sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: antirracismo

    Divulgação

    Instituto Ibirapitanga realiza chamado ao diálogo e ação sobre as relações raciais no Brasil

    Do ponto de vista das relações raciais no Brasil e no mundo, o ano de 2020 reservou episódios que deixaram transparecer as feridas abertas que as desigualdades raciais trazem para a população negra. Entretanto, a sociedade não é produzida por uma só nota e, ao passo que o racismo desumaniza e expõe pessoas negras a todo tipo de violências simbólicas e físicas, as mobilizações antirracistas ganharam força e visibilidade em diferentes partes do mundo. Esse momento evidenciou a importância da ampliação dos diálogos em torno da questão racial e suas particulares dimensões. Voltado desde 2017 à promoção da equidade racial, o Instituto Ibirapitanga tem como um de seus eixos centrais de atuação o fortalecimento de movimentos antirracistas. A partir dele, apoia uma série de iniciativas e organizações fundamentais para o enfrentamento ao racismo estrutural no Brasil, com o protagonismo negro necessário a esse trabalho. Em outubro de 2020, o Instituto ...

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    Flávia Oliveira (Foto: Arquivo/ O Globo)

    Antirracismo é atitude

    Em fins de maio, quando o Brasil voltou os olhos para manifestações nos EUA contra o assassinato de George Floyd, homem negro asfixiado por um policial branco, fazia dez dias que uma operação das polícias Civil e Federal em São Gonçalo (RJ) abreviara a vida de João Pedro Matos Pinto. O estudante de 14 anos estava na casa da família, no Complexo do Salgueiro, e seu corpo ferido foi levado de helicóptero pelos agentes que o fuzilaram, no dia 18 daquele mês. Mas foi a comoção pela vítima americana que respingou no Brasil, não o contrário, embora aqui a letalidade pelo Estado seja mais assombrosa. Em 2019, o Rio de Janeiro contabilizou mais mortes decorrentes de intervenção policial do que os Estados Unidos inteiros. Por causa de Floyd, porções da sociedade brasileira se deram conta do racismo que, desde sempre, se materializa em homicídios de pessoas negras, escassez de oportunidades ...

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    Imagem retirada do site Carta Capital

    Veganismo antirracista: Conheça a estudante da periferia que milita pelo movimento

    O veganismo, prática de se abster do uso de produtos de origem animal, não é um estilo de vida caro. É o que garante a estudante de direito Luciene Santos, de 25 anos, em conversa com CartaCapital. A moradora do Jaraguá, bairro na periferia de São Paulo, criou um perfil nas redes sociais para desmitificar a ideia de que só rico pode se tornar vegano. Negra, periférica e LGBT, Luciene tornou-se vegana em 2018, quando assistiu a um documentário que mostrava a violência sofrida pelos animais em abatedouros. Sete meses depois, criou o perfil “Sapa Vegana” com o objetivo de compartilhar com amigos próximos receitas acessíveis e nutritivas. A estudante conta que o resultado inicial da experiência foi a percepção de que seus amigos não tinham informação sobre alimentação. “Assim como eu no passado, as pessoas apenas compravam os ingredientes e faziam da maneira que foram ensinadas, acreditando que aqueles ...

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    Pintura do artista plástico Robinho Santana.DIVULGAÇÃO/ROBINHO SANTANA

    Como criar filhos antirracistas? Uma jornada em primeira pessoa

    Creio que o imperativo moral da nossa geração de pais e mães é criar filhas e filhos antirracistas. Não é uma tarefa fácil, principalmente porque somos bastante iletrados sobre o tema. Também porque, depois de séculos de genocídio, silenciamento e exclusão num dos países mais desiguais do mundo, somos insensíveis ao estrondoso barulho do racismo estrutural. Frente a esses desafios, como criar efetivamente filhos antirracistas? Antes de mais nada, precisamos entender o que é ser antirracista; e a necessidade de falar proativamente sobre o tema com nossos filhos —uma questão sobre a qual eu mesma, como mãe negra de filhos de pele clara, até recentemente tinha dúvidas. Começo pelo segundo ponto, e spoiler: os dados nos asseguram que é melhor falar, e logo. Talvez seja um choque, mas lá vai: segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), crianças começam a aprender sobre questões raciais desde muito cedo com seus mais ...

