sexta-feira, outubro 7, 2022
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Eu sou… Hipólita! Território Lovecraft e a contemporaneidade jazz afrofurista revolucionária de Sun Ra

A série televisiva “Território Lovecraft” tem gerado uma série de reflexões e discussões acerca de suas problematizações sobre o racismo enquanto elemento fundante e característico dos Estados Unidos da América e, principalmente, dos processos de resistências das populações afrodescendentes em meio a esta realidade. Baseada no livro de mesmo nome, do autor Matt Ruff, que desenvolve uma ressignificação  das principais características da estilística ficcional de H. Lovecraft  – um escritor orgulhoso de seu racismo e misoginia – ao buscar construir os personagens centrais de seu romance enquanto negros, pessoas das mais variadas subjetividades e gêneros, em uma luta constante contra o maior e verdadeiro monstro do Cthulhu (1), que seria o racismo em suas mais variadas formas e infinitos tentáculos. 

Nesse sentido, fazendo-se na série ser comum a apresentação de expressões culturais e políticas afrodiaspóricas – em geral à partir de suas ocorrências e influências em território norte-americano, país em que se faz desenvolver a trama – como exemplos de práxis antirracistas que perpassam e influenciam de geração em geração as ações de resistências dos personagens ante as situações em que acabam sendo expostos, vivenciando direta ou indiretamente as inequidades raciais de sua sociedade (2). Um processo de narrativa ficcional constante por toda obra, mas que em seu sétimo episódio “Eu sou” teve como recorte principal o desenvolvimento e aprofundamento dramático da personagem Hipólita com o seu “eu verdadeiro interior”, a partir da busca pelo seu equilíbrio, do seu centro enquanto ser humano pleno e ciosa de sua construção enquanto sujeito histórico de mulher africana em diáspora e das inúmeras possibilidades de referências, vivências, experimentações e completudes que tal condição lhe faculta.

Percepção  de redescobrimento histórico, cultural e pessoal, de sua própria humanidade que faz-se representar no episódio a partir de uma série de viagens temporais, que Hipólita realiza para se libertar dos limites da prisão ao qual se encontra, em que as barreiras do tempo e espaço não se dobram, mas sim se estendem e tornam-se una, entre passado-presente-futuro que se realizam e influenciam-se mutuamente, dialeticamente, ao redor e à partir da interioridade da personagem em destaque, na sua busca de descobrir o seu lugar no universo, numa sequência de deslocamentos temporais que, um a um, vão constituindo um crescente da visão crítica de Hipólita sobre si mesma e do mundo a sua volta, até o momento da epifania em que ela toma consciência, desenvolve a autopercepção de que é uma representação, ao mesmo tempo ínfima e total do próprio universo. O afrofuturismo é o elemento cultural e político utilizado para o desenvolvimento de uma discursiva crítica e reflexiva contra a estrutura racista não só dá sociedade norte-americana, mas dá chamada sociedade ocidental como um todo.

E dentre as inúmeras citações e homenagens a personalidades que influenciaram ou influenciam a constituição do conceito afrofuturista, desde Josephine Barker a Beyoncé, o ideário conceitual e político do músico Sun Ra – caracterizado por uma constante artística-musical e estética visando a libertação das pessoas negras das amarras racistas que buscam definir, diminuir e, em último caso, destruir as possibilidades de infinitos destinos que essa tomada de consciência étnica-racial e historicidades poderia gerar aos afrodescendentes de todo o mundo (SUN RA, 1981) – foi o referencial teórico base do episódio (3). 

