Tag: Cidinha da Silva

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    Assista: Festival Literário de Literatura Negra da Zona Norte de SP-Narrativas para a emancipação

    FELLIN - Festival Literário de Literatura Negra da Zona Norte de São Paulo. O evento será destinado a valorização dos saberes da população africana e afrodiaspórica. Acontecerá a partir dos dias 13 até o dia 17 de julho de 2020. Em 2020 será online, via transmissão YouTube.   Festival Literário de Literatura Negra da Zona Norte de SP-Narrativas para a emancipação Informações: Apresentação 19h - Performance: Sarau Alcova 20h - Mesa 4 - Narrativas para a emancipação Convidadas: Cidinha da Silva e Vilma Piedade - Moderadora: Ingrid Soares 

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    A travessia no barco da coragem

    Após o assassinato brutal de George Floyd, no dia 25 de maio, em Minneapolis, nos Estados Unidos, protestos ao redor do mundo estabeleceram um ponto de inflexão nas lutas antirracistas. No Brasil, a tragédia de Floyd materializa-se em um sistema perverso: um pêndulo entre o racismo estrutural e o genocídio. Em carta simbólica a Carolina Maria de Jesus, cujo acervo está sob a guarda do Instituto Moreira Salles, a escritora Cidinha da Silva reflete sobre o cotidiano da mulher negra e comenta os recentes casos de racismo que ocorreram no país. De: Cidinha da Silva  Para: Carolina Maria de Jesus São Paulo, 8 de julho de 2020. Carolina, bom dia! Dia de sol nesse inverno de pandemia em São Paulo. Como você está? Espero que esteja em paz. Do lado de cá, temos feito a travessia no barco da coragem, como a vida exige. Te escrevo da varanda da d. Ruth, ela ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Becos, Viellas, Afoxé e Congado

    A rua, um espaço de liberdade antes da pandemia de covid-19, tornou-se lugar habitado pelo medo. Medo das pessoas que andam sem máscara e respingam saliva umas nas outras ao conversar de rosto colado; medo das pequenas aglomerações de três, quatro pessoas. Pessoas normais que querem voltar ao normal da convivência humana como se pandemia não tivesse havido. As ruas nos sujeitam à novidade do normal conhecido por muitos que agora emerge dos esgotos e causa espanto a todos. Ratos e baratas cascudas manifestam-se nas ruas para que os hospitais não atendam aos doentes; perseguem, ameaçam e espancam os profissionais de saúde que tratam desses doentes; invadem os hospitais para mostrar que a situação não é tão grave como os milhares de mortos atestam. As ruas perderam a alegria da circulação descontraída das pessoas, dos ajuntamentos festivos, da paquera, e os que insistem no velho normal flertam com a morte, ...

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    Ana Maria Gonçalves e Fernanda Miranda são as primeiras convidadas do Projeto Autoria Negra na Literatura Contemporânea, com curadoria de Cidinha da Silva e Daniel Ramos. Imagem retirada do site SESC

    Sesc Pinheiros realiza o encontro “Autoria Negra na Literatura Contemporânea”

    Debate com curadoria e condução de Cidinha da Silva convida as escritoras Ana Maria Gonçalves e Fernanda Miranda O encontro virtual acontece quinta-feira, 2 de julho, às 20h, ao vivo no YouTube do Sesc Pinheiros (youtube/sescpinheiros) O Sesc Pinheiros apresenta o projeto “Autoria Negra na Literatura Contemporânea”, uma série de encontros mensais ao vivo com escritoras negras da atualidade. Com curadoria de Daniel Ramos (técnico de literatura do Sesc Pinheiros) em parceria com Cidinha da Silva, o projeto abre um panorama da literatura de autoria de mulheres negras no Brasil. Os encontros abrangem escritoras de diversas localidades, sempre compostos por duas autoras e com mediação da curadora Cidinha da Silva. Nessa quinta-feira, 2 de julho, às 20h, temos a autora Ana Maria Gonçalves (Minas Gerais) e a pesquisadora Fernanda Miranda (São Paulo). “Autoria Negra na Literatura Contemporânea” busca debater a produção contemporânea de literatura feita no Brasil a partir da diversidade de vozes, gêneros e sobre questões ...

