segunda-feira, janeiro 25, 2021

Tag: Periferia

Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

A população periférica e favelada construindo um novo futuro para o Brasil

Essa semana lançaremos a parte final do projeto Mapa Corona Nas Periferias, uma parceria entre o Instituto Marielle Franco e o Favela Em Pauta que acontece desde abril, no início da pandemia, e que agora se encerra com um compilado de histórias em formato de reportagens, feita por jornalistas e pesquisadores de todas as regiões do Brasil. Juntos, esses jornalistas vão apresentar os principais problemas que ficaram em evidência em suas regiões durante a pandemia de COVID-19 e também a potência que foi a atuação de movimentos sociais e organizações na construção de respostas para as populações locais. Ao longo de todo nosso ano de trabalho em 2020, reforçamos que os problemas enfrentados pela maioria da população brasileira durante a pandemia como o desemprego, a escassez de serviços públicos de saúde de qualidade, o medo da fome e da ausência de moradia, eram problemas que sempre rondavam a população mais ...

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São Mateus, Zona Leste de São Paulo. (Crédito: Allan Cunha/2020)

Ser periférico: trajetórias materiais, perspectivas simbólicas

Sujeitos que promovem iniciativas culturais e de comunicação nas periferias como forma de fazer política vêm discutindo o que é ser periférico. Essa denominação utilizada por moradores desses territórios faz referência ao modo como as suas trajetórias são afetadas por determinadas vivências em cotidianos periféricos e à maneira como afetam a vida social a partir dessas experiências. Entretanto, o acesso a novos espaços sociais e a fomentos públicos e privados por esses sujeitos, acompanhado da permanência do desigual e segregado padrão na produção do espaço urbano, contribuiu para ampliar as discussões sobre quem pode declarar-se periférico e sobre como atuar a partir dessa categoria. Esses são alguns dos resultados da pesquisa que realizei no âmbito do projeto “Periferias de São Paulo: Heterogeneidade e Novas Formas de Vida Coletiva”, desenvolvido em 2018 por uma equipe de seis pesquisadores, em sua maioria oriundos das periferias da cidade. Durante a realização do estudo ...

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São Mateus: O bairro da Zona Leste contra o vírus

"...2000 favela São Mateus viela; Revolução começou e não precisa de tela; Saúde no Brasil merece o óscar de ignorância; Dia á dia acabando com várias esperanças; Proteja a sua vida irmão; Quem guia o país não tem coração…" Por Mayara Assunção enviado para o Portal Geledés  As linhas acima poderiam ser sobre o atual momento da pandemia do Covid-19, no bairro da periferia da Zona Leste da Capital. Mas a letra da música "Rap das Quebradas", do grupo de brasileiro "De menos crime", é de vinte anos atrás. Há anos, “São Mateus” esteve e está presente em muitas músicas: do Rap ao Samba. Composto por três distritos, é morada de artistas e de inúmeras potências em diversas áreas. Estima-se que bairro possua mais de 400 mil habitantes. E a articulação e engajamento dos seus moradores é fator principal para que as lutas populares sejam o combustível que mantém o bairro. ...

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Reprodução/Facebook

Matchfunding Enfrente: R$3,6milhões para a luta das periferias contra o Coronavírus

MUDAR PARA ENFRENTAR! Com o avanço do Coronavírus pelo Brasil, todos fomos impactados e tivemos que mudar. Não tem sido fácil para ninguém, mas a situação é ainda mais grave nas periferias urbanas brasileiras. E justamente para fortalecer iniciativas locais de enfrentamento dos efeitos desta pandemia nos territórios periféricos, o Matchfunding Enfrente também mudou: cresceu, se abriu e se flexibilizou, se tornando: O MAIOR MATCHFUNDING DO BRASIL!  Lançado em 2019 pela Fundação Tide Setubal, em parceria com a Benfeitoria, o edital colaborativo agora está mais ágil, com mais parceiros e com mais recursos: iniciando com R$ 3,6 milhões de fundo (e ainda aberto a outros investidores sociais), a chamada contínua selecionará TODA SEMANA projetos de financiamento coletivo das periferias brasileiras. Valem iniciativas de conscientização, cuidados com a saúde (física e emocional), distribuição de donativos e suporte a micro e pequenos empreendedores. As propostas selecionadas receberão consultoria da Benfeitoria para a criação de suas campanhas e terão suas arrecadações TRIPLICADAS pelo fundo ...

