terça-feira, julho 14, 2020

    Tag: Afro-americanos e suas lutas

    O autor James Baldwin (Foto: Allan Warren)

    James Baldwin, o grande crítico do sonho americano

    “Quando você estava começando como escritor, sendo negro, pobre e homossexual, deve ter pensado: ‘Nossa, quão desfavorecido se pode ser?’, afirmou certa vez um apresentador de talk show ao entrevistar James Baldwin. Sem pestanejar, ele respondeu: “Não, eu achei que tinha tirado a sorte grande. Era tão ultrajante que eu tinha de achar um jeito de usar aquilo”. Neto de um escravo, Baldwin nasceu em 2 de agosto de 1924 em um hospital no Harlem, bairro negro de Nova York para onde sua mãe, Emma Berdis Jones, havia acabado de se mudar, após deixar o pai biológico do escritor por conta de seu vício em drogas. Três anos depois, ela se casaria com o pastor evangélico David Baldwin, que daria ao autor seu sobrenome, oito irmãos e uma conturbada relação: para agradá-lo e, ao mesmo tempo, desafiá-lo, começou a pregar em uma igreja diferente da dele aos 14 anos. Aos 18, deixou ...

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    Elizabeth Eckford chega na escola Little Rock Central High School sob ataques de estudantes racistas, em 1957 (Foto: Will Counts/Divulgação)

    O que aconteceu com Hazel Bryan – hoje com 75 anos – que personificou o racismo em uma das fotos mais famosas da história

    O preconceito e o horror humano podem ter muitas faces, e uma delas sem dúvida é a da americana Hazel Bryan. Ela tinha somente 15 anos quando protagonizou uma das mais icônicas e abomináveis imagens da luta pelos direitos civis nos EUA. A foto mostra Hazel tomada de ódio, gritando contra outra personagem determinante dessa dura época – essa, porém, do lado certo da história: foi contra a presença de Elizabeth Eckford, uma das primeiras estudantes negras a estudar em uma escola integrada no sul dos EUA, que Hazel esbravejou – e uma foto, tirada por Will Counts, imortalizou o exato instante, como o retrato de uma época que nunca deveria ter existido, de uma sombra que insiste em não desaparecer. A icônica foto (Foto: Will Counts/Divulgação) A foto foi tirada no dia 04 de setembro de 1957, na Little Rock Central High School, quando a ...

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    ‘Voltei do Brasil decidido: me tornaria um escritor’, diz Colson Whitehead

    Vencedor das mais recentes edições dos prêmios Pulitzer e National Book, como melhor livro de ficção, “The underground railroad — Os caminhos para a liberdade”, lançado agora no Brasil, não teve um parto fácil. A ideia de uma narrativa centrada nas terríveis relações étnicas nos EUA já estava na cabeça de Colson Whitehead antes mesmo de ele publicar seu primeiro livro, “A intuicionista”, em 1999. Mas o autor não se sentia preparado para a tarefa. no Extra Globo Recém-saído da Universidade de Harvard, Colson se empregou como crítico de TV no já decadente “Village Voice”. O ano era 1994, e os colegas do semanário o incentivaram a deixar o batente de lado, colocar uma mochila nas costas e visitar o outro país de dimensão continental das Américas cuja economia fora sustentada durante séculos por trabalho escravo. A visita ao Brasil e, especialmente, a releitura, anos depois, de “Cem anos de ...

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    Ninguém a convidou para formatura, então ela decidiu levar sua carta de aceitação em Harvard como parceiro

    O que a jovem americana Priscilla Samey viveu recentemente poderia se tornar um trauma de sua juventude: para seu baile de formatura, uma instituição social importantíssima na cultura americana, Priscilla não foi convidada por nenhum rapaz. no Hypeness Os esforços acadêmicos de Priscilla, porém, foram recentemente recompensados por uma grande notícia: ela foi aceita em Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Ela então decidiu priorizar o que realmente importa, e não se abalar: conforme mostrou em seu Twitter, já que não conseguiu encontrar um homem que a aceitasse, ela levou para o baile a universidade que a aceitou. A internet, é claro, entrou em polvorosa, e parabenizou Priscilla por seus dois feitos: entrar em Harvard e saber muito bem o que é uma vitória de fato, e o que é uma derrota insignificante. Priscilla é a primeira geração americana de sua família filha de pais médicos imigrantes do Togo ...

