quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: Eliane Brum

    (Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real)

    “A pandemia expôs o apartheid não oficial do Brasil em toda a sua brutalidade”. Entrevista com Eliane Brum

    O Brasil vive o caos sobre o caos. Em pouco mais de um mês, a Covid-19 fez mais de três mil mortes e o país acumula recordes negativos (mais de 400 óbitos só esta quinta-feira). Os desfavorecidos são os mais atingidos pela infeção no Brasil e que o Presidente Bolsonaro apelida de “gripezinha”. O vírus devastador expõe como nunca a desigualdade, a fratura social brasileira, a carência e brutal desinvestimento em serviços públicos essenciais. Politicamente, a Covid-19 tornou-se combustível para a radicalização da estratégia de Jair Bolsonaro. O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi demitido por se opor às determinações de Bolsonaro. O ministro da justiça, Sérgio Moro (o juiz titular do processo Lava-Jacto), condena mudanças no comando da Polícia Federal e também bateu a porta na cara do Presidente e abandonou o governo. Presidente? Em entrevista à Renascença, Eliane Brum, jornalista, colunista do “El País” e autora do ...

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    Divulgação / Unisc Jornalista

    “O ódio deitou no meu divã”

    Relatos de psicanalistas revelam a violência que cresce e se infiltra no Brasil com a possibilidade de Jair Bolsonaro chegar à presidência da República Por ELIANE BRUM, do EL Pais Divulgação / Unisc Jornalista Ele entra sem dizer uma palavra e logo começa a chorar. Pergunto o que aconteceu e ele me diz, assustado, que foi abordado por um cara da faculdade, com as seguintes palavras: – E aí, seu viadinho de merda, já viu as pesquisas? Vai aproveitando até o dia 28 pra andar de mãozinha dada, porque, quando o mito assumir, acabou essa putaria e você vai levar porrada até virar homem. Depois, é a menina que já entra chorando e me diz: — Sil, me ajuda... não sei o que fazer... você não vai acreditar no que aconteceu comigo hoje... Eu estava na escola e fui pegar um livro no meu armário... Tinha uma folha de ...

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    Divulgação / Unisc Jornalista

    Bolsonaro e a autoverdade

    Como a valorização do ato de dizer, mais do que o conteúdo do que se diz, vai impactar a eleição no Brasil Da ELIANE BRUM,  do El Pais  Divulgação / Unisc Jornalista A pós-verdade se tornou nos últimos anos um conceito importante para compreender o mundo atual. Mas talvez seja necessário pensar também no que podemos chamar de “autoverdade”. Algo que pode ser entendido como a valorização de uma verdade pessoal e autoproclamada, uma verdade do indivíduo, uma verdade determinada pelo “dizer tudo” da internet. E que é expressa nas redes sociais pela palavra “lacrou”. O valor dessa verdade não está na sua ligação com os fatos. Nem seu apagamento está na produção de mentiras ou notícias falsas (“fake news”). Essa é uma relação que já não opera no mundo da autoverdade. O valor da autoverdade está em outro lugar e obedece a uma lógica distinta. O valor não ...

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    Como enfrentar o sangue dos dias

    Conectar as periferias que reivindicam o lugar de centro e cujas lideranças estão marcadas para morrer é um dos maiores – e mais potentes – desafios de quem quer refundar a democracia no Brasil Por ELIANE BRUM, do El Pais  Este não é apenas um momento de brutalidade extrema no Brasil. É também um momento de potências emergindo. E começos de alianças até então impensáveis. É preciso perceber onde estão as possibilidades – e fazer frente àqueles que, diante da democracia corrompida do país, avançam sobre os corpos humanos. A expectativa dos atores mais truculentos é de que a porteira foi aberta e desde então está tudo dominado. Mas acreditar que está tudo dominado é deixar de perceber que a violência se multiplica também porque não está tudo dominado. A violência da bandidagem instituída e não instituída é também uma reação a profundos avanços no interior dos Brasis. É nestes avanços que uma rede ...

