terça-feira, janeiro 26, 2021

Tag: Literatura africana

‘Eu sou da fronteira entre culturas’, diz Mia Couto

Moçambicano lança seu primeiro romance histórico e reflete sobre a memória Por Leonardo Cazes Do O Globo O moçambicano Mia Couto escreve sempre no limiar entre culturas, a portuguesa e a dos povos originários do seu país. Em “Mulheres de cinzas” (Companhia das Letras), seu primeiro romance histórico que abre a trilogia “As areias do imperador”, o escritor aborda o encontro violento das linhagens que formam a identidade de Moçambique. A história se passa no final do século XIX, período em que o sul do país foi palco de confrontos entre os colonizadores lusos e as tropas de Ngungunyane, último líder do segundo maior império do continente comandado por um africano. A trama é conduzida por dois narradores: Imani, a adolescente da tribo VaChopi educada pelos jesuítas, e o sargento português Germano de Melo, republicano degredado após participar de revoltas contra a monarquia. São os dois lados da confluência entre ficção ...

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Os caminhos de Nafissatou Dia Diouf

Nafissatou Dia Diouf é um dos mais fortes nomes da literatura contemporânea no Senegal. Inovadora, a jovem autora vem quebrando as estruturas da literatura africana das últimas décadas e criando um novo estilo, de contexto urbano, marcado pelo humor e pelo feminismo. Antes de completar 40 anos arrecadou prêmios de peso como o Prix du jeune écrivain francofone, Prix Francomania au Canada e o Prix de la Fondation Senghor para romance e poesia, entre outros – muitos conquistados ainda em seus vinte e poucos anos. Nafissatou, em entrevista exclusiva ao Afreaka, fala sobre literatura contemporânea, feminismo e dualidade cultural, revelando o caminho de suas escolhas estéticas e temáticas. Do Afreaka Por que a literatura? Na verdade não posso dizer que foi eu quem escolhi. Quando comecei a escrever, eu nem sabia que estava fazendo literatura. Foi algo que se impôs sozinho na minha vida, como uma vontade. Quando eu era pequena, ...

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Escritor Gabriel Ambrósio em entrevista ao Jet7 Angola

Jet7 Angola - Quem é o Gabriel Ambrósio? R- Um jovem angolano, responsável e humilde, mas sem vergonha de ser ele mesmo, apesar de respeitar todos. Do Jet7 Angola Jet7 Angola - Quando é que começou a sentir interesse pela escrita? R-O meu interesse pela escrita começou exatamente quando estudava no ensino médio no Soyo/ Zaire. Escrevia frases reflexivas, líricas e inquietações sobre as emoções socioculturais. Jet7 Angola - Quas são os temas que o Gabriel gosta de abordar nos seus livros? R- Os temas que mais abordos são sobre valores culturais, com cunho filosófico, antropológico, simbólico artístico e sociopolítico. E também reflito bastante sobre o nosso comportamento como jovens angolanos e africanos no geral. Jet7 Angola - Muitos escritores e personalidades ligadas à cultura reclamam da falta de apoios do ministério da cultura. A literatura, ainda é o parente pobre das artes em Angola? R-Bem, eu penso que o ministério ...

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Livro reúne produção artística de 13 povos da África

No recém-lançado 'África em Artes', o estudioso Renato Araújo analisa 15 das cem obras do acervo do Museu Afro Brasil, a maioria adquiridas após o fim do período colonial, representativas de 13 povos por Ana Ferraz Do Carta Capital Da esquerda para a direita: Máscara Mwana Pwo, Povo Tchokwe da Angola; Cachimbo, Povo Bamileque dos Camarões; Estatueta, Povo Attie da Costa do Marfim; Máscara Egungun, Povo Iorubá da Nigéria Quando o antropólogo alemão Leo Frobenius (1873-1938), há mais de 110 anos, descobriu na África cabeças de bronze que representavam os reis de Ifé – reinado que teria florescido entre os séculos XII e XV -, ficou emocionado e atônito. Tamanha era a sofisticação das esculturas, a rivalizar em beleza e perfeição com o que de melhor os gregos e romanos produziram, que o explorador teve certeza de estar diante de obras da mítica Atlântida. Depois de mais de cem anos ...