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    João Pedro e George Floyd

    Eles têm compulsão e gozo pelo jorro do nosso sangue. Eles não nos deixam respirar, quebram nosso pescoço e se regozijam com nossa dor. Eles atiram em nossos meninos rendidos dentro de casa, pelas costas. Eles fazem publicidade do genocídio como mecanismo de controle, de domesticação dos corpos negros-alvo. Eles nos matam por prazer e sadismo, investidos da condição de heróis, exterminadores do inimigo gestado nos porões de seu imaginário branco, podre e encurralado. Nós emudecemos. O abate tem mesmo essa função, é diuturno, imparável, incansável, é disparado de todas as direções em nossa direção. Nós portamos um alfanje para incisões precisas e profundas, uma cabaça com ervas para cuidar da úlcera, punhados de pólvora e sabedoria para fazer fogo, para explodir em fogo esse mundo que nos aniquila. Nós somos búfalos, uma manada de búfalos. Nós temos a força que faz o leão chorar, e o esmaga, feito barata. ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Sobre editais do setor privado nas áreas cultural e artística e a vulnerabilidade de artistas brasileiros à ausência de políticas públicas

    Mecenato é uma atividade de apoio artístico e cultural antiga. O mecenas escolhia e escolhe a quem patrocinar de acordo com suas crenças, valores, escolhas políticas e estéticas. Políticas públicas, por sua vez, devem responder às necessidades do setor artístico-cultural e do público, da cultura de um país, das pessoas que merecem e desejam a fruição. Políticas públicas devem, portanto, ter critérios e orientação política nítida, planejamento no tempo, mecanismos de monitoramento e participação popular para alicerçar e alavancar as funções distributiva, redistributiva ou regulatória que as embasa. As políticas públicas são a concretização da ação governamental pelo bem de todos, conceitualmente. No Brasil de hoje, por exemplo, vivemos dois movimentos sincrônicos e contrários a essa máxima: o primeiro aniquila as políticas públicas existentes; o segundo, implementa projeto político orientado para a morte, para o extermínio dos indesejáveis, de todas as pessoas do país em situação de vulnerabilidade, a saber, ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    A Velha e a Iaô

    Como a estátua da namoradeira na janela, a senhora septuagenária espiava o movimento da rua. Minha filha subia a Ladeira do Garcia apressada e a senhora gritou, iaô, oh iaô, o que você está fazendo com a cabeça no sol uma hora dessas, iaô? Hora de estar dentro de casa iaô, já é quase meio dia. Venha aqui tomar um copo d'água. Deborinha, sem opção, chegou à porta da casa e tomou a benção. A senhora a abençoou e mandou entrar. Entre surpresa, feliz e ansiosa, entrou. Surpresa porque para uma paulistana a frase "só se vê na Bahia" faz todo sentido quando esse tipo de hospitalidade se apresenta. Por isso também a felicidade, o aconchego de um sentimento de família, mesmo que as duas nunca tivessem se visto antes. Ansiedade porque tinha compromisso de hora marcada, coisa de trabalho, e precisava torcer para que a mãe a liberasse logo. ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Necropolítica x Tecnologias ancestrais de produção de infinitos

    Um amigo escreveu que durante a quarentena imposta pela pandemia de Covid-19, seu trabalho, costumeiramente feito em casa, movia-se entre o contrapeso da sanidade mental e emocional e a realização das obrigações laborais e de sobrevivência, incluídos aí o banho, a cozinha, a faxina da casa, porque inúmeras vezes a vontade era mesmo de abandonar-se. As casas de centena e milhar faziam festa no ranking macabro de perdas humanas que poderiam não ter ocorrido; comerciantes e suas associações de classe pressionavam para que o comércio funcionasse a plenos pulmões visando o dia das mães. Uma agonia por dia, primeiro, salvar a economia, depois, rapidamente dar fim aos corpos das mães, das mães das mães, das mães das mães das mães. Para isso, o governo da cidade mais preparada para lidar com os quatro dígitos de mortes previstas e evitáveis anunciou medidas de impacto, pelas quais foram providenciados: quinze mil sacos reforçados para ...

