“Não existem favoritos. Vamos lutar até o final”, diz Vilma Reis sobre candidatura do PT

“A gente tem que fazer o debate até o fim e disputar voto a voto no diretório”, afirma a pré-candidata à Prefeitura de Salvador

Por Jones Araújo e Osvaldo Lyra, Do MI

Vilma Reis - mulher, negra, de dreads, usando blazer beje e batom vermelho- olhando para frente
(Foto: José Eduardo Bernardes/Brasil de Fato)

Uma das pré-candidatas do PT para disputar a Prefeitura de Salvador, a socióloga Vilma Reis, disse em conversa com o Portal M! que não existe favoritismo na disputa pela vaga. Segundo a socióloga, ela está firme e que vai lutar até o fim para ser candidata ao Palácio Thomé de Souza.

O diretório municipal do PT tem um debate virtual marcado, para este sábado (25), antes da escolha do candidato, que deve acontecer no domingo (26), dentro do encontro remoto que faz parte do Processo de Eleições Diretas (PED) do partido.

“Na minha visão não tem favorito. A gente tem que fazer o debate até o fim e disputar voto a voto no Diretório. Passando o domingo nós iremos seguir a agenda política. Nós precisamos além de ganhar o Executivo, ter uma bancada forte e expressiva de vereadores capazes de fazer o enfrentamento e a cidade ser devolvida ao povo”, afirma.

Ainda conforme a pré-candidata, o time dela tem muitas vitórias acumuladas.

“Conseguimos que o PT tivesse candidaturas próprias e que abrisse pela primeira vez a questão racial no topo do poder. O debate é o constrangimento por nós termos uma linha de poder dentro da esquerda que é toda branca. Nós botamos essa agenda sobre equidade racial no campo de poder na esquerda que não tem volta”, disse a pré-candidata.

Vilma fala também que diante a pandemia do coronavírus, Salvador está abandonada. “Não é possível mais não ter controle social, não ter um tipo de ação política institucional de incidência política em Salvador, porque diante da tragédia da Covid-19, a gente está vendo o estado de abandono da cidade. Você vê uma cidade que está na margem, as pessoas não tem políticas sociais de verdade. Esse é o abandono de décadas e a gente tem que ultrapassar esse portal”, finaliza.

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