Herman Hoble Blount, Le Sony’r Ra, o filho do sol Sun Ra, foi um jazzman multifacetado, poeta e filósofo, nascido em Birmghan-Alabama, uma das cidades símbolos do racismo norte-americano, em 1914 e falecendo na mesma localidade em 1993, após ter desenvolvido uma das obras artísticas mais instigantes e revolucionárias do século XX. Em suas vivências cotidianas com o racismo, Sun Ra começa a perceber os efeitos limitadores que este causa as populações negras, infligindo traumas e distorções ao psicológico e ao processo de autovalorização histórica e cultural destas populações enquanto legado primordial da humanidade. Procurando a partir desta percepção desenvolver obra artística que respondesse a tais situações, o que lhe estimula fazer ilações com os trechos bíblicos que destacam os processos de revoluções e libertações dos oprimidos ante a sistemas aparentemente invencíveis, além de buscar referências em expressões artísticas que considerava fora dos padrões estéticos eurocêntricos, ao desenvolver suas próprias estilísticas que confrontavam as ortodoxias estabelecidas. Nesse sentido, as influências das gravações de jazz enquanto peças musicais conscientes de seu valor e simbolismo artístico das orquestras de Fletcher Henderson e Duke Ellington (4), os blues (en)cantados de Bessie Smith também acabam incorporados enquanto referências que moldariam aquilo que viria a ser a base de sua obra afrofuturista. 

Um processo de autoconhecimento que o levou a renegar, em meados dos anos 1950, o seu nome de batismo por este ser referente a uma pessoa que ele não conhecia, não sabia quem era. Tal negação a um nome que considerava uma forma de identificação e controle de uma sociedade ainda escravagista e totalitária, acaba sendo o seu primeiro manifesto público em não se deixar pautar ou moldar por um sistema que o nega ou repudia em sua própria essência humana, animalizando-o para melhor controlar e ao mesmo tempo preservar as estruturas ideológicas e sociais da sociedade ocidental. 

Desde sua mudança para Chicago na década de 1940, passa a exercer uma influência ao cenário musical local, causando uma áurea de perplexidade e estranhamento a sua maneira de tocar e improvisar os blues, tocando órgão/piano foras das estruturas delimitadas e esperadas do que era considerado enquanto “canções descartáveis”, produtos de massa voltado ao mercado de consumo afro-americano. Assim maturando, lapidando a gênese do que viria a ser o seu jazz de vanguarda, que toma forma a partir da década de 1950, (SUN RA, 1957) já em diálogo com as liberdades criativas, intelectuais e políticas do bebop, sem esquecer a incorporação de vestimentas e símbolos dos deuses do Antigo Egito para a composição de sua estética artística e pessoal, ao se conectar e revisar os saberes ancestrais africanos enquanto referenciais para reconstrução de sua persona humana, verdadeiramente livre, afrocentrada em sua potencialidade transformadora da realidade-mundo a sua volta. Não mais de acordo com o que lhe era apresentado como definição do que é ser negro e de como, a partir disso, deveria se dar as suas vivências e interações sociais, mas sim a partir das descobertas de sua própria condição de humanidade, livre de preconceitos instituídos ou das amarras impostas pelo racismo (SUN RA, 2017, 1961, 1956).

Um discurso artístico-estético e político que passa a ser exercido cotidianamente quando se muda para Nova York em meados dos anos 1960 (SUN RA, 1968, 1966) e passa a usar suas vestimentas afros em seu dia-a-dia, tornando-se figura pública de uma expressão de vida que valorizava a redescoberta e ressignificação de elementos culturais africanas em uma nova forma de africanidade, em plena efervescência pelas lutas dos “direitos civis” nos Estados Unidos. Tudo relacionado a obra musical de Sun Ra e sua arkestra solar intergaláctica passa a ser minuciosamente planejado e articulado por esse viés de africanidade viva, moderna e revolucionária (racial e politicamente), desde as capas dos álbuns – enquanto elemento estético de reprodução e primeira visualização das temáticas apresentadas em suas músicas, nessa perspectiva ampliando a noção e conceito artística dos Long Plays (LPs) para além de simples produtos de massa descartáveis e supérfluos -, da organização dos shows e sua postura de palco, da composição e ordenamento das faixas ao longo do disco sonoro, do seu discurso apresentado e desenvolvido através de entrevistas e compilações, cada passo de sua carreira é minuciosamente articulado e planejado para o combate político, através de sua arte, de um sistema que visava destruir (5).

