quinta-feira, agosto 6, 2020

    Tag: Questões Raciais

    Humberto Adami presidiu evento que apontou medidas para a promoção da igualdade racial (Foto: Bruno Marins)

    OAB debate projetos para a promoção da igualdade em seus quadros

    Há anos atuando como porta voz dos anseios sociais e da defesa do Estado democrático de Direito, a OAB estuda aprimorar suas ações afirmativas para a promoção da igualdade. Projetos que estimulam a paridade de gênero e cotas raciais para as próximas eleições já estão sendo analisados pelo Conselho Federal. Estimuladas por iniciativas que saíram da OABRJ, as demais seccionais discutem, também, medidas como a inserção da autodeclaração de raça no formulário de inscrição de seu quadro de advogados e estagiários. Para o presidente da OABRJ, Luciano Bandeira, qualquer discussão que envolva a inclusão é muito relevante. "Apoiamos o debate dessas causas e consideramos isso como um avanço institucional importante", destaca. Defensora ativa do sistema de cotas raciais no ensino público superior e no serviço público - a entidade atuou como amicus curiae nesses processos -, a OAB analisa, agora, a reserva de 30% das vagas para cargos nos conselhos ...

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    (Jonathan Alcorn/AFP/)

    Painel trata combate ao racismo como exercício de cidadania e justiça

    A busca por uma sociedade coletivamente solidária, com igualdade de oportunidades e pluralismo judicial foram os temas do painel “Representatividade Racial no Poder Judiciário: de onde fala o juiz”, do seminário “Questões racionais e o Poder Judiciário”, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e encerrado na quarta-feira (8/7). O evento reuniu virtualmente mais de duas mil pessoas em debates sobre a necessidade de se discutir os mecanismos e as estratégias que dificultam a participação de pessoas negras nos espaços de poder, incluindo no Poder Judiciário. “Precisamos de pessoas que se identifiquem com a causa do combate ao racismo e ao racismo judicial. Não podemos, de forma nenhuma, deixar que o racismo prevaleça. Combater o racismo é exercício de cidadania e da justiça”, disse a conselheira do CNJ Tânia Regina Silva Reckziegel, coordenadora dos debates sobre a representatividade racial no Poder Judiciário. O painel realizado por videoconferência diante das circunstâncias ...

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    Mulher trabalhadora Foto- Márcia Foletto : Márcia Foletto

    Cresce percepção sobre discriminação de mulheres e negros no mercado de trabalho

    Pesquisa da Oxfam aponta que 72% dos brasileiros acreditam que a cor da pele influencia empresas na hora de contratar por Daiane Costa no O Globo Mulher trabalhadora Foto- Márcia Foletto : Márcia Foletto Aumentou a percepção do brasileiro sobre discriminação por gênero e raça no mercado de trabalho. Pesquisa realizada pela organização internacional Oxfam Brasil, em conjunto com o Instituto Datafolha, mostra que 64% dos entrevistados concordam que "mulheres ganham menos por serem mulheres", 52% que "negros ganham menos pelo fato de serem negros" e 72% que a cor da pele influencia a decisão de contratação por empresas. O estudo mostra ainda, que para 94% dos brasileiros, a receita de impostos deveria ser destinada aos pobres. Na pesquisa anterior, realizada em 2017, 57% dos brasileiros viam discriminação no mercado de trabalho por gênero e 46% viam diferenciação por raça. A edição atual da pesquisa foi ...

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    Dossiê sobre racismo na revista ECO-Pós, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ

    Racismo Revista ECO-Pós v. 21, n. 3, 2018 Enviado por Liv Sovik para o Portal Geledés do Revista do UFRJ PARAISO TROPICAL - Rosana Paulino Impressão digital sobre papel, linoleogravura, ponta seca e colagem. 48,0 x 33,0 cm. 2017. O tema deste dossiê, Racismo, foi sugerido por estudantes de pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ aos editores da revista ECO-Pós, que me convidaram a elaborar um call for papers e organizar o conteúdo. Nunca antes a revista recebeu uma resposta tão grande: foram 30 trabalho submetidos, dos quais foram escolhidos cinco para acompanhar textos de convidados. Foi demanda represada? O tema do racismo, que se mostrou instigante para tantos, não tem sido muito discutido na área de Comunicação, comparada com outras como Antropologia, Sociologia e Letras. Os motivos podem ser vários: a fundação da área sob a égide do apagamento das diferenças culturais nacionais pelos ...

