terça-feira, março 2, 2021

Tag: feminismo negro

Camila Moura de Carvalho (Arquivo Pessoal)

Camila Moura de Carvalho: Por que o feminismo negro?

“A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. o ontem – o hoje – o agora . na voz de minha filha se fara ouvir a ressonância o eco da vida -liberdade.” (Conceição Evaristo)   Quem sou eu essa mulher negra? Tal indagação – que não é meramente retórica – abre um portal de infinitas possibilidades de respostas e de outras tantas perguntas para cada uma de nós. Esse pequeno ensaio sobre a condição da mulher negra foi se construindo em torno de duas perspectivas: uma inicial, de caráter mais ontológico ou existencial e outra que se ancora em torno de mitos da mobilidade social, em um contexto mais geral. Sabemos lá no fundo que em algum momento de nossa existência, nos foi revelada nossa condição de mulher e de negra. Em algum momento o encanto se quebrou (encanto de ser quem se é) e ...

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Antes mesmo de lidarem com a dor da perda, lutam para obter imagens de câmeras de vigilância e depoimentos de testemunhas que comprovem a inocência das vítimas. Na Foto está Débora da Silva, uma das fundadoras do Movimento das Mães de Maio.(Foto: Olívia Soulaba/Mães de Maio)

A luta pela maternidade plena no feminismo negro

Como advogada criminalista e ativista do movimento negro, todos os inquéritos policiais e ações judiciais em defesa de mães de jovens assassinados por forças policiais em que atuei, me fizeram refletir a respeito do luto inesperado. Afinal, no curso natural da vida, esperamos perder nossos pais e avós, mas nenhuma mãe espera perder seu filho, ainda mais um filho assassinado. Essa provavelmente é uma dor que nunca passa. Ainda assim, mães negras e periféricas se organizam em coletivos que transformam o luto em luta e oferecem ombro e apoio àquelas que também perderam seus filhos. “Alguém precisa fazer alguma coisa. Nossos filhos são assassinados e nós ficamos aqui como mortas-vivas”. Esse foi o conteúdo de um áudio que recebi na semana do segundo turno das eleições municipais, de uma mãe que teve seu filho assassinado pela Polícia Militar há alguns anos e que atualmente articula um movimento de apoio e ...

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"O feminismo radical exige que não se pode entender um sistema sem compreender suas interseccionalidades", destaca ativista do movimento Vidas Negras Importam nos EUA, Rose Brewer (Valter Campanato/EBC )

Fórum Social Mundial denuncia ‘aliança perversa’ contra a vida das mulheres

Ativistas pela igualdade de gênero da Índia, Curdistão, Estados Unidos, Saara Ocidental, Peru, e de outros países, denunciaram nesta quarta-feira (27), durante as atividades do Fórum Social Mundial (FSM), o impacto do que chamam de “aliança perversa entre o capitalismo, patriarcado e colonialidade” sobre os corpos das mulheres em todo o mundo. Apesar das diferenças culturais entre seus países de origem, as ativistas evidenciaram que estão todas unidos pela violência estrutural contra a vida da população feminina e também LGBT+. De acordo com elas, fundamentos religiosos, políticos e econômicos do Estado e da sociedade também funcionam como barreiras para o acesso das mulheres à democracia e à liberdade. A pandemia do novo coronavírus, nesse contexto, também somou como outra expressão da violência contra as mulheres. Não à toa, relatos de violações e dores marcaram o painel do FSM, intitulado de “Feminismos revolucionários para outros mundos possíveis e necessários”. Mas as diferentes histórias também lembraram que o ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Mulheres pretas acadêmicas

Seguindo os últimos textos, onde destaquei algumas mulheres que seguem inspirando outras mulheres, hoje vou utilizar esse espaço para falar de duas mulheres negras e acadêmicas, que são imbatíveis. O espaço acadêmico definitivamente não foi pensado para mulheres negras. Isso em um contexto de diáspora, porém nós resistimos e existimos nesse lugar. Pensar a existência de mulheres negras ocupando cadeiras em lugares de conhecimento, formulando conhecimento, propagando ideias e sendo visíveis, não é algo comum e entendido como natural. Atualmente tem ocorrido mais, porém não com facilidade. Conquistar esses espaços, como a academia é resultado de uma corrida desigual, árdua, e incansável de mulheres como eu e tantas outras irmãs para conquistar objetivos, obter glórias, ou até simplesmente, sobreviver com dignidade em meio às desigualdades. árbara Carine fundou a Escolinha Maria Felipa, em Salvador (BA)Imagem: Acervo Pessoal Nesse caminho de resistência e ocupação de mulheres negras, ...

