Tag: história

Historiadores vêm tentando resgatar a trajetória de pessoas negras escravizadas na época colonial a partir de um amplo leque de documentos da época (Getty Images)

A luta de um homem negro pela liberdade entre Caribe, Brasil, África e Europa

Foi a culminação de uma saga: João José, um homem negro, nascido livre, feito prisioneiro e depois escravizado, àquela altura teria cruzado o Atlântico duas vezes, de Havana (capital da atual Cuba) a São Tomé (maior ilha de São Tomé e Príncipe, na África), do Rio de Janeiro a Londres, até protocolar seu pedido de liberdade em Lisboa. "Diz João José, homem preto que nascendo livre de pais ingênuos na cidade de Sam Christovão de La Habana Indiaz de Espanha, e servindo nas naus de S. Majestade católica foi aprisionado por hum navio inglês, com os quais navegou alguns tempos, até que indo em outra embarcação arribado a Ilha de S. Tomé conquista deste Reino, fugiu o suplicante ", diz um trecho da ação judicial, que está no Arquivo Histórico Ultramarino de Portugal. "Ingênuos" era a expressão da época para se referir a filhos de escravos que nasceram livres. João ...

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Cartas de mulheres assírias encontradas em escavações revelam sua atuação nas redes de comércio da época (Foto: VANESSA TUBIANA-BRUN)

As mulheres que chefiavam ‘empresas’ há 4 mil anos

Ahaha havia investido no comércio de longa distância entre Assur e a cidade de Kanesh, onde fica hoje a Turquia. Ela e outros investidores juntaram prata para financiar uma caravana de mulas para transportar estanho e tecidos para Kanesh, onde as mercadorias seriam trocadas por mais prata, gerando um lucro considerável. Mas a participação de Ahaha nos lucros parecia ter desaparecido — possivelmente desviado por um de seus próprios irmãos, Buzazu. Então, ela pegou um estilete de junco e uma tábua de argila e escreveu uma carta para outro irmão, Assur-mutappil, implorando por ajuda: "Não tenho mais nada além desses fundos", redigiu ela em escrita cuneiforme. "Trate de agir para que eu não seja arruinada!" Ela instruiu Assur-mutappil a recuperar sua prata e atualizá-la rapidamente. "Faça uma carta detalhada sua chegar até mim na próxima caravana, dizendo se eles pagaram a prata", escreveu ela em outra tabuleta. "Agora é a ...

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1960-1970: Grupo Palmares de Porto Alegre e a afirmação do Dia da Consciência Negra

Está disponível mais uma sala da Exposição “20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra” no Google Arts & Culture! Esta sala é especialmente dedicada à movimentação do Grupo Palmares em Porto Alegre, fundado em 1971, afirmando o Vinte de Novembro como Dia da Consciência Negra. Em 2021, o Vinte completa 50 anos! Conecte-se ao compromisso de ativistas negros e negras gaúchas em defesa de uma história justa sobre as lutas negras por liberdade por meio de depoimentos, fotografias, poemas, anotações, cartas, entre outros documentos. Vamos [email protected]! O material pode ser acessado em português e inglês e é mais um resultado da parceria entre a Rede de HistoriadorXs NegrXs, o Geledés e o Acervo Cultne! Ao longo de todo 2021, muitas outras “Nossas Histórias” sobre vidas, lutas e saberes da gente negra serão contadas em salas de exposições virtuais! Acesse: 1960-1970: Grupo Palmares de Porto Alegre e a afirmação ...

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Uma história negra com certeza: a escrita histórica nos jornais negros paulistanos

No ensolarado sábado de 24 de outubro de 2020, algo inusitado ocorreu a um grupo de doze pessoas, a maioria delas negras, que fazia um passeio turístico no centro de São Paulo oferecido pela empresa Black Bird Viagem, que tem o propósito de destacar pontos e lugares importantes da história e da cultura negra da cidade. Ao custo de R$ 60,00 por pessoa, o percurso dura mais ou menos três horas, e começa no antigo Largo da Forca no bairro da Liberdade, passa por vários locais de referência negra e vai até a estátua da Mãe Preta, no Largo do Paissandu. Estando todos paramentados com máscaras e prezando pelo distanciamento social, em respeito aos protocolos de prevenção da Covid-19, o pequeno grupo teve a ingrata surpresa de ser seguido por policiais militares. Mesmo tentando despistar a vigília ostensiva e inexplicável, outras equipes de policiais em suas motocicletas e até na ...

