quarta-feira, junho 3, 2020

    Tag: democracia

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    A semente do ódio

    Atualmente, vivemos uma verdadeira enxurrada de propaganda fascista, a propaganda do ódio, que prega a intolerância e que se afirma estarrecedoramente com muita facilidade e velocidade, através das tecnologias digitais. É o ódio justificado dentro de uma certa ideologia irracional. Trata-se de verdadeiro aliciamento, um sequestro do pensamento, uma reprodução de uma atitude passional de intolerância e de agressividade relativamente às pessoas que não comungam do mesmo ideal. Refiro-me ao “fascista em potencial”, chamado assim por Theodor Adorno, em um estudo psicossociológico publicado em 1950, feito com a intenção de abordar o surgimento, naquela época, de um novo tipo de indivíduos, com ideias conservadoras, reacionárias e antidemocráticas. Hoje, esse tipo de indivíduo é cada vez mais comum. Conforme comenta Tiburi (2012), para Adorno, “a característica fundamental do que se chamou de ‘personalidade autoritária’ era a combinação contraditória, num mesmo indivíduo, entre uma postura racional e idiossincrasias irracionais”. E, o que ...

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    Lançada frente parlamentar em defesa da democracia

    Por iniciativa da líder do PCdoB, Jandira Feghali, deputados de quatro partidos – PC do B, PT, PDT e PSB – decidiram lançar nesta manhã uma Frente Parlamentar em Defesa da Democracia e do Estado de Direito; ela deve constituir-se em núcleo orgânico de combate aos movimentos da oposição para tirar a presidente Dilma do poder; "Não há espaço para isso na democracia que nos custou tanto construir", defendeu Jandira Por Tereza Cruvinel Do Brasil247 Líderes e deputados de quatro partidos – PC do B, PT, PDT e PSB – em reunião hoje de manhã decidiram lançar uma Frente Parlamentar em Defesa da Democracia e do Estado de Direito. Ela deve constituir-se em núcleo orgânico de combate aos movimentos da oposição para remover a presidente Dilma Roussef da Presidência da República, seja através de impeachment por rejeição das contas de governo ou de processo por crime eleitoral. A iniciativa foi da líder do ...

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    ONU adota resolução sobre incompatibilidade entre democracia e racismo

    O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, por consenso, resolução de iniciativa do Brasil sobre a incompatibilidade entre democracia e racismo, informou hoje (3) o Ministério das Relações Exteriores. Por Ana Cristina Campos Do Agência Brasil “A resolução reafirma que o racismo, a discriminação racial, a xenofobia e intolerâncias correlatas violam os direitos humanos e são incompatíveis com a democracia, o Estado de Direito e uma governança transparente e confiável. A resolução também determina a realização, em março de 2016, de um painel sobre o tema para identificação dos desafios e das boas práticas existentes”, diz, nota do Itamaraty. De acordo com o ministério, a aprovação do texto insere-se no contexto da implementação do programa de atividades da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024), instituída pela ONU, e dos esforços para garantir efetividade à Declaração e ao Plano de Ação de Durban, adotados durante a 3ª Conferência Mundial ...

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    Kenarik Boujikian: O STF vai lavar as mãos diante do golpe de Cunha contra o povo e a Constituição? Ministros, coragem!

    Em 2003, na primeira edição do Brasil de Fato, Celso Furtado disse:  “Lula deve ter coragem se quiser conter a desagregação que ameaça o Brasil”. Do Viomundo Hoje, na minha maior e pura imaginação e com devoção e respeito ao professor,  diria que esta seria a mesma observação que ele faria aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em períodos de  esgarçamento da democracia, o Poder Judiciário  é colocado em xeque face ao seu papel de guardião da democracia. No período da ditadura de 1964, até certo momento, o STF foi um alento diante das violações,  mas com o AI-5, foi castrado na sua atribuição de órgão que compõe o sistema dos três poderes, independentes e harmônicos. Ministros fizeram suas escolhas e por esta razão alguns foram cassados ou se afastaram. São ícones da nossa história, como o Ministro Evandro Lins e Silva. Hoje, como  nunca, é necessário que o STF seja ...

