Tag: feminismo negro

Vera Iaconelli (Reprodução/Facebook)

Denegrir a psicanálise brasileira

Você assistiu a minissérie "Roots", de 1977, e chorou quando o jovem Kunta Kinte foi capturado por traficantes de negros ou quando teve parte do pé amputado para não fugir? Sentia-se indignado com a violência e arbitrariedade do apartheid na África do Sul, torcendo pela liberação de Mandela? Nessa época, enquanto o mundo se digladiava entre raças e etnias, nós brasileiros nos orgulhávamos de estarmos juntos, um só povo. Conhecíamos a ditadura, a pobreza, o analfabetismo, a morte por doenças já erradicadas e a falta de saneamento básico, mas tínhamos um consolo: éramos miscigenados e cordiais. Eis que inventaram de importar dos Estados Unidos essa ideia de que no Brasil também havia racismo, eclipsando nossa maior qualidade. Machistas, tudo bem, mas racistas!? Nós, psicanalistas brasileiras, líamos Simone de Beauvoir, Luce Irigaray, Karen Horney e Julia Kristeva e nos sentíamos representadas pelo feminismo, pela recusa à primazia do falo e da inveja do pênis. No entanto, fizeram questão ...

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A socióloga Patricia Hill Collins - Divulgação/Imagem retirada do site Folha de São Paulo

Se eu olhasse só o debate nas redes sociais, sairia correndo, afirma Patricia Hill Collins

Sair da lógica da destruição do oponente, aprender a ouvir e buscar pontos de encontro possíveis —a reabilitação crítica e atenta do “conversando a gente se entende” (um processo sem dúvida mais lento e menos apetitoso para as redes sociais)— são algumas das ações propostas por Patricia Hill Collins e Sirma Bilge em “Interseccionalidade”, livro que chega ao Brasil, em português. A partir de suas experiências de vida, ensino e pesquisa —convergentes, mas diferentes— Hill Collins, professora emérita do departamento de sociologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e Bilge, professora catedrática no departamento de sociologia da Universidade de Montreal, apresentam os frutos intelectuais do exercício-desafio que se impuseram. “A execução deste livro implicava trabalhar em meio às diferenças. Logo descobrimos que dialogar é um trabalho árduo”, escreve Hill Collins já no prefácio. As autoras defendem o diálogo como ferramenta imprescindível para a luta por justiça social e fazem ...

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Divulgação

Curso e ciclo de debates reúnem principais pensadoras e ativistas feministas da atualidade

A poeta Audre Lorde, a escritora Conceição Evaristo, a professora bell hooks e a filósofa Sueli Carneiro. Teóricas e ativistas do feminismo negro, elas terão suas ideias celebradas e debatidas no curso "Introdução ao pensamento feminista negro", que se estenderá por março e abril. Mas não é só: ao longo deste mês, o ciclo de debates "Por um feminismo para os 99%" vai reunir pensadoras e ativistas internacionais. As duas iniciativas são da Editora Boitempo. As aulas do curso "Introdução ao pensamento feminista negros são gratuitas e acontecem toda segunda-feira, às 11h. Elas poderão ser acompanhadas sem inscrição prévia no canal da Boitempo no Youtube e ficarão salvas para visualização posterior. Serão seis encontros semanais, comandados por intelectuais brasileiras, entre elas a historiadora Raquel Barreto e a poeta e tradutora Stephanie Borges. — A editora procura, com essa pequena contribuição por meio de curso, debates e lançamento de livros, dar ...

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Por um feminismo para os 99%

A partir de segunda-feira próxima (08/03) até o dia 12 de abril a Editora Boitempo realiza o curso Introdução ao pensamento feminista negro e o ciclo de debates internacional Por um feminismo para os 99%. Viabilizada pela Lei Aldir Blanc, a programação conta com 24 pensadoras e ativistas de cinco nacionalidades. Todas as atividades são gratuitas e sem necessidade de inscrição prévia, inserindo-se no histórico de eventos internacionais promovidos pela editora ao longo de seus mais de 25 anos. Introdução ao pensamento feminista negro conta com seis aulas semanais, tendo início na data que celebra o Dia Internacional da Mulher. As aulas são às segundas-feiras, às 11h. O ciclo de debates Por um feminismo para os 99% será este mês, dias 10, 17, 24 e 31, sempre às 14h. Todas as transmissões serão realizadas pela TV Boitempo, canal de editoras da América Latina no YouTube. A programação foi inspirada pelo manifesto Feminismo para os 99%: um manifesto, de autoria de Cinzia ...

