Avalia Cuba em Genebra Ano Internacional de Afrodescendentes

Por Fausto Triana, enviado especial

 

Genebra, 3 mar (Prensa Latina) Cuba avaliou no Conselho de Direitos Humanos (CDH) das Nações Unidas a celebração do Ano Internacional dos Afrodescendentes, mas lamentou que ainda os avanços estejam longe das expectativas da Conferência de Durban.

Em uma intervenção durante a 16 sessão do CDH aqui, o delegado cubano Luis Alberto Amorós recordou que Durban marcou uma meta transcendental na luta pela igualdade de direitos entre todos os seres humanos.

No entanto, recordou que depois de 10 anos do encontro na cidade sul-africana, “lamentamos que os avanços no tema não se correspondam com as expectativas da comunidade internacional”.

Pelo contrário, ressurgem novas e mais sofisticadas formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância. Persiste a criação de associações e partidos políticos com uma plataforma racista, xenófoba e anti-imigrante, acrescentou.

O diplomata afirmou que é conhecido que nos países do Norte rico e industrializado é onde esse flagelo se manifesta com maior incidência e impunidade.

“É imperioso suprimir as causas arraigadas que geram o racismo, a discriminação e a crescente xenofobia. Requer-se também estabelecer uma nova ordem econômica internacional baseado na equidade, a solidariedade e a justiça social (…)”, apontou.

Amorós ressaltou que para Cuba este é um assunto muito profundo em virtude das raízes africanas que nutrem sua identidade e cultura.

Destacou que a Revolução cubana introduziu profundas transformações sociais, econômicas e políticas que permitiram erradicar toda forma de discriminação de caráter institucional sem exceções na sociedade.

 

Fonte: Prensa Latina

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