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    logo Sur Conectas

    Dossie Sur sobre raça e direitos humanos

    logo Sur Conectas no Sur Conectas por THIAGO AMPARO & MARYURI MORA GRISALES Editores da Sur – Revista Internacional de Direitos Humanos SUELI CARNEIRO Editora convidada / Geledés – Instituto da Mulher Negra Dados sobre desigualdade racial evidenciam a persistência do racismo em todo o mundo. Em 2018, 17 anos após a III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata realizada em Durban, na África do Sul, e 130 anos após a abolição da escravidão no Brasil, ainda inconclusa; os legados do Jim Crow, escravidão e apartheid prosseguem e se reproduzem todos os dias nos Estados Unidos, Brasil e África do Sul.1 Em outras partes do Norte e Sul Globais a situação de grupos raciais historicamente discriminados não é diferente. Europa tem sido palco de casos de xenofobia no contexto da questão migratória.2A Relatora Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre ...

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    Pesquisa encomendada pela União Europeia aponta que quase um terço dos afrodescendentes na Europa relatam já ter sofrido racismo Foto- JORGE GUERRERO : AFP

    Finlândia é o país com mais casos de racismo da Europa, e Portugal, o que tem menos

    Pesquisa de agência da União Europeia mostre que quase um terço do grupo foi vítima de discriminação nos últimos 5 anos no O Globo Pesquisa encomendada pela União Europeia aponta que quase um terço dos afrodescendentes na Europa relatam já ter sofrido racismo Foto- JORGE GUERRERO : AFP Uma pesquisa realizada em doze países da Europa que teve como tema o preconceito racial sofrido por afrodescendentes de primeira e segunda geração revelou que Finlândia e Irlanda são as nações europeias em que o grupo relata ter sofrido mais casos de violência físical racial nos últimos cinco anos. Portugal registrou as menores taxas. A pesquisa, encomendada pela Agência dos Direitos Fundamentais, braço da União Europeia, foi feita com 5.803 pessoas e constatou que quase um terço dos afrodescendentes na Europa já sofreram racismo, o que foi classificado como "uma imagem terrível" pelos pesquisadores. De acordo com a ...

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    daniela trindade - imagem SESCSP

    Afeto e Questões Étnico-Raciais é tema de curso no SESC 24 de Maio

    Ministrado pela psicóloga Daniela Trindade, a oficina promove a reflexão de como micro-violências étnico-raciais afetam o cotidiano da população negra e quais as formas de enfrentamento enviado por Ana Claudia Luiz no SescSP daniela trindade - imagem SESCSP São Paulo, novembro de 2018 - Entre os dias 11 e 14 de dezembro, a psicóloga Daniela Trindade realiza a oficina “Relação entre Afeto e Questões Étnico-Raciais”, no SESC 24 de Maio, a partir das 18h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na própria unidade. O termo afeto pode ser compreendido no seguinte sentido: as formas que somos afetados pelas ações do mundo. No recorte étnico-racial, é importante refletir sobre as formas que os corpos e mentes da população negra são afetados no cotidiano e quais são os impactos produzidos em sua subjetividade. A proposta da oficina é atuar de forma teórica e experimental, proporcionando aos participantes ...

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    Noemi Macedo, estagiária no TozziniFreire Advogados . Foto- João Elias:Divulgação

    Grandes escritórios de advocacia buscam equidade racial

    A constatação de que apenas 1% dos advogados associados são negros leva grandes bancas a criar projetos e metas para aumentar a presença deles em suas equipes por Cris Olivette no Estadão Noemi Macedo, estagiária no TozziniFreire Advogados . Foto- João Elias:Divulgação Na semana em que se celebra o Dia Nacional da Consciência Negra, nesta terça-feira, dia 20, mostramos ações implementadas por grandes escritórios de advocacia, que têm por objetivo ampliar a presença de advogados negros em suas estruturas. O movimento foi impulsionado por pesquisa feita em 2017, pelo Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa) – associação sem fins lucrativos que tem entre suas finalidades promover estudos e a defesa de questões de interesse dos associados –, que ouviu advogados que atuam nos mais de mil escritórios associados à entidade. “Constatamos que apenas 1% deles se intitula negro ou pardo”, conta o conselheiro do ...