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    Manifestantes na Praça da República, em Paris, no sábado, pedem justiça para Babacar Gueye, imigrante senegalês morto pela polícia em Rennes em 2015 (Foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP)

    Influenciada pelo Black Lives Matter, União Europeia faz seu primeiro projeto contra o racismo no continente

    O movimento antirracista Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) está influenciando as políticas públicas da União Europeia (UE), em um momento em que o braço executivo do bloco prepara-se para apresentar seu primeiro plano de ação contra o racismo. Segundo o projeto da Comissão Europeia, visto com antecedência pela agência Bloomberg, os cidadãos do bloco enfrentam uma "realidade de racismo arraigado" que não pode mais ser ignorada. A autoridade prometeu processar os países que não cumprirem as rígidas leis da UE contra o racismo e a xenofobia e disse que também revisaria as medidas existentes para garantir que elas sejam rigorosas o suficiente. — O progresso na luta contra o racismo e o ódio na Europa não é bom o suficiente, mas esperamos que, com tempo e mais esforço, possamos virar a maré na Europa — disse à Bloomberg Vera Jourova, vice-presidente de Valores e Transparência da comissão, antes da ...

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    Estátua de Voltaire, filósofo iluminista, atacada com tinta vermelha em Paris, em 22 de junho. (Foto: GONZALO FUENTES / REUTERS)

    Identitarismo branco

    A noção de “identidade” conseguiu colocar-se no centro dos embates políticos de nossa época. Ela trouxe novos problemas e novas sensibilidades com as quais precisaremos lidar no interior das lutas sociais contemporâneas por reconhecimento. Para ela, convergem questões práticas e teóricas complexas que concernem a integralidades dos sujeitos, pois tocam a gramática social naquilo que ela tem de mais estruturador, a saber, em suas dinâmicas de relação e de unidade. Muitos utilizam “identidade” para desqualificar lutas que questionam práticas seculares de exclusão naturalizadas sob as vestes de discursos universalistas. Assim, na perspectiva desses críticos, as lutas ligadas a movimentos feministas, negros, LGBT+ seriam em larga medida “identitárias” porque visariam, na verdade, criar uma nova geografia estanque de lugares de poder. Lugares esses indexados por identidades específicas. Muitos dos sujeitos organicamente vinculados a tais lutas lembram, no entanto, que até para não cristão vale o dito do Evangelho: “Tira primeiro a ...

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    Tiganá Santana (Foto: José de Holanda / Divulgação)

    ‘Branquitude não se compromete com luta antirracista’, diz Tiganá Santana

    O compositor Tiganá Santana, 38 anos, seria diplomata se não fosse a paixão pela música. Sua mãe, Arany Santana, sonhava que o filho pudesse entrar para o Itamaraty. Negro, ele desconstruiria ali o racismo enraizado na história do país que é "o grande paraíso do segregacionismo", como afirma o cantor. Na família de fundadores do Movimento Negro da Bahia e dirigentes do bloco afro Ilê Aiyê, Tiganá encontrou, aos 14 anos, outra trincheira na luta antirracista: a musicalidade. Considerado o primeiro compositor brasileiro a gravar um disco nos idiomas africanos quicongo, quimbundo, wolof e mandinka ("Maçalê", de 2009). Tiganá conecta música e filosofia em suas canções. Com dois novos álbuns recém-lançados - "Vida-Código", em fevereiro, e "Milagres", de julho — em que faz uma revisita a "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, censurado pela ditadura militar em 1973 —, o compositor também se debruça sobre os escritos do congolês Bunseki ...