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    As mulheres que dizem não

    Nem tudo foi retrocesso em 2017: há algo importante que se move e não é para trás Por ELIANE BRUM, do El Pais  Mulheres protestam contra PEC 181 que pode criminalizar o aborto, na Avenida Paulista, em novembro de 2017 ROVENA ROSA AGÊNCIA BRASIL Ele estava lá, o homem perplexo. Ele tinha dito qualquer coisa como “gostosa” para uma jovem mulher. E ela tinha mostrado o dedo, bem na sua cara. Tipo “te liga”. Ele explicava que aquilo não era abuso, era cantada. E a cada vez que explicava parecia encolher de tamanho. Acostumado ao topo da cadeia alimentar por quase toda uma vida, porque ele já era um velho, ele não conseguia compreender porque os lugares haviam mudado. Ele não podia mais fingir que era desejado, ele não podia mais dizer o que queria, e por fim ele desabafou que não era capaz de viver num mundo em que uma mulher não ...

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    Democracia sem povo

    Dizem que as eleições de 2018 estão perto, mas estão muito longe: o crime é agora Por ELIANE BRUM, do El Pais  Se discute muito 2018. Se Lula (PT) será candidato ou estará preso, se o político de Facebook João Doria (PSDB) vai dar o bote decisivo no padrinho Geraldo Alckmin(PSDB), se Jair Bolsonaro (PSC por enquanto) vai conseguir aumentar seu número de votos com o discurso de extrema-direita, se Marina Silva (Rede), a que não é mais novidade, conseguirá se recuperar. Como o PMDB e o DEM se articularão para continuar no poder. Mas discutimos menos do que deveríamos o que vivemos em 2017, neste exato momento. Agora. Neste momento em que um país inteiro foi transformado em refém. Não como metáfora, não como força de expressão. Refém é o nome do que somos. Até então só as ditaduras, aquelas com tanques e com fuzis nas ruas, haviam conseguido isso. O que acontece no Brasil é mais insidioso. O Brasil inventou ...

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    Por que Diretas Já

    Por que Diretas Já? É preciso interromper a crescente fragilização da democracia para recuperar a capacidade de imaginar um país Por ELIANE BRUM, do El Pais  O voto no Brasil hoje vale muito pouco. E precisa voltar a valer. Diante de um buraco tão fundo, que não para de se alargar, refundar a democracia depende da retomada pela população do poder de escolher quem a representa. Este seria apenas o começo. Mas, sem ele, seguiremos girando em falso. E, mesmo aqueles que supõem controlar as voltas, iludem-se. O que se passa hoje no Brasil não começou ontem nem terminará amanhã. Nos assombrará por muito tempo. É urgente que o poder de decidir quem governa e com qual programa governa volte às mãos da população como um primeiro movimento. É preciso que Michel Temer renuncie, seja impedido ou afastado e que se faça eleições diretas. Não se trata apenas do futuro, é ...

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    Eliane Brum: quanto mal Temer ainda poderá fazer?

    "E assim chegamos ao que chamamos de presente. Um governo com 9% de aprovação e 8 ministros investigados pela Lava Jato, um presidente apontado pelo executivo de uma empreiteira como negociador de uma propina de 40 milhões de dólares – e cada dia mais um direito a menos", diz a escritora e jornalista Eliane Brum Do Brasil 247 A jornalista e escritora Eliane Brum, uma das mais premiadas do País, fez um retrato devastador do quatro atual do País em sua coluna no El Pais, em que critica o desmonte da Funai e questiona quanto mal Michel Temer ainda poderá causar. Confira, abaixo, um trecho: Se o impeachment foi uma ruptura na medida em que tirou Dilma Rousseff e o PT do poder que haviam alcançado pelo voto, o governo Temer é uma continuidade bem piorada e representa a aceleração do desmonte de direitos que se iniciou quando PMDB, PT ...

