quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: estereótipo

    Marcello Sa Barreto/ Brazil News

    Lucy Ramos: “Podemos fazer personagens sem estereótipos”

    Realizada com a personagem Vanda de 'O Tempo Não Para', atriz lembra como lidou com transformação no visual para a novela: "Precisava de uma mudança"  POR BEATRIZ BOURROUL, da Revista Quem  Marcello Sa Barreto/ Brazil News Lucy Ramos, 36 anos, está na reta final das gravações de O Tempo Não Para, em que interpreta a advogada Vânia, personagem que lhe trouxe satisfação profissional e social. "Uma mulher negra no cargo de chefia jurídica de uma empresa, que tradicionalmente era ocupado por homens, mostra que independentemente da cor, do sexo, o trabalho é realizado. Interpretar a Vanda mostrou que, sim, podemos fazer personagens sem estereótipos", afirma. Para o papel, a atriz passou por uma transfomação no visual. "Nunca tive um cabelo curto deste jeito. Tive um estranhamento ao me olhar no espelho. Cheguei do salão e lavei em casa. O cabelo estava todo para cima. Só fui mexer ...

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    Eu, um garoto negro e a crise da Srta. Morello

    A foto que marcou o primeiro dia de 2018, me gera uma pergunta apenas: Quantos clicks me tornam o estereótipo sonhado da burguesia? Por Marcelo Rocha, do Medium Foto: Lucas Landau É duro começar o segundo dia do ano falando desse tema: Estereótipo. A foto que marcou o primeiro dia do ano é o exemplo mais claro — Literalmente — daquilo que é o estereótipo de pessoas negras na sociedade. Pensar que, entre inúmeros garotos e garotas na praia vendo os fogos no céu, um chama atenção do fotógrafo e o mesmo recebe uma história que supostamente vive. O olhar de quem fotografa é definido pelo que vive e acredita. Fotografia sempre foi uma paixão que tenho desde a infância e tive a oportunidade de me tornar um aprendiz na adolescência fotografando tudo e até hoje a paixão pelo fotojornalismo. Na rua, forjamos nossos olhares. Toda foto é ideológica e está carregada de significados. De ...

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    Recheados de estereótipos, sites unem alemães a esposas brasileiras

    Antropóloga analisou sites e agências de casamento especializadas em unir homens alemães a mulheres brasileiras Por Ivanir Ferreira Do Jornal da USP Abusca de alemães por mulheres brasileiras para se casar é mercado para agências on-line especializadas. Com a visão ultrapassada de uma representação de feminilidade, muitos deles acreditam que não podem mais encontrar a companheira ideal na Alemanha, país que tem passado por grandes avanços sociais nas relações de gênero. A antropóloga da USP Thais Henriques Tiriba foi atrás de elementos para compreender este fenômeno contemporâneo. Em seu trajeto, porém, ela acabou percebendo que pode haver um descompasso nas expectativas dos parceiros que se conhecem pelas redes sociais. Para pesquisadora, o fato de as relações serem estabelecidas nesse mercado não produzia por si só vítimas e algozes – Foto: Marcos Santos/USP Imagens Para Thais, se os estrangeiros já carregam representações do paraíso nos Trópicos, os sites as corroboram com a ilusão ao exibir paisagens exóticas, ...

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    Eu não sou e não quero ser um homem

    Na maior parte do tempo eu sou chamada de "moço", "moleque", "parça" e até "amigão". Por Marina Garcia, do HuffPost Brasil Mas eu não sou um homem. Na maior parte do tempo usar o banheiro feminino sem receber olhares estranhos é um grande desafio. Mas eu não sou um homem. Se eu estou em um restaurante com a minha namorada o garçom se dirige a mim para entregar a conta. Mas eu não sou um homem e eu não quero ser um homem. Durante muito tempo eu ouvi que lésbicas que não se vestem de maneira feminina, estavam tentando ser homens. Eu ouvi isso da minha família, eu ouvi isso na rua e eu ouvi isso de outras lésbicas. Eu comecei a me vestir assim porque parecia a maneira mais confortável de me portar, eu posso correr se estou com pressa sem me preocupar com a sapatilha que vai sair do meu ...

