Tag: Dia da Visibilidade Trans

O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava sem lugar para morar, foi expulsa de casa por ser travesti e foi morar num abrigo, em São Paulo. Arte Claudio Duarte

Caso Ygona: Estado deve garantir o direito à vida da população trans e negra

Ygona Moura, 22 anos, influenciadora digital, travesti, negra entrou para as estatísticas da população trans e negra. À covid-19, ela não resistiu e morreu na noite de quarta-feira, 27 de janeiro. Internada há 10 dias, o agravamento do seu quadro clínico confirma dados do Ministério da Saúde: 55% dos pretos e pardos internados pelo coronavírus morrem. A notícia da partida de Ygona ocorre na semana do Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro) e escancara um fator que ainda está longe de ser resolvido: bem-estar e saúde dessas pessoas A história de Ygona é muito mais do que seu vídeo dizendo que “iria aglomerar mesmo”, contrariando os protocolos de segurança durante a pandemia da covid-19. Sua fala viralizou nas redes sociais e promoveu uma enxurrada de posts com mensagens de ódio contra a influenciadora. O que quase ninguém sabe ou procurou saber, é que Ygona há pouco tempo estava ...

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Raquel Virgínia (Foto: Saullo Moreira / Divulgação)

“Sou uma mulher trans negra brasileira”

E gritaram-me negra! Eu já fui homem negro. Um homem negro brasileiro com gestos afeminados. Minha transição aconteceu por volta dos meus 22 anos, então posso dizer que sei o que é ser um jovem homem negro afeminado no Brasil. E minha conclusão: é muito difícil. Perseguições em supermercados e todo tipo de loja que vende produtos à disposição nas prateleiras. Mal atendimento. Grosserias e a tendência a ser subestimado quase que tempo integral em diversos ambientes. Da escola ao banco, do curso ao esporte. No meu caso, enquanto eu não abria as asas para minha transição, fui um homem muito afeminado. Me lembro do número de vezes em que fui submetida como homem a momentos de ridicularização. E gritaram-me negra! Minha transição foi caótica. Primeiro que eu não sabia que estava vivendo uma transição de gênero. Hoje, a percepção que eu tenho daquele momento, é que uma enxurrada de ...

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Bandeira do orgulho trans hasteada em São Francisco, nos Estados Unidos. Foto: Flickr (CC)/torbakhopper

Brasil segue no topo de ranking de assassinatos de pessoas trans no mundo

O Brasil registrou 184 assassinatos de pessoas transgênero em 2020, segundo dossiê divulgado pela Associação Nacional das Travestis e Transexuais (Antra) nesta sexta-feira, 29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans. O número mantém o país no topo do ranking dos relatórios de homicídios de transgêneros em todo o mundo, à frente do México e dos Estados Unidos. O mapa da violência traçado pela associação revela que São Paulo foi o estado com maior número de assassinatos, seguido por Ceará, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro – onde o aumento dos casos foi de 43% em relação a 2019. Para a secretária de articulação política da Antra, Bruna Benevides, esse cenário é reflexo da omissão do governo. “Até o momento, não houve ações específicas para enfrentar essa violência, o que nos faz acreditar que seria uma falsa simetria afirmar uma diminuição de violência de forma “espontânea” e sem investimento material, ...

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