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    De uma branca para outra por Eliane Brun

    O turbante e o conceito de existir violentamente por Eliane Brum no El País Thauane, Em 4 de fevereiro, você postou o seguinte texto em sua página no Facebook: “Vou contar o que houve ontem, pra entenderem o porquê de eu estar brava com esse lance de apropriação cultural: eu estava na estação com o turbante toda linda, me sentindo diva. E eu comecei a reparar que tinha bastante mulheres negras, lindas aliás, que tavam me olhando torto, tipo ‘olha lá a branquinha se apropriando da nossa cultura’, enfim, veio uma falar comigo e dizer que eu não deveria usar turbante porque eu era branca. Tirei o turbante e falei ‘tá vendo essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o que eu quero! Adeus’. Peguei e saí e ela ficou com cara de tacho. E, sinceramente, não vejo qual o PROBLEMA dessa nossa sociedade, meu Deus”. Ao final, você ...

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    O que o velho Araweté pensa dos brancos enquanto seu mundo é destruído?

    O Brasil etnocida avança na Amazônia paraense: primeiro Belo Monte, agora Belo Sun Por ELIANE BRUM, do El Pais  Indígena Araweté, em reunião no centro de convenções de Altamira, no Pará. LILO CLARETO Ele era um ancião. Seu povo, Araweté. Tinha o corpo vermelho de urucum. O cabelo num corte arredondado. E estava sentado ereto, as mãos abraçando o arco e as flechas à sua frente. Ficou assim por quase 12 horas. Não comeu. Não vergou. Eu o olhava, mas ele jamais estabeleceu um contato visual comigo. Diante dele, lideranças indígenas dos vários povos atingidos por Belo Monte se revezavam no microfone exigindo o cumprimento dos acordos pela Norte Energia, a empresa concessionária da hidrelétrica, e o fortalecimento da Funai. Ele, como outros, não entendia o português. Estava ali, sentado numa cadeira de plástico vermelho, no centro de convenções de Altamira, no Pará. O que ele via? Há 40 anos, ele ...

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    O golpe e os golpeados

    Minha coluna desta semana no El País fala sobre o esvaziamento das palavras, no Brasil atual. Da pietà negra da favela que pintou o rosto com o sangue do filho ao cuspe do Jean Wyllys no Bolsonaro.  Relaciono ainda ao novo filme da Tata Amaral, “Trago Comigo“. Por Eliane Brum, do Desacontecimentos Acho que estamos além da censura, porque a censura teme as palavras e as proíbe. Hoje, em plena democracia, estamos mergulhados num outro tipo de horror: as palavras já não dizem. Como poderiam nos contar os Guarani Kaiowá, e na semana passada foi assassinado mais um deles, a palavra dos brancos não age. E, por não agir, já não é. No Brasil atual, as palavras viraram fantasmas. E é desta perspectiva que vejo a disputa do “golpe”. A barbárie de um país em que as palavras já não dizem Sheila da Silva desceu o morro do Querosene para comprar três batatas, ...

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    Na política, mesmo os crentes precisam ser ateus

    O momento do Brasil, culminando com as manifestações de 13 de março, mostra os riscos de uma adesão pela fé: é preciso resistir pela razão por Eliane Brum no El País Não se constrói um projeto político com crentes. Mas a angústia, no Brasil de hoje, se dá também pela vontade de acreditar que algo é verdadeiro num cotidiano marcado por falsificações. O perigo é que, quando o roteiro dos dias parece ter sido escrito por marqueteiros, não cabe razão nesse acreditar. Exige-se fé. Quando a política demanda adesão pela fé, é preciso ter muito cuidado. Os partidos que estão aí, puxando para um ou outro credo, podem acreditar que lhes é favorável ter uma população de crentes legitimando seus projetos de poder. Mas a adoração, rapidamente, pode se deslocar para outro lugar, como alguns já devem ter começado a perceber depois das manifestações do domingo, 13 de março. Ou pior, para um ...

