Tag: Dennis de Oliveira

    O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Antirracismo é o núcleo central da luta antifascista no Brasil

    Nos últimos dias, cresceu a visibilidade da luta contra o fascismo e também contra o racismo. E isto já motivou uma discussão nas redes sociais sobre qual seria a “prioridade de pauta” sinalizando em alguns casos a incompatibilidade das duas agendas. Penso que há uma grande confusão teórica nesta questão. E esta confusão começa pela definição do que é fascismo, nazismo e totalitarismo. Confusão esta que, inclusive, levou a alguns intelectuais brasileiros a argumentarem, durante as eleições, que não se tratava de um risco para a democracia e apenas a eleição de um expoente de guerras culturais. Muito do que estamos atualmente passando no Brasil decorre deste erro de avaliação. Jornais chamavam – e alguns ainda chamam – Bolsonaro de um político “de direita” ou “conservador” e não exatamente o que ele é: um expoente da extrema-direita. Herbert Marcuse, no texto O combate ao liberalismo na concepção totalitária de Estado, tem ...

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    O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Impressões da entrevista com o presidente Lula

    No Blog Quilombo, Dennis de Oliveira reflete sobre as questões do combate ao racismo, genocídio da população negra e o papel das organizações chamadas de neopentecostais na periferia Por Dennis de Oliveira, da Revista Fórum O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens Na minha carreira de jornalista – que não foi grande, pois me dediquei mais à vida acadêmica – a entrevista que fiz junto com os colegas Renato Rovai e Adriana Delorenzo, na última quarta-feira (11, foi uma das mais importantes. Primeiro, porque Lula é, de fato, a maior liderança popular da história recente do Brasil e, hoje, simboliza a esperança de mudança; e segundo, porque me incomodava muito o fato de temas que considero importantes pouco serem debatidos nas várias entrevistas feitas com ele. Um dos temas que considero central na agenda política brasileira é o combate ao racismo. Por uma ...

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    IV Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na America Latina

    O IV Simpósio Internacional de Cultura e Comunicação na América Latina - “Pensamento crítico latino-americano em debate: construção do conhecimento, investigações participativas e epistemologias decoloniais” Por Dennis de Oliveira para o Portal Geledés  Divulgação Pretende reunir pesquisadores, intelectuais, lideranças de movimentos sociais, estudantes e público interessando do modo geral, dos países latino-americanos, para um encontro com o objetivo de debater as experiências de estudos e pesquisas que tem como fulcro a constituição de epistemologias que se inserem do que se convencionou chamar de pensamento decolonial e como objeto de estudo as experiências de movimentos sociais contemporâneos e a interface com a cultura e a comunicação. A construção deste simpósio é produto da experiência do Celacc na promoção dos três primeiros simpósios, em 2000, 2001 e 2010, conforme consta no item “Histórico do evento” e também do projeto de pesquisa financiado pela FAPESP “Movimentos sociais, cultura, comunicação e território na América ...

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    Fabiana Cozza durante o 25° Prêmio da Musica Brasileira, em 2014 (Foto Roberto Filho)

    O caso Fabiana Cozza: pertencimentos étnicos e dilemas na sociedade da informação

    Nesta semana, as redes sociais foram tomadas por um debate intenso: a pertinência ou não da indicação da sambista Fabiana Cozza para interpretar o papel de dona Ivone Lara em um especial que está sendo montado para homenagear a diva do samba morta este ano. Motivo da polêmica: a cor da pele de Fabiana Cozza. Por Dennis de Oliveira, da Revista Cult  Fabiana Cozza durante o 25° Prêmio da Musica Brasileira, em 2014 (Foto Roberto Filho) Os contrários diziam ser ela de pele clara (enquanto dona Ivone Lara tinha a pele “retinta”) e que a escolha de uma mulher que, embora se assuma como negra, tenha pele clara, é um indicador do branqueamento estético imposto pela industria cultural brasileira. Já os defensores de Fabiana Cozza argumentavam que ela sempre se assumiu como negra e sua identidade racial era dada pelo seu pertencimento ao universo do samba e ...