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    Intelectuais discutem crise de representatividade na política

    Dramaturgo inglês David Hare falou sobre distanciamento dos eleitores nas eleições em seu país Do Jornal do Brasil  Na semana em que o premiê David Cameron se reelegeu e os conservadores alcançaram a maioria absoluta no Parlamento britânico, o dramaturgo inglês David Hare concedeu uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. Nela, o autor de peças políticas e notório defensor do estado de bem-estar social, comentou o atual cenário político em seu país e traçou um paralelo com o Brasil. Hare falou da crise de representatividade e das eleições cada vez mais afetadas pelo marketing, durante as quais os políticos “saem por aí numa bolha, completamente isolados de quaisquer pessoas, exceto aquelas que os apóiam”. Para Hare, a política ficou cada vez mais artificial e tanto a esquerda quanto a direita “falseiam seus instintos”. Com isso, o eleitorado está cada vez mais afastado. Reginaldo Moraes, professor do Departamento de ...

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    As ideias fora do lugar

    “Si hay gobierno, soy contra!”: eis aí uma máxima tão repetida quanto cretina. Na democracia, ser contra todo governo, sempre, não é uma postura crítica, mas infantil. É não perceber que num sistema representativo cabe a nós não só eleger o governo como influenciá-lo, seja criticando-o ou mesmo o aplaudindo. A frase, contudo, tem seu charme. Empresta a qualquer resmungo de oposição o silvo de um morteiro republicano, na Guerra Civil Espanhola. O cara pode ser um empresário corrupto que sonega milhões em impostos, mas basta dizer “Si hay gobierno, soy contra!” e fica se achando uma espécie de Hemingway redivivo, recostado numa colina de la Mancha, lutando contra o fascismo estatal. por Antonio Prata no O Tempo Uma das consequências da chegada da esquerda ao poder (ou, pelo menos, da chegada de um partido com um discurso de esquerda), em 2003, foi dar à direita este selinho hype, de ...

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    “As elites não evoluíram. Ainda é muito parecido com 1964”, afirma historiadora

    Maria Aparecida de Aquino é professora titular aposentada da Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, colabora com o Programa de Pós-Graduação em História Social da mesma instituição. Durante a carreira, se dedicou ao estudo da repressão política durante o período da ditadura civil-militar no Brasil, especialmente a censura exercida sobre os veículos de comunicação. Por Rafael Tatemoto Do Brasil de Fato Nesta entrevista à Agência Brasil de Fato, ela aborda os motivos que levaram ao golpe de Estado, o papel exercido pela imprensa e faz comparações com o atual cenário da política nacional. Segundo a historiadora, há um elemento em comum entre passado e presente: “Uma das coisas que persistem é o comportamento das elites. Ainda é muito parecido com o que era em 1964.” Brasil de Fato: Quais foram os motivos que levaram ao golpe de 1964? A gente precisa levar em consideração que no golpe estão presentes diversas ...

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    Uma adolescente que ensina ética e democracia

    A adolescente Clara Coutinho postou um texto em sua página no Facebook, sobre as manifestações do último domingo, que merece ser lido por todos; "a corrupção, então, é tratada como algo simples e criticada pela mesma hipocrisia que nos leva a usarmos de nossos documentos falsificados para sair sábado a noite, que ignoramos ao sonegarmos nossos impostos e darmos nosso jeitinho de conseguir o que queremos", diz ela; "outros defendem a intervenção militar, o golpe, a ordem e o progresso, sem ter consciência de que, se tem a liberdade de estarem nas ruas hoje pedindo por essa opressão, é porque tiveram aqueles que lutaram contra a repressão e sofreram com a tortura, com a perda, com a censura"; leia a íntegra A adolescente Clara Coutinho postou um texto em sua página no Facebook, sobre as manifestações do último domingo, que merece ser lido por todos. Leia a íntegra, publicada com ...

