Tag: Psicologia

Frantz Fanon, Psiquiatra e militante escreveu uma das obras mais importantes sobre o racismo, traduzido em português como "Pele Negra, Máscaras Brancas" (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

Fanon pela construção de uma psicologia tão anticolonial quanto antimanicomial, ou… Antimanicomial porque anticolonial.

Qual a atualidade das discussões sobre raça e colonialidade num país que desenvolve sua identidade a partir de um mito de democracia racial? O que isso tem a ver com a Psicologia? Ou ainda... A Psicologia tem algo a ver com isso? É sempre bom lembrar que... O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Brasília, 2005, p. 7). Cada vez mais os debates sobre racismo e outras formas de opressão estruturais ocupam espaço dentro de universidades, redes sociais e meios de comunicação. No Brasil, pensadoras e pensadores como Lélia Gonzales, Clóvis Moura, Abdias Nascimento, Sueli Carneiro, Ailton Krenak, Neusa Santos Souza e Silvio Almeida - em outros países, W.E.B. du Bois, Frantz Fanon, Léopold Senghor, Angela Davis, Grada Kilomba, Bell Hooks e Achille Mbembe, ...

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Regina Marques de Souza/ Arquivo Pessoal

Desafetos ou racismo institucional na ciência psicológica?

O artigo Paradoxo na ciência: negros e mulheres inovam, mas são raros na academia , relata boas observações do cenário brasileiro. No entanto, na Bahia, nas universidades, o cenário aparentemente é diferente em função da prevalência de mais de 70% de população negra (pretos e pardos, IBGE, 2010), os alunos podem conviver com professores pesquisadores negros – acredito que é fundamental organizar uma pesquisa sobre quantas cientistas negras e negros atuam na Bahia. Quais cargos são ocupados por mulheres e homens pesquisadores negros nas universidades, quantos são participantes nos Núcleos Docentes Estruturantes. Órgãos que determinam e pensam os currículos nas universidades e o quê, mulheres negras e cientistas, estão fazendo. O texto aborda a reflexão sobre a ausência da diversidade na ciência e em especial nos provocou a pensar a ciência psicológica da saúde mental da população brasileira e os comportamentos humanos e institucionais na academia científica.    Pensemos sobre alguns ...

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Adobe

Qual o lugar da psicologia frente ao racismo?

“ uma das principais razões por que não sofremos uma revolução de valores é que a cultura de dominação necessariamente promove os vícios da mentira e da negação.” bell hooks (2017) Por Lígia Santos Costa, enviado para o  Portal Geledés  Adobe Nem sempre a psicologia esteve voltada para as questões que afligem a grande massa. Considerada, por muito tempo, uma ciência a serviço de uma elite que fez, por muitas vezes, uso de suas técnicas, para a validação de diferenciações étnicas e sociais, para justificar o uso da força e para subjugar povos e garantir privilégios, ela alcança popularização quando passa a se interessar por assuntos que contemplam as necessidades sociais e isso significa olhar para fora da bolha. É meio aquela pessoa que acorda em um determinado dia e se dar conta de que o mundo não é morno, mas uma “chapa quente” que mais ...

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A psicóloga Maria Lucia da Silva é fundadora do Instituto Amma Psique e Negritude Crédito: TPM/Divulgação

Um olhar sobre a saúde mental do negro no Brasil

Desconhecida da maioria das pessoas, inclusive dos profissionais de saúde mental, a psicóloga Neusa Santos escreveu a primeira referência sobre a questão racial na psicologia. O livro Tornar-se Negro (Graal, 1983) traz o estudo da autora sobre a vida emocional dos negros. Santos refletiu sobre como a negação da própria cultura e do próprio corpo atinge a subjetividade de pessoas negras. por Juliana Gonçalves no TPM Psicanalista lacaniana bem sucedida, negra nascida na Bahia, sua obra traz uma importante contribuição ao revelar a experiência coletiva com nuances individuais que marcam a existência negra pós-diáspora forçada do continente africano, pós-período de escravização e, por fim, numa sociedade desenvolvida por meio do racismo. “Saber-se negra é viver a experiência de ter sido massacrada em sua identidade, confundida em suas expectativas, submetida a exigências, compelida a expectativas alienadas”, explicou logo nas primeiras páginas de seu livro. A psicóloga Maria Lucia da Silva, fundadora ...

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A Psicologia e a negligência com o racismo

“Considerando que o racismo é um fator de risco para a saúde mental, e se a gente pensar que isso não é debatido na formação do psicólogo, dá pra dizer que a Psicologia está sendo negligente com a maioria da população do Brasil”, diz Fernanda Almeida Pedroza (CRP 08/21395), psicóloga clínica que estuda as relações entre saúde mental e discriminação racial.. Do Sindy Psipr “Eu me descobri negra aos 22 anos”, afirma a psicóloga Fernanda Almeida Pedroza (CRP 08/21395), que está terminando uma pós-graduação onde ela fez questão de relacionar em seu trabalho de conclusão a discriminação racial e a saúde mental de negras e negros. A declaração lhe pareceu estranha? A própria Fernanda explica. “Eu sentia o racismo, mas não nomeava como tal. Sempre ouvi que eu era branca demais para ser preta e preta demais para ser branca. A sensação era de que eu estava no limbo. Só ...

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Psicologia e racismo: o desafio de romper a omissão

Mestre em Psicologia Social Valter da Mata defende a necessidade de se rever algumas das lógicas reproduzidas pela Psicologia brasileira, que precisa dar mais atenção ao problema do racismo Por Jarid Arraes No Brasil, há uma profunda dificuldade em se ter acesso a dados sobre a saúde mental da população negra. Isso acontece porque a cor não é uma informação coletada e analisada pelos órgãos responsáveis, como se o recorte racial fosse irrelevante para compreender os transtornos mentais. Para entender melhor sobre o tema, é preciso se aprofundar na busca de trabalhos acadêmicos pontuais e livros escritos por psicólogos que, não por acaso, são na maioria das vezes pessoas negras. Segundo um artigo publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria e disponível no Scielo, “os sujeitos de cor negra permaneceram, em média, 71,8 dias internados , enquanto os de cor parda permaneceram 20,3 dias e os de cor branca, 20,1 dias”. ...

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“O Racismo Institucional se constata exatamente quando não se coloca em questão o já estabelecido

Psicologia:“O Racismo Institucional se constata exatamente quando não se coloca em questão o já estabelecido”

Uma das frentes de discussão da Psicologia brasileira na atualidade é o chamado Racismo Institucional, tema que tem ganhado cada vez mais espaço nos debates e lutas políticas da nossa categoria profissional. Em termos gerais, o Racismo Institucional se caracteriza pelo fracasso das instituições, públicas e/ou privadas, em atuar de forma equânime com os cidadãos em função da sua cor, origem, local de residência e/ou condição sócio-econômica. Essa situação é bastante sensível no plano público, onde, por exemplo, muitas políticas públicas – e as respectivas redes de serviços delas derivadas – não chegam da mesma forma para determinados grupos sociais. Essa é, portanto, uma perversa manifestação de racismo que se estabelece nas estruturas de organização da sociedade e de suas instituições, traduzindo os interesses, ações e mecanismos de exclusão e discriminação executado pelos grupos hegemônicos e dominantes. Entre os dias 1º e 3 de maio, foi realizada a 2ª edição ...

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