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Atração da Flip 2015, escritor queniano Ngugi wa Thiong’o fala sobre dilemas da África

Em entrevista exclusiva, um dos principais autores do continente defende a preservação das línguas locais POR GUILHERME FREITAS, do O Globo    Na década de 1960, enquanto a África vivia o colapso dos regimes coloniais europeus, uma nova geração de escritores africanos despontou no cenário mundial com obras que refletiam sobre as lutas por independência no continente. Eram jovens intelectuais recém-saídos da universidade, que se dividiam entre a participação ativa na campanha pela libertação de seus países, muitas vezes pegando em armas, e a criação de uma literatura africana moderna, ancorada no diálogo entre as tradições locais e a herança ocidental. Ngugi wa Thiong’o entrou na linha de frente desse movimento em 1967, quando publicou seu terceiro romance, “Um grão de trigo”. Lançado apenas quatro anos depois da independência do Quênia, que deixou de ser colônia britânica em 1963, o livro era ao mesmo tempo uma afirmação da cultura queniana ...

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Escritor angolano promove “novas línguas portuguesas” em Pequim

Uma nova geração de autores lusófonos africanos usa "bué" palavras do tipo "desconseguir", "bazar" e "à toa", desenvolvendo à sua maneira a identidade expressa pelo romancista moçambicano Mia Couto: "A minha pátria é a minha língua portuguesa". Do RTP É uma frase de Fernando Pessoa a que Mia Couto acrescentou um segundo "minha", mas neste pronome possessivo cabe toda a liberdade: "É a minha língua portuguesa", reafirmou o escritor angolano Ondjaki em Pequim. "Eu tenho pelo menos duas línguas portuguesas: a que aprendi na escola e a que adquiri quando comecei a escrever", disse Ondjaki na 9.ª edição do Bookworm Literary Festival, concluída hoje. Ondjaki, 38 anos, galardoado em 2013 com Prémio José Saramago pelo romance "Os transparentes", foi o único escritor de língua portuguesa presente no certame. (O brasileiro Cristóvão Tezza participou na edição do ano passado). Durante duas semanas, o festival reuniu em Pequim uma centena de autores ...

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A cara da nova literatura africana

Em passagem pelo Brasil, Alain Mabanckou esteve presente em atividade realizada pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em parceria com o Consulado Geral da França no Brasil e o Festival Black to Black. O encontro discutiu a nova literatura africana e o papel dos escritores perante um mundo conturbado e atormentado por graves conflitos étnicos. no Centro de Pesquisa e Informação do SescSP O escritor é considerado um dos principais nomes da literatura francófona contemporânea. Condição ainda mais significativa para alguém nascido na bela Pointe Noire, cidade litorânea e principal centro comercial da República do Congo, filho único de uma vendedora de amendoins que, como a maioria da população, não havia aprendido a ler. "Quando eu ficava com o pai, que sabia ler um pouco, minha mãe ficava com ciúmes, então ela fingia que sabia ler. Ela segurava o jornal para mostrar que sabia ler, até que um dia o ...

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O sangue negro de Noêmia Souza

Dentro do contexto literário de Moçambique a autora Noêmia de Souza possui uma participação ativa na produção de poemas engajados, que questionam estruturas sociais de repressão sobre a mulher e o processo de independência de Moçambique. Noêmia representa a coragem da mulher africana em reivindicar seus direitos à liberdade e ao ideal de nação africana. por Bruna Menezes no Afreaka Noêmia, autora contemporânea que se consagrou como escritora da poesia combate, retrata na poesia traços do processo de libertação política de Moçambique. Abaixo o poema que pertence a coletânea “Sangue negro”:   “Bates-me e ameaças-me Agora que levantei minha cabeça esclarecida E gritei: “Basta!” (…) Condenas-me à escuridão eterna Agora que minha alma de África se iluminou E descobriu o ludíbrio  E gritei, mil vezes gritei: _Basta!”. Armas-me grades e queres crucificar-me Agora que rasguei a venda cor-de-rosa E gritei: “Basta!”   Condenas-me à escuridão eterna Agora que minha alma de ...

