quinta-feira, julho 22, 2021

Tag: Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros

Exposição virtual: Adé Dudu: Caminhos LGBT+ na luta negra

Com muita satisfação, anunciamos a abertura da Exposição "Adé Dudu: Caminhos LGBT+ na luta negra” no Google Arts & Culture No dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT+, apresentamos a exposição “Adé Dudu: Caminhos LGBT+ na luta negra”. A partir de arquivos privados, documentos públicos e entrevistas com remanescentes e apoiadores contruímos a história do “Adé Dudu: grupo de negros homossexuais”. O grupo construiu uma sólida reflexão e traçou importantes mecanismos de atuação para combater e evidenciar o preconceito contra os negros homossexuais em Salvador, nos anos 1980. A articulação entre os movimentos sociais do período, as formas de reprodução do racismo e da homofobia, as estratégias para combater o “duplo preconceito” e a cidade criada para vivenciar a homossexualidade estão presente ao longo da exposição, que ainda aborda a importância do direito à memória dos homossexuais negros que agiram, lutaram e existiram nessa sociedade racista e LGBTfóbica. ...

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Finalização do Aeroporto de Brasília (Inaugurado em 1957). Acervo: Arquivo Público do Distrito Federal. NOV-D-4-4-B-16' (864)

Historiadoras e historiadores negros realizam exposição virtual sobre racismo e trabalho

Sob a curadoria da Rede Historiadorxs Negrxs, Geledés - Instituto da Mulher Negra, em parceria com o Acervo Cultne e com o Google Arts & Culture, a exposição Racismos: lutas negras no trabalho livre é parte do projeto "Nossas Histórias: vidas, lutas e saberes da gente negra". Ela será a quinta sala de um conjunto de exposições on-line que têm tratado da trajetória, experiências e ativismos de homens e mulheres negras. No dia 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea, que decretou a abolição formal da escravidão no Brasil. De forma que, o fim desse regime foi marcado por uma série de disputas em torno dos projetos de emancipação, em um contexto no qual a maior parte da população negra já era livre e liberta. Gente que lidou com  muitos desafios para assegurar a vida em liberdade. Antes e após o fim do escravismo, os percursos desses ...

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Exposição virtual: Racismos – Lutas Negras no Trabalho Livre

Com muita satisfação, anunciamos a abertura da Exposição “Racismos - Lutas Negras no Trabalho Livre” no Google Arts & Culture! Nesse 13 de maio, fazem 133 anos desde a abolição formal da escravidão no Brasil. Na época, muitos homens e mulheres negras já questionavam a precariedade do projeto de liberdade assinado. No século que se seguiu, o que vemos é a constante reatualização dos racismos no mundo do “trabalho livre”. A partir de uma reflexão sobre esse processo, apresentamos nessa exposição fotografias e periódicos da imprensa negra e operária que nos dão notícias da situação dos trabalhadores negros em diferentes centros urbanos. Na Rádio Amefricana, apresentamos diversos documentos históricos, além de canções da sambista Cris Pereira. O material pode ser acessado em português e inglês e é mais um resultado da parceria entre a Rede de HistoriadorXs NegrXs, o Geledés e o Acervo Cultne! Ao longo de todo 2021, muitas ...

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Arquivo Pessoal

Reações ao mito da democracia racial no contexto moçambicano (séc. XX)

No início da década de 1950, houve uma crescente contestação contra o colonialismo, resultando no surgimento de vários movimentos de libertação nacional no continente africano. De forma relacional, ocorreu uma significativa mobilização do regime salazarista (1933-1974) para garantir as colônias portuguesas na África: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné portuguesa, Angola e Moçambique. O Estado português, no intuito de fortalecer sua posição no continente, valeu-se estrategicamente das ideias do sociólogo Gilberto Freyre nessa conjuntura, bem como financiou a sua viagem à Portugal, à África e à Ásia e promoveu a divulgação de suas obras e do seu pensamento nos meios de comunicação.  É nessa conjuntura que Freyre aproxima-se cada vez mais da política colonial portuguesa e cria uma teoria que beneficiava os interesses políticos, econômicos, culturais e étnico-raciais de Portugal: o luso-tropicalismo. Tal conceito defendia que os portugueses tinham uma forma específica de agir e estar nas sociedades tropicais ...