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Reprodução/Facebook

Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras lança agenda #MarçoDeLutas contra o racismo e o patriarcado

A AMNB – Articulação de Mulheres Negras Brasileiras amplia a mobilização do dia 08 de março, um marco internacional de luta contra o patriarcado e o racismo, para o mês inteiro. A agenda de #MarçoDeLutas em 2021 é um conjunto de ações coletivas para reafirmar a resistência negra no Brasil. O objetivo é que as mulheres negras brasileiras protagonizem uma chamada para compartilhar práticas, experiências, viabilizar denúncias para potencializar o enfrentamento ao racismo, o sexismo e a lesbitransfobia que impactam a vida das pessoas negras, especialmente as mulheres. Ao vivo, acontecem dois encontros on-line. O primeiro é a Live “Mulheres Negras Contra a Violência Política”, com a participação de parlamentares brasileiras que sofreram ataques recentes, no dia 05 de março, às 19h. O segundo é o “Diálogo Internacional - 20 anos da Conferência de Durban e a luta global contra o Racismo”, com a presença de mulheres negras das Américas, em ...

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Camila Moura de Carvalho (Arquivo Pessoal)

Camila Moura de Carvalho: Por que o feminismo negro?

“A voz de minha filha recolhe em si a fala e o ato. o ontem – o hoje – o agora . na voz de minha filha se fara ouvir a ressonância o eco da vida -liberdade.” (Conceição Evaristo)   Quem sou eu essa mulher negra? Tal indagação – que não é meramente retórica – abre um portal de infinitas possibilidades de respostas e de outras tantas perguntas para cada uma de nós. Esse pequeno ensaio sobre a condição da mulher negra foi se construindo em torno de duas perspectivas: uma inicial, de caráter mais ontológico ou existencial e outra que se ancora em torno de mitos da mobilidade social, em um contexto mais geral. Sabemos lá no fundo que em algum momento de nossa existência, nos foi revelada nossa condição de mulher e de negra. Em algum momento o encanto se quebrou (encanto de ser quem se é) e ...

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Antes mesmo de lidarem com a dor da perda, lutam para obter imagens de câmeras de vigilância e depoimentos de testemunhas que comprovem a inocência das vítimas. Na Foto está Débora da Silva, uma das fundadoras do Movimento das Mães de Maio.(Foto: Olívia Soulaba/Mães de Maio)

A luta pela maternidade plena no feminismo negro

Como advogada criminalista e ativista do movimento negro, todos os inquéritos policiais e ações judiciais em defesa de mães de jovens assassinados por forças policiais em que atuei, me fizeram refletir a respeito do luto inesperado. Afinal, no curso natural da vida, esperamos perder nossos pais e avós, mas nenhuma mãe espera perder seu filho, ainda mais um filho assassinado. Essa provavelmente é uma dor que nunca passa. Ainda assim, mães negras e periféricas se organizam em coletivos que transformam o luto em luta e oferecem ombro e apoio àquelas que também perderam seus filhos. “Alguém precisa fazer alguma coisa. Nossos filhos são assassinados e nós ficamos aqui como mortas-vivas”. Esse foi o conteúdo de um áudio que recebi na semana do segundo turno das eleições municipais, de uma mãe que teve seu filho assassinado pela Polícia Militar há alguns anos e que atualmente articula um movimento de apoio e ...