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    DragonImages/Getty Images

    Brasileiro nunca pesquisou tanto na internet sobre racismo quanto em 2020

    Os casos recentes de violência contra negros no Brasil e no mundo fizeram o brasileiro correr para a internet em busca de informação. A corrida criou um movimento inédito: nunca se pesquisou online tanto sobre racismo quanto em 2020. As conclusões são do Google, maior ferramenta de busca da internet brasileira, que sinalizou que agosto foi o mês de interesse recorde pelo tema no Brasil desde 2006. De acordo com a empresa de análise de dados de eletrônicos StatCounter, o Google é usado em 96% das buscas realizadas no país. A ferramenta de busca da empresa mede o grau de interesse por termos em uma escala de 0 a 100. Em média, o termo "racismo" atingia 23 pontos, mas no oitavo mês deste ano chegou aos 100 pontos. Valor da vida Para Nicea Quintino Amauro, presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores (as) Negros (as) e doutora em Ciências pela Universidade ...

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    Ilustração: Gisele Caldas

    No debate de uma polêmica, todos ganham

    Apontamentos, discursos com cobranças, atitudes em prol de uma absolvição diante de um deslize até então, não notado. Mas há um tempo visto, não questionado e esquecido, afinal sou uma boa pessoa e aliada. Não. Não estou falando da Lilia Schwarcz, mas de nós observadores e ativos desse crucial momento de debates onde todos ganham e ninguém perde, porque avançamos mesmo que não pareça. Eu li e escutei dentro de grupos que participo e que se propõem ser antirracistas, falas como: “Em debates assim, todos perdem.” Atitudes, onde a “carteirada” acadêmica ou especialista teve mais peso. Outra atitude observada por mim, foi a de pessoas vendo luz onde não existia, em prol do histórico impecável da doutora. Mais uma atitude, a de presumir que a parte questionadora preta, desconhecia o mérito de títulos da questionada branca. “Você deveria a conhecer melhor, assim como o seu trabalho. Você vai gostar.” Tudo ...

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    Cena da atriz Lucelia Sergio na peça "Engravidei, pari cavalos e aprendi a voar sem asas". O espetáculo faz parte da trilogia "Dos desmanches aos sonhos", que investigou o impacto da escravidão na maneira de amar dos brasileiros. A trama ilustra a vida de mulheres negras e as questões relacionadas à negritude, afeto, racismo e a solidão nos relacionamentos amorosos. Exibida pelo SESC São Paulo em julho ((Foto: Ana Zumas/Divulgação)

    Quilombo teatral, companhia Os Crespos faz 15 anos de luta antirracista

    2004, Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP). Cinco alunos negros se encontram na mesma turma da consagrada instituição de ensino superior. Era algo inédito: eles representavam 25% da concorridíssima classe de apenas 20 alunos. No ano seguinte, outros quatro chegavam ao curso que não tinha sequer uma disciplina voltada para a história ou expressão do corpo negro nos palcos, no cinema ou nas novelas. Era urgente mudar esse cenário. Enquanto a USP se negava a promover diversidade por meio de ações afirmativas no vestibular, surge entre aqueles estudantes a proposta de criar um grupo de pesquisa para mexer nas aulas e na grade curricular de ensino. Não negros foram convidados a discutir a óbvia lacuna. Mas apenas negros participaram da iniciativa. Nascia, assim, a companhia Os Crespos, o primeiro grupo contemporâneo de teatro negro em São Paulo e o mais longevo quilombo do setor na cidade, ...

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    Divulgação

    Como um branco faz um filme antirracista? 

    A pergunta reproduzida no título é feita pelo cineasta Toni Venturi nos minutos iniciais do filme Dentro da minha pele, que estreia no domingo (23/8) na Globoplay. . Diretor de Cabra-cega (2004), Estamos juntos (2011) e do documentário O Velho (1997), sobre o líder comunista Luiz Carlos Prestes, Toni Venturi é um homem branco, descendente de imigrantes italianos, privilegiado - e indignado. Seu desconforto diante do racismo estrutural não foi somente a gênese do novo documentário e um pilar na montagem da equipe de produção. Ele fica evidente ao longo da narrativa. E contribui para sensibilizar espectadores brancos, descendentes de imigrantes italianos, privilegiados - e indignados. Como eu. "A miscigenação é, em primeiro lugar, produto do estupro colonial que foi praticado pelo colonizador", alerta a filósofa Sueli Carneiro no filme. Venturi divide a direção com Val Gomes, cientista social e documentarista envolvida com temas tão urgentes quanto violência doméstica, igualdade ...

