporativa nacional aos protestos de movimentos como o Black ives Matter contra o tratamento de negros e a brutalidade ...

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(Foto: REUTERS)

Mas afinal de contas, o que deseja a luta antirracista?

As vivências e escrevivências nos revelam caminhos contemporâneos, com novas e louváveis iniciativas, porém, permanecendo intrínsecas, velhas práticas já denunciadas pelas nossas referências, tais como Lélia Gonzalez e Sueli Carneiro. O objetivo é a luta antirracista, mas o que deseja essa luta infidável? Certamente, muitos responderão automaticamente essa indagação, enfatizando sobre a construção de uma sociedade igualitária. A dúvida é se esse desejo de igualdade está imbricado na minimização das categorias de opressão de gênero e de classe. Dá para lutar contra o fim de uma opressão que é estrutural e alimentar outra? Isso auxilia ou reforça a desumanização? Afinal de contas, não é justamente a luta antirracista que se estrutura na desconstrução da ideia de modelo de sujeito universal,que aborda sobre respeito às diferenças? Aqui estamos falando dos quadrados onde somente uma bandeira pode ser hasteada. Assim, temos que deixar de sermos pretas para pautar sobre ser mulher, temos ...

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