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Divulgação

Contos Valentes – Histórias infantis pretas

“Contos Valentes – Histórias infantis pretas”, é um projeto idealizado pela atriz Roberta Valente e pelo diretor de arte e ilustrador, Diogo Brozoski, composto por uma série de vídeos curtos para crianças, destacando grandes personalidades negras que brilham no Brasil e no mundo. Interpretando uma contadora de histórias, Roberta apresenta, a cada episódio, uma pessoa negra que se destaca ao longo da história, ou nos  tempos da atuais, em diferentes áreas, como o teatro, a música, a literatura, a ciência ou na luta abolicionista, promovendo um primeiro encontro das crianças com esses nomes. O projeto se constrói com o trabalho de arte e animação de Diogo Brozoski, e com roteiros assinados por Sandra Menezes, escritora e dramaturga, com exceção do episódio sobre Zumbi dos Palmares, cujo roteiro teve livre adaptação pela própria atriz, do livro “Zumbi O Pequeno Guerreiro”, de Kayodê. O primeiro episódio da série “Contos Valentes” traz a ...

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Imagem retirada do site IHGG-Campinas

Mulheres, comércio e outras profissões: Campinas, século XIX

Women of color in the 19th century Campinas (SP, Brazil): work, urbanization and race. Laura Candian Fraccaro – historiadora, doutora em História Social pela Unicamp e Taina Aparecida Silva Santos – historiadora, mestranda em História Social pela Unicamp. Abstract This text focuses on the experiences of women of colour who lived in the township of Campinas (SP, Brazil) during the 19th century when an urbanization process took place. Township’s authorities targeted these women’s activities, bodies and behaviors. Distinctions based on race changed the lives of those women. Authorities considered them as potential criminals. The white population started to require white women to do the task. once women of colour were the majority. A presença das mulheres nos mundos do trabalho é um fato histórico. Mesmo que as narrativas hegemônicas tenham consolidado a ideia de que o acesso delas aos espaços públicos foi tardio, isso não foi uma realidade especialmente para ...

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The Gulf Stream, 1899 - Winslow Homer ©The Metropolitan Museum of Art

Na barriga do peixe grande

No próximo dia 4 de setembro devemos relembrar uma data importante na história da nação brasileira: 170 anos do fim do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Quando em 1850, pressionado pelos ingleses, Euzébio de Queiróz, então ministro da justiça, promulgou a segunda lei de abolição do tráfico negreiro, o Brasil já havia recebido 4,8 milhões do total de mais de 5,3 milhões de africanos deportados como escravos para trabalharem nas minas e plantações de algodão, açúcar e café, nos serviços domésticos e nas diversas atividades urbanas. Na história do comércio de africanos escravizados e de sua repressão, os tubarões protagonizaram boa parte das narrativas que detalham a travessia atlântica. Também na pintura, artistas como: Winslow Homer e Joseph M. W. Turner representaram, realisticamente, esses vorazes predadores que seguiam os navios negreiros, do ponto de compra até o ponto de venda, ávidos por destroçarem, em fração de segundos, os corpos dos ...

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Coletivo Manifesto Crespo reunirá mulheres indígenas da aldeia Tenondé Porã, em Parelheiros (SP), para roda de conversa e oficina de turbante

Visita acontece no próximo sábado e faz parte do projeto itinerante para o primeiro semestre de 2015. O objetivo é promover vivências em comunidades que preservem a memória e as tradições da população negra e indígena e tenham mulheres ocupando posições de liderança Enviado Semayat Oliveira via Guest Post para o Portal Geledés O Manifesto Crespo, coletivo independente com atuação na área cultural e educacional, em parceria com a associação União Popular de Mulheres do Campo Limpo, promoverá um encontro com mulheres indígenas na aldeia Tenondé Porã, localizada em Parelheiros - bairro do extremo sul da capital paulista. A visita será no dia 28 de fevereiro e tem o objetivo de fortalecer a conexão com as mulheres da comunidade, vivenciando suas tradições, forma de organização e experiências políticas.Por meio da oficina Tecendo e Trançando Arte, projeto participativo e educativo que reflete e ensina a técnica do turbante e o ato de ...