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Mortes de negros na periferia resultam de escolhas históricas de governo

Pesquisa aponta alto número de jovens negros assassinados como reflexo das políticas de exclusão no processo de segregação urbana   Por Antonio Carlos Quinto Do GGN Era para ser uma segunda-feira como qualquer outra na vida da assistente social Cláudia Rosalina Adão. Mas, naquela manhã, no caminho de seu trabalho ela se deparou com três corpos juntos ao meio-fio. Eram jovens e negros que, desde a madrugada anterior, já faziam parte de uma estatística: eram números e nada mais na contabilidade do poder público. A cena motivou Cláudia a estudar o fenômeno das mortes de jovens negros na cidade de São Paulo na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), resultando no estudo de mestrado Território de morte – homicídio, raça e vulnerabilidade social na cidade de São Paulo. “O que mais chamou minha atenção foi a ‘indiferença’ das pessoas que por ali passavam”, lembra Cláudia, ressaltando que, não bastasse o descaso de ...

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Maria Alice Setubal, em evento promovido pela Folha em 2016 - Bruno Santos - 22.nov.16:Folhapress

A inovação política que emerge nas periferias

Resultados do 1º turno reforçam nova configuração no Folha de São Paulo Maria Alice Setubal, em evento promovido pela Folha em 2016 - Bruno Santos :Folhapress A sociedade brasileira é desigual, e nos grandes centros urbanos é possível enxergá-la a olho nu; basta ver o descompasso entre os centros urbanos e as periferias, que revelam uma realidade fragmentada. Mudar as narrativas e abrir espaço para a escuta e o diálogo são os primeiros passos para enfrentar os desafios dessas distorções. Nesse sentido, cidadãos, empresas e organizações da sociedade civil devem unir-se na busca por soluções conjuntas. Essa é a nossa proposta como autoras deste artigo. Esse foi também o percurso da pesquisa Emergência Política Periferias, realizada pelo Instituto Update, com apoio das fundações Tide Setubal e Ford, em São Paulo, Recife, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Cinco pesquisadores que atuam a partir das periferias ...

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Divulgação

Projeto “acelera” startups da periferia; sete são da zona norte

O Brasil é um dos países que mais possui linhas de celulares em todo o mundo. Só aqui são mais de 253 milhões de números – mais que a população inteira. Com todo esse contingente, das áreas urbanas ao Brasil profundo, a tecnologia está presente no dia a dia. Mas, de que maneira? Por Bruno Viterbo, do Jornal SP Norte  Divulgação Por um lado, o número surpreende. Por outro, a ineficácia do sinal ou das velocidades de internet é um entrave para um desenvolvimento ainda maior das comunicações no país. Mas vai dizer isso para quem quer ver o Brasil bombando na área… Aqui, o papo é reto e as ideias florescem em todos os lugares. É nesse sentido que 24 novas startups terão a chance de verem seus negócios – que utilizam a tecnologia como base – seguirem adiante e, a depender de cada aplicativo, transformarem ...

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O protagonismo da periferia: pesquisa lista iniciativas com soluções inovadoras

Palavras como pertencimento são facilmente encontradas nos discursos daqueles que descrevem a forma como as iniciativas podem transformar a vida das pessoas. Para os moradores da Ilha de Deus, da comunidade do Bode e do bairro do Guadalupe, essas iniciativas resgatam raízes, valorizam espaços e potencializam identidades, fazendo com que eles se tornem agentes protagonistas de suas próprias histórias Por Mirella Araújo Do Folha Pe Caranguejo Uçá, na Ilha de Deus, é uma forma de resistência cultural e descriminalização da pobreza Foto: Arthur de Souza /Folha de Pernambuco Atenuar as desigualdades e fortalecer a democracia. Esse foi o foco da pesquisa “Emergência Política Periferias”, que listou 100iniciativas com soluções inovadoras para os problemas socioeconômicos do País. Desta relação, 21 projetos estão no Grande Recife. A Folha de Pernambuco conheceu mais de perto três dessas ações que, por meio da cultura e da tecnologia, dão voz a pessoas, muitas vezes invisíveis dentro do cenário comunitário ao ...