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Chimamanda Adichie (Foto: Mamadi Doumbouya/Vulture)

Aspectos de uma obra: O feminismo negro africano de Chimamanda Adiche

Chimamanda Ngozi Adiche é uma das maiores referências da literatura mundial contemporânea(1), escritora nigeriana que pode ser inserida na tradição literária de seu país(2) em desenvolver narrativas que para além de uma estilística puramente artística, que acabam por refletir e problematizar as tensões, os conflitos, as interações, as complexidades e potencialidades da Nigéria. Tradição esta que perpassa as obras de autorias tão díspares, mas que mesmo por isso acabam por nos fornecer um cenário amplo, diverso e pulsante da sociedade nigeriana ao longo das últimas décadas, desde – pelo menos – seu processo de resistência e libertação anticolonial, até as divergências políticas internas, baseadas numa dicotomia entre um fervor revolucionário radical e uma sociedade militarizada de castas, mediadas por um – distópico? – nacionalismo africano, visando a construção de uma Nigéria moderna e contemporânea, inserida ao cenário político e econômico mundial. Em outras palavras, literatura na Nigéria não é “apenas” ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

Que Brasil teríamos, com mais mulheres negras no poder?

Por CFEMEA, para a coluna Baderna Feminista O Brasil já está às voltas com as eleições municipais. Mergulhadas numa crise profunda, ainda mais trágica pela crise sanitária que já matou quase 150 mil pessoas em nosso País, nos perguntamos sobre o que significa a realização de um processo como este em um contexto político marcado por um golpe e pelo fascismo crescente na sociedade brasileira. O que significa termos um processo eleitoral já com quase dois anos do governo Bolsonaro? Os movimentos feministas têm uma trajetória de monitoramento de políticas públicas e de ação junto ao Parlamento. Desde a Constituinte, organizações e movimentos incidem para aprovar legislações igualitárias e pressionar para que os marcos normativos se traduzam em políticas e serviços que alterem concretamente a vida das mulheres. Nós, do CFEMEA, atuamos nesse front e temos alertado para a presença cada vez maior de partidos políticos criados a partir de fés religiosas e para ...

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(Foto: Divulgação/ Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas)

Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas: as vencedoras!

No dia 14 de março deste ano, a Editora Contracorrente, em parceria com o Instituto Marielle Franco e com o apoio do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, anunciou o Edital do Prêmio Marielle Franco de Ensaios feministas 2020. A finalidade do projeto foi acolher ensaios das várias temáticas que envolvem o feminismo e premiar um dos textos com a publicação do trabalho em formato de livro pela Editora Contracorrente, além de um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10.000,00. No período de cinco meses de recebimento de trabalhos, avaliamos mais de cento e noventa textos, escritos por mulheres de todo Brasil e do exterior. Autoras de diversas tendências do pensamento feminista discorreram sobre o tema, esmiuçaram conceitos, dividiram conosco suas vivências e seus estudos, do mais refinado ao mais pessoal. Uma ...

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Adobe

O que eles não nos contaram?

Eu não sei como brigar, eu só sei como continuar viva. A Cor Púrpura (1982)   Às vezes eu me pergunto o que poderia ter mudado se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, se o feminismo negro ou o debate étnico-racial tivesse chegado mais cedo em minha vida. Será que eu teria considerado algumas coisas que me ocorreram como violência?  Será que eu teria ficado calada nas vezes em que eu deveria ter gritado? Pensando comigo mesma acho que a resposta seria sim, porém “eles” não me contaram, ninguém me disse que a violência direcionada a mim eram por conta da minha cor, esta não retinta, mas que ainda recebe olhares externos, exóticos ou de não aprovação. Se “eles” tivessem me contado eu teria berrado, dilacerando a máscara do silêncio como disse Grada, mas não teria feito isso esperando que “eles” se importassem, pois sei que não se importariam ...