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    Foto: Eli Burakian ’00

    Kaya Thomas criou um app que te ajuda a encontrar livros de autores negros

    A alfabetização da comunidade negra foi um dos gritos de mobilização o movimento pelos direitos civis nos anos 50 e 60 nos EUA. Uma das maneiras pelas quais o povo negro conseguiu resistir foi através das artes, e nossos autores e poetas são os melhores e mais brilhantes que esse universo tem para oferecer. Para apoiar a alfabetização e encorajar jovens e adultos negros a ler, Kaya Thomas criou um aplicativo gratuito para incentivar as pessoas a ler o trabalho de autoras e autores negros. We Read Too é um aplicativo de alfabetização cultural que exibe um diretório de mais de 600 livros de ficção infantil e juvenil escritos por autores não-brancos para leitores não-brancos, o que significa que, ao fazer o download, você não só está apoiando autores negros lendo seu material, mas você também estará apoiando uma jovem empreendedora negro no processo. O aplicativo permite que você navegue ...

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    Primeira juíza muçulmana e afro-americana dos EUA encontrada morta no rio Hudson

    Sheila Abdus-Salaam tinha 65 anos. Corpo foi retirado da água com roupas e sem sinais óbvios de agressão no DN O corpo da juíza Sheila Abdus-Salaam foi encontrado na madrugada desta quinta-feira a flutuar no rio Hudson em Nova Iorque, na zona de Harlem, revelou à imprensa norte-americana um porta-voz da polícia. A magistrada, que era a primeira mulher muçulmana e afro-americana nomeada para servir num tribunal dos Estados Unidos da América, tinha 65 anos e nascera em Washington DC. Fora nomeada para a mais alta instância judicial do Estado de Nova Iorque em 2013, pelo governador democrata Andrew Cuomo. Em comunicado, Cuomo lamentou a morte de Sheila Abdus-Salaam, que descreveu como uma "jurista de vanguarda cuja vida dedicada ao serviço público perseguiu sempre uma Nova Iorque mais justa para todos". Cuomo assinalou ainda: "Como primeira mulher afro-americana a ser nomeada para o tribunal de recurso do Estado, foi uma ...

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    Quadrigêmeos são aceitos juntos em Harvard e Yale e em outras universidades

    A família Wade, de Ohio, nos Estados Unidos, recebeu uma notícia para ser comemorada não uma, mas quatro vezes. no Folha Isso porque os quadrigêmeos Aaron, Nick, Nigel e Zachary foram todos aceitos em algumas das melhores universidades do país, incluindo Harvard e Yale. Foto: Reprodução/Folha O quarteto ainda não tem certeza sobre qual curso escolher, mas alguns dos irmãos já têm suas preferências. Aaron disse à publicação "Journal News" que gosta de Stanford, enquanto os outros tendem a ir para a Universidade Yale. As escolhas ainda vão depender da ajuda financeira oferecida por cada instituição. "É algo que nós não teríamos conseguido sem o apoio que tivemos ao longo da vida", disse Nick. Os irmãos Wade creditam boa parte da conquista aos pais e professores da escola Lakota East High School.

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    Série de fotos em P&B capta a experiência de ser negro na Chicago dos anos 1940

    Entre 1915 e 1960, mais de 5 milhões de afro-americanos migraram do sul dos EUA para o norte, num fenômeno que ficou conhecido como “A Grande Migração”. Segundo historiadores, ela aconteceu em dois períodos, sendo que o segundo se deu após a Grande Depressão, em 1929. Do Hypeness E lá por 1940, centenas de afro-americanos migraram para Chicago, que despontava como um grande centro industrial, com promessas de trabalho e uma vida melhor. “Pensei em vir para Chicago, pois lá poderia me afastar de um pouco do racismo e teria a oportunidade de fazer algo com meu talento. Não foi fácil, cara, mas foi muito melhor do que lá no sul, onde nasci”,  disse o pianista Eddie Boyd à Living Blue Magazine. O fotojornalista Edwin Rosskam, que trabalhava para a Farm Security Administration, foi o encarregado de documentar através de imagens todo esse processo. Foram diversas semanas andando pelas ruas ...