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Relembrando Palmares: do quilombo histórico à memória do povo negro

Com muita alegria, anunciamos a abertura de quarta sala da Exposição “20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra” no Google Arts & Culture! Esta sala é especialmente dedicada às experiências de rememoração do Quilombo de Palmares estabelecidas pelo povo negro entre o século XIX e a primeira metade do século XX. Para isso, criamos uma proposta de imaginação histórica a partir das ilustrações de Marcelo D’Salete, de fotografias do acervo do Museu Theo Brandão e de coleções particulares, bem como de jornais da imprensa negra. As aproximações com as histórias sobre Palmares são também embaladas pelas chamadas da Rádio Palmarina, uma novidade deste painel! Acompanhado de faixas do álbum “Malungos”, do trompetista Allan Abadia, o poeta Carlos de Assumpção revisita suas memórias a partir de seus poemas nos quais incorpora as imagens do quilombo e sua gente guerreira. Isso incluiu até mesmo o reencontro com o poema “Diálogo ...

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Experiências da negritude na fotografia baiana do final do século XX

Os negros sob o olhar da câmera Lucídio Lopes. Fotografia de Isabel Gouvea. Fonte: Catálogo Fotobahia, Salvador, 1984. Nesta primeira imagem, vemos Licídio Lopes, pescador, nascido em 1899, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. A fotografia foi feita em 1984 por Isabel Gouvea, fotógrafa paulistana, integrante do Grupo de Fotógrafos da Bahia, à época. O homem octogenário, em traje elegante, encara a câmera exibindo duas telas por ele pintadas, nas quais se veem a Igreja de Santa Ana do Rio Vermelho. O fotografado foi enquadrado numa posição que permite observar os objetos representados nas pinturas: a igreja, num plano mais atrás, convivendo no espaço tradicional do festivo bairro costeiro com as linhas arquitetônicas de um prédio recentemente erigido. No mesmo ano da captura fotográfica, o livro O Rio Vermelho e Suas Tradições, com crônicas escritas por Seu Licídio, foi publicado pela Fundação Cultural do Estado ...

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1960-1970: Grupo Palmares de Porto Alegre e a afirmação do Dia da Consciência Negra

Está disponível mais uma sala da Exposição “20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra” no Google Arts & Culture! Esta sala é especialmente dedicada à movimentação do Grupo Palmares em Porto Alegre, fundado em 1971, afirmando o Vinte de Novembro como Dia da Consciência Negra. Em 2021, o Vinte completa 50 anos! Conecte-se ao compromisso de ativistas negros e negras gaúchas em defesa de uma história justa sobre as lutas negras por liberdade por meio de depoimentos, fotografias, poemas, anotações, cartas, entre outros documentos. Vamos [email protected]! O material pode ser acessado em português e inglês e é mais um resultado da parceria entre a Rede de HistoriadorXs NegrXs, o Geledés e o Acervo Cultne! Ao longo de todo 2021, muitas outras “Nossas Histórias” sobre vidas, lutas e saberes da gente negra serão contadas em salas de exposições virtuais! Acesse: 1960-1970: Grupo Palmares de Porto Alegre e a afirmação ...

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Memórias e Reexistências em Vozes Negras do Recôncavo Baiano

“Eu conheci dois escravos. Eu conheci minha madrinha Tereza, que foi escrava e foi minha madrinha. Mamãe morou no terreno de compadre Joaquim Inácio e esse Paulo morava tudo perto... Era tudo vizinho. Na fonte que nós panhava água elas também panhava, na fonte que nós lavava, elas também lavava”. Essas são palavras de Dona Verônica Francisca de Jesus, uma mulher negra que, com a narrativa de suas experiências marcadas pelo convívio com o “povo do cativeiro”, despertou o meu olhar para as memórias das trabalhadoras e dos trabalhadores rurais do Recôncavo sul da Bahia, a partir do contexto do pós-escravidão.  Segundo ela, “Paulo andava todo pateando, chamava Paulo Sapo. O Romão chamava Romão Lagartixa. Feliciano chamava Feliciano Pato. Andava tudo pateando de andar esbagaçado trabalhando na escravidão”. Essa fala de Dona Verônica foi captada em entrevistas realizadas em 1997 e 1998, durante um trabalho de campo que traria importantes ...