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    Imagem: Reprodução/Instagram

    Ser aliade antirracista é entender de quem é o protagonismo no debate

    "O correto é preto ou negro?"; "Eu sempre gostei de coisas da cultura africana, sou uma branca de alma negra"; "Eu morro de inveja dessa cor de vocês, pega bronzeado rapidinho"; "Mas você não acha que o próprio negro se discrimina?"; "Sei que existe racismo, mas eu acho que tem gente que exagera", "Mulher branca pode usar tranças?". Essas são algumas da mensagens que eu recebo de gente que, de forma sincera, se considera aliada da luta antirracista e tem a certeza de que esse tipo de comentário fortalece a população negra. É o novo tapinha nas costas em forma de palavras. Existe uma necessidade enorme de ficar bem na fita e mostrar que se preocupa com a questão racial, mas sem fazer nenhum esforço para entender as mazelas da negritude. Não querem estudar. Escolhem uma pessoa preta para ser seu "WIKIPRETO" e acreditam que isso é o suficiente para ...

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    (Foto: Lucília Monteiro)

    Perverso pacto racial

    O racismo é uma invenção branca voltada a naturalizar a exclusão, a subordinação e a exploração da população negra, assim como a legitimar a violência contra pretos e pardos, sem a qual a dominação branca não subsistiria. O racismo está presente em todas as esferas da vida brasileira. Ele reforça e aprofunda a persistente desigualdade política, econômica e social. O racismo basicamente exclui os negros da esfera política e conspira para sua subordinação e exploração no âmbito econômico, assim como estabelece hierarquias e discriminação na vida privada, nas relações pessoais e mesmo afetivas. Nada escapa a essa ideologia difusa, intricada, mas sempre cruel do racismo.​ As últimas semanas foram pródigas em expor a violência e a discriminação impostas contidamente a pessoas pelo simples fato de serem negras ou professarem uma religião de origem africana. Como salienta Flávia Oliveira, “o racismo não dá trégua”. A resistência heroica de Dandara e Zumbi ...

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    Jamiel Law/NyTimes

    Para além da cor da pele: O racismo estrutural e a violência policial

    Em setembro de 2019, Agatha Félix, uma menina de oito anos de idade, voltava para casa com a mãe quando foi baleada. O tiro que matou Agatha foi disparado por policiais que desconfiaram que dois ocupantes de uma moto que passava eram criminosos. O incidente aconteceu no Complexo de Favelas do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro, onde Agatha morava. Em maio de 2020, em plena pandemia, um adolescente de 14 anos foi baleado dentro de casa, na região metropolitana do Rio de Janeiro, pela polícia. Foram disparados 72 tiros dentro da residência. Nesses casos, a alegação invariavelmente é a guerra às drogas. No Rio de Janeiro, em 2019, seis casos de crianças mortas pela polícia, no trajeto de ida ou dentro de escolas, dentro ou em frente a suas casas tornaram-se manchete nacional e deixaram a todos comovidos. Os casos acima não são incomuns. Mas o que perpetua ...

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    GETTY IMAGES

    18 anos de cotas na UNEB: Travessias para educação antirracista na Bahia

    “Vou aprender a ler pra ensinar os meus camaradas”, na letra da canção Yáyá Massemba, composta por Roberto Mendes e Capinam, o plano construído por gerações de negros no Brasil ficou registrado. A canção inicia com o lamento sobre a noite “no porão do navio negreiro”. De lá, do “fundo do cativeiro”, a estratégia de planejar o futuro dos seus foi amplamente utilizada por homens e mulheres em momentos difíceis, e lhes permitiram a construção de redes de apoio e solidariedade em irmandades, associações, terreiros e cantos de trabalho, que foram fundamentais para o acúmulo do pecúlio, com o qual compraram a alforria. Não foi incomum, durante o período escravocrata, que as mulheres negras investissem na compra da liberdade de seus filhos, antes das suas. A tática projetava um futuro diferente para os filhos e previa que as próximas gerações ocupariam outros lugares na sociedade racialmente hierarquizada do Brasil. A ...