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Morre autor sul-africano antiapartheid Andre Brink, aos 79 anos

JOHANESBURGO (Reuters) - O escritor sul-africano antiapartheid Andre Brink morreu na sexta-feira, aos 79 anos, vítima de um coágulo sanguíneo, durante um voo para a Cidade do Cabo de uma universidade belga onde recebeu um doutorado honorário, informou a imprensa local. Por Joe Brock, do DCI  Brink, que escreveu em inglês e africânder, era um líder dos Sestigers, grupo de escritores influentes dos anos 1960 que eram contra o regime do apartheid. O romance de 1973 de Brink "Kennis van die aand" foi o primeiro livro escrito em africânder a ser banido pela minoria branca que governava a África do Sul. Foi posteriormente publicado em inglês ao redor do mundo com o título "Lookin on Darkness" (Olhando a escuridão). "A Dry White Season" (Uma temporada seca e branca, 1979), talvez o romance mais famoso de Brink, era focado na morte de um ativista negro na prisão e foi posteriormente adaptado em ...

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Nova geração de autores nigerianos narra conflitos do país e visão distorcida do Ocidente sobre a África

Escritores como Teju Cole, Chimamanda Ngozi Adichie e Rotimi Babatunde ganham espaço no cenário internacional POR GUILHERME FREITAS, ENVIADO ESPECIAL, do O Globo  LAGOS (NIGÉRIA) - Localizado no centro de Lagos, na sede restaurada de uma prisão colonial, o Freedom Park é um refúgio verde no coração da maior megalópole africana, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas. Num fim de semana de novembro, o parque abrigou a 16ª edição do Lagos Book & Arts Festival (Labaf), que homenageou os 80 anos do dramaturgo Wole Soyinka, ganhador do Nobel em 1986. Com um bom público circulando pelos antigos corredores da cadeia e por tendas nos jardins, o festival teve debates sobre a nova cena literária nigeriana e o crescente mercado para livros digitais na África, shows, peças, exposições e até um molue — como são conhecidos os precários ônibus amarelos que colorem os engarrafamentos da cidade — transformado em ...

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Exposição que homenageia escritores moçambicanos chega a Portugal

Na mostra "Configurações (im)prováveis", os fotógrafos Filipe Branquinho e Mauro Pinto fazem a sua leitura da vida e obra dos escritores Ungulani Ba Ka Khosa e Paulina Chiziane. A exposição é inaugurada quinta-feira em Coimbra, onde pode ser visitada até 6 de março. No África 21Digital Coimbra - O Colégio das Artes, na Universidade de Coimbra, recebe a partir de quinta-feira, 15 de janeiro, a exposição "Configurações (im)prováveis", da autoria dos fotógrafos Filipe Branquinho e Mauro Pinto. A mostra, que tem o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, homenageia dois dos maiores nomes da literatura moçambicana: Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa. Filipe Branquinho e Mauro Pinto, fotógrafos com um percurso internacional, foram desafiados a trabalhar a obra de um destes escritores. Surgiram, assim, duas séries de cinco fotografias: Mauro Pinto visita a obra de Paulina Chiziane, as mulheres moçambicanas e o seu papel em ...

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Uma lista de autores / livros africanos

Se querem diversificar as vossas leituras e não sabem por onde começar, deixamo-vos uma pequena lista de ficção africana dividida por países. Os livros que têm edição portuguesa ficam com o título português e os que ainda não estão traduzidos têm o título em inglês. Sabemos que faltam muitos livros nesta lista, por isso, sintam-se à vontade para deixar  sugestões e comentários. No Fyodor Books  Angola A Educação Sentimental dos Pássaros – José Eduardo Agualusa Os da minha rua – Ondjaki Contos de morte – Pepetela Argélia O Olimpo dos Desventurados – Yasmina Khadra The Bridges Of Constantine – Ahlem Mosteghanemi Botswana The Screaming of the Innocent – Unity Dow Camarões Houseboy – Ferdinand Oyono República Democrática do Congo Johnny Mad Dog – Emmanuel Dongala Broken Glass  - Alain Mabanckou Memórias do Porco-espinho – Alain Mabanckou The witch Doctor’s Wife – Tamar Myers Life and a half – Sony Labou Tansi ...