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    Imagem retirada do site Medium

    Salve sua força, Marlene Silva! Obrigada.

    Não há em Belo Horizonte, gente negra de mais de 40 anos, envolvida com o Movimento Negro ou com a cultura negra da dança que desconheça o significado do nome Marlene Silva para a cena da dança afro local e brasileira. E que alegria, senhora, saber que as devidas homenagens lhe foram prestadas em vida. Artistas negros da dança na cidade, na casa dos 40 anos ou mais, se não foram formados por Marlene Silva, passaram por suas mãos, receberam sua orientação, seu carinho e sua benção. Os mais jovens também, pois um currículo de dança rico e respeitável precisava abrigar os ensinamentos da mestra maior da dança afro. Marlene Silva, seu nome e seu legado povoam meu imaginário há 35 anos. Discípulos seus são amigos queridos e sempre me contaram de seu alto nível de exigência, compensado pelo sorriso largo. Pedimos desculpas, querida Marlene Silva, mas nossa responsabilidade uns ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Thriller

    Depois dos primeiros duzentos metros, vencidos como um velocista, Onirê encontrou uma senhora e pediu ajuda. Ela olhou para a camisa ensanguentada, abraçou a bolsa e apertou o passo. Será que ninguém tinha ouvido os tiros, a gritaria? Sinal fechado, carros parados. Os motoristas o observavam e desviavam o olhar, os surpresos, os fatalistas, os indiferentes. As mulheres fechavam o vidro, as crianças no banco de trás perguntavam o que era aquele homem cheio de sangue. Teve mãe que mandou criança calar a boca, sob pena de ser atacada por Onirê. Um jovem branco que ouvia um modão no último volume abaixou o vidro. Onirê apressou-se até o carro, começou a contar o que tinha acontecido. O sinal abriu, o motorista buzinou e arrancou, não sem antes gritar: tá assistindo muito videogame, moleque. Por Cidinha da Silva, do Instituto Goethe "Queremos paz e justiça": Protestos contra ...

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    “Fome, uma autobiografia do (meu) corpo”, livro de Roxane Gay

    “Fome” não é um livro para gostar ou desgostar, é obra para conhecer uma realidade acachapante e torturante para várias mulheres, mas ignorada por muitas de nós . Roxane Gay, uma mulher negra caribenha, de 1,90 e que já chegou a ter mais de 250 quilos nos conta de maneira brutal as brutalidades sofridas por seu corpo, toda a violência de, quando menina, ter sido estuprada por um grupo de garotos, liderado por seu namorado. Ela nos entrega a autobiografia de seu corpo definido por todas as dores, recalques, cicatrizes e dezenas de quilos subsequentes, buscados e acolhidos como uma proteção do próprio corpo às violências do mundo. Por Cidinha da Silva, Do Medium (Foto: Reprodução/ Globo Livros) Um corpo silenciado cujo grito acontecia pela ingestão de comida: “No antes da minha vida, eu era bem jovem e protegida. Não sabia nada sobre nada. Não sabia ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Sobre o feminicida Bruno e seus defensores

    Liguei o computador para iniciar o dia de trabalho e seguindo a rotina dei uma olhada nas redes sociais para medir a temperatura do noticiário. Passei por um daqueles textos, não propriamente provocativos, no sentido de remexer um tema de maneira a nos chamar para ele, mas, sim, um daqueles textos declaratórios e pirotécnicos, cheios de acusações e orientações messiânicas de como proceder em relação à determinada questão. Por Cidinha da Silva, no Medium Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos) Tratava-se de uma coisa bizarra escrita por um homem negro que via alguma possibilidade de defesa do feminicida Bruno (ex-goleiro do Flamengo), assassino de Eliza Samúdio. O texto criticava as mulheres pretas que vibravam com as limitações de trabalho impostas ao feminicida por conta de seu ato. Fazia também comparações torpes com outros casos nos quais as tais mulheres pretas não se manifestavam igualmente. Concluía que ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Negras e negros no Jabuti 2019