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    Arte Revista CULT

    A ditadura dos algoritmos e a informação para conformar o que já se pensa

    Na coluna passada, falei sobre a crise da credibilidade do jornalismo e como ela afeta os negócios da indústria jornalística. Outra questão que irei abordar nesta coluna são os impactos das tecnologias da informação e comunicação na cadeia produtiva do jornalismo. Não se trata apenas de uma “concorrência” da plataforma digital com os suportes tradicionais (impresso, áudio-visual). Mas uma mudança na estrutura produtiva por  conta da mudança que estas tecnologias tem realizado em todos os ramos de produção. Em outras palavras, a “acumulação flexível” também chegou na indústria jornalística. Por Dennis de Oliveira, da Revista Cult  Arte Revista CULT O jornalista e pesquisador Caio Tulio Costa é autor de uma pesquisa realizada na Universidade Columbia em 2013 na qual parte do pressuposto que as TICs são “tecnologias disruptivas” (conceito proposto por Clayton Christensen), que desarticulam modelos antigos de produção e forçam a constituição de novos arranjos produtivos. Escreve Caio ...

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    Dennis de Oliveira: Movimento contra as tarifas e a política com “P” maiúsculo

    Enfrentar a mortalidade de jovens negras e negros só com Juventude Viva é enxugar gelo

    Necropolítica é o conceito proposto pelo pensador camaronês Achille Mbembe. Significa a gestão de territórios de degradação, desintegração social e morte. No Brasil, estes territórios são as periferias. Processos de degradação e desintegração social tornam a morte provocada uma situação naturalizada. Seja pelos assassinatos cometidos por agentes legais e extra-legais, seja como produto da própria degradação social expressa pela ausência de condições mínimas de sobrevivência, como falta de saneamento básico, saúde, alimentação, entre outros. Por Dennis de Oliveira, do Quilombo A população destes territórios periféricos tem cor: são negras e negros os que habitam, majoritariamente, estes lugares. São eles as vítimas da necropolítica. São negras e negros que se transformam em vidas afastadas da política. A questão racial fica, assim, sempre periférica nas narrativas políticas. É isto o que se verifica no governo golpista de Temer. Primeiro, o governo golpista nomeia um ministério todo de homens brancos. Depois, chama algumas mulheres ...

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    Dennis de Oliveira: Programa da USP não reduz desigualdade racial

    O pseudomoralismo é hipócrita, machista e racista

    O moralismo como prática política é seletivo e hipócrita. Por Dennis de Oliveira Do Portal Fórum Na dita campanha contra a corrupção, este pseudomoralismo queria sangue. Defendia linchamentos públicos sem qualquer controle. Banana para a lei, para direito ao contraditório, para o direito à defesa. Na votação do impeachment na Câmara no dia 17 de abril, evocavam Deus, família, etc. Agora no dia 21 de maio, uma jovem é estuprada por mais de 30 homens, com cenas filmadas e divulgadas. E a polícia diz que está investigando se “realmente houve o crime de estupro”. Alega que precisa ser cuidadosa na investigação. Como se costuma dizer, o estupro é o único crime que a vítima tem que provar que é vítima. Ninguém que tem a carteira roubada precisa provar que não quis que a carteira fosse roubada. Ou então ninguém fala que “atraiu o ladrão com a carteira”. Uma mulher estuprada ...

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    Racismo, machismo, misoginia… o perfil dos golpistas fica cada vez mais “claro”

    A cada momento que passa, vai ficando nítido o perfil da maioria dos que defendem o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.  Os fatos listados abaixo são emblemáticos. Por Dennis de oliveira Do Revista Fórum 1 – Capa da Isto É: uma montagem farsesca para sustentar uma visão machista Na semana passada, a revista Isto É lançou uma capa com a manchete “As explosões nervosas da presidente”. O tom da capa e da matéria que remonta a idéia de uma “histeria” atribuída a mulheres que se recusam a se submeter a um ordenamento masculino gerou revoltas em várias organizações feministas. A própria Presidência da República lançou uma nota de repúdio a capa da revista reclamando do tom misógino e machista. Lembro ainda a resistência da mídia hegemônica em não tratar Dilma Roussef de “presidenta” e sim “a presidente”. Pura ranhice dos manda-chuvas da mídia hegemônica. Dicionários da língua portuguesa desde ...