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    Por que inventei ‘infância pobre’ para me encaixar em estereótipo de negra bem-sucedida

    Nunca tive infância pobre. Mas a "superação da pobreza" fez parte de como relatei minha biografia ao longo de minha vida, muitas vezes, respondendo a perguntas sobre "como cheguei aonde cheguei". Por Noemia Colonna, do BBC Nasci em meados dos anos 70, em uma família de 11 irmãos na recém-construída Brasília. Meu pai, engenheiro agrimensor, minha mãe, dona de casa. Não podia ser pobre um homem negro que conseguisse manter a esposa e tantos filhos com três carros, casa própria, eletrodomésticos, empregados e viagens de férias anuais. Minha mãe contava com duas empregadas para ajudá-la com as crianças durante as longas ausências dele, que, com seu teodolito em punho, liderava medições de terras no Planalto Central. Além das duas moças, havia um caseiro que também atuava como motorista para o carro esportivo e as duas kombis de propriedade do meu pai, utilizadas especialmente para conduzir sua "creche" - como ele se ...

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    Jezebel: A Mulher Negra Insaciável – Reconhecendo estereótipos racistas internacionais – Parte VIII

    Jezebel ou Jezabel, foi uma personagem bíblica — Rainha de Israel, esposa do Rei Acab e basicamente, segundo a bíblia, ela era uma escrota: começou a adorar outro deus do nada, mandou matar a porra toda de gente, não obedecia ninguém e, pior ainda, era mó sexy. Ou seja, é a mulher caída, a pecadora, a que não presta. por Suzane Jardim no Medium Corporation POIS BEM na era vitoriana, tinha toda uma imagem da boa mulher e basicamente ela era européia e cristã — fim. Até que um dia europeus entraram em contato com mulheres africanas e atribuíram aquela semi nudez usada nos trópicos à promiscuidade. Se eles se deparavam com aldeias africanas onde poligamia era uma prática então… vish, obviamente as mulheres negras só podiam ter uma luxuria incontrolável e ainda por cima eram pagãs, logo, não deviam ter moral nenhuma — igual a Jezebel. Mas claro que isso não era um problema pros homens europeus da ...

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    Após nota sobre Marcela Temer, colunista é suspenso de jornal

    Gilberto Amaral afirmou que a beleza da esposa do presidente interino, Michel Temer, já era o suficiente para representar “o charme e a elegância da mulher brasileira” no governo. Revolta dos leitores com a declaração machista rendeu a ele uma suspensão de sete dias no Jornal de Brasília Por Jéssica Antunes, Da Revista Fórum  O colunista Gilberto Amaral, do Jornal de Brasília, foi suspenso por sete dias após a repercussão de uma nota considerada machista, que foi ao ar na segunda-feira (16). A publicação, com o título “Feministas”, afirmava que a beleza de Marcela, esposa do presidente interino Michel Temer, já era o suficiente para representar “o charme e a elegância da mulher brasileira”. O comentário de Amaral surgiu depois que o governo foi criticado pela falta de diversidade na formação dos ministérios, que não possuem nenhuma mulher no comando. As declarações do colunista viralizaram na internet e renderam uma enxurrada ...

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    Mulher Negra – Uma análise da raça

    Um corpo descomunal, envolto em sedução, olhar profundo, seios fartos, boca carnuda, coxas bem delineadas, bunda arredondada, pernas sensuais, e um jeito de conquistar envolto no semblante de uma figura extraída da imaginação de Jorge Amado, quando assim compôs Gabriela. Do Jornal da Cidade  Falar sobre o corpo da mulher negra implica, a priori, pensarmos o corpo enquanto signo, como um ente que reproduz uma estrutura social de forma a dar-lhe um sentido particular, que certamente irá variar de acordo com os mais diferentes sistemas sociais. "Como qualquer outra realidade do mundo, o corpo humano é socialmente concebido". É o que nos diz José Carlos Rodrigues em "O Tabu do Corpo". (1) A análise da representação social do corpo possibilita entender a estrutura de uma sociedade. A sociedade privilegia um dado número de características e atributos que deve ter o homem, sejam morais, intelectuais ou físicas; esses atributos são, basicamente, ...