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Prêmio para literatura africana escrita em suaíli

Prêmio para literatura africana escrita em suaíli

Já comentei várias vezes os problemas da tradução e difusão internacional da literatura brasileira, escrita em português. Nosso idioma, apesar de ter cerca de 220 milhões de falantes é, na verdade, insular. Oitenta por cento dos que falam português são brasileiros, depois os portugueses e, nos países africanos, apenas uma elite fala o idioma. O grosso da população desses países ainda fala línguas e dialetos locais. Imaginem agora um idioma africano, falado em vários países do continente, mas com uma literatura escrita nova e pouco difundida fora da zona linguística. É osuaíli, também conhecido como suaíli ou kiswahili, falado em vários países do leste da África, entre os quais o Quênia, Tanzânia e Uganda. É uma língua franca, que serve de meio de comunicação entre vários dialetos da família Banto. Todos esses países foram vítimas da colonização inglesa, e esse idioma ainda é o dominante nos negócios e entre as elites desses ...

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Jennifer Nansubuga

A surpresa da literatura negra

Jennifer Nansubuga homenageia sua tradição oral Nem americana, nem africana, nem cidadã do mundo. O termo afropolita, impulsionado pela escritora Taiye Selasi, equivale a uma realidade: ser africana do mundo, que é a sua própria. Esta ganesa residente em Berlim – cujo livro Ghana Must Go – faz referência a “uma noção mais flexível de identidade.” Faz parte de uma geração de narradoras nascidas no continente e educadas no Ocidente, lançadas ao mundo a partir do Canadá, dos EUA ou do Reino Unido, que mostram o outro lado de sua sociedade. “As representações ocidentais reduzem todo um continente ao clichê que convém a eles”, comenta Selasi, que viu como as traduções para o italiano e o alemão de seu livro suprimiam a alusão ao país no título. “E despojada de suas complexidades culturais, políticas, religiosas, linguísticas e econômicas – acrescenta –, a história se transforma em uma tragédia, nada mais. Tenho muita fé ...

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Escritoras africanas falam de semelhanças entre Brasil e África

Vozes femininas vindas da África enriqueceram o segundo dia da Flink Sampa neste mês da Consciência Negra. Vindas dos países africanos de língua portuguesa, Paulina Chiziane (Moçambique), Vera Duarte Pina (Cabo Verde) e Isabel Ferreira (Angola) debateram o tema “Intercâmbio da literatura entre Brasil e África”. Unidos pela história do tráfico negreiro, presente e passado se juntam em busca de um futuro mais promissor. No Flink Sampa  Vera Duarte Pina, escritora e jurista cabo-verdiana, vê na iniciativa de um evento literário com o alcance da Flink uma ação de resgate e estímulo. “Falar de intercâmbio nos faz ir buscar nossas origens, valorizar nossa ancestralidade. Essas ações são importantes porque nos ajudam a projetar melhor o futuro”. Ela explica que o fato de terem sido países colonizados por Portugal, acaba por ter laços de sangue. “Obviamente que o início foi de uma forma vergonhosa, através da compra de seres humanos. Mas, ...

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Os anjos de Deus são brancos até hoje, diz a Paulina Chiziane em entevista

Paulina Chiziane (Manjacaze, 1955) é certamente uma das mais eminentes figuras da atual literatura moçambicana, e não só. Ponto de referência incontornável para as lutas feministas desse país, uma mulher que abordou na sua literatura, com intensidade inusitada, aspetos especialmente conflituosos do tecido cultural africano, trabalhando temas de que ninguém quer ouvir falar ou debater, nem no espaço privado, menos ainda na esfera pública e política. São temas silenciados, tabus, assuntos particularmente dolorosos, pendentes, irresolutos, como a guerra civil moçambicana (Ventos do Apocalipse, 1993), os direitos da mulher no sistema poligâmico (Balada de Amor ao Vento, 1990, e Niketche, 2002), a magia negra (O Sétimo Juramento, 2000), o curandeirismo tradicional (Por Quem Vibram os Tambores do Além, 2013), o racismo e outras formas de discriminação (O Alegre Canto da Perdiz, 2008). por Doris Wieser  Do: Buala Paulina Chiziane tem vindo a contribuir largamente para a (re)interpretação da realidade moçambicana e é-lhe ainda devido ...