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"O feminismo radical exige que não se pode entender um sistema sem compreender suas interseccionalidades", destaca ativista do movimento Vidas Negras Importam nos EUA, Rose Brewer (Valter Campanato/EBC )

Fórum Social Mundial denuncia ‘aliança perversa’ contra a vida das mulheres

Ativistas pela igualdade de gênero da Índia, Curdistão, Estados Unidos, Saara Ocidental, Peru, e de outros países, denunciaram nesta quarta-feira (27), durante as atividades do Fórum Social Mundial (FSM), o impacto do que chamam de “aliança perversa entre o capitalismo, patriarcado e colonialidade” sobre os corpos das mulheres em todo o mundo. Apesar das diferenças culturais entre seus países de origem, as ativistas evidenciaram que estão todas unidos pela violência estrutural contra a vida da população feminina e também LGBT+. De acordo com elas, fundamentos religiosos, políticos e econômicos do Estado e da sociedade também funcionam como barreiras para o acesso das mulheres à democracia e à liberdade. A pandemia do novo coronavírus, nesse contexto, também somou como outra expressão da violência contra as mulheres. Não à toa, relatos de violações e dores marcaram o painel do FSM, intitulado de “Feminismos revolucionários para outros mundos possíveis e necessários”. Mas as diferentes histórias também lembraram que o ...

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Anielle Franco (Foto: Bléia Campos)

Mulheres pretas acadêmicas

Seguindo os últimos textos, onde destaquei algumas mulheres que seguem inspirando outras mulheres, hoje vou utilizar esse espaço para falar de duas mulheres negras e acadêmicas, que são imbatíveis. O espaço acadêmico definitivamente não foi pensado para mulheres negras. Isso em um contexto de diáspora, porém nós resistimos e existimos nesse lugar. Pensar a existência de mulheres negras ocupando cadeiras em lugares de conhecimento, formulando conhecimento, propagando ideias e sendo visíveis, não é algo comum e entendido como natural. Atualmente tem ocorrido mais, porém não com facilidade. Conquistar esses espaços, como a academia é resultado de uma corrida desigual, árdua, e incansável de mulheres como eu e tantas outras irmãs para conquistar objetivos, obter glórias, ou até simplesmente, sobreviver com dignidade em meio às desigualdades. árbara Carine fundou a Escolinha Maria Felipa, em Salvador (BA)Imagem: Acervo Pessoal Nesse caminho de resistência e ocupação de mulheres negras, ...

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Chimamanda Adichie (Foto: Mamadi Doumbouya/Vulture)

Aspectos de uma obra: O feminismo negro africano de Chimamanda Adiche

Chimamanda Ngozi Adiche é uma das maiores referências da literatura mundial contemporânea(1), escritora nigeriana que pode ser inserida na tradição literária de seu país(2) em desenvolver narrativas que para além de uma estilística puramente artística, que acabam por refletir e problematizar as tensões, os conflitos, as interações, as complexidades e potencialidades da Nigéria. Tradição esta que perpassa as obras de autorias tão díspares, mas que mesmo por isso acabam por nos fornecer um cenário amplo, diverso e pulsante da sociedade nigeriana ao longo das últimas décadas, desde – pelo menos – seu processo de resistência e libertação anticolonial, até as divergências políticas internas, baseadas numa dicotomia entre um fervor revolucionário radical e uma sociedade militarizada de castas, mediadas por um – distópico? – nacionalismo africano, visando a construção de uma Nigéria moderna e contemporânea, inserida ao cenário político e econômico mundial. Em outras palavras, literatura na Nigéria não é “apenas” ...

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Ilustração: Stephanie Pollo

Que Brasil teríamos, com mais mulheres negras no poder?

Por CFEMEA, para a coluna Baderna Feminista O Brasil já está às voltas com as eleições municipais. Mergulhadas numa crise profunda, ainda mais trágica pela crise sanitária que já matou quase 150 mil pessoas em nosso País, nos perguntamos sobre o que significa a realização de um processo como este em um contexto político marcado por um golpe e pelo fascismo crescente na sociedade brasileira. O que significa termos um processo eleitoral já com quase dois anos do governo Bolsonaro? Os movimentos feministas têm uma trajetória de monitoramento de políticas públicas e de ação junto ao Parlamento. Desde a Constituinte, organizações e movimentos incidem para aprovar legislações igualitárias e pressionar para que os marcos normativos se traduzam em políticas e serviços que alterem concretamente a vida das mulheres. Nós, do CFEMEA, atuamos nesse front e temos alertado para a presença cada vez maior de partidos políticos criados a partir de fés religiosas e para ...