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    10 Vezes que Atores Brancos Interpretaram Personagens de Outras Etnias (nos últimos dez anos)

    Os primos do blackface: whitewashing, estereotipização e apropriação cultural. Por Lara Vascouto Do No de Oito   Por volta de 1830, um artista branco resolveu pintar o rosto de preto e os lábios de vermelho de forma caricata, com o objetivo de humilhar e esculhambar a população negra e arrancar risadas da aristocracia branca escravista norte-americana. Iniciou-se aí a prática do blackface, que, mais tarde, se tornaria corrente no cinema e na televisão. Lawrence Olivier no papel de Otelo. Com as conquistas dos movimentos de direitos civis, no entanto, tal prática profundamente ofensiva foi aos poucos sendo deixada de lado, sendo que hoje em dia fazer uso dela é o mesmo que andar por aí com uma etiqueta gigante escrito RACISTA colada no peito. De acordo com a filósofa Djamila Ribeiro, o blackface “serve tanto como estereótipo racista quanto como forma de exclusão, porque se no primeiro caso ridiculariza, no segundo nega ...

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    (Foto: Ayalla Salvador)

    Política, imaginário e representação: uma nova agenda para o século XXI?

    “O fato é que, enquanto mulher negra, sentimos a necessidade de aprofundar nossa reflexão, ao invés de continuarmos na reprodução e repetição dos modelos que nos eram oferecidos pelo esforço de investigação das ciências sociais. Os textos só nos falavam da mulher negra numa perspectiva socioeconômica que elucidava uma série de problemas propostos pelas relações raciais. Mas ficava (e ficará) sempre um resto que desafiava as explicações. E isso começou a nos incomodar. Exatamente a partir das noções de mulata, doméstica e mãe preta que estavam ali, nos martelando com sua insistência.” – LÉLIA GONZALEZ Por Rosane Borges, do Blog da Boitempo As vias por onde caminha a transformação política contemporânea Um ligeiro recenseamento em torno das pautas de grupos historicamente discriminados, com destaque para o protagonismo das mulheres negras, nos permitirá observar o quanto as reivindicações vêm girando na órbita do estético e da visibilidade, orientadas por outra lógica de representação, incidindo ...

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    Mulheres Negras: O que a Mulata Globeleza tem a nos ensinar?

    "Não deixe que te façam pensar que o nosso papel na pátria É atrair gringo turista interpretando mulata" (Yzalú) Por  Lorena Monique, do Brasil Post  Foi dada a largada nas vinhetas promocionais que hiperssexualizam o corpo das mulheres negras. E nessa hora, o que eu me pergunto é quando chegará o dia em que, ao falarmos de representação midiática ou referências de mulheres negras, a resposta dada não será:a Mulata Globeleza? Pois é, essa é a resposta que obtemos desde 1993, ano do lançamento da personagem promovida pela Rede Globo durante o Carnaval. Não é preciso fazer muito esforço para percebermos que a imagem dessa personagem contribui muito para a hiperssexualização do corpo das mulheres negras e intensifica os estereótipos que esse grupo carrega. Isso qualquer pessoa que tenha o mínimo de senso crítico já deve saber. A mulata rebolativa global que te convida pra sambar, que posteriormente viraria hit e ...

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    Star Wars despertou a força, mas ainda precisa despertar para uma imagem mais justa e equilibrada do negro

    Depois da polêmica envolta no filme Star Wars, logo que se começou a discutir nas redes sociais sobre as novidades que o mesmo traria (dois protagonistas que reverteriam a ordem das coisas para os fãs desta saga cinematográfica), fui consumido pela curiosidade. Enviado por Felizardo Tchiengo Bartolomeu Costa via Guest Post para o Portal Geledés  Então, no fim de semana, aproveitando a estréia, decidi ir ao cinema assisti-lo. De qualquer modo, pelo menos teria como participar das conversas, da semana, pois ao que tudo indica, este já é o trendtopic do momento. Devo dizer que foi um momento muito bem aproveitado. O filme não deixou a desejar. Os efeitos, o roteiro, tudo pareceu bastante comedido e genialmente produzido. Contudo, eu estava curioso para ver além dos efeitos. Queria saber, porque tanto reboliço em volta destes personagens. Se houve uma grave transformação de papéis, que ao menos justificasse os ataques racistas que ...