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    O risco de ficar apenas na autoestima

    Um tema muito repisado nos últimos tempos na luta contra o racismo é autoestima de negras e negros. Em boa parte, este tema vem sempre a tona para demonstrar a importância do estudo, disseminação e reflexão sobre a cultura africana, afro-brasileira e a história da África. Evidentemente, contada a partir dos seus protagonistas e não aquela apropriada e recontada por quem sempre oprimiu. Por Dennis de Oliveira, no Portal Africas Sem dúvida, que estas conquistas – ainda que não plenamente implantadas – são importantes. Mas as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da educação por meio da lei 10639/03 e 11645/08 vão muito além disto. Por serem alterações na LDB, elas se aplicam a todo o sistema educacional brasileiro. Independente da escola ter muitos, poucos ou nenhum estudante negra ou negro. Porque se trata de uma legislação que visa contribuir na mudança nas relações étnicorraciais. E isto significa intervir não ...

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    UBUNTU: uma ética africana para repensar a sociedade brasileira

    “Eu sou porque nós somos”. Um dos três princípios fundamentais da RAiZ – Movimento Cidadanista, o Ubuntu é uma ética e filosofia de origem africana que busca entender a sociedade de uma maneira mais integral e solidária. Inseri-lo em condições de igualdade com outros dois pilares de origem ocidental (ecossocialismo) e indígena (teko porã), como sementes fundadoras do partido-movimento é por um lado um reconhecimento à contribuição dos povos africanos e afrodescendentes na construção do Brasil, e por outro lado, uma provocação e desafio para a política brasileira na busca de outro sentido ético mais inclusivo e fraterno. do Raiz Para saber um pouco mais sobre as origens do Ubuntu e o sentido de pensá-lo e praticá-lo no Brasil de hoje, entrevistamos Dennis de Oliveira, professor da USP e integrante do coletivo Quilombação. - O que é Ubuntu, qual sua origem e quais contribuições traz para pensar a relação em ...

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    Eleições mostram que elite brasileira é escravocrata

    Esquerda que não é anti-racista cava sua própria cova

    Uma das características mais fortes desta direita que cresce cada vez mais é o racismo. Isto não é a toa. A sociedade capitalista brasileira foi construída no tripé cidadania restrita/concentração de riqueza/violência como prática política. O racismo é o mecanismo que define que é cidadão e quem não é quem tem a renda e quem não tem, quem é o autor da violência e quem é a sua vítima Por Dennis de Oliveira no Revista Fórum E porque o racismo vem crescendo nos últimos tempos? A inclusão social, ainda pequena, feita nos últimos anos pelos governos Lula/Dilma atenuou levemente estas fronteiras e mais que isto, despertou o sentimento de muitos jovens negros e negras de exigirem serem cidadãos, de terem renda e de denunciarem a violência. Os espaços restritos de bem estar e de comodidade começaram a ter ocupação de negras e negros (como as universidades públicas, os aeroportos, etc). ...

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    O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Educação e juventude negra: os gargalos a serem enfrentados em 2015

    O percentual de jovens entre 18 e 24 anos no ensino superior no Brasil bateu recorde em 2013 – chegou a 16,5%, um aumento significativo comparado com os 10,5% de 2004. Mas  um índice pífio se comparado a países  como Argentina (40%), Chile (26,5%) e, incrível, a Bolívia com 20,6%. Tudo isto a despeito da grande expansão do ensino superior no Brasil, puxado principalmente pelo crescimento das instituições privadas que respondem por quase 75% do número de vagas oferecidas. Segundo dados do MEC, em 2013, 2.756.773 alunos ingressaram no ensino superior. Destes, apenas 1.056.059 concluíram no mesmo ano. O aumento de jovens negros no ensino superior foi significativo – passou de 4% para 19,8% entre 2003 e 2011. Por Dennis de Oliveira na Revista Fórum O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens Em relação ao ensino médio, os dados mostram que houve o ingresso ...