    Li depoimentos e postagens de colegas negros finalistas do Jabuti 2019, a maioria situada na lista dos dez, uns poucos na lista final de cinco, no conteúdo, uma constatação de como o jogo de escolhas é operado. Alguma dor, alguma surpresa, muita frustração, porque, afinal, cada uma e cada um sabem do peso do labor diário para construir um bom texto literário e quando esse texto é validado pelo cânone em alguma etapa de um processo seletivo, alimenta-se a esperança de que sejam ultrapassadas as etapas seguintes e que aquele trabalho literário seja, finalmente, reconhecido, validado e premiado. É uma esperança, apenas. Por Cidinha da Silva, do Medium Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos) Minha aposta pessoal, feita com várias amigas que lerão essa crônica e que não me deixarão mentir, era de que num ano em que Conceição Evaristo foi homenageada teríamos vários semifinalistas ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Uma pantera afro-zen caminha entre nós

    Angela Davis, uma pantera afro-zen que caminha entre nós Por Cidinha da Silva, do O Globo Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos) Das vezes em que Angela Davis esteve no Brasil, consegui acompanhá-la em três: São Luís (MA), Brasília (DF) e Cachoeira (BA). Esta rendeu uma crônica sobre os encontros, “A cadeira de Miss Davis”, na qual contei também um episódio emblemático da humanidade da pantera. Um grupo de mulheres negras socializava na calçada de um bar, e Angela chegou. A cadeira vazia que lhe tocou para sentar estava num ponto mais alto, levando Angela, que já é muito alta, a ficar numa posição mais elevada que todas as mulheres da mesa. Ela não sossegou até mudar de lugar e ficar do mesmo tamanho das demais. Na passagem por São Paulo, neste 2019, recebi três convites para integrar a claque de Angela. Aceitei um deles, ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Um tigre não anuncia sua tigritude, ele ataca!

    O sistema racista coloca na mesma prateleira e trata como “bloco monolítico mulher negra” um amplo e diverso grupo de autoras, aponta a escritora brasileira Cidinha da Silva. Por Cidinha da Silva , do Instituto Goeth © Marina Camargo, 2019. Para discutir a questão proposta “o que minha identidade negra representa para a literatura que produzo”, é mister contextualizar brevemente o lugar ocupado pelas mulheres negras no sistema literário brasileiro, que inclui o mercado editorial e livreiro, as políticas públicas para o livro, leitura, literatura e bibliotecas – a produção autoral dessas mulheres, sua recepção e crítica. Somos poucas. Somos raras. Mas isso não é o suficiente para sermos consideradas em nossa singularidade. Ao contrário, o sistema racista vale-se do expediente de agrupamento, com o objetivo de dizer que “somos todas a mesma coisa e por isso podemos ser colocadas na mesma prateleira e tratadas como ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    PARABÉNS CIDINHA DA SILVA – Livro ‘Um Exu em Nova York’ ganha prêmio Biblioteca Nacional 2019

    Com o livro de contos “Um Exu em Nova York“, a escritora mineira Cidinha da Silva venceu o Prêmio Biblioteca Nacional 2019. O resultado foi divulgado pela Fundação Biblioteca Nacional na noite de quinta-feira (10) e a autora que tem a obra publicada pela editora Pallas levou o segundo lugar na categoria contos. Por Jéssica Balbino,  Do Margens  Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos) Chamado pela autora de livro dínamo, a obra passa por vários lugares e tempos, buscando construir mundos e conexões entre estes universos, sempre orientada pela perspectiva das africanidades através da diáspora. Com simbolismos, a autora passeia pelo cotidiano e expõe, sobretudo, questões ligadas a população negra e LGBTQIA+, além de desmistificar estereótipos pré-concebidos também acerca das religiões de matriz africana, oferecendo ao leitor novas perspectivas sobre a figura dos orixás, atravessando o mundo contemporâneo, seja no Brasil ou em Nova York. Ao Margens, a escritora ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    De azul ou de rosa, crianças negras na linha de tiro do Estado genocida

