No ano internacional do afro-descendente, CUT realiza 1º de Maio Brasil-África

 

A CUT-SP vai comemorar o 1º de Maio – Dia do Trabalho – deste ano com o evento “Brasil-África: fortalecendo a luta dos trabalhadores” a ser realizado no período de 25 de abril a 1º de maio de 2011.

A CUT-SP vai comemorar o 1º de Maio – Dia do Trabalho – deste ano com o evento “Brasil-África: fortalecendo a luta dos trabalhadores” a ser realizado no período de 25 de abril a 1º de maio de 2011. As comemorações incluem várias atividades – seminário internacional, curso de capacitação, oficinas culturais, exposição de livros, obras de arte, exibição de filmes, apresentação de manifestações culturais afrobrasileiras, gastronomia, shows e ato inter-religioso privilegiando as religiões de matriz africana. Esses eventos culminarão com uma grande manifestação na data de 1º de Maio, que será realizada no Parque da Independência, no Ipiranga, em São Paulo. Essa iniciativa envolve parcerias com inúmeras instituições publicas e privadas e tem por objetivo contribuir para a aproximação do Brasil com o continente africano e valorizar, além das questões históricos e culturais. Com isso chamaremos a atenção e mostraremos um pouco da riqueza que constitui a matriz africana no Brasil e a importância das relações e integração com as/os trabalhadores e a população dos países desse continente.

Nesse sentido, esse importante evento espelha-se nas diretrizes nacionais da CUT visando o desenvolvimento sustentável e a articulação de políticas de crescimento econômico e valorização do trabalho com políticas de distribuição de renda, geração de emprego e renda, geração de emprego decente, inclusão social e democratização das relações de trabalho, em âmbito local, regional e nacional. Ainda, no que diz respeito à política externa, ela tem se baseado nos princípios da complementariedade e solidariedade ativa, principalmente entre as economias emergentes e em desenvolvimento; estabelecida com base no respeito à soberania de cada nação, visando ampliar a agenda global e a democracia em âmbito internacional.

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Portanto, o evento apresentase como o inicio de uma ação que deve ser continuada. “A proposta é ir além da tradicional confraternização entre os trabalhadores que, evidentemente, é importante. Mas dar um primeiro passo para refletirmos sobre nossa condição de país afrodescendente e aprofundarmos nossos intercâmbios internacionais a partir de nossas lutas e conquistas. Somamos, hoje, mais de 90 milhões de afrodescendentes, segundo dados do IBGE, e essa consciência ainda não está presente na totalidade de nossa população. Além disso, os países africanos, que estão na raiz de nossa origem, são pouco conhecidos em sua dimensão histórica, institucional, econômica, social e cultural”, afirma Adi dos Santos Lima, presidente da CUT/SP. Os países que participarão das comemorações do 1º de Maio são: Togo, Zimbábue, Nigéria, Senegal, Cabo Verde, África do Sul, Gana, Benin, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Brasil. As nações africanas foram convidadas obedecendo ao critério de relacionamento entre as centrais sindicais e a CUT e também ao fato de algumas integrarem a comunidade de língua portuguesa.

É importante lembrar, ainda, que 2011 foi estabelecido pela Assembléia das Nações Unidas como o “Ano Internacional do Afrodescendente”, com o objetivo de “homenagear os povos de origem africana em reconhecimento à necessidade de se combater o racismo e as desigualdades econômicas e sociais. É também um reconhecimento pela enorme contribuição cultural e econômica dos descendentes de africanos em todo mundo”, diz o documento da ONU que oficializou o tema. O Brasil vem registrando muitos avanços na superação das desigualdades étnico-raciais, em especial em relação à população afrodescendente. Um passo importante foi a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial.

 

Fonte: RaçaBrasil

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