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    O preconceito segundo o episódio do “Sexo e as nega” – Por: Dennis de Oliveira

    Confesso que ainda não tinha assistido a um episódio completo do seriado “O Sexo e as Nega”. O dia e horário em que ele é transmitido coincide com as aulas que ministro na Escola de Comunicações e Artes na USP. Na terça passada, consegui assistir ao episódio, pois estive em um evento que me permitiu chegar um pouco mais cedo em casa. Como considero que é necessário, para dar mais sustentação às críticas que estão sendo feitas ao episódio pelo movimento negro, fazer uma avaliação mais empírica do seriado, procurei me atentar aos detalhes do seriado. Primeira coisa que percebi: o seriado é muito ruim. A temática da sexualidade é tratada de forma bizarra e não convincente. No episódio que assisti, o tema foi “preconceito” (por que será a escolha deste tema?). As quatro personagens negras vão a uma loja de roupas. A sensualidade que tentam demonstrar é caricata, sempre ...

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    O risco de um retrocesso na luta antirracista

    Independente das limitações do governo atual, não há como descartar que foi este governo que abriu estas possibilidades de discutir abertamente a temática racial e se pensar propostas. Historicamente, a direita tem atuado no sentido de simplesmente negar o racismo e interditar o debate Por Dennis de Oliveira* Os doze anos de governo do Partido dos Trabalhadores possibilitaram vários avanços institucionais na luta contra o racismo. A primeira lei promulgada pelo então presidente Lula, em 2003, foi a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História da África, Cultura africana e afrobrasileira como tema transversal nos currículos do ensino básico. Esta lei foi regulamentada por uma resolução do Conselho Nacional de Educação em 2004 que instituiu as Diretrizes Curriculares para a Educação Etnicorracial, elaborado pela professora Petronilha Silva, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Esta lei altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, portanto, tem ...

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    Folha publica vídeo contra cotas raciais e feministas negras criticam campanha

    Folha, cotas e a jogada de marketing – Por: Dennis de Oliveira

    O jornal Folha de S. Paulo lançou uma campanha publicitária semana passada e, entre as várias peças, há uma que destaca o posicionamento do jornal contra O jornal Folha de S. Paulo lançou uma campanha publicitária semana passada e, entre as várias peças, há uma que destaca o posicionamento do jornal contra as cotas raciais. Posicionamento compartilhado por uma modelo negra. Esta peça publicitária do jornal despertou a revolta de várias lideranças do movimento negro, principalmente nas redes sociais. Gerar polêmicas é uma velha estratégia da Folha de S. Paulo. Neste caso, há uma bem inteligente montagem que acabou por transferir a polêmica para dentro do movimento negro. E exatamente este o objetivo da estratégia de marketing do jornal. E como foi feito isto? 1o.) Usando a polêmica das cotas raciais. Que o jornal é contra as cotas raciais, até o mundo mineral (como costuma dizer o jornalista Mino Carta) ...

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    Uma direita difusa se fortalece - Por: Dennis de Oliveira

    Uma direita difusa se fortalece – Por: Dennis de Oliveira

    Episódios das últimas semanas: ação de justiceiros no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, que espancaram e prenderam um menino negro; a morte do cinegrafista da Band na manifestação também no Rio de Janeiro e a histeria decorrente deste episódio; a proposta de implementar uma lei anti-terrorismo e o discurso de criminalização dos movimentos sociais. O que se percebe de tudo isto é um recrudescimento do discurso da direita. Esta direita, difusa, não articulada em um partido político específico, mas que se espraia em atitudes de grupos, em procedimentos de determinados políticos, em propostas apresentadas e socializada fortemente pela mídia hegemônica, formando uma opinião pública que, embora ainda minoritária, vai ganhando consistência. A grande pauta desta direita é o combate aos direitos democráticos de liberdade de organização e de protesto coletivo – em outras palavras, a criminalização dos movimentos sociais -, crítica aos direitos humanos e defesa do aumento ...