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Uma história negra com certeza: a escrita histórica nos jornais negros paulistanos

No ensolarado sábado de 24 de outubro de 2020, algo inusitado ocorreu a um grupo de doze pessoas, a maioria delas negras, que fazia um passeio turístico no centro de São Paulo oferecido pela empresa Black Bird Viagem, que tem o propósito de destacar pontos e lugares importantes da história e da cultura negra da cidade. Ao custo de R$ 60,00 por pessoa, o percurso dura mais ou menos três horas, e começa no antigo Largo da Forca no bairro da Liberdade, passa por vários locais de referência negra e vai até a estátua da Mãe Preta, no Largo do Paissandu. Estando todos paramentados com máscaras e prezando pelo distanciamento social, em respeito aos protocolos de prevenção da Covid-19, o pequeno grupo teve a ingrata surpresa de ser seguido por policiais militares. Mesmo tentando despistar a vigília ostensiva e inexplicável, outras equipes de policiais em suas motocicletas e até na ...

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A pesquisadora Ana Flávia Magalhães Pinto no Instituto Central de Ciências (ICC), da Universidade de Brasília (Foto: Arquivo Pessoal)

20 de Novembro e a defesa de nossos melhores sonhos de liberdade

Em algum momento entre 1962 e 1976, o poeta afro-gaúcho Oliveira Silveira encarou suas angústias acerca da gravidade dos vazios históricos produzidos pelo racismo brasileiro e deu ao mundo o poema “Pobre Menino Preto”. Os versos publicados no livro "Praça da Palavra" reconstroem as tentativas frustradas de uma criança negra para associar sua imagem às dos heróis disponíveis à época: “brincando com a turma: / se imagina mocinho / não cola / os mocinhos são brancos / como os outros”. Ao querer se inventar Tarzan, é logo derrubado do galho por quem o vê apenas como “chita / macaco / chimpanzé / orangotango”. Não fosse tudo isso cruel o bastante, faltava a ele repertório para defender seu íntimo desejo de ser: “não pode brincar de Zumbi / ou Toussaint-Louverture / porque são heróis de verdade / que ninguém conhece / nem ele mesmo nunca ouviu falar”. O menino com o qual Oliveira ...

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Divulgação

Novembro, mês da Consciência Negra, e a rede dos Historiadorxs Negrxs promove jornada para pensar os 18 anos da Lei 10639/03

Em janeiro de 2003, foi promulgada a Lei Federal n. 10.639, instituindo a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-Brasileira e Africana nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio. Em janeiro de 2021, a legislação completará 18 anos. Atingirá a maioridade. E também já nos deixa um legado de experiências e perspectivas para sua defesa e ampliação. Temos diante de nós um debate profícuo. Fato marcante e desafiador na história da educação e na luta antirracista no Brasil, a implementação da lei será objeto de reflexão da Jornada do Novembro Negro: legados e perspectivas da lei 10.639/03, que ocorrerá nos 4, 5 e 6 de novembro de 2020, antecipando a celebração do aniversário. Organizado pela Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros (HistoriadorXs NegrXs), o evento promoverá reflexões sobre os desafios epistemológicos relacionados ao ensino de História da África e Cultura Afro Brasileira, além de relatos ...

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Divulgação

Rede de Historiadoras Negras e Historiadores Negros inaugura coluna “Nossas Histórias” no Portal Geledés

Sabemos que já foi confortável defender: “Os negros não são gente. São coisa. Não têm alma. Não pensam!” Houve também quem dissesse: “Os negros não têm história!” Teve depois quem assegurasse: “Faltam fontes confiáveis para que se escreva a história dos negros!” Todas essas são expressões de uma matriz de sentido por meio da qual homens e mulheres negras não teriam assegurado nem sequer a condição de tema para a reflexão sobre a experiência humana ao longo tempo.  O racismo é perigoso porque autoriza e investe na naturalização de sequestros da Humanidade de indivíduos e grupos discriminados. Isso, por consequência, faz com que seja possível até mesmo se cegar para como tais pessoas tornam possíveis suas vidas, produzem vastos repertórios de experiências que são compartilhadas entre gerações, estabelecem permanências e dão a medida de si e dos outros no convívio social.  Mas, apesar dessas violências que geram silenciamentos e sub-representações, ...

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