    Qualquer pessoa que tenha perdido uma criança na família sabe que não existe nada comparável à dor dos pais. Nada que seja equivalente à dor sentida pela mãe, que pode também ser a tia, a avó que cria, quase sempre uma mulher. Por isso não vou falar de dor, reservo às mães e aos pais essa prerrogativa. Por Cidinha da Silva, do Jornalistas Livres Foto: Elaine Campos A gente sente ódio, impotência, medo, fracasso como ser humano. A gente pode chorar em solidariedade às mães e pais das crianças mortas na guerra às pessoas negras, faveladas e de periferia. A gente deve gritar porque a dor de perdas tão brutais cala a voz de quem gerou ou de quem cria essas crianças assassinadas. Por isso devoto tanto respeito e admiração às Mães de Maio e a outros coletivos de mães que, a despeito da dor imensurável ...

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    Roda de conversa com Cidinha da Silva sobre seus livros no IBAO

    Alô Campinas e região, dia 14/09 estarei no IBAO para uma roda de conversa, lançamento de livros e autógrafos. Apareçam. No Facebook Imagem: Reprodução/Facebook Ibaô apresenta Encontro formativo em Literatura Negra com a escritora Cidinha da Silva voltado para educadoras e para educadores de Campinas e Região. Evento Gratuito A escritora Cidinha da Silva retorna a Campinas para lançamento do seu último livro #ParemDeNosMatar, e oferecerá, em parceria com o Ibaô um encontro formativo com educadoras e educadores de Campinas e região, no formato de roda de conversa. A autora apresentará suas 15 obras autorais, publicadas no período de 2006 a 2019. Destaque para os quatro livros lançados neste ano, a saber: Exuzilhar e Pra Começar, primeiros volumes da série Melhores crônicas de Cidinha da Silva (Kuanza Produções); Kuami (romance infanto-juvenil, Pólen Livros) e # Parem de nos matar! (crônicas, Pólen Livros e Kuanza Produções). Quanto: ...

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    Divulgação

    A agulha do tempo novo: Um Exu em Nova York

    “Um Exu em Nova York” é um pequeno tesouro na literatura brasileira. O livro traz 19 pequenos contos que ativam um peculiar panorama do racismo e seus efeitos enquanto revelam os sonhos, a tristeza, a dor, a falta, a alegria, a alma de personagens que se aproximam da gente. Por Milena Britto, enviado para o Portal Geledés  Capa do livro 'Um Exu em Nova York' Cidinha da Silva tem um olhar profundo e uma mão precisa: os contos não desperdiçam matéria nem tempo; não enrolam, não distraem o leitor. Há um rio correndo e costurando as memórias que nos saltam, às vezes como o respingo d’água que cai gelado e afiado como agulha a nos picar, como é o caso do conto “O velho e a moça”.  Li esse conto tocada pelo emaranhado poético de vida e mistério que é a própria escrita. Se já significa ...

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    Pra começar: ressignificando as nossas vivências

    Cidinha da Silva. Pra começar: melhores crônicas de Cidinha da Silva, volume 2. Kuanza Produções, 2019. Por Amanda Lourenço, Do LeitorasPretas  A escrita de Cidinha da Silva vem se consolidando de maneira cada vez mais forte na literatura brasileira graças à delicadeza poética das suas obras e ao impacto reflexivo-crítico que elas incutem nas leitoras dos livros já publicados – destaco, especialmente, os livros Cada tridente em seu lugar e outras crônicas e Um Exu em Nova York, ambos já resenhados aqui no blog. Analisando a trajetória literária da autora, nota-se uma produção voltada para o cotidiano da população negra em suas diversas camadas, que vão desde críticas sociais – movimento o qual acredito ser característico da sua postura militante – à exaltação da beleza cotidiana do simples existir enquanto indivíduo negro – situação ainda negada para nós. Embora esse fato seja latente nos vários gêneros textuais produzidos por Cidinha, acredito que as crônicas ...

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