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    Fundos eleitorais: candidatos brancos receberam valor 12 vezes maior do que negros

    O mito da democracia racial Veja como, até quando o assunto é financiamento eleitoral, há uma clara e gritante diferença entre brancos e negros no Brasil. Quanto aos fundos especial e partidário, por exemplo - o partido recebe sua parte e decide quanto dela vai para a campanha de cada candidato. por Ancelmo Gois no O Globo Congresso Nacional | Daniel Marenco No Rio, cada postulante a deputado federal homem branco recebeu em média, dos dois fundos, R$ 113 mil. Cada mulher branca, R$ 107 mil; mulher negra, R$ 59 mil, e homem negro... R$ 9 mil. Segue... Ou seja: no Rio, candidatos à Câmara homens brancos receberam, dos fundos especial e partidário, 12 vezes mais do que homens negros, e duas vezes mais do que mulheres negras. Os dados estão na nova ferramenta que o Movimento Transparência Partidária lança na segunda, agora, no evento “Onde ...

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    Arte- André Zanardo

    Ele Não Porque Eu Sou Negro

    Qualquer um que se preste a ler e estudar, com um mínimo de seriedade, a história da população negra no Brasil jamais afirmaria que não há racismo no Brasil e muito menos que os portugueses jamais pisaram no continente africano. Pensamentos estes expressados por aquele que não se deve dizer o nome, ou “o coiso” se preferirem. por Gabriel Alex Pinto de Oliveira no Justificando Arte- André Zanardo Pois é, em qualquer livro de história aceito no sistema de ensino brasileiro, a escravidão é posta, ainda que brevemente, como um fator importante na constituição do país. Assim, qualquer criança de esteja no oitavo ano saberá, ou pelo menos deveria saber, que pessoas da etnia negra já foram consideradas como mercadoria no Brasil hápouco mais de 130 anos. Agora, para fugir do lugar comum e mergulhar mais fundo naquilo em que não vemos nos livros rasos que ...

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    Escola de Enfermagem recebe diálogos sobre racismo institucional

    O terceiro encontro do II Ciclo de Diálogos – 70 anos da declaração de Direitos Humanos: Trajetórias Negras na Universidade, acontece quinta-feira, 21 de junho. A atividade acontecerá no Anfiteatro Laís Netto, da Escola de Enfermagem, a partir das 14 horas. O encontro encerra o ciclo com a temática Racismo Institucional. A entrada é livre. Do Enfermagem UFMG Divulgação/Geledés Participam do diálogo a cientista política e coordenadora geral da Federação Nacional de Associações de Pessoas com Doença Falciforme – Fenafal, Maria Zenó Soares da Silva; o presidente da Unegro-MG e estudante de Ciências do Estado na UFMG, Alexandre Braga; e a pedagoga, mestranda da Faculdade de Educação UFMG, militante do movimento social negro e da luta anti-prisional (Belo Horizonte), Miriam Laxuquê. O II Ciclo de Diálogos – Racismo Institucional é proposto com o intuito de aproximar e fortalecer lutas, movimentos sociais e academia. A metodologia do ...

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    Deixe suas lagri_más aqui

    Você diz algo. Eu respondo. Você chora. E em um estalar de dedos, estou na estatística. Ou melhor, no estereótipo. Caio nesse pequeno e fechado mundo em que sou visto como grosso, rude, mal humorado e mal amado. Sou aquele que parte corações, acaba com boas expectativas e faz café com a lágrima de brancos. Em resumo, a vida do corpo negro é curta e eu, grosso. Por Junno Sena Sousa Maia enviado para o Portal Geledés Foto: Reproduzida/Zezinha Sou colocado nesse caminho sem a minha permissão. Cada frase, pensamento e atitude perdem sentido e se transformam em um simples “estresse”. Apenas mais um que não sabe baixar a voz e muito menos qual o seu lugar. Mesmo com meu discurso embasado em teorias e meu coração repleto de boas ações. Não importa, pois da próxima vez, você diz algo e eu não respondo. Não por medo ...

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    Governo de Pernambuco prestigia os 5 Dias de Ativismo Contra o Racismo e Outras Formas de Discriminações, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas,em Alagoas.