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    (Foto: AP Photo/Press-Register, John David Mercer)

    Hoje na História, 4 de abril de 1928, nascia Maya Angelou

    Escritora norte-americana, cujo nome de nascimento é Marguerite Johnson, nascida em 1928. Uma das temáticas recorrentes na sua obra gira em torno das pressões sociais exercidas sobre as mulheres afro-americanas. Após um percurso vivencial cujo itinerário se estende desde St. Louis e S. Franciscoaté ao Egito e ao Gana, publicou, em 1970, o romance, de cunho autobiográfico, Know Why the Caged Bird Sings com o qual alcançou notoriedade pública. O romance seguinte, GatherTogether in My Name , descreve não só a sua demanda de identidade mas a luta pela sobrevivência como mãe solteira. Seguem-se outros romances, igualmente de teor autobiográfico,nomeadamente All God's Children Need Traveling Shoes , ondeexamina a relação entre a África e a cultura negra na América. Autora de numerosos artigos literários e jornalísticos, escreveutambém diversas peças para o teatro e televisão bem comoalguns volumes de poesia, incluindo Just Give me a Cool Drink ofWater'fore I Die , ...

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    Museus prestigiam as artistas negras que a história esqueceu

    NATIONAL MUSEUM OF WOMEN IN THE ARTS, GIFT OF THE ARTIST; C. LOIS JONES MAILOULois Mailou Jones, "Ode to Kinshasa," 1972, mixed media on canvas, 48 x 36 in.   Edmonia Lewis No primeiro dia do Mês da História Negra, as boas pessoas do Google abençoaram a internet com um desenho em homenagem a Edmonia Lewis, a primeira mulher de origem afroamericana e indígena americana a ser mundialmente reconhecida como escultora de belas-artes. Lewis, que cresceu enquanto a escravidão ainda era legal nos Estados Unidos, ficou conhecida por suas esculturas de mármore de abolicionistas influentes e figuras mitológicas. Em parte porque ela criou todas suas esculturas à mão, hoje restam poucos originais ou reproduções intactos. Ela morreu em 1907, relativamente desconhecida, e até hoje é menos conhecida que muitos de seus contemporâneos homens e brancos. Esta homenagem merecida a Edmonia Lewis nos levou a pensar nas ...

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    (Foto: Imagem retirada do site DCM)

    Italo Calvino sobre a discriminação racial e a luta pelos direitos civis nos EUA. Por Camila Nogueira

    Os trechos abaixo foram retirados dos diários que Italo Calvino (1923 – 1985), escritor italiano nascido em Cuba, escreveu durante uma viagem que fez, no início dos anos 60, aos Estados Unidos. Qual a importância do dia 6 de março de 1960 para o senhor? É um dia que não esquecerei enquanto for vivo. Eu vi o racismo com meus próprios olhos, o racismo de massa, aceito como uma das regras fundamentais da sociedade. Presenciei um dos primeiros episódios de luta por parte dos negros sulistas – que terminou em uma derrota. Após décadas de completa imobilidade, os protestos por parte dos negros foram iniciados em um dos piores estados segregacionistas do país. Alguns obtiveram sucesso, sob a liderança de Martin Luther King, um ministro batista, adepto da não-violência. De que episódio estamos falando? A cena aconteceu no capitólio de Alabama. Os estudantes negros (da universidade negra) declararam que protestariam ...

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    Conheça as velhinhas que são melhores amigas há 70 anos

    É incrível ver uma amizade duradoura. É bom manter os amigos de antigamente, cultivas as amizades, alegrias, momentos e tudo o mais. Se você gosta dos amigos que tem desde o ensino médio, ou dos tempos de jardim de infância, imagina manter uma amizade por décadas! Por Lucas Fenrir, do Ultra Curioso  É o caso de Lil, de 99 anos, e sua melhor amiga Jane, de 102. As duas vovozinhas são amigas há mais de 70 anos! A história foi contada pela neta de Lil, chamada Kamari Copeland. Kamari é uma atriz, cantora e personal trainer que mora na Califórnia, Estados Unidos. Semana passada, ela postou um vídeo em seu Twitter, falando sobre a amizade das velhinhas. O vídeo já foi compartilhado mais de 50 mil vezes. my great grandmother who'll be 100 next month (on the right) & her best friend who is 102! 71 years of friendship ✨? pic.twitter.com/gZvhCiXa4v ...