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    Matriarcas negras em “Tenda dos Milagres” (1977): uma análise da interseção entre gênero e raça no cinema brasileiro

    Ao traçar um panorama histórico da representação dos negros nas telenovelas brasileiras de 1963 a 1997, Araújo (2000) ressalta que esse veículo pratica uma verdadeira negação da diversidade racial do país, constatada pela pequena participação de atores e atrizes negras no elenco de uma telenovela e a constância em papeis inferiores e estereotipados. por Ceiça Ferreira no Compo Mais de dez anos após o lançamento dessa pesquisa de Joel Zito Araújo, e considerando as transformações sociais, culturais e políticas que vem ocorrendo nas últimas décadas, com destaque para as conquistas dos Movimentos Negros, como por exemplo, a implementação de ações afirmativas e a constante reflexão pública sobre a participação e as políticas de visibilidade para atrizes e atores negros nos meios de comunicação e no cinema, seria possível apontar avanços, mudanças ou inovações na forma como a população negra, e especialmente os femininos negros1 são retratados nas narrativas audiovisuais? Vale considerar tal panorama, visto que ...

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    Medo é manipulado para forçar estereótipos, diz Anistia sobre arrastões

    Arrastões como os que deixaram em pânico frequentadores de praias do Rio de Janeiro no fim de semana de 20 de setembro não são um fenômeno recente. Roubos praticados em grupo e em série são registrados na capital fluminense desde o início da década de 1990. As diversas raízes do problema dificultam tanto sua plena compreensão quanto a aplicação de soluções eficazes. Por Rodrigo Alvares, no Bol  Para o diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Átila Roque, parte do problema está em como o medo dos moradores da zona sul é manipulado para reforçar estereótipos acerca destes jovens. "O problema é quando esse medo passe a ser manipulado para uma agenda que reforce essa ideia de que certas partes da cidade não deve ser frequentada por certo tipo de pessoa", afirmou Roque ao UOL. Leia os principais trechos da entrevista concedida pelo diretor da organização: O governo violou o direito ...

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    Justiça proíbe cartaz distribuído pela Polícia Militar em Ribeirão Preto

    PM não pode veicular propagandas que associem figura negra a um criminoso sob pena de multa Por Cristiano Pavini Do Jornal a Cidade Devido a um cartaz distribuído nos ônibus em agosto do ano passado pela Polícia Militar de Ribeirão Preto, considerado racista pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública, o governo do Estado de São Paulo foi proibido pela Justiça de veicular propagandas que associem uma figura negra a um criminoso, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A decisão é do juiz Reginaldo Siqueira, da 1ª Vara da Fazenda de Ribeirão Preto. Em sentença proferida na sexta-feira passada (4), ele julgou parcialmente procedente a ação civil pública movida pelo MP e Defensoria e condenou a Fazenda Pública do Estado e a Acirp (Associação Comercial e Industrial), que financiou a campanha, a “não mais veicular a campanha publicitária exatamente como se fez constar no cartaz (...), ou seja, com ...

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    Padrões e Tabus

    A mulher desde que nasce já tem um fardo a carregar. Além de ter que passar pelos seus momentos complicados da vida, que é quando surge a menstruação, as cólicas, a transformação do corpo, em que ele está em desenvolvimento e em mudanças e precisa ser entendido. E é em meio a essas transformações que muitas adolescentes engravidam. por Amanda Martins Cruz de Mattos via Guest Post para o Portal Geledés A partir desse momento inicia-se um verdadeiro período de terror para elas, que são vistas pela sociedade como transgressoras de regras criadas e impostas e que, na realidade, escondem uma visão machista, apontando a mulher como única responsável pela gravidez indesejada, enquanto que o homem nada mais é do que o precursor da iniciação sexual, não sendo responsabilizado pelo ato praticado. O aborto Mas a resolução para a gravidez precoce traz alternativas nada agradáveis, pois muitas vezes é obrigatório um casamento indesejado, ...