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Shutterstock

Professores evangélicos impedem ensino da história e cultura africana nas escolas, diz especialista

Uma lei que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas estaria sendo descumprida devido à atuação de professores evangélicos, que estariam sendo um “entrave” no assunto. A afirmação é da professora Ana Célia da Silva, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). do GNotícias Shutterstock A lei 10.639, publicada em janeiro de 2003, prevê que os alunos aprendam sobre os ancestrais africanos e sua cultura e história. Numa entrevista ao portal EBC, Ana Célia diz que a religião e a falta de formação dos professores são os principais pontos que dificultam a colocação da lei em prática. “O desafio maior hoje é a atuação das igrejas evangélicas através dos professores evangélicos que, em sua grande maioria, demonizam tudo em relação à história e cultura afro-brasileira. Porque a história e cultura afro-brasileira parte da religiosidade, da cultura, e eles acham que tudo é demônio”, ...

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brasil

Agora não é mais só uma eleição. Agora é a História.

Autor: Fernando Brito Não é difícil perceber que se formou, nestes dias finais da campanha eleitoral do primeiro turno (e talvez da própria campanha eleitoral), uma imensa e tresloucada aliança do conservadorismo brasileiro. Um clima histérico que capturou, admita-se, parte da classe média e da mediocridade fútil que foi entronizada pela mídia como sendo a “inteligência” brasileira. Chegamos aos píncaros de uma onda de pessimismo que não encontra base nos fatos profundos da economia – não há desemprego, não há queda violenta do poder de compra da população, não há uma crise social como tantas que vimos em nossa história – e muito menos nos da política, porque jamais vivemos numa democracia formal tão completa como hoje, embora os imbecis chamem a tudo de “perigo vermelho”, 50 anos atrasados em sua guerra-fria neurótica. Mas os jornais publicam um país que arde: as bolsas despencam,  o “mercado” incorpóreo  prevê o desastre ...

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Os jovens que esquecem a história e a memória. Por Umberto Eco

É um truísmo que os jovens carecem de conhecimento histórico geral. Mas, na minha experiência, para muitos jovens o passado se achatou em uma grande nebulosa indiferenciada. É por isso que, em uma carta aberta publicada recentemente na revista italiana "L'Espresso", aconselhei meu neto adolescente a exercitar sua memória aprendendo de cor um longo poema. Eu temo que as gerações mais jovens de hoje corram o risco de perder o poder da memória, tanto a individual quanto a coletiva. Pesquisas revelaram os tipos de enganos que persistem entre jovens ostensivamente educados: por exemplo, li que muitos universitários italianos acreditam que Aldo Moro foi líder da organização militante Brigadas Vermelhas, quando na verdade ele foi primeiro-ministro da Itália e as Brigadas Vermelhas foram responsáveis por sua morte em 1978. Escrevi a carta para meu neto em dezembro, mais ou menos na época em que um certo vídeo se tornou viral no ...

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Mais de 120 ativistas participam de encontro e homenageiam a obra de Clóvis Moura

Mais de 120 ativistas participam de encontro e homenageiam a obra de Clóvis Moura

      No dia 14 de dezembro último, mais de 120 ativistas anti-racistas participaram do Encontro Clóvis Moura de ativistas contra o genocídio da população negra. O evento foi realizado na Escola de Comunicações e Artes, promovido pelo Celacc, Círculo Palmarino e Instituto Luiz Gama. O encontro foi uma homenagem ao professor Clóvis Moura, sociólogo especialista na discussão das relações etnicas no Brasil, autor de obras como “Rebeliões da Senzala”, “Sociologia do Negro Brasileiro” e “Dialética Radical do Brasil Negro”, falecido há 10 anos. Além disto,  foi uma oportunidade de reunir ativistas anti-racistas para aprofundar a discussão sobre as relações étnico-raciais contemporâneas no Brasil sob a perspectiva das teorias marxistas e do pensamento “moureano”.     O formato do evento foi de “roda de conversa”, com intervenções especiais de especialistas e lideranças, como Juarez Xavier (professor da Unesp), Deusdete (assistente social e militante do Círculo Palmarino), Juninho Jr (jornalista ...