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    SAO PAULO CADERNO 2/ CINEMA Cena do filme Eu não sou seu negro, de Raoul Peck FOTO DIVULGACAO

    ‘Eu Não Sou Seu Negro’ faz retrato sem retoque do racismo de ontem e hoje

    Precisão histórica e olhar crítico para contradições da sociedade americana marcam o filme Por Luiz Carlos Merten Do Estadão Raoul Peck pode não ser uma personalidade midiática, um autor pop como Quentin Tarantino ou Lars Von Trier, mas ele está marcando presença na Berlinale com dois filmes e uma intensa participação em debates e encontros. Sua grande preocupação tem sido evitar que se fale ao mesmo tempo sobre a ficção O Jovem Karl Marx e o documentário Eu Não Sou Seu Negro, indicado para o Oscar da categoria. Peck só concede entrevistas para falar separadamente de cada filme. Cabe ao interlocutor relacionar os dois. Por enquanto, só um está estreando no Brasil, nesta quinta, 16, e é o documentário. Ambos demoraram em torno de dez anos para se viabilizar. “No caso de Eu Não Sou Seu Negro, foi o período que demorei para adquirir os direitos de James Baldwin, mas, na ...

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    A polêmica sobre escravidão que levou a Universidade de Yale a mudar o nome de um de seus institutos

    Após anos de discussão, polêmica e protestos, a prestigiosa Universidade de Yale, nos Estados Unidos, anunciou que mudará o nome de um de seus institutos que homenageava um ex-vice-presidente americano escravocrata e supremacista branco. Da BBC Inscrições no prédio do Calhoun College em homenagem ao ex-vice-presidente dos EUA John C. Calhoun, fervoroso defensor da supremacia branca e da escravidão O Calhoun College, uma referência a John Calhoun, ex-senador da Carolina do Norte e vice-presidente dos Estados Unidos entre 1825 e 1832, passou a se chamar Grace Murray Hopper College, em homenagem a uma das mais importantes mulheres cientistas, pioneira na tecnologia da computação. John Calhoun, que se formou em Yale, foi senhor de escravos e dedicou boa parte de sua vida política à expansão da escravidão no sul dos Estados Unidos. A decisão de mudar o nome do College vem após vários protestos de alunos, que desde 2015 vinham realizando ...

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    Mulher que acusou Emmet Till de assedia-la diz que mentiu, 62 anos após o assassinato do jovem negro

    O assassinato do adolescente negro Emmet Till ganha um novo capítulo, 62 anos depois de ele ter sido linchado até a morte. A mulher que fez a acusação que teria justificado sua morte confessou, depois de 6 décadas, que foi tudo uma mentira. O adolescente, que na época tinha apenas 14 anos, entrou em uma loja para comprar chiclete, quando visitava uma região branca do Estado do Mississippi, e foi sequestrado, espancado, baleado e desfigurado por 2 homens brancos a ponto de seu rosto ficar completamente irreconhecível. por Robin Batista no Afroguerrilha Para justificar o linchamento, Carolyn Bryant, esposa de um dos assassinos, acusou o jovem de te-la assediado, o que, para a corte que julgou o caso, justificava o linchamento. Segundo o testemunho que ela deu no tribunal na época, o jovem Emmet Till teria a agarrado e a agredido verbalmente. Roy Bryant, esposo dela, e seu irmão, os assassinos, foram absolvidos pelo júri branco. Roy Bryant, que assassinou ...

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    (Foto: Imagem retirada do site El País)

    Uma mulher negra será o símbolo da liberdade na moeda do dólar

    As moedas são algo mais que um meio de intercâmbio que representa seu peso em ouro. O cidadão pode ver sua própria história refletida nestas peças de metal. São, de fato, uma marca física permanente que permite recordar o passado de uma nação e abraçar os valores que defende para avançar na direção do futuro. Com esse princípio em mente, a casa da moeda dos Estados Unidos acaba de apresentar um dólar de ouro para comemorar seu 225º aniversário utilizando pela primeira vez o rosto de uma mulher negra para simboliza a liberdade. A US Mint foi fundada em 1792. A primeira fábrica para cunhar as moedas foi estabelecida na Filadélfia. As primeiras que entraram em circulação, usando a prata da família Washington. Daí até os 16 bilhões de moedas produzidas em 2016. A que leva a denominação do dólar tem uma face reservada a Lady Liberty, o símbolo mais ...