    Os 5 Dias de Ativismo Contra o Racismo e Outras Formas de Discriminações, em Alagoas, uma ação inédita do Instituto Raízes de Áfricas nasce com o objetivo de dar visibilidade ao 21 de março- Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial,como criar espaços de multiplicação de informações e ações sobre o racismo, feminicidio de [email protected], genocídio e outras formas de discriminação , além da interlocução entre diversos atores. Por Arísia Barros Do Cada Minuto Foto: Reprodução/Cada Minuto Os 5 Dias onta com diversos parceiros, dentre eles, o Governo de Pernambuco: “Trazer o meio ambiente, através  da leitura  dos quilombos  para 5 Dias de Ativismo Contra o Racismo e Outras Formas de Discriminações, em Alagoas , a convite do Instituto Raízes de Áfricas é de suma importância, porque dá  sustentabilidade às lutas comuns de Pernambuco e Alagoas na busca de soluções contra o racismo. A gerente de programa de Programas ...

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    I Jornada Nacional sobre Racismo Institucional e Sistema de Justiça (RJ) – Faça sua inscrição

    Visamos propiciar, neste evento, o encontro de pesquisadoras e pesquisadores, profissionais e ativistas que investiguem, trabalhem e atuem com temáticas relacionadas ao racismo institucional, em especial no sistema de justiça. por  Criola e  Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e Forum Justiça Esta será uma oportunidade de apresentar resultados de pesquisas e experiências oriundas de intervenções profissionais e políticas a respeito das temáticas correlacionadas. Deste modo, reunir especialistas e ativistas com experiências individuais e coletivas, de ação acadêmica, institucional e política para a “I Jornada Nacional sobre Racismo Institucional e Sistema de Justiça” irá contribuir para a discussão e difusão de conhecimento teórico e prático sobre o tema, e, sobretudo para a criação e fortalecimento de uma rede que se articule a nível nacional para incidência política e em pesquisas. Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro - 20020-080, Avenida Marechal Câmara, 271, Centro, Rio de Janeiro, Rio ...

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    O racismo conforma a subjetividade

    “Ser negro não é uma condição dada a priori. É um vir a ser. Ser negro é tornar-se negro.” Neusa Santos Souza por Ricardo Corrêa para o Guest Post do Geledés Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política e feminista, participou de uma entrevista no programa Voz Ativa, e proporcionou ao público que a acompanhou reflexões muito interessantes. Porém, destaco um dos momentos do programa que será o guia para o desenvolvimento deste texto. No decurso da entrevista perguntaram-na sobre qual o sentimento que a aprisionava nas oportunidades em que estava como a única negra em determinados lugares. Djamila respondeu sentir solidão, igualmente a outras mulheres negras quando estão em espaços, historicamente, negados a elas. Na essência dessa narrativa existem duas opressões comuns na sociedade brasileira, e que  potencializam-se quando imbricadas: o racismo e o sexismo. Estes ao atravessarem a subjetividade das mulheres negras produzem a solidão revelada pela entrevistada. Em vista disso, penso ...

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    O professor americano que diz que só brancos podem ser racistas – e dá aulas sob escolta policial

    Ted Thornhill não é um professor universitário qualquer. Ele tem sido escoltado por seguranças armados em suas aulas deste semestre em uma universidade perto de Miami. Por Luis Fajardo Do BBC O professor Ted Thornhill recebe ameaças frequentes por dar este curso Foto: Jornal BBC Tornhill ministra uma das disciplinas que mais têm causado controvérsias nos Estados Unidos sob Donald Trump, onde as tensões raciais se intensificaram. O curso que o professor ministra é chamado "racismo branco". "O racismo dos negros, dos latinos e dos asiáticos não existe", diz ele à BBC Mundo. "Somente os brancos podem ser racistas." Segundo ele, qualquer pessoa pode ter preconceitos raciais, mas o racismo é diferente do preconceito. "Só os brancos podem ser racistas, porque somente eles construíram um sistema que os permite gozar de vantagens na sociedade", afirma o professor. Ele argumenta estudar o racismo sob uma "perspectiva estrutural" dos ...