Uma ojeriza a esse ordenamento social e cultural eurocêntrico que o faz se autodeclarar enquanto um “Deus da raça” oriundo do planeta Saturno, visando contribuir para a libertação total e irrestrita dos povos africanos e seus descendentes espalhados pela Terra. A cosmologia de sua obra passa a usar a simbologia  de Saturno para ratificar a não pertença dos povos africanos e da afrodiáspora a “ordem vigente – de racismos e preconceitos – do planeta Terra”, relacionando estas populações a uma busca por um outro mundo de possibilidades, sem limites de se viver e conviver de acordo com padrões outros de sociabilidades, longe dos referenciais de normalidades e controle característicos da sociedade ocidental (6). Para isso devendo aos africanos e seus descendentes tomar consciência de sua condição de permanência escrava  ante um sistema com instrumentos e meios de dominação que vai muito além das opressões físicas ou simbólicas historicamente constituídas, mas sim por formas de sutilezas de controle, como os da alienação ancestral e histórica, da destruição dos laços de pertença e identidades, destruição do seu eu psicológico e naturalização de sua “inferioridade” humana ante ao seu opressor “branco ocidental”. O que nos remete ao episódio de Lovecraft Country, quando Hipólita no momento em que se afrocentra enquanto ser humano completo, enquanto um – literalmente – universo de possibilidades infinitas de você se tornar aquilo que quiser, é inserida uma voz ade fundo a cena, como se o cosmos estivesse dialogando diretamente com a própria personagem, ao mesmo tempo em que potencializa a dramaticidade do momento para o telespectador, batizando-a em seu renascimento, em seu reencontro consigo mesma. Essa voz celestial é a de Sun-Ra(7), discorrendo sobre como o negro não existe de fato, sendo uma invenção oriunda dos padrões de limitação  constituídos e sistematicamente reforçados para a sua alienação humana e dominação social (SUN RA, 1974).

“Eu não sou real, sou que nem você. Você não existe nessa sociedade. Se você existisse, seu povo não estaria exigindo direitos iguais. Você não é real. Se fosse, você teria importância perante as nações do mundo. Então nós dois somos mitos. Não venho até você como a realidade, mas como um mito. Porque é isso que os negros são. Mitos.” (SUN RA, 1974).

Uma construção de cena que termina com Hipólita orgulhosamente ciente de si e de sua historicidade, livre de suas amarras, sem limites ou pudores em buscar viver a vida, socialmente e historicamente consciente de sua condição duplamente revolucionária enquanto descendente africana e mulher, que não mais será curvada ou se deixará enganar ante as artimanhas racistas e machistas que a cercam(8).  Não sendo por acaso que neste episódio em especial, Hipólita, na busca por se auto reconhecer e libertar-se de seus grilhões de dominação, tenha que viajar temporalmente para dentro de si, entre passado e futuro a cada vez que grita “Eu sou Hipólita!”, iniciando a sua jornada de desafios-aprendizados para poder finalmente tornar-se livre em seu tempo presente, pronta para desestruturar os alicerces da estrutura racista norte-americana. Um desenvolvimento estilístico e político da narrativa apresentada por todo o capítulo, mas, também, ao mesmo tempo um diálogo direto e de reconhecimento ao legado artístico e ativista da obra de Sun Ra. O que explica a escolha de sua obra para subsidiar essa temática de autoconhecimento, renascimento e libertação perpetrada por Hipólita, relacionando-a à uma busca constante para que as populações negras do mundo não se moldassem e se deixassem controlar e serem definidas pelos padrões e limites impostos, além de sistematicamente reforçados, pelo racismo eurocêntrico do mundo ocidental que visam a alienação humana destas pessoas.