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    (Foto: Getty/ Reuters/ PRBK)

    ‘Na escola dos meus filhos não tem negro nas salas de aula’

    Quem são os negros da escola do teu filho? Coletivos de pais dos colégios Vera Cruz, Equipe, Santa Cruz, Oswald de Andrade, São Domingos, Alecrim e Instituto Singularidades têm repetido a pergunta insistentemente dentro das instituições. Aos pais e famílias que as frequentam e às equipes docentes. Um movimento que nasceu tamanha a discrepância da bolha social em que os filhos vivem somada a consciência de que é preciso fazer parte do movimento antirracismo ao lado dos negros. Quase que em sua totalidade, negros, na na vida particular dessas crianças e adolescentes, costumam ser os empregados: faxineiros, domésticas, babás, auxiliares. Uma questão que vai muito além do que é tradicionalmente chamado de racismo. É o racismo estrutural que está enraizado na sociedade de forma basilar. Em que os negros, em suas diferentes posições, garantem o alicerce dos brancos. E a fala não tem exagero. Basta olhar ao redor. Qual escola ...

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    SILVIA IZQUIERDO / AP

    Brasil atrasa 12 anos e lista ações antirracismo à ONU sem gestão Bolsonaro

    Com um atraso de doze anos, o Brasil submeteu em julho à ONU (Organização das Nações Unidas) seu informe sobre o que tem feito para lidar com a discriminação racial no país. O documento, porém, não cita os acontecimentos, iniciativas e políticas do governo de Jair Bolsonaro e se limita a tratar da questão até o ano de 2017, destacando ações de administrações passadas. Pelas regras da ONU, o Brasil deveria ter entregado seu informe oficial ao Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial em 2008. Trata-se de uma das obrigações da convenção sob o mesmo assunto, assinada e ratificada pelo Brasil. Mas nem os governos Lula, Dilma ou Temer cumpriram o que estipula o tratado. Com o informe oficial, as autoridades na ONU avaliarão a situação da discriminação racial no Brasil, o que neste caso deve ocorrer em 2021. Veja o documento completo aqui. De acordo com o governo, ...

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    Jaqueline é fundadora do Coletivo Di Jejê.(Foto: Imagem retirada do site DC)

    Doutoranda em Antropologia Social, professora Jaqueline Conceição desenvolve ações que abordam a cultura antirracial

    A professora Jaqueline Conceição é representatividade. Mulher negra, empreendedora e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina, ela se coloca como voz e cria espaço de fala para mulheres, negros, indígenas, pobres e marginalizados através da educação. A pedagoga, de 35 anos, nasceu em São Paulo, mas escolheu e foi escolhida por Florianópolis, em 2015, para fixar o projeto de vida. Fundou em 2014, o Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero Coletivo Di Jejê, que está sediado na capital catarinense, mas com braços em outros estados e países. A inquietação para o projeto surgiu após a finalização do mestrado em Educação; História, Política, Sociedade na PUC-SP e da percepção “da ausência de intelectuais negros na formação teórica, mesmo para pesquisadores que trabalham com a temática racial”. A plataforma de ensino desenvolvida por ela tem foco na educação antirracista e feminismo negro do Brasil, ...

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    Foto: ONU Brasil

    Após quase três décadas, luta de mulheres negras da América Latina contra o racismo continua

    Rádio Sagres · Manhã Sagres #645: Entrevista com a professora de Filosofia e Ciências Humanas do IFGO, Janira Sodré Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo. Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que completou 28 anos no último sábado (25). Em entrevista ao Manhã Sagres desta segunda-feira (27), a professora da Coordenação de Filosofia e Ciências Humanas do Instituto Federal de Educação de Goiás, Coordenadora do Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Africanidades do IFG e Presidente da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Racismo e Diversidade Étnica do Conselho Estadual da Mulher, Janira Sodré, falou sobre a baixa representatividade das mulheres na política e ...

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