segunda-feira, junho 14, 2021

Tag: Kwame NKrumah

Imagem: Quadro Negro

Em 2020, o negro ainda é útil ao colonizador

É característica dos movimentos políticos-sociais, como o movimento negro, a participação e escuta apenas de pessoas “adultas”, seja lá o que isso de fato queira dizer. Em 2019, a ativista estadunidense Angela Davis veio ao Brasil para palestras concorridas. Foi ouvida por milhares. E encantou-se por, na platéia, haver uma quantidade de mulheres negras muitos jovens, algumas menores de idade, todas politizadas e com uma vivência fundamental que, segundo Angela, enriquece o debate. Malcom X só discursava para homens adultos. Ndeye Fatou Ndiaye, brasileira de 15 anos de idade, já é uma destas intelectuais que nos encantam com sua lucidez. Pronta para inclusive, como neste texto escrito para o Quadro-negro, ter algo a dizer para os seus. “Utilizar o negro para produzir resultados é marca registrada do colonizador: desde a chamada escravização, passando pela colonização, neocolonialismo, a seleção francesa de futebol e até chegar no comitê do Carrefour criado no mês ...

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Nkrumah e partidários em discurso - Getty Images

63 anos da independência de Gana, a primeira na África Subsaariana

Organizado pelo político socialista Kwame Nkrumah, o povo ganense lutou pela autonomia até 1957, quando deixou de ser a Costa d'Ouro Por ANDRÉ NOGUEIRA, do Aventuras na História Nkrumah e partidários em discurso - Getty Images No século 19, uma região na costa oeste africana, tomada em parte pelos portugueses, tornou-se alvo do colonialismo britânico. Com pouco tempo de guerra, todos os grupos políticos originários do local seria subjugados, se tronando parte da Costa d’Ouro. Esse espaço, cheio de contradições e singularidades, seria o primeiro país da África Subsaariana a conquistar sua independência: Gana. Diferente de muitos países que traçavam sua emancipação naquele momento, através da guerra, Gana, por mais que com a presença de muitas formas de resistência violentas, buscou sua separação do Reino Unido pela diplomacia, e a figura chave desse momento foi Kwame Nkrumah, que chefiava a Costa d’Ouro e liderava um movimento ...

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(Foto: @ Getty Images/Express/ T. Fincher)

Pan-africanismo: tendências políticas, Nkrumah e a crítica do livro Na Casa De Meu Pai

Resumo: O objetivo desse artigo é contribuir para ampliação de informações sistematizadas sobre a narrativa e a evolução da ideologia Pan-Africana a partir de uma breve retrospectiva histórica de seu surgimento e da formação de suas variadas tendências, desconstruindo a ideia de “uniformidade ideológica”. Palavras-Chaves: Pan-Africanismo; África; ideologia Abstract: The aim of this article is to contribute with further information on the narrative and evolution of Pan-africanist ideology through historical perspective, regarding its origins and its diversity of trends, and breaking with the idea of a monolithic ideological thought. Keywords: Pan-Africanism; Africa; Ideology. 1 – Pan-Africanismo: origem e evolução Antes de dar início à narrativa do surgimento da ideologia Pan-africana, duas observações devem ser feitas. A primeira refere-se a sua semântica. Embora a nomenclatura Pan-africanismo, a primeira vista, deixe implícita uma relação estreita com o continente africano, cabe ressaltar, que essa ideologia tem sua origem nos países de colonização inglesa3. ...