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Giovana Xavier (@oniraproducoes)

O que se ganha com o que se perde?

Nunca gostei da expressão “correr contra o tempo”. Tudo que é a priori contrário à alguma coisa soa para mim como fadado ao fracasso. Antirracismo, antimachismo, anticapitalismo… Mais do que simples termos, estas são palavras perigosas porque quando definimos a nós e a movimentos pela contrariedade, nossos olhos voltam-se mais para o combate e a destruição do que para criação de formas alternativas ao que nos oprime. No pensamento feminista negro, esta mirada para o poder da criação foi nomeada por Patricia Hill Collins “epistemologia alternativa”: uma teoria crítica social focada nos interesses e referenciais de mulheres negras como grupo que posicionado à margem das estruturas de poder constrói alternativas radicais de afirmação e liberdade. (Pausa para conflitos e risos: a ideia não era teorizar… mas sou acadêmica. Acadêmicas teorizam, está tudo bem…) Mas voltando ao Tempo, Ele agora apresenta-se na versão maiúscula, condizente com a soberania do orixá que ...

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Reprodução/Facebook

Assista: Geledés Instituto da Mulher Negra conversa com Nátaly Neri e Amarílis Costa em Live no Facebook

Nesta sexta-feira, dia 21 de agosto, Geledés - Instituto da Mulher Negra, convida a criadora de conteúdo Nátaly Neri  e a advogada e criadora de Preta e Acadêmica, Amarílis Costa, para falarem sobre a importância de ampliar as pautas e conversas em torno do Feminismo Negro. O bate-papo será comandado pela presidenta de Geledés, Maria Sylvia de Oliveira.  A Live acontecerá na Página de Geledés no Facebook, a partir das 19h. A conversa terá em torno de uma hora e as convidadas contarão sobre suas experiências no movimento, a importância das redes sociais no papel de ampliar as vozes de mulheres negras e o que estão fazendo para potencializar as questões relacionadas ao feminismo negro.  A iniciativa e parceria realizada entre Geledés Instituto e o Facebook fazem parte dos esforços para ampliar vozes negras na plataforma, contribuir para a representatividade e o debate das lutas da comunidade negra em todo ...

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WINNIE BUENO (Foto: Ricardo Jaeger)

Uma perspectiva feminista negra para os direitos humanos

A historiografia dos Direitos Humanos é marcada por uma série de ausências no que diz respeito a participação das comunidades internacionais que não estão inseridas no contexto do norte global. A inscrição de outras vivências e experiências no cânone acadêmico da teoria dos direitos humanos é recente, sendo a mesma marcada pela perspectiva decolonial, a qual possibilitou um profícuo debate que deslocou a homogeneidade eurocêntrica a respeito da construção histórica dos Direitos Humanos. O marco da construção de uma perspectiva decolonial da gramática do direito se dá a partir das experiências dos países localizados no que é denominado enquanto Terceiro Mundo, uma alternativa ao conceito de biopolítica, cuja a gênese e centralidade se localiza nos Estados Unidos e na Europa (MIGNOLO,2017). Contudo, mesmo dentro da perspectiva decolonial, há ausências de percepções que deem conta das contribuições que as mulheres negras no contexto da diáspora rouxeram para a produção teórica e ...

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A filósofa Sueli Carneiro (Foto: Natalia Sena )

Uma fala de Sueli Carneiro

Neste 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, compartilhamos aqui a fala de Sueli Carneiro durante a mesa Feminismos Negros do Na Janela: Jornadas Antirracistas, evento promovido pela Companhia das Letras. A conversa, que contou também com a participação de Djamila Ribeiro, autora dos livros Pequeno manual antirracista e Quem tem medo do feminismo negro, Bianca Santana, que atualmente escreve a biografia de Sueli a ser publicada pela editora, e mediação da jornalista Flavia Oliveira, homenageou os 70 anos da filósofa e ativista e falou sobre o papel central do feminismo negro na luta antirracista. Militantes não costumam ser festejados, ao contrário, costumam ser perseguidos, criminalizados, desqualificados. Aprendemos a lutar e nem sempre preservamos a ternura, aprendemos a nos defender e atacar. Conforto total pra gente de Ogun, como eu. Nossa praia! Já homenagens, carinhos e afagos nos deixam completamente desarmadas, desarmados. Afinal, como dizia o poeta Arnaldo Xavier, “carinho de jumentos ...