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Virada da Comunicação, promovida pela Rede Jornalistas das Periferias (Foto: Pedro Borges)

Não existe comunicação mais forte que a negra, feminista e periférica

Em período eleitoral e de fakenews, coletivos de comunicação da periferia de São Paulo constroem modelo de comunicação radical e contrária à hegemonia *Por Pedro Borges, do  Intervozes  Virada da Comunicação, promovida pela Rede Jornalistas das Periferias (Foto: Pedro Borges) Entrou no cotidiano brasileiro a noção de que a mídia manipula e de que não é possível acreditar em tudo o que se vê, lê, ou escuta da grande imprensa. A dúvida que fica é, se não é saudável se informar pelos grandes meios hegemônicos, onde devo buscar informações sobre o dia a dia? John Downing, pesquisador no campo da comunicação, ajuda a responder essa dúvida. Autor da obra e do conceito “Mídia Radical”, Downing com certeza ficaria feliz com a ação dos coletivos de mídia, hoje espalhados pelo Brasil. Downing aponta que as mídias radicais são grupos que por meio de inúmeras plataformas, informam o público ...

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“Precisamos encorajar talentos a saírem das periferias e buscarem as grandes empresas”, diz Rachel Maia

Empresária compôs a mesa de discussão sobre o Panorama Mulher 2018, que analisou a presença das mulheres na presidência das empresas Por Laura Prado Do Época Negócios RACHEL MAIA, EX-CEO DA PANDORA, NA APRESENTAÇÃO DO PANORAMA MULHER 2018 (FOTO: ITS PHOTO/LEANDRO ARRUDA) Somos as mesmas em várias batalhas." Foi o que disse Rachel Maia, ex-CEO da Pandora e um dos principais símbolos de representatividade feminina e negra em grandes empresas, sobre o pequeno número de mulheres negras na plateia. A empresária foi uma das convidadas da apresentação do Panorama Mulher 2018, estudo da Talenses e do Insper que concluiu que apenas 18% das empresas brasileiras têm mulheres como presidentes. "Nós nos fortalecemos vendo umas às outras", completou. Essa, segundo ela, é a resposta para quem pergunta sobre as mazelas que sofreu e sobre como conseguiu fazer a diferença. "O que me fez estar na mesa com investidores foi o meu ...

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O estigma enfrentado nas periferias pelas pessoas com depressão: ‘Pobre não pode se dar ao luxo de não sair da cama’

Quando Andressa Duvique, de 21 anos, moradora de Guaianases, zona leste da capital paulista, confessou a uma conhecida da sua igreja que estava com depressão, ouviu da mulher que a doença era uma questão de fé. "Ela perguntou pra mim 'Ah, mas você está orando?', como se isso fosse um problema espiritual, mas isso é um problema emocional. Por isso falam que é frescura", conta a jovem evangélica. Por Thaís Marques Do BBC Andressa já ouviu que sua depressão era 'frescura' e que bastava orar para resolver o problema (CAROL ROCHA/AGÊNCIA ÉNOIS) A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros (ou quase 6% da população), segundo dados de 2015 da Organização Mundial da Saúde (OMS). Andressa encontrou ajuda para lidar com a doença em sessões de terapia gratuitas, oferecidas por uma psicóloga. "Depois que descobri que não tinha passado no vestibular, por bem pouco, as coisas pioraram e eu ...

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Campeonatos de poesias faladas ganham espaços nas periferias e centro de SP

Participantes recitam versos sobre problemas sociais; competição chegou no Brasil em 2008 Do R7 Jovens negros da periferia se reúnem no CCM (Centro de Cidadania da Mulher), próximo onde a maioria deles mora, no Grajaú, periferia da zona sul de São Paulo. No espaço que lembra uma quadra esportiva de escola, artistas e público se acomodam no chão, em um semicírculo, bem próximos um ao outro. Durante o encontro, algumas poesias são recitadas, cinco jurados escolhidos aleatoriamente no público dão notas de zero a dez e, no final da noite, um poeta sai vencedor. O encontro se chama Slam do Grajaú e acontece na segunda sexta-feira de cada mês. No dia 9 de junho foi realizada a terceira edição. A disputa no Grajaú faz parte da onda de crescimento do campeonato de poesia falada que acontece em diversos bairros de São Paulo. As regras seguem um padrão nos slams: cada ...