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    Criticou X, tem que fazer Y. A lógica binária do brasileiro volta a atacar

    Quando a democracia implodir no Brasil, restarão apenas baratas

    Um experiente parlamentar do PSDB me disse, nesta terça (3), que, se nada for feito, ao final dessa guerra nuclear política, vão sobrar apenas baratas em uma ditadura conservadora pós-apocalíptica. Por Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto    Pois os dois partidos que eram a maior esperança do país e em torno do qual a democracia brasileira se consolidou nos últimos 20 anos, vão garantir que ocorra Destruição Mútua Assegurada. Segundo essa doutrina militar, conhecida por quem viveu o horror da Guerra Fria, como cada um dos lados (EUA e União Soviética) tinha armamentos nucleares suficientes para destruir o outro e que, uma vez atacado, retaliaria com força igual ou maior, a escalada resultante levaria ao fim de ambos. E talvez do mundo como o conhecíamos. Esse medo também levou o outro lado a, sabendo disso, evitar ao máximo começar um ataque. Um equilíbrio tenso mas, ainda assim equilíbrio. Para o ...

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    Qual é a agenda do país? Se for a do Congresso enterramos a democracia

    Republico um texto acadêmico,do professor Piero Eyben. Texto reflexivo que merece ser lido com calma, paciência. Sei que em tempos de rede textos densos estão fadados a serem desprezados. Mas aqueles que dedicarem algum tempo à leitura e reflexão tendem a ganhar com isso. Por Maria Frô, do Maria Frô Piero Eyben é poeta, tradutor e professor adjunto2 de Teoria da Literatura da Universidade de Brasília (UnB). Coordenador do grupo de pesquisa Escritura, Linguagem e Pensamento. Editor-chefe da revista de literaturaO mutum – revista de literatura e pensamento. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Literatura (TEL/UnB), Brasília, Distrito Federal, Brasil. Seu email: [email protected] PS. O negrito no texto original são meus. Dilma, a democracia e o Estado: alguns silêncios Por Piero Eyben, em seu blog 09/02/2015 Nos últimos dias, aliás, desde as eleições presidenciais que tivemos no ano passado, reina entre os brasileiros midiatizados a sensação, colocada pelos “honestíssimos” jornalistas da ...

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    Bolsonaro é o termômetro da regressão que ameaça a democracia brasileira

    Bolsonaro é o termômetro da regressão que ameaça a democracia brasileira Flavio Moura

    Flavio Moura “Toda grande democracia tem sua cota de odiosos intolerantes e cretinos entre seus deputados eleitos – os Estados Unidos já tiveram mais do que o suficiente ­–, mas Bolsonaro é um caso único de vergonha nacional. Ele tem um longo e revoltante histórico de racismo, homofobia  e outras formas de fanatismo que se espera de um admirador de uma ditadura militar.” Essas linhas não foram escritas por um militante do PSOL. Também não são da lavra de uma feminista ligada ao PT. Os termos são do jornalista inglês Glenn Greenwald, responsável pelo mais importante furo jornalístico dos últimos tempos, o caso de espionagem da agência de inteligência americana NSA. Greenwald publicou na última quinta (11) um artigo sobre nosso ilustre deputado. Vale ler mais algumas linhas:  “Em certo sentido, Bolsonaro é a face mais extrema e repugnante de uma direita que ressurge com força para arrastar o país ...

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    Apoio à democracia cresce, mas é menor no Sudeste

    Apoio à democracia cresce, mas é menor no Sudeste

    Pesquisa Ibope divulgada neste domingo revela que a satisfação dos brasileiros com a democracia cresceu 13 pontos em 2014, atingindo o percentual de 39% dos que se dizem "satisfeitos" ou "muito satisfeitos" com o regime democrático, no melhor nível desde 2010; no entanto, a região Sudeste é aquela que apresenta menor grau de satisfação: 32%, contra 50% no Nordeste; de acordo com o levantamento, o perfil do antidemocrático é o jovem de classe média, morador do Sudeste, com instrução e renda médias; ontem, manifestação em São Paulo apoiou a volta dos militares 247 - A satisfação dos brasileiros com o regime democrático cresceu 13 pontos em 2014 e atingiu o melhor nível desde 2010. É o que mostra pesquisa Ibope, divulgada neste domingo pelo jornal Estado de S. Paulo. De acordo com o levantamento, 39% dos brasileiros estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o regime democrático. No entanto, a pesquisa ...