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    Maquiar ator branco com tinta preta é uma forma de racismo? Sim

    "A historicidade do blackface não é a absolvição do racismo que carrega, ao contrário, é justamente o que permite compreender o quão ofensivo é e o motivo pelo qual deve ser combatido nos palcos contemporâneos", diz Rebeca Campos Ferreira. por Rebeca Campos Ferreira no Época Não se trata de teatro ou arte, tampouco de uma crítica teatral. Trata-se de racismo no teatro. E racismo é crime, teatro é arte. Eles não podem estar juntos. O blackface é uma técnica de maquiagem teatral, na qual pessoas brancas pintam-se de negras para imitá-las de forma caricata, o que reforça características físicas, estereotipando-as com o intuito de fazer piadas. Uma ferramenta utilizada no teatro, no cinema e, lamentavelmente, muito comum no carnaval. A historicidade do blackface não é a absolvição do racismo que carrega, ao contrário, é justamente o que permite compreender o quão ofensivo é e o motivo pelo qual deve ser ...

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    Aluno do 5º ano faz ‘protesto’ contra racismo em prova de escola em Nova Iguaçu

    Aluno do 5º ano faz ‘protesto’ contra racismo em prova de escola em Nova Iguaçu

    A professora Joice Oliveira Nunes teve uma surpresa ao receber a prova bimestral de um de seus alunos do 5º ano, da Escola Municipal Professora Irene da Silva Oliveira, no bairro Vila Cava, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Fonte: DCM Reprodução/Facebook Ao ver mais uma vez um desenho com personagens que não se pareciam com ele, a criança, identificada como Cleidison, resolveu fazer uma manifestação artística contra a falta de representatividade para as crianças negras e pintou todos os personagens. Joice abraçou a causa do menino e compartilhou a imagem no Facebook. Na mensagem, ela dá a entender que vai procurar diversificar os desenhos. “Todo bimestre tem votação na minha sala para escolher a capa da prova. A capa desta vez foi da Turma da Mônica. Meu aluno Cleidison me entrega a capa da prova me avisando: ‘Pintei da minha cor, tá? Cansei desses ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Coração suburbano também fere e se locupleta da estigmatização das negras

    Sou fã de Elisa Lucinda. Fã mesmo, de verdade, tanto porque a poesia dela me toca muito, quanto porque a acho excelente poeta. Não só eu, gente importante como Nélida Piñon tem a mesma opinião e isso deve significar que ela é boa mesmo, ao contrário do que pensa meu amigo e poeta Ronald Augusto. Aliás, acho que os setores da crítica que torcem o nariz para a poesia de Elisa também o fizeram para Mário Quintana e Adélia Prado. Gente grande, mas muito simples e de linguagem acessível, que se ocupa do comesinho da vida dos viventes para poetar. Por Cidinha da Silva Já assisti vários espetáculos de Elisa no Rio e em São Paulo. Certa vez ganhei livro por responder corretamente à pergunta feita pela poeta ao final do espetáculo.  No Rio fui duas vezes à Casa Poema, em Botafogo, e lá assisti a espetáculo encenado por Elisa ...

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    rio-dos-macacos

    Uma fábula colonial para tempos pós-modernos: A violência simbólica contra o homem negro na novela “Em Família”

    por Daniel Dos Santos Marcello Melo Júnior é um dos atores negros que admiro muito dentro do núcleo ainda muito insuficiente de negras e negros nas novelas da Rede Globo. A sua beleza e talento me chamou bastante atenção desde a primeira vez em que o vi encarnado em um personagem da penúltima novela de Manoel Carlos, aquela da grande polêmica levantada pela “Helena negra”, interpretada pela Taís Araújo. Hoje, Marcello Melo Júnior se destaca de forma interessante na novela Em Família, também de autoria de Manoel Carlos, com seu personagem Jairo, protagonista das cenas mais quentes, eróticas, agressivas e explosivas da teledramaturgia atual, manifestações muito preocupantes para a construção das representações imagéticas sobre os homens negros no imaginário popular. Jairo insere-se na narrativa da novela Em Família de maneira muito obtusa. O personagem só faz sentido a partir do drama da personagem Juliana (Vanessa Gerbelli), detentora de uma espécie ...

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