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    1500, o ano que não terminou

    Quem chorou por Vitor, o bebê indígena assassinado com uma lâmina enfiada no pescoço? Por ELIANE BRUM, do El Pais  Um menino de dois anos foi assassinado. Um homem afagou seu rosto. E enfiou uma lâmina no seu pescoço. O bebê era um índio do povo Kaingang. Seu nome era Vitor Pinto. Sua família, como outras da aldeia onde ele vivia, havia chegado à cidade para vender artesanato pouco antes do Natal. Ficariam até o Carnaval. Abrigavam-se na estação rodoviária de Imbituba, no litoral de Santa Catarina. Era lá que sua mãe o alimentava quando um homem perfurou sua garganta. Era meio-dia de 30 de dezembro. O ano de 2015 estava bem perto do fim. E o Brasil não parou para chorar o assassinato de uma criança de dois anos. Os sinos não dobraram por Vitor. Sua morte sequer virou destaque na imprensa nacional. Se fosse meu filho, ou de qualquer ...

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    French existentialist writer and feminist Simone de Beauvoir. (Photo by Hulton Archive/Getty Images)

    Parabéns, atingimos a burrice máxima

    A “baranga” Simone de Beauvoir e a importância de um livro que ensina a conversar com fascistas Por ELIANE BRUM, do El Pais  A fogueira de Simone de Beauvoir a partir da questão do ENEM mostrou que a burrice se tornou um problema estrutural do Brasil. Se não for enfrentada, não há chance. Hordas e hordas de burros que ocupam espaços institucionais, burros que ocupam bancadas de TV, burros pagos por dinheiro público, burros pagos por dinheiro privado, burros em lugares privilegiados, atacaram a filósofa francesa porque o Exame Nacional de Ensino Médio colocou na prova um trecho de uma de suas obras, O Segundo Sexo, começando pela frase célebre: “Uma mulher não nasce mulher, torna-se mulher”. Bastou para os burros levantarem as orelhas e relincharem sua ignorância em volumes constrangedores. Debater com seriedade a burrice nacional é mais urgente do que discutir a crise econômica e o baixo crescimento do ...

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    Um negro em eterno exílio

    A longa travessia de Carlos Moore, o ativista e intelectual que denunciou o racismo em Cuba e passou a vida perseguido pelos dois lados da Guerra Fria, até chegar ao Brasil e encontrar um país mergulhado numa crescente tensão racial Por ELIANE BRUM, do El Pais  Aos 22 anos, Carlos Moore já tinha vivido mais do que a maioria das pessoas numa existência inteira. Já tinha conhecido a fome e a violência na pequena cidade cubana onde nasceu, já tinha desejado não ser preto e se esforçado por alisar o cabelo, clarear a pele com produtos arriscados e desachatar o nariz com prendedores, já tinha emigrado para os Estados Unidos e descoberto a luta pelos direitos civis, já tinha se apaixonado por Patrice Lumumba, o célebre líder congolês, e planejado um atentado ao consulado belga em Nova York para vingar-se de seu assassinato, já tinha se encantado com a revolução depois ...

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    Eliane Brum: Ser doutor é mais fácil do que se tornar médico

    O Programa Mais Médicos, lançado pela presidente Dilma Rousseff, não vai resolver o problema do Sistema Único de Saúde (SUS). Mas pode, sim, ser parte da solução. Ou alguém realmente acredita que colocar mais médicos nos lugares carentes do Brasil pode fazer mal para a população? Sério que, de boa-fé, alguém acredita nisso? A veemência dos protestos contra o projeto de ampliar o curso de medicina de seis para oito anos e tornar esses dois últimos anos um trabalho remunerado para o SUS revela muito. Especialmente o quanto é abissal a fratura social no Brasil. E o quanto a parte mais rica é cega para a possibilidade de fazer a sua parte para diminuir uma desigualdade que deveria nos envergonhar todos os dias – e que, no caso da saúde, mata os mais frágeis e os mais pobres. Por Eliane Brum, do Limpinho e Cheiroso  Para resolver o problema do SUS ...