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A periferia liberal e os riscos da disputa narrativa “dos pobres”

Cruzada narrativa sobre "os pobres" é intelectualmente desestimulante, academicamente perigosa, politicamente ardilosa e socialmente ineficaz por Rosana Pinheiro-Machado, do Carta Capital Sabemos nada sobre as elites e muito pouco sobre as camadas médias. Nosso fetiche mesmo são os pobres. Na foto, menino em meio à demolição da Favela do Metrô, no Rio, em 2014. Depois de ter lido que os valores da periferia eram “liberais” – e depois uma resposta de que, na verdade, a periferia apresentaria valores mais “anarquistas” – senti até vontade de escrever que, na verdade mesmo, a periferia era “comunista”. Falaria de circulação de crianças, do compartilhamento de eletricidade, da recusa à subordinação ao patrão e dos processos de ajuda mútua. Eu citaria muitas teses para sustentar o argumento e também vivências e observações empíricas. Seria um artigo consistente, mas menos honesto com a realidade complexa das periferias, as quais – assim como as camadas médias, enfatizo – são ...

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Violência: guerra aos jovens, negros e pobres das periferias

O resultado do Atlas da Violência 2017 divulgado nesta segunda-feira (5) é uma versão cruel e sangrenta de um lugar comum: a crônica de uma tragédia anunciada. Do Portal Vermelho O estudo foi feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e revela a guerra civil não declarada. Os números são veementes. Entre cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são pobres, negros e jovens das periferias. Embora não haja uma guerra declarada, ela pode ser identificada nas entrelinhas de um documento da Escola Superior de Guerra (ESG), de 1989, intitulado “Estrutura para o poder nacional para o ano 2001 – 1900-2000, a década vital para um Brasil democrático”. O documento alerta contra os cinturões de pobreza nas periferias das grandes cidades, como o Rio de Janeiro, e sugere a militarização da ação contra as populações pobres e os “menores abandonados”, vistos como ...

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Violência, pobreza, cultura e potência. A periferia e as tentativas de transformação da realidade. Entrevista especial com Tiaraju D’Andrea

“A periferia paulistana passa por um período de transição”. Esse é um dos diagnósticos do sociólogo Tiaraju D’Andrea, que acompanha as transformações nas periferias nos últimos 25 anos. Segundo ele, embora o lulismo tenha representado “uma melhoria nas condições de vida” na periferia, “o desemprego ronda esta população, sendo as condições de trabalho uma preocupação concreta”, e “há uma descrença generalizada nos partidos políticos e no sistema representativo como um todo”. Por Por: Patricia Fachin, do IHU Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, D’Andrea explica as principais transformações ocorridas na periferia paulistana em duas décadas e meia, como o surgimento do Primeiro Comando da Capital - PCC, o crescimento dos evangélicos e a explosão de coletivos artísticos. “Esses três fenômenos foram saídas encontradas pela própria população da periferia para superar o contexto de violência e pobreza da década de 1990. Foram formas de superar o esgarçamento do tecido social ...

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Documentário “Eu quero ouvir Maria” conta histórias de mães-solo do Grajaú

“O tema da maternidade solo é pouco discutido em nossa sociedade. Naturalizaram essa violência. Ser mãe-solo é dar conta sozinha da carga que a maternidade traz”. Por Mayara Penina Do Nos mulheres da Periferia Foi por isso que o Coletivo Sasso, que atua no Grajaú, zona sul de São Paulo, resolveu produzir o documentário “Eu quero ouvir Maria”. “Produzir, fazer parte e ampliar a discussão desse tema  foi fundamental para nós. Esse tema é urgente!” Muitas de nós sofremos caladas e perceber que esse filme pode contribuir para a autonomia da mulher, que pode trazer um debate dentro dos lares dessas mulheres, ou que no mínimo traga uma reflexão sobre essa violência, para nós é de extrema importância ”, contou ao Nós Mulheres da Periferia, a doula e produtora cultural Cristiane Rosa.   Cristiane é mãe-solo e uma das fundadoras do Sasso, ao lado dos irmãos Rafael Sasso e Samuel Sasso. ...