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Perturbadores do sono do mundo

Pra que serve mesmo a literatura? Vivemos num tempo repleto de relativismo, falsas verdades. De ideias fora do lugar. Ideias desafiadas pelo romance O PROFESSOR JOEL RUFINO dos Santos, autor de "Quem ama literatura não estuda literatura - Ensaios indisciplinados" Foto: Ângelo Duarte   A filosofia se debruçou sobre conceitos complexos como a verdade, a realidade, a felicidade, a vida e a morte. O Iluminismo prometeu liberdade, igualdade e fraternidade. Com a revolução industrial, os positivistas nutriam a felicidade. Receita: o desenvolvimento da ciência. A ciência e a técnica levariam o homem a uma nova dimensão. Bem, o que tem tudo isso a ver com literatura? Ou a arte do romance? Pra que serve mesmo a literatura? Para entreter a morte, postergá-la por "Mil e uma noites", isto é, por noites infinitas.Como estudar, afinal, a literatura? Essas questões e muitas outras são colocadas com propriedade no livro "Quem ama literatura ...

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Foto: Ângelo Duarte

Perturbadores do sono do mundo

Pra que serve mesmo a literatura? Vivemos num tempo repleto de relativismo, falsas verdades. De ideias fora do lugar. Ideias desafiadas pelo romance O PROFESSOR JOEL RUFINO dos Santos, autor de "Quem ama literatura não estuda literatura - Ensaios indisciplinados" A filosofia se debruçou sobre conceitos complexos como a verdade, a realidade, a felicidade, a vida e a morte. O Iluminismo prometeu liberdade, igualdade e fraternidade. Com a revolução industrial, os positivistas nutriam a felicidade. Receita: o desenvolvimento da ciência. A ciência e a técnica levariam o homem a uma nova dimensão. Bem, o que tem tudo isso a ver com literatura? Ou a arte do romance? Pra que serve mesmo a literatura? Para entreter a morte, postergá-la por "Mil e uma noites", isto é, por noites infinitas. Como estudar, afinal, a literatura? Essas questões e muitas outras são colocadas com propriedade no livro "Quem ama literatura não estuda literatura ...

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claudia_durans

A história oficial exclui os negros da construção do país, denuncia Cláudia Durans

A afirmação é de Cláudia Durans , professora-adjunta do Departamento de Serviço Social da a UFMA e membro do Grupo de Estudos, Pesquisas e Debates sobre Movimento Social e Serviço Social. Confira a entrevista   A história oficial nega a visibilidade do negro na construção do país, tratando heróis da luta pela liberdade e dignidade do povo brasileiro como verdadeiros marginais. Amparada pela falsa crença na democracia racial brasileira, parte da sociedade finge desconhecer que, hoje como antes, os negros ocupam os piores postos de trabalho, recebem os menores salários, sobrevivem em favelas e periferias, lutam pela vida à mercê da política de extermínio imposta pelo Estado e enfrentam a criminalização sistemática de suas formas de luta e organização.Para falar sobre esses e outros assuntos neste 20/11, Dia Nacional da Consciência Negra, o Informandes Online entrevista a 3ª secretária do ANDES-SN e membro da coordenação do Grupo de Trabalho de ...

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Afro-brasileiros e suas lutas

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A afirmação é de Cláudia Durans , professora-adjunta do Departamento de Serviço Social da a UFMA e membro do Grupo de Estudos, Pesquisas e Debates sobre Movimento Social e Serviço Social. Confira a entrevista A história oficial nega a visibilidade do negro na construção do país, tratando heróis da luta pela liberdade e dignidade do povo brasileiro como verdadeiros marginais. Amparada pela falsa crença na democracia racial brasileira, parte da sociedade finge desconhecer que, hoje como antes, os negros ocupam os piores postos de trabalho, recebem os menores salários, sobrevivem em favelas e periferias, lutam pela vida à mercê da política de extermínio imposta pelo Estado e enfrentam a criminalização sistemática de suas formas de luta e organização.Para falar sobre esses e outros assuntos neste 20/11, Dia Nacional da Consciência Negra, o Informandes Online entrevista a 3ª secretária do ANDES-SN e membro da coordenação do Grupo de Trabalho de Etnia, ...