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    Por quem rosna o Brasil

    Diante da ruína da autoimagem no espelho, o país parece preferir máscaras autoritárias a enfrentar a brutalidade da sua nudez por Eliane Brum no El Pais O que é o Brasil, agora que não pode contar nem com os clichês? Como uma pessoa, que no território de turbulências que é uma vida vai construindo sentidos e ilusões sobre si mesma, um país também se sustenta a partir de imaginários sobre uma identidade nacional. Por aqui acreditamos por gerações que éramos o país do futebol e do samba, e que os brasileiros eram um povo cordial. Clichês, assim como imaginários, não são verdades, mas construções. Impõem-se como resultado de conflitos, hegemonias e apagamentos. E parece que estes, que por tanto tempo alimentaram essa ideia dos brasileiros sobre si mesmos e sobre o Brasil, desmancharam-se. O Brasil hoje é uma criatura que não se reconhece no espelho de sua imagem simbólica. Essa pode ...

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    “Mãe, onde dormem as pessoas marrons?”

    A pergunta de criança denuncia a vida entre muros do condomínio chamado Brasil por Eliane Brum no El País Uma amiga me conta, na volta de uma viagem a Paris com a família. “Só quando estava lá é que percebi que minha filha estava, literalmente, andando na rua pela primeira vez”. A menina tem quatro anos. Classe média. Mora em São Paulo, num condomínio fechado. Do condomínio, vai de carro para a escola privada. Da escola privada volta para casa. No fim de semana, fica dentro do seu condomínio ou vai para outros condomínios, de casas ou prédios, cercados por muros ou grades, com guaritas e porteiros. Ou vai a shoppings, onde chega pelo estacionamento, de onde sai pelo estacionamento. Desloca-se apenas de carro, bem presa na cadeirinha, protegida atrás de janelas fechadas, vidros escurecidos com insulfilm. De muro em muro, a criança passou os primeiros quatro anos de vida ...

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    No Brasil, o melhor branco só consegue ser um bom sinhozinho

    O cancelamento da peça 'A Mulher do Trem' por racismo mostra que a tensão racial no Brasil chegou a um ponto inédito, cujos rumos passaram a ser ditados pela nova geração de negros que alcançaram a universidade por Eliane Brum no El Pais Algo se rasgou em 12 de maio de 2015. Naquela noite, em vez de uma peça de teatro, A Mulher do Trem, oito atores sociais subiram ao palco do auditório do Itaú Cultural, em São Paulo, para discutir a representação do negro na arte e na sociedade. A decisão foi tomada depois que Stephanie Ribeiro, blogueira negra e estudante de arquitetura, protestou contra o uso de “blackface” na peça e o considerou racismo, iniciando uma série de manifestações nas redes sociais da internet. “O que me impressiona é que o debate sobre racismo e blackface é antigo, pessoas do teatro se dizem tão cultas e não pararam para pensar sobre isso? Reproduzir ...

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    A boçalidade do mal

    A boçalidade do mal. Guido Mantega e a autorização para deletar a diferença Por ELIANE BRUM, do El Pais Em 19 de fevereiro, Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda dos governos de Lula e de Dilma Rousseff, estava na lanchonete do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, quando foi hostilizado por uma mulher, com o apoio de outras pessoas ao redor. Os gritos: “Vá pro SUS!”. Entre eles, “safado” e “fdp”. Mantega era acompanhado por sua esposa, Eliane Berger, psicanalista. Ela faz um longo tratamento contra o câncer no hospital, mas o casal estava ali para visitar um amigo. O episódio se tornou público na semana passada, quando um vídeo mostrando a cena foi divulgado no YouTube. Entre as várias questões importantes sobre o momento atual do Brasil – mas não só do Brasil – que o episódio suscita, esta me parece particularmente interessante: “Que passo é esse que se dá ...

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