Artista que do blues ao jazz desenvolveu música de anunciação a um novo tempo de tolerância e igualdade, para que esta reverberasse ao universo a libertação de seu povo (SUN RA, 1981). Finalmente livres e plenos em suas humanidades. Do “homem estranho” do jazz a um dos pilares referenciais do afrofuturismo, que legado melhor para a obra de Sun Ra poderia haver? Mais vivo e contemporâneo do que nunca, em sua cosmologia sonora afrodiaspórica sem fim. E para desespero dos Lovecrafts contemporâneos, não há monstro do Cthulhu que impeça o eterno play the jazz do “homem de muitos nomes”, do revolucionário das estrelas! 

A música nunca para!





Notas Biliográficas: 

(1) Universo ficcional de terror cósmico e fantasia – criado pelo escritor H. P. Lovecraft (20 de Agosto de 1890 – 15 de Março de 1937), apresentado no conto “O chamado de Cthulhu” em 1928 – habitado por monstros demoníacos e entidades cósmicas representantes de um grande mal ancestral, tendo como sua entidade mais famosa o monstro Cthulhu. Tornou-se um universo de fantasia em expansão aberto e compartilhado para qualquer autoria que nele deseje desenvolver seus dotes literários e artísticos. Atualmente é um dos elementos referenciais da cultura pop mundial, em especial das suas vertentes de  horror e fantasia.

(2) Território Lovecraft utiliza vários elementos – filosofia, religiosidade, obras literárias, visuais e musicais, expressões estéticas e imagéticas, fatos e perspectivas históricas – da diáspora africana para desenvolver sua temática radicalmente antirracista, pró negritude, com cada capítulo sendo baseado em diferentes referenciais de negritudes que acabam refletindo nas atitudes dos personagens em seus enfrentamentos contra atos racistas ou em suas reconstruções enquanto seres humanos afrocentrados

(3) Nesse sentido a influência da obra de Sun Ra para a constituição do que viria a ser definido enquanto afrofuturismo, baseia-se em seu conceito artístico-filosófico de que para os africanos e seus descendentes se libertarem da sua condição de escravo, devem-se libertar da construção conceitual de negro, inventada e condicionada, enquanto uma e verdadeira, pelo racismo ocidental que comumente lhe são impostas. Para a partir dessa negação ao sistema, buscar romper com os limites e padrões estabelecidos, assim reconfigurando o que é ser um negro, um ser humano em constante diáspora, socialmente explorado e marginalizados nas sociedades em que se encontram inseridos, visando a construção de novas ordens, de novas possibilidades de vivências, de novas possibilidades de mundo.

(4) Influência esta que acaba por homenagear na sua versão para o clássico “Take the a train” de Duke Ellington, apresentada com a sua arkestra no Festival de Jazz de Montreux em 1976, levando, através de sua concepção artística, a música de seu mestre para as estrelas. https://www.youtube.com/watch?v=k341z3dsXy4

(5) Influência seminal para artistas como George Clinton e seu combo – funk/soul/rock psicodélico – FunkadelicParliament, ou da incorporação de um homem espacial interagindo as realidades terrenas como proposto por David Bowie em suas personagens cósmicas, em especial Ziggy Stardust, como elemento artístico-estético da música pop

(6) Como ser que veio de “outra realidade”, acabou por ressignificar a noção e apropriação de espaços, por isso debatendo e divulgando suas ideias e pensamentos de maneira não tradicional ou ortodoxa, com isso tornando pública a sua postura em não aceitar ser classificado ou medido por qualquer referencial constituído e validado por um sistema opressor as existências e vivências das populações negras no mundo ocidental. Um revolucionário, mesmo entre os revolucionários do bebop e do free jazz, não por acaso sendo uma das principais influências políticas e estética dos Partido dos Panteras Negras e dos movimentos Black Power e Black is Beautiful.