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    Mauro Santayana: Sem reação, Hitlernautas ameaçam a democracia ao pregar intervenção militar e espalhar falsidades

    OS PILARES DA ESTUPIDEZ Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, reproduzido no  blog do autor, sugerido por Lucas Parente   No, Viomudo    Está em curso, há anos, nas “redes sociais” insidiosa campanha de agressão à democracia e crescentes ataques às instituições. Quem cala, consente. Os governos do PT têm feito, em todo esse período, cara de paisagem. Nem mesmo quando diretamente insultados, ou caluniados, os dirigentes do partido tomaram qualquer providência contra quem os atacava, ou atacava as instituições, esquecendo-se de que, ao se omitirem, a primeira vítima foi a democracia. Nisso, sejamos francos, foram precedidos por todos os governos anteriores, que chegaram ao poder depois da redemocratização do país. Mergulhados na luta política e na administração cotidiana dos problemas nacionais, nenhum deles percebeu que o primeiro dever que tínhamos, nesta nação, depois do fim do período autoritário, era regar e proteger a frágil flor da Liberdade, ensinando sua ...

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    Na contramão da sociedade civil, oposição derruba Política de Participação Social

    Derrubada do decreto de Dilma que fortalecia atuação dos conselhos populares na administração pública contou com apoio de partidos da base aliada, como PMDB, PP e PSD – apenas PT, PCdoB e PSOL defenderam a manutenção. Tema agora vai ser discutido no Senado Depois de horas de discussão e obstrução do PT, PCdoB e do PSOL, o plenário da Câmara rejeitou ontem (28) o decreto presidencial que criou a Política Nacional de Participação Social. A rejeição se deu com a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1491/14, apresentado pela oposição, anulando o decreto presidencial. O PDC, de autoria do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), líder de seu partido, tem agora que ser apreciado pelo Senado. A Abong, diversas entidades da sociedade civil e movimentos sociais já manifestaram seu apoio ao projeto, que sofreu ataques da mídia e de diversos partidos no Congresso desde seu lançamento. O decreto 8.243/2014, da presidente Dilma ...

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    Controle de emissoras por políticos leva à falsificação da democracia

    Ação no STF pede inconstitucionalidade de outorgas concedidas a emissoras controladas por políticos; Radiodifusores eleitos também precisariam abandonar o controle de emissoras antes de tomar posse Por Carlos Gustavo Yoda* Nesta segunda reportagem da série sobre os “coronéis da mídia”, vamos mostrar o que diz a legislação brasileira sobre o controle de emissoras de rádio e televisão por políticos e o que pode e vem sendo feito pelas organizações de defesa do direito à comunicação acerca das ilegalidade praticadas. Desde 2011, tramita no Supremo Tribunal Federal uma ação, intitulada Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), elaborada pelo Intervozes, em parceria com o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que pede a declaração de inconstitucionalidade à concessão de outorgas de radiofusão a emissoras controladas por políticos. A arguição - “acusação”, para desembrulhar o juridiquês, também afirma que, desde a posse, os parlamentares não podem mais ser proprietários, controladores ou diretores de ...

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    Lançamento Boitempo: “O ódio à democracia”, de Jacques Rancière

    Em meio a um acalorado debate eleitoral, a Boitempo lança O ódio à democracia, do filósofo francês Jacques Rancière. Curto e provocativo, o ensaio faz um irreverente e erudito giro pela história da filosofia política para jogar nova luz sobre alguns dos principais impasses da democracia e da esquerda hoje. Nas palavras de Slavoj Žižek, “nos atuais tempos de desorientação da esquerda, o texto de Rancière oferece uma das raras conceitualizações consistentes de como continuar a resistir.” Ainda ontem, o discurso oficial opunha as virtudes da democracia ao horror totalitário, ao passo que os revolucionários recusavam suas aparências em nome de uma democracia real ainda por vir. Esse tempo passou. Enquanto certos governos se empenham em exportar a democracia pela força das armas, nossa intelligentsia não se cansa de apontar, em todas as esferas das vidas pública e privada, os sintomas funestos do “individualismo democrático” e as injúrias do “igualitarismo” que destroem os valores coletivos, forjam um novo totalitarismo e conduzem a humanidade ao suicídio. Para compreender essa ...