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Memórias: Kwame Nkrumah

Por: ANTONIO ATEU Kwame Nkrumah (21 de setembro de 1909 – 27 de abril de 1972) foi um grande lutador e divulgador do pan-africanismo, numa permanente luta contra a “balcanização” de África, como estratégia imperialista da dominação sobre o continente. Por António José André. Kwame Nkrumah estudou em escolas católicas, no Gana. Em 1935, foi para os Estados Unidos, onde se diplomou em arte, teologia, filosofia e educação. Com um percurso académico notável, desdobrou-se em palestras na Universidade Lincoln. Nessa altura, Nkrumah foi eleito presidente da Organização dos Estudantes Africanos dos Estados Unidos e Canadá. Em 1945, ajudou a organizar o sexto Congresso Pan-Africano, em Manchester (Inglaterra). Depois disso, Nkrumah começou a trabalhar para a descolonização de África. Em 1957, quando ocorreu a independência do Gana, foi Primeiro-Ministro até 1960 e depois Presidente da República até 1966. Em 1966, houve um golpe de estado militar no Gana, enquanto Nkrumah se encontrava ...

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Foto: Bob Gomel/Time & Life Pictures/Getty Images

Patrice Lumumba

Faz agora meio século. Foi a 17 de Janeiro de 1961 que agentes do colonialismo belga e do imperialismo norte-americano, com a conivência de traidores congoleses, assassinaram de forma bárbara Patrice Lumumba, combatente da independência da sua terra e primeiro chefe do governo da República do Congo. Apesar de ter desaparecido há 50 anos, ainda muito jovem, a sua figura emerge hoje como a de um patriota íntegro e corajoso, de um lutador anticolonialista e anti-imperialista. Em África, na Ásia e na América Latina, diferentes gerações de revolucionários admiram-no, a par de Kwame Nkrumah, Amílcar Cabral, Agostinho Neto ou Samora Machel, como um herói da libertação africana cujo legado se mantém actual e inspira novas lutas pela emancipação social dos povos do continente e de todo Mundo. A biografia de Patrice Lumumba pode ser resumida em poucas linhas. Nasceu em 2 de Julho de 1925, filho de camponeses pobres, na ...

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(Foto: @Imago/ Keystone)

Samora Machel

Samora Moisés Machel (Madragoa, Gaza, 29 de Setembro de 1933 - Montes Libombos, 19 de Outubro de 1986) foi um militar moçambicano, líder revolucionário de inspiração socialista que se tornou o primeiro presidente de Moçambique após a sua independência, de 1975 a 1986. Carinhosamente conhecido como Pai da Nação, morreu quando o avião em que regressava ao Maputo se despenhou em território sul-africano. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o Prémio Lénine da Paz.   Juventude Filho de um agricultor relativamente abastado, Mandande Moisés Machel, da aldeia de Madragoa (atualmente Chilembene), Samora entrou na escola primária com nove anos, quando o governo colonial português entregou a educação indígena à Igreja Católica. Quando terminou a escola primária, o jovem de cerca de 18 anos quis continuar a estudar, mas os padres só lhe permitiam estudar teologia e Samora decidiu ir tentar a vida em Lourenço Marques, actual Maputo. Teve a sorte de encontrar ...

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(Foto: @ Getty Images/Express/ T. Fincher)

Kwame Nkrumah

Juventude e estudos Kwame Nkrumah nasceu em 1909 em Nkroful, Costa do Ouro, filho da Senhora Nyaniba. Formou-se pela prestigiosa Achimota School em Accra, em 1930, estudou em um seminário católico e lecionou numa escola católica em Axim. Em 1935 partiu de Gana para os Estados Unidos, bacharelando-se na Universidade Lincoln, Pennsylvania, em 1939, onde ingressou na Fraternidade Phi Beta Sigma, Inc. Naquela mesma universidade bacharelou-se em Teologia Sagrada, em 1942. Recebeu o título de mestre das ciências da educação na Universidade de Pennsylvania em 1942 e o título de mestre de artes em filosofia, no ano seguinte. Quando lecionava ciência política na Universidade Lincoln, foi eleito presidente da Organização de Estudantes Africanos dos Estados Unidos e do Canadá. Quando seguia o curso de graduação em Lincoln participou de pelo menos uma montagem teatral universitária e publicou uma matéria sobre a África em um jornal estudantil,The Lincolnian. Durante sua permanência ...

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