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Divulgação

Lideranças femininas negras se reúnem em encontro transnacional

Dezenas de mulheres negras de diversos países do mundo se encontram nesta terça e quarta-feira (28 e 29 de julho), no 1º Webnário Transnacional promovido pela Mahin – Organização de Mulheres Negras. A atividade acontece através de plataformas online, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube, das 11h às 15h. O encontro emitirá certificado para as participantes do dia 28, por meio de inscrição prévia no site www.negrasmahin.org. O Webnário integra as atividade do Julho das Pretas e conta com a parceria e apoio de instituições como a Cese, Coletivo Luiza Bairros, Fórum Marielles, Almaa, Rede de Mulheres Negras, Sindoméstico, Kilomba, Afroresistance, Malungu, Rede de Mulheres de Terreiro e os Comitês Comunitários de Enfrentamento a Covid-19 nos Bairros Populares e nas Religiões de Matriz Africana de Salvador. O Webnário Transcional, além de marcar o mês em que celebra a luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas, tem por objetivo ...

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Reprodução/Facebook

Marcha das Mulheres Negras de SP acontece com programação online neste sábado

Será realizada neste sábado (25) a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, a partir das 14h. O evento, que ocorre pelo quinto ano seguido, será organizado de maneira digital devido à pandemia do coronavírus, mas também contará com manifestações presenciais. Além de reivindicar seus direitos, as mulheres se manifestarão contra o projeto genocida em todas as esferas de governo. A Marcha busca conectar pessoas por meio do mote “Nem cárcere, nem tiro, nem Covid: corpos negros vivos! Mulheres negras e indígenas! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”. A manifestação vai apresentar uma programação online e intervenções de rua que serão transmitidas ao vivo no sábado, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Teresa de Benguela. A programação começará a ser transmitida às 14h e contará com encontros e discussões sobre ancestralidade, apresentação musical, sarau literário e programação infantil, além de questionamentos sobre ...

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Keisha-Khan Y. Perry (Foto: Enviado para o Portal Geledés)

O legado político do Manifesto do Coletivo Combahee River

Recentemente foi publicada a tradução em português do Manifesto do Coletivo Combahee River. A tradução em português chega ao Brasil após 42 anos de sua publicação em língua inglesa. A tradução para o português do Manifesto do Coletivo Combahee River  é oportuna e importante, pois estamos buscando coletivamente novos modelos de transformação social que levem a sério a maneira como as mulheres negras interagem e trabalham para transformar múltiplas opressões. Em How We Get Free: Black Feminism and the Combahee River Collective, a intelectual-ativista e feminista negra Keeanga-Yahmatta Taylor escreve que: “falar do Coletivo Combahee River não é nostalgia, longe disso, falamos sobre o Coletivo porque as mulheres negras ainda não são livres”. Talvez isso seja uma das lições mais importantes que estamos testemunhando nesses tempos da pandemia de coronavírus. As mulheres negras ainda não são livres e, por extensão, as pessoas negras ainda não são livres. Vemos mulheres negras ...

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Arte: @designativista

Maratona online promove edição de verbetes sobre artistas e feministas negras na Wikipédia

Com eventos bimestrais, a maratona Edit -a - thon Artes + Feminismos tem o objetivo de aumentar a presença  feminina na Wikipédia, seja nos verbetes ou na edição da ferramenta.  O próximo encontro acontece neste sábado e domingo (18 e 19 de julho), a partir das 14h, em formato online. Gratuito e aberto ao público, o evento de dois dias será realizado na plataforma Zoom. (Veja abaixo as instruções de como participar). A maratona é uma realização da coletiva de pesquisa curatorial  NaPupila, em parceria com o Instituto Moreira Salles e o Wiki Movimento Brasil. A edição deste mês será voltada para a criação e revisão de verbetes sobre o trabalho de artistas e feministas negras, tendo em vista uma perspectiva decolonial. A maratona dialoga com as celebrações do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorado em 25/7. No Brasil, a população negra corresponde a mais de 50% dos 209,5 milhões de habitantes ...