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    Maravilha! Por Luiz Fernando Veríssimo

    A única alternativa para a velhice é a morte. Já as alternativas para a democracia são várias, uma pior do que a outra. É bom lembrá-las sempre Pode-se parafrasear Winston Churchill e dizer da democracia o mesmo que se diz da velhice, que, por mais lamentável que seja, é melhor do que sua alternativa. A única alternativa para a velhice é a morte. Já as alternativas para a democracia são várias, uma pior do que a outra. É bom lembrá-las sempre, principalmente no horário político, quando sua irritação com a propaganda que atrasa a novela pode levá-lo a preferir outra coisa. Resista. Engula sua impaciência com a retórica eleitoral que você sabe que é mentirosa, com o debate vazio, com os boatos maldosos e os golpes baixos, com o desfile de candidatos que variam do patético ao ridículo... Diante de tudo isso, em vez de “que chateação”, pense “que maravilha!”. ...

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    Democracia e direitos fundamentais: contra a criminalização dos movimentos sociais

    Texto de Camilla de Magalhães Gomes. - Foto de André Naddeo/Terra. #AsilaMujica - Em apoio a Eloisa Samy, David Paixão e Camila Nascimento, que pediram asilo no Consulado do Uruguai hoje e aos demais ativistas criminalizados. Eu queria apenas dizer: “dessacralizem o direito”, mas vai ser mais do que isso. Porque nessas horas, em que um caso penal vira assunto em todos os lugares, há sempre os positivistas, os ponderados, os ingênuos e os puramente canalhas que vem argumentar com: “mas a lei de prisão temporária”, “mas a lei de organizações criminosas”, “mas eles podem ser culpados”.Mas, mas, mas… 1) Não há mais direito à ingenuidade — ao menos não para aquela/es que acho que leem isso aqui. E, se esse direito não há, junto com ele a naturalização — ou quase sacralização do direito — também tem que cair. O sistema legal, o sistema jurídico-penal é um grande projeto ou, como diz a Profª. Drª Vera Malaguti, uma profecia autorrealizável. ...

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    ‘Querem uma democracia sem povo’

    ‘Querem uma democracia sem povo’

    Rafael Stedile Meios de comunicação fazem campanha contra política nacional de participação popular, afirmam especialistas Por Pedro Rafael Vilela, De Brasília (DF) Uma forte pressão dos partidos que fazem oposição ao governo federal e dos meios de comunicação empresariais quer derrubar o Decreto nº 8243/14, assinado pela presidenta Dilma Rousseff há duas semanas. A medida cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS), que prevê o envolvimento direto da população no acompanhamento dos programas de governo em diversas áreas. Algumas das principais críticas ao decreto presidencial foram difundidas pelos meios de comunicação. Jornais como o Estado de S. Paulo, O Globo e o Correio Braziliense, dedicaram editoriais e matérias para detonar a proposta. “É uma mudança de regime por decreto”, chegou a classificar o texto opinativo do Estadão nos últimos dias. “Eles querem manter esse modelo de democracia baseado apenas na representação porque é onde eles dominam por ...

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    Que geração é essa que estamos vivendo?

    Dizem que é despolitizada, dizem que é bagunceira, dizem que é promissora. A despeito da perspectiva adotada, algo se diz sobre a geração de jovens – entre os quais me incluo – que nasceram entre finais da década de 1980 e início de 90, porque esses mesmos jovens, desde as manifestações do ano passado, conseguiram deixar uma marca na história recente do Brasil. Vale questionar: que jovens são esses? De onde eles vieram? E que marcas eles deixaram ou ainda vão deixar? Neste texto, faço dessa geração de jovens em torno de 20 anos de idade o meu objeto de reflexão. Sem pretender uma abordagem categórica ou tipológica, procurarei caracterizar minha geração a partir de acontecimentos que marcaram meu amadurecimento e, creio eu, dos meus contemporâneos, sobretudo jovens de classe média oriundos de contextos urbanos. Por mais complicado que seja demarcar os limites de uma geração, posso afirmar, sem receio, ...

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