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    Recado aos racistas peruanos - Por: Dennis de Oliveira

    Recado aos racistas peruanos – Por: Dennis de Oliveira

    Aos racistas que agrediram o jogador Tinga, do Cruzeiro, e também os racistas brasileiros que, envergonhados do seu comportamento, vão dizer que "não é tudo isso", "é melhor esquecer", "foi comportamento ignorante de alguns", algumas informações.  1o. Acima a foto do maior ídolo do futebol peruano: Teofilo Cubillas, meia-esquerda da grande seleção peruana que disputou a Copa do Mundo de 1970, sendo eliminada apenas pela poderosa seleção brasileira que foi tricampeã. Abaixo, a grande jogadora de volei feminino da seleção peruana dos anos 1980 também, que chegou a ganhar medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 1988, Cecilia Tait. No final dos anos 1970, esta seleção dominou o continente sul-americano, derrotando por diversas vezes a seleção brasileira nos campeonatos sul-americanos e nos Jogos Olímpicos. Na América Latina, só era derrotada pela poderosíssima seleção cubana (também formada por mulheres negras). Recado aos racistas peruanos - Por: Dennis ...

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    Os 34 anos do PT e os dilemas da luta anti-racista – Por: Dennis de Oliveira

    O Partido dos Trabalhadores (PT) faz 34 anos. A sua fundação, em 1980, foi um marco naquele momento histórico em que novos sujeitos sociais começam a ocupar a arena política anunciando o fim do regime militar. Foi a confluência de lideranças de movimentos sociais, de intelectuais progressistas, de novas lideranças do movimento sindical que rompiam com o peleguismo dos interventores sindicais e da Igreja Católica progressista. Tentou dar uma cara mais progressista a transição democrática que, naquele momento, ainda foi hegemonizada pelos setores conservadores. A luta anti-racista ganhou espaços no campo da institucionalidade com a presença de vários militantes do movimento negro no PT, com vários deles se elegendo parlamentares. O PT foi o partido que elegeu as duas primeiras mulheres negras ao Senado, Benedita da Silva e Marina Silva. Construiu espaços institucionais para se pensar políticas de combate ao racismo nas prefeituras que venceu no final dos anos 1980. ...

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    Novos incluídos não participam dos movimentos sociais. Um risco para a democracia? - Por: Dennis de Oliveira

    Novos incluídos não participam dos movimentos sociais. Um risco para a democracia? – Por: Dennis de Oliveira

    A entrevista do economista Márcio Pocchman, presidente da Fundação Perseu Abramo, no portal “Vi o mundo”, é instigante sobre as perspectivas para a sociedade brasileira. Ajuda a pensar sobre os impasses atuais, principalmente nos caminhos que devem ser seguidos para além da inclusão social que foi significativa nos últimos dez anos. Alguns dados importantes apresentados por Pocchman: “há um milhão de novos universitários, que praticamente não se vincularam às entidades do movimento estudantil; 1,2 milhão de famílias de baixa renda que tiveram acesso à casa própria mas não fazem parte de associações de bairro ou de moradores; 22 milhões de pessoas que se integraram ao mercado de trabalho sem que isso resultasse no aumento da taxa de sindicalização.” Ao mesmo tempo que isto ocorre, novas demandas vão surgindo por parte destes novos universitários, novos proprietários de moradia, novos trabalhadores: transporte público eficiente, políticas de assistência e permanência estudantil, acesso a ...

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    Racismo e democracia amputada - Por: Dennis de Oliveira

    Racismo e democracia amputada – Por: Dennis de Oliveira

    No Fórum Social Mundial Temático realizado na semana passada em Porto Alegre, a ativista sul-africana Wilhelmina Trout, representante da Marcha Mundial de Mulheres na África do Sul, deu um impressionante depoimento sobre a sua vida e trajetória de militância no seu país. Quando votou pela primeira vez, já era avó. A luta pelos direitos civis foi uma árdua batalha, liderada por Nelson Mandela. Após vinte anos de fim do apartheid, a avaliação que ela faz não é das mais promissoras. A desigualdade econômica entre brancos e negros permanece e, em algumas situações, até se acentua; há um desânimo latente entre vários jovens negros e até já há vários deles que passaram a ser eleitores dos partidos brancos. A conquista dos direitos civis é um patrimônio coletivo, foi a custa de muito suor e sangue que se chegou a este patamar. Porém, não é suficiente para se pensar em uma verdadeira ...

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