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foto- Cada Minuto

“Minha realidade como mulher, negra e militar é complexa.Que nunca deixemos de ser resistência”- diz Stephany

A bombeira militar, Stephany Domingos escreve:  Por Arísia Barrosno Cada Minuto foto- Cada Minuto "Eu acredito que seja bem difícil, pra não dizer impossível, uma instituição militar, estruturalmente feita por homens para homens, não ser machista.  E em se tratando de mulheres e negras, o preconceito ultrapassa barreiras que a gente nem consegue mensurar. Não tem como nós visualizarmos o movimento feminista, sem enxergar esse recorte. No nosso caso, mulheres e negras, o recorte é ainda mais específico e complexo. Porém, muita gente, e infelizmente muitas mulheres do nosso meio, por falta de conhecimento, ou por questões culturais institucionalizadas, não enxergam o machismo e racismo, muitas vezes velado dentro das nossas instituições e/ou setores, batalhões e grupamentos. Desde os tempos mais primórdios, a mulher negra era escravizada, um pedaço de carne do senhorzinho branco da casa grande, ou do mestiço capataz, ou ama de leite da ...

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Dia Internacional da Mulher: o movimento do ponto de vista de mulheres negras

As mulheres negras têm liderado muitas estatísticas no Brasil, mas nenhuma delas é de fazer nossa sociedade se orgulhar. No mercado de trabalho, representam o desemprego, como 16,6%, na comparação com homens brancos, que estão na casa dos 8,3%, segundo levantamento feito pelo economista Cosmo Donato, da LCA consultores – com base na média dos últimos quatro trimestres da PNAD contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por Karol Gomes, Do Hypeness Arte: @designativista Da mesma forma, mulheres negras têm um rendimento médio real menor que a metade da renda do homem branco. Acima delas também estão os homens negros e em seguida as brancas. Se apenas a questão de oportunidades fosse um problema a ser resolvido pela vivência das mulheres negras, já seria uma pauta grande o suficiente. Mas quando olhamos para o Mapa da Violência, encontramos ...

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Stephanie Ribeiro, Joice Berth, Milly Lacombe e Ana Paula Xongani falam sobre militância nas redes

Haters, saúde mental, likes e aprendizados. Quatro mulheres que usam as redes sociais para sua militância dividem o ônus e o bônus de encarar a arena digital Por Carol Ito e Dandara Fnseca, Da Revista Trip (Foto: Alex Batista) Mesmo sem ter acesso à sua lista de seguidores, podemos afirmar: você provavelmente segue alguma ativista digital ou formadora de opinião que debate questões sensíveis da atualidade no Instagram ou no Twitter. Acertamos? Pois bem: convidamos quatro mulheres que estudam assuntos relacionados a gênero, raça, política e outras temas (hoje considerados) polêmicos para refletirem sobre as dores e delícias de dar a cara a tapa nas redes sociais. Vamos nessa? Stephanie Ribeiro 26 anos, arquiteta e urbanista (Foto: Alex Batista) “Eu sempre falei sobre gênero, raça e assuntos que se interseccionam com essas questões. Não é que eu queira necessariamente influenciar pessoas, são ...

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Clássico do feminismo negro, obra de estreia de bell hooks é relançada no Brasil

E Eu Não Sou Uma Mulher? examina o impacto do sexismo e do racismo nas mulheres afro-americanas Por Marília Moreira, Do Correio (Foto: Imagem retirada do site Correio) Uma das maiores referências contemporâneas quando o assunto é a intersecção entre feminismo e mulheres negras, bell hooks, 67 anos, teve o seu livro de estreia relançado no Brasil mês passado, 38 anos depois da primeira publicação. Em E Eu Não Sou Uma Mulher? Mulheres Negras e Feminismo (Record | R$ 40 | 320 págs), a autora examina o impacto do sexismo e do racismo nas mulheres negras durante a escravidão nos Estados Unidos, e parte daí para pensar a desvalorização da “mulheridade” negra, o sexismo dos homens brancos e negros, o racismo entre as feministas e os estereótipos dos quais as mulheres negras são vítimas ainda hoje. (Foto: Imagem retirada do site Correio) ...

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