domingo, setembro 19, 2021
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Confira a cobertura do Portal Geledés na 14ª edição da Feira Preta.

Aconteceu neste domingo (13)  a 14ª edição da Feira Preta,  no Palácio de Convenções do Anhembi em São Paulo, e contou com muita gente bonita, afroempreendedorismo, literatura, empoderamento, cultura negra e muita comida boa.

Por Natália Sena do Portal Geledés

Mais uma vez a Feira Preta proporcionou um encontro de diversas tribos em um único evento, reafirmando sua proposta, conforme afirmou Adriana Barbosa, gestora da Feira Preta: “Do ponto de vista do que a gente se propôs a fazer, deu super certo. A ideia foi justamente esta, unir diversas pessoas de diversas tribos, porque, quando a gente fala de  tema ligado a cultura negra  ele é um tema muito diversificado, são “N” assuntos. E acho que de alguma forma a Feira Preta meio que proporciona este encontro desses diversos assuntos, das varias culturas negras”.

Neste ano o tema da Feira Preta foi o amadurecimento do afroempreendedorismo, reunindo diversos empreendedores que divulgaram marcas e produtos nas áreas da  beleza, literatura, moda, acessórios e culinária de ótima qualidada.  Alguns destes empreendedores deram uma palavrinha sobre a importância de um evento como a Feira Preta para empreendedores negros e negras:

” Afroempreendedores tem que ter grandes empresas, tem que estar liderando grandes equipes, e  é o que eu vejo, esse crescimento cada vez maior ” – Samuel Calmon, proprietário da Just Kidding Wear .

 ” Há dez anos eu participo da Ffeira, que aumenta cada vez mais e dá mais visibilidade para a criatividade das pessoas. E acho que a tendência é continuar a crescer” – José Benedito, proprietário do Tambores Zé Benedito .

Para Esmeralda Ribeiro, do Quilombhoje Literatura, a Feira Preta é uma oportunidade de divulgação da produção literária afro-brasileira para negros e também para não negros, pois “através deste evento conseguimos divulgar um pouco mais produção de escritoras e escritores afro-brasileiros.

Uma das novidades da Feira foi o Espaço Preta Digital que reuniu pessoas que estão produzindo conteúdos na internet sobre negritudes, feminismo negro, africanidade etc. Segundo Juliana Gonçalves, uma das organizadoras do Espaço,”ele surge da vontade de promover o diálogo, o olho a  olho das vlogueiras/blogueiras e o publico em geral, uma demanda que percebemos do público para conversar com pessoas que seguem no espaço virtual. Nós conseguimos  fazer isso, tivemos vários encontro e conseguimos abordar vários temas,  desde amor até acesso à tecnologia e como tudo isso vai para a internet, como reverbera na vida de quem produz e nas pessoas. Acho que o Preta Digital foi um sucesso, pois conseguiu cumprir o papel de fazer o , diálogo sair do espaço virtual e ir para o campo real”, o que causou muita emoção pois pessoas que tem seguidores no Facebook ou YouTube, ou que seus textos são lidos e comentados nos blogs tiveram um diálogo presencial, a partir de assuntos comum a todos nós, e participaram atentamente e ativamente das palestras.”

Como nas edições anteriores, a Feira Preta reuniu um público diversificado, de crianças aos mais velhos, que aproveitaram todos os espaços do evento. Para Nataly Neri, “as vezes as pessoas desvalorizam eventos que focam a estética negra  por acharem que talvez seja um mero espaço de consumo. Mas não é , aqui a gente está consumindo identidade, estamos nos identificando com outras pessoas. Este tipo de espaço é muito importante para conseguirmos juntar as pessoas que estão produzindo cultura negra, para pessoas negras , dentro de São Paulo, e que as vezes não conseguimos encontrar.” 

Confira a galeria de imagem do publico da Feira Preta 2015:

 

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