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Ondjaki

Ondjaki fala sobre a sua escrita e a literatura africana

Convidado para a Fliporto, o autor angolano vem comentar também sobre o cinema com Lourenço Mutarelli   Por: Diogo Guedes, no, Jornal do Comércio  “Há dias – e pessoas – que se revelam mais poderosos do que bons momentos de ficção”, comenta um dos personagens do livro O céu não sabe dançar sozinho (Língua Geral), do escritor angolano Ondjaki. Suas narrativas, como ele costuma descrever, são contaminadas desses encontros poderosos, líricos, fantásticos. Atração da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) deste ano, o escritor, poeta, dramaturgo e roteirista vem pela segunda vez ao evento. Nesta passagem, encontra-se hoje, às 14h, com o escritor e quadrinista Lourenço Mutarelli para falar sobre os paralelos entre roteiros e narrativas literárias, com mediação do escritor cearense radicado no Recife Sidney Rocha. O céu não sabe dançar sozinho é uma obra singular, de contos que soam como um estranho registro de passagens por vários locais no ...

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5 Escritores africanos que você precisa conhecer

África também é berço de grandes escritores. Muitos desconhecidos por aqui. Todos têm em comum a influência de suas raízes, de sua terra, sua cultura, sua beleza e suas mazelas sociais e políticas. por Eliane Boscatto O continente Africano é imenso, cultural e possui uma natureza exuberante. No entanto, é também cenário de conflitos étnicos-religiosos, miséria e ditadores corruptos. Uma região cheia de contrastes profundos, da África do Sul que foi fortemente colonizada pelos europeus e mais parece um país da Europa, à Somália e Serra Leoa, quase tribais. No continente Africano, estão os países mais pobres do mundo. A região costuma ser vista com certo desdém pelo ocidente que baseia suas ideias apenas em estereótipos e tem por ela indiferença ou comiseração. Mas África também é berço de grandes escritores. Muitos desconhecidos por aqui. Todos têm em comum a influência de suas raízes, de sua terra, sua cultura, sua ...

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Chimamanda Adichie: ‘Americanah’ é um alívio da ficção contra o racismo

Novo livro da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie explora a questão racial na África, Estados Unidos e Europa. “Ela vai voltar uma tremenda americanah”, diz, em tom de brincadeira, uma colega de Ifemelu, protagonista do novo romance da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, Americanah. A frase nem é direcionada a Ifemelu – que apenas anos depois iria tomar seu rumo para a América, saindo de uma Nigéria politicamente instável e economicamente pouco estimulante. Mas poderia ser: o termo se refere aos nigerianos que viajam aos Estados Unidos para estudar e acabam “com estranhas afetações”. A obra que chega agora ao Brasil, publicada pela Companhia das Letras com tradução de Julia Romeu, venceu o National Book Critics Circle Award e foi eleita uma das 10 melhores de 2013 pelo The New York Times Book Review – e não é pra menos. Americanah é um longo e intenso relato dividido em dois focos ...

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(Foto: Imagem retirada do site Revista Raça)

Amílcar Cabral o poeta africano

Por que alguém se preocuparia em calar a voz de um poeta? Que horrores, que perigos poderiam conter suas rimas a ponto de levar alguém a um ato tão extremo? Por que será que as palavras, em sotaque lusitano, do cabo-verdiano Amílcar Cabral despertaram tão profundo e intenso ódio em seus algozes? Será que a palavra é uma das armas mais temidas por aqueles só são capazes de se valer da violência? A quem vive em tempos de paz é quase impossível se conceber o veneno que impregna das entranhas e as mentes, em períodos de guerras, quando os que realmente ganham, e muito, são apenas os fabricantes de material bélico. Nos anos 70, grande parte do que foi produzido pela indústria das armas e munições foi despejado no continente africano. Amilcar era guineense de Bafatá. Tinha oito anos quando a família se mudou para a ilha de Cabo Verde e ...

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