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    Reprodução/Youtube

    O que me intriga… por Edson Cardoso

    Quando nos debruçamos sobre a realidade contemporânea no que diz respeito à denúncia de casos de discriminação racial e racismo nos deparamos, às vezes, com fatos aparentemente desconexos. Pode ilustrar isso o comunicado da Rede Globo divulgado ontem (22.12.2017), assinado por seu diretor de jornalismo, Ali Kamel, e pelo jornalista William Waac. no Brado Negro Ambos reiteram seu repúdio ao racismo, apresentado como um “sentimento abjeto”. Waack desculpa-se por eventuais ofensas, é elogiado pelos serviços prestados à empresa e o caminho escolhido consensualmente pelas partes foi o encerramento do contrato de trabalho. O que nos diz de fato o comunicado? O que levou ao rompimento do contrato entre o profissional reputado como de primeira linha, avesso ao racismo, e a empresa que se define visceralmente antirracista? Ao formalizarem o rompimento, acentuaram que partilham na essência os mesmos valores. A negação do racismo se faz costumeiramente entre nós por meio de ...

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    Há 50 anos, ‘O Poder Negro’, peça com Antonio Pitanga e Ítala Nandi, era censurada no Brasil

    “Um atentado ao decoro público.” Esse foi o argumento dado pela Censura Federal em 13 de dezembro de 1967 para justificar a proibição no Brasil da peça “O Poder Negro”, do autor  norte-americano LeRoi Jones. Por Luiz Carlos Ferreira Do Acervo Folha O espetáculo, originalmente chamado “Dutchman”, seria protagonizado pela atriz Ítala Nandi e pelo ator Antonio Pitanga, pai dos atores Rocco e Camila Pitanga. Nandi já havia atuado em montagens antológicas, como “O Beijo no Asfalto” (1961), “Quatro Num Quarto” (1962), “Pequenos Burgueses” (1963) e o “Rei da Vela” (1967). Pitanga, ligado ao Cinema Novo e ator preferido de Glauber Rocha, integrara o elenco de pelo menos 15 longas, entre os quais “Bahia de Todos os Santos” (1960), “O Pagador de Promessas” (1962), “Ganga Zumba” (1963) e “Lampião, o Rei do Cangaço” (1964). O ENREDO “O Poder Negro”, conforme publicado à época na Folha “focaliza a história de Lula, uma loira prostituta ...

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    Finalmente um Antonio Risério para unir a esquerda e a direita

    Nenhuma pessoa, absolutamente nenhuma, das que participam de alguma organização, coletivo ou entidade do movimento negro organizado ousaria homogeneizar o movimento negro, de maneira a esquecer os acalorados debates que duram décadas entre nós. O mesmo não se deu com o antropólogo Antonio Risério. Por Gabriel Nascimento Do Justificando Em “Movimentos negros repetem lógica do racismo científico, diz antropólogo”, publicado na Ilustríssima da Folha de São Paulo, em 16 de dezembro, Antonio Risério o faz, sem medo de pesar a mão, como, aliás, e sem nenhuma novidade, vem fazendo em muitos de seus trabalhos. Se pulássemos o artigo inteiro para alguns comentários de assinantes da Folha, poderíamos concluir, tão logo, e sem necessitar de um trabalho longo de análise do discurso, que o artigo é a tradução (do trabalho do antropólogo) que afaga o coração daqueles que precisavam há muito justificar o seu incômodo com mudanças sociais e históricas pelas quais estamos passando. ...

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    (Foto: Reprodução/ Editora Perspectiva)

    ROSA DE LIMA analisa livro de ABDIAS NASCIMENTO, Genocidio do Negro

    O racismo nunca saiu da pauta nacional e o conceito da "democracia racial" já foi desestabilizado há anos, desmoralizado. Ainda assim, há aqueles que ainda o defendem ou se não o defendem abertamente com receio de serem enxovalhados, o praticam nos seus atos e na surdina. Felizmente, o Brasil avançou bastante em conquistas para a comunidade negro-mestiça, ainda não a ponto do que merece, isso, graças as lutas e organizações dos negros e mestiços com seus grupos estabelecidos em diversos segmentos da sociedade, das artes aos meios juridicos; da politica a religião, e de um florescente sentimento de empoderamento. Até para continuar entendendo esse processo e atualizar-me das questões relacionadas ao racismo reli, recentemente, o clássico da literatura nacional "O Genocídio do Negro Brasileiro - Processo de um Racismo Mascarado", de Abdias Nascimento, com textos complementares de Florestan Fernandes, Wole Soyinka e Elisar Larkin Nascimento (Ed Perspectiva, 2017, apoio do ...

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