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A nação afro-brasileira

Memória - Entrevista com Clóvis Moura (1981) A entrevista concedida a Revista Movimento da União Nacional dos Estudantes, em 1981, continua atual e é uma fonte de reflexão crítica a todos os que estão engajados na luta contra o racismo e o neoliberalismo. A história do Brasil aos poucos vem sendo contada de acordo com os pontos de vista de seu verdadeiro protagonista: o povo brasileiro.   Falamos em História e falamos em Brasil. Porém, conhecemos mesmo a evolução de nosso país? A formação da nação Brasileira? Em verdade nosso repertório de informações é pequeno e deformado. E seria difícil que não fosse assim, pois afinal as interpretações oficiais e dominantes tentam apagar o papel decisivo das lutas populares na construção daquilo que somos hoje e do que poderemos ser.   Clóvis Moura nos dá uma aula de História, de honestidade intelectual, de rigor científico e principalmente de compromisso apaixonado ...

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A nação afro-brasileira – Entrevista com Clóvis Moura

Memória - Entrevista com Clóvis Moura (1981) A entrevista concedida a Revista Movimento da União Nacional dos Estudantes, em 1981, continua atual e é uma fonte de reflexão crítica a todos os que estão engajados na luta contra o racismo e o neoliberalismo. A história do Brasil aos poucos vem sendo contada de acordo com os pontos de vista de seu verdadeiro protagonista: o povo brasileiro. Falamos em História e falamos em Brasil. Porém, conhecemos mesmo a evolução de nosso país? A formação da nação Brasileira? Em verdade nosso repertório de informações é pequeno e deformado. E seria difícil que não fosse assim, pois afinal as interpretações oficiais e dominantes tentam apagar o papel decisivo das lutas populares na construção daquilo que somos hoje e do que poderemos ser. Clóvis Moura nos dá uma aula de História, de honestidade intelectual, de rigor científico e principalmente de compromisso apaixonado com as ...

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Joel Rufino dos Santos

Biografia Joel Rufino dos Santos (Rio de Janeiro) é um historiador, professor e escritor brasileiro. É um dos nomes de referência sobre cultura africana no país, escritor desde criança embora seu primeiro livro publicado seja de 1963. Nascido no bairro de Cascadura, cresceu apreciando a leitura de histórias em quadrinhos. É carioca, filho de pernambucanos. Graduo-se em História e leciona, atualmente, nas faculdades de Letras e de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre 1964 e 1965, perseguido como tantos jovens intelectuais pela ditadura militar, esteve exilado na Bolívia, Chile e Argentina. Regressando, viveu em São Paulo por dez anos. Tem escrito romances, histórias para crianças e jovens, ensaios históricos e livros didáticos. Acabou, por exemplo, de publicar por esta editora uma coleção de História do Brasil e Geral, de 5ª a 8ª séries. Dedica-se a coisas simples: família, livros, futebol, escola de samba... Aprecia cinema e televisão ...

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Foto: Ângelo Duarte

“Quatro Dias de Rebelião”: Entrevista com Joel Rufino

Joel Rufino dos Santos é referência quando o assunto é literatura infanto-juvenil. Historiador e escritor, ele também é sempre mencionado quando os temas perpassam o universo da cultura popular, da luta social e da igualdade de direitos para os afro-descendentes, embora faça questão de não se nomear militante do movimento negro "para não ser injusto com aqueles que vestem a camisa, fazem passeata, saem em protesto", explica. Mas é na literatura que Joel deixa claro suas posturas políticas e filosóficas. Doutor em comunicação e cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, na qual também é professor, ele conversou com o Magazine sobre a reedição de "Quatro Dias de Rebelião", livro voltado para o público jovem, no qual o escritor une ficção e realidade para narrar os fatos que cercaram a Revolta da Vacina Obrigatória, como ficou conhecido o levante popular ocorrido em 1904. Durante quatro dias de rebelião, os ...

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