(7) Diálogo retirado do filme “Space in the place” (1974), quando Sun Ra em meio a uma roda de conversa com jovens negros, têm a sua própria negritude, a sua condição de homem negro, motivo pelo qual desenvolve a fala que destacamos no corpo de nosso texto, destacando que por mais bem intencionada que fossem as suas práxis revolucionárias elas ainda eram oriundas de um sistema social e cultural que acabava por delimitar as concepções e definições do que é ser um(a) negro(a) verdadeiro(a), sendo necessário romper esse controle do sistema sobre as populações negras do mundo, para isso devendo ser redescobertas e valorizadas as ancestralidades e saberes africanos, ressignificados as resistências e embates antirracistas do mundo moderno contemporâneo.

(8) Mesmo em um relacionamento feliz, com George Freeman, um companheiro social e racialmente consciente da condição de subcidadania das populações afrodescendentes não só nos Estados Unidos mas como em todo o mundo, Hipólita vivia sobre o julgo de uma sociedade que reproduz e impõe as suas populações afrodescendentes normativas e ordenamentos que não condizem com as ancestralidades de parentesco, solidariedade e pertença das culturas africanas, sejam elas de linhagem matriarcais ou patriarcais, o que para ela representou uma vida inteira de apagamento e alienação de sua própria humanidade, subjetividades e anseios para manter intacta a hierarquia de gênero que sobrepõe a figura masculina-paterna ante a figura feminina-materna, ao mesmo tempo que impede que estas populações de origem africanas conectem-se as suas origens e referenciais milenares de sociabilidades harmônicas e de coletividade baseadas nas filosofias Ubuntu e Sankofa, o que poderia representar uma antítese ao machismo – um dos alicerces principais da estrutura reprodutiva e de sustentação do sistema racista das sociedades ocidentais – e ao mesmo tempo representar um processo de recuperação destas tradições familiares de origem africanas enquanto exemplos de resistências antirracistas em nossa modernidade contemporânea.

Referências audiovisuais:

SUN RA. Spaceship Lullaby – Chicago 1954-60. Gravadora/Selo Musical: [Merlin] Virtual Label LLC (em nome de Enterplanetary Koncepts); BMI – Broadcast Music Inc., CMRRA, Rumblefish (Publishing), Sun Ra LLC (music publishing), Exploration Group (Music Publishing). (2017). In: https://www.youtube.com/watch?v=qmtGc980QXw, acessado em 05/10/2020.

SUN RA. American Black Journal. Sun Ra. 1981. In: https://abj.matrix.msu.edu/videofull.php?id=198-733-51, acessado em 05/10/2020.

SUN RA. Thake the a train. SUN RA MONTREUX (II) – 1976. In: https://www.youtube.com/watch?v=k341z3dsXy4, acessado em 09/10/2020.

SUN RA. Space is the place. [Movie]. 1974. In: https://www.youtube.com/watch?v=bCalqwsicls, acessado em 04/10/2020.

SUN RA. Sun Ra And The Arkestra – Sound Of Joy. Gravadora/Selo Musical:
Delmark Records, 1968. In: https://www.youtube.com/watch?v=ovUUlNkcbpY, acessado em 05/10/2020.

SUN RA & HIS SOLAR ARKESTRA. The Magic City. 1966. In: Gravadora/Selo Musical: Saturn Research. In: https://www.youtube.com/watch?v=YDd9bSSos4M, acessado em 05/10/2020.

SUN RA. The Futuristc Sounds Of Sun Ra. Gravadora/Selo Musical: Savoy Jazz (1961): In:  https://www.youtube.com/watch?v=kG5f2w-K5jo, acessado em 05/10/2020.

SUN RA. Sun Song. Gravadora/Selo Musical: Delmark,, 1993 (1956). 

Christian Ribeiro, mestre em Urbanismo, professor de Sociologia da SEDUC-SP, doutorando em Sociologia pelo IFCH-UNICAMP, pesquisador das áreas de negritudes, movimentos negros e pensamento social negro no Brasil. 
** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE DO DEBATE NA SOCIEDADE. 
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