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    Atriz Octavia Spencer fecha sessão pra famílias de baixa renda assistirem filme sobre negras que revolucionaram a NASA

    O filme “Estrelas Além do Tempo” conta a história de três mulheres negras que foram o verdadeiro cérebro trás de um dos maiores feitos dos EUA: o lançamento do astronauta John Glenn (que faleceu nesta semana) em órbita ao redor da Terra e seu retorno em segurança em 1962. Foram elas: a matemática Katherine Johnson vivida por Taraji P. Henson e as amigas, a engenheira Mary Jackson, interpretada por Janelle Monae, e a matemática Dorothy Vaughan, que tem Octavia Spencer no papel. no Hypeness Acontecia o auge da Guerra Fria protagonizada por Estados Unidos e União Soviética e também a corrida espacial, disputa entre os dois países pela supremacia na exploração e tecnologia espacial. Naquela época, negros e mulheres eram tratados como funcionários de segunda classe na agência espacial americana e o trio de cientistas enfrentou e superou preconceitos de gênero e raça. Consciente sobre a importância da representatividade e de seu papel social, no último ...

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    Meghan Markle, atriz do seriado Suits e namorada do Príncipe Harry conta como é ser mestiça nos Estados Unidos

    Segundo relato de Meghan Markle à revista americana, ela sempre ouviu a pergunta: “ O que é você ?” (Como assim ‘’o que’’ é você?!!). As pessoas se sentiam confusas diante daquela menina de cabelos crespos, pele amarelada e sardas, branca demais para ser negra e negra demais para ser branca. Megan relata diferentes casos de abusos na escola, na faculdade e em seu bairro, onde sua mãe era vista como sua babá. por  Elisa Duarte no Estilo Meghan estava cansada de sempre responder como eram seus pais. “Meu pai é caucasiano e minha mãe é afro americana”, explicava. Em uma das atividades em classe, ela teve que escolher qual era sua etnia em caixas que diziam: branca, negra, asiática ou hispânica. Sem saber qual escolher, a professora “ajudou”: ‘’Megan, escolha a caixa Branca, é assim que você se parece”. Ao chegar em casa, disse ao pai o que havia acontecido ...

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    PARIS, FRANCE - MARCH 05: Solange Knowles arrives at Carven Fashion Show during Paris Fashion Week Fall Winter 2015/2016 on March 5, 2015 in Paris, France. (Photo by Jacopo Raule/GC Images)

    20 personalidades negras pelas quais somos MUITO gratos este ano

    Sejamos francos: 2016 foi um dos piores anos da história. Foi especialmente difícil para os negros, graças ao racismo que a campanha presidencial (e posterior eleição) de Donald Trump incitou entre nacionalistas brancos. E houve, é claro, as muitas mortes injustas de homens e mulheres negros abatidos a tiros pela polícia. Por Zeba Blay Do Brasil Post E será que mencionamos o fato de Donald Trump ter sido eleito presidente? Apesar de tudo isso, porém, ainda houve algumas coisas este ano pelas quais podemos sentir gratidão, especialmente em termos de pessoas negras usarem sua voz e seu talento para fazer coisas incríveis. Desde o documentário estelar A 13ª Emenda, de Ava DuVernay, até o gesto controverso (mas necessário) do protesto de Colin Kaepernick contra o racismo, veja abaixo apenas algumas das vozes negras elogiáveis pelas quais somos gratos em 2016: Solange Knowles Jacopo Raule via Getty Solange Knowles lançou em setembro ...

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    Albert Woodfox ganha liberdade após 44 anos preso na solitária por assassinato que não cometeu

    A história de Albert Woodfox talvez seja um dos maiores casos de erros da Justiça cometidos contra qualquer pessoa no mundo todo. No começo do ano, ele foi solto após cumprir 44 anos de pena, em confinamento solitário, por um assassinato que ele não cometeu. no Extra Globo Seu caso simboliza o horror endêmico e inegável do racismo presente no sistema jurídico e criminal dos EUA. Ao lado de outros dois homens negros, Herman Wallace e Robert King, sua história ficou conhecida como "Angola Three". Presos no início da década de 70 sob acusações distintas relativas a crimes menores, os três trabalhavam em uma plantação sob vigilância ininterrupta. Ativistas do grupo dos Panteras Negras, ícone do combate à segregação racial nos EUA, Albert, Herman e Robert eram encarados como criadores de problemas, o que desencadeou, em 1972, uma campanha de cunho racista que tinha como objetivo acusá-los do assassinato de ...

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