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A Periferia Pede Socorro: Casal formado por afro-americano e afro brasileira lançam vídeo clipe na periferia de São Paulo

A Periferia Pede Socorro é uma música embalada em um ritmo marcante de puro sentimento no estilo Hip Hop que retrata a realidade vivida nas periferias. A letra rimada em inglês pelo rapper norte-americano BiXop, traz a perspectiva de um gringo negro que hoje vivencia a cultura brasileira e as dificuldades encontradas nas periferias de São Paulo, mais precisamente, na região do Capão Redondo. BiXop nasceu e cresceu nos guetos dos EUA, daí surgiu a ideia de escrever uma música (utilizando dos idiomas inglês e português) com a participação de Lena Silva, cantora/mc, fotógrafa e também produtora e companheira de vida de Bixop. Lena Silva mostra o seu poder de mulher preta em sua rima e em sua voz cantada. Enviado para o Portal Geledés Bixop e Lena Silva provavelmente são o primeiro casal periférico formado por um afro-americano e uma afro brasileira, que juntos, fazem Rap e utilizam da ...

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Ressignificando a militância

Por Mirtes Sants, enviado para o Portal Geledés Ressignificação é o método utilizado em neurolingüística para fazer com que pessoas possam atribuir novo significado a acontecimentos através da mudança de sua visão de mundo." Wikipédia Quero começar esse texto deixando explícito que não estou aqui para criticar a militância alheia, muito menos quebrar e diminuir toda uma estrutura de funcionamento que tem sido o movimento negro nas mídias e na rua. A intenção desse post era fazer uma retrospectiva de 2016, e não há nada que tenha valido tanto quanto essa palavra no meu ano: Ressignificância. Palavra longa, difícil de se pronunciar, e mais difícil ainda quando sentida na pele. Em 2016, confesso que passei boa parte do tempo fugindo dos textões de facebook e das notícias do maiores veículos de comunicação, me doeu saber do impeachment, das reformas políticas, das tragédias na aviação, das guerras civis internacionais, das notícias ruins das ocupações, do racismo, ...

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O potencial econômico e inclusivo das periferias

Não dá para pensar em crescimento econômico sem falar da redução da pobreza, ou do volume de pobres na sociedade sem as periferias. Para que o desenvolvimento social e econômico dê certo, é necessário investir e ver como segmentos que tem dificuldade de acesso a oportunidades, crescem em meio a uma escassez constante. Unir desenvolvimento econômico e social, é parte central para a transformação da sociedade, sem perder o foco na lucratividade. É preciso pensar ações e políticas para o enfrentamento a deslegitimação das periferias, que reúna essa pobreza e as transforme em um espaço de inserção de renda com valorização dos saberes e combate ao desemprego, ou seja, uma retro-alimentação comunitária. Por Luciane Reis, do Correio Nagô Compreender que o tão alardeado desenvolvimento sustentável, só é viável se os recursos forem distribuídos com justiça e transparência, é romper com as dimensões simbólicas inseridas no consumo ou na pobreza, e levar ...

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A periferia que a esquerda não viu!

Alguém já parou pra pensar que a esquerda pode estar perdendo seu espaço não por ter deixado de representar a sociedade e, sim, por não ter acompanhado os novos olhares periféricos e suas demandas? Por Luciane Reis Do Correio Nago Temos uma classe de ‘batalhadores’ que, como diz o sociólogo Jessé de Souza, encontrou no empreendedorismo uma possibilidade de ascensão social. Ascensão, sabemos bem, ocorrida boa parte nos 13 anos do PT e da esquerda no governo. Acontece que não ter se atentando para o impacto destes avanços nas periferias, acabou virando-se sobre seus “bem feitores”. Acreditando que a população seria ad infinitum agradecida e que bastava chegar às vésperas e lembrar de tudo que foi feito e já seria o suficiente para a manutenção deste projeto coletivo foi de uma preguiça ingênua. Odiamos coisas alegadas ou, como mainha diz, ‘passada na cara’. Brasileiro gosta de dizer que conseguiu as coisas sem ajuda, e com muito sacrifício. É do brasileiro esquecer quem estava no caminho até ele chegar onde chegou. ...

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