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(Foto: Divulgação/ Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas)

Prêmio Marielle Franco de Ensaios Feministas: as vencedoras!

No dia 14 de março deste ano, a Editora Contracorrente, em parceria com o Instituto Marielle Franco e com o apoio do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, anunciou o Edital do Prêmio Marielle Franco de Ensaios feministas 2020. A finalidade do projeto foi acolher ensaios das várias temáticas que envolvem o feminismo e premiar um dos textos com a publicação do trabalho em formato de livro pela Editora Contracorrente, além de um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10.000,00. No período de cinco meses de recebimento de trabalhos, avaliamos mais de cento e noventa textos, escritos por mulheres de todo Brasil e do exterior. Autoras de diversas tendências do pensamento feminista discorreram sobre o tema, esmiuçaram conceitos, dividiram conosco suas vivências e seus estudos, do mais refinado ao mais pessoal. Uma ...

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Adobe

O que eles não nos contaram?

Eu não sei como brigar, eu só sei como continuar viva. A Cor Púrpura (1982)   Às vezes eu me pergunto o que poderia ter mudado se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, se o feminismo negro ou o debate étnico-racial tivesse chegado mais cedo em minha vida. Será que eu teria considerado algumas coisas que me ocorreram como violência?  Será que eu teria ficado calada nas vezes em que eu deveria ter gritado? Pensando comigo mesma acho que a resposta seria sim, porém “eles” não me contaram, ninguém me disse que a violência direcionada a mim eram por conta da minha cor, esta não retinta, mas que ainda recebe olhares externos, exóticos ou de não aprovação. Se “eles” tivessem me contado eu teria berrado, dilacerando a máscara do silêncio como disse Grada, mas não teria feito isso esperando que “eles” se importassem, pois sei que não se importariam ...

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Giovana Xavier (@oniraproducoes)

O que se ganha com o que se perde?

Nunca gostei da expressão “correr contra o tempo”. Tudo que é a priori contrário à alguma coisa soa para mim como fadado ao fracasso. Antirracismo, antimachismo, anticapitalismo… Mais do que simples termos, estas são palavras perigosas porque quando definimos a nós e a movimentos pela contrariedade, nossos olhos voltam-se mais para o combate e a destruição do que para criação de formas alternativas ao que nos oprime. No pensamento feminista negro, esta mirada para o poder da criação foi nomeada por Patricia Hill Collins “epistemologia alternativa”: uma teoria crítica social focada nos interesses e referenciais de mulheres negras como grupo que posicionado à margem das estruturas de poder constrói alternativas radicais de afirmação e liberdade. (Pausa para conflitos e risos: a ideia não era teorizar… mas sou acadêmica. Acadêmicas teorizam, está tudo bem…) Mas voltando ao Tempo, Ele agora apresenta-se na versão maiúscula, condizente com a soberania do orixá que ...

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Reprodução/Facebook

Assista: Geledés Instituto da Mulher Negra conversa com Nátaly Neri e Amarílis Costa em Live no Facebook

Nesta sexta-feira, dia 21 de agosto, Geledés - Instituto da Mulher Negra, convida a criadora de conteúdo Nátaly Neri  e a advogada e criadora de Preta e Acadêmica, Amarílis Costa, para falarem sobre a importância de ampliar as pautas e conversas em torno do Feminismo Negro. O bate-papo será comandado pela presidenta de Geledés, Maria Sylvia de Oliveira.  A Live acontecerá na Página de Geledés no Facebook, a partir das 19h. A conversa terá em torno de uma hora e as convidadas contarão sobre suas experiências no movimento, a importância das redes sociais no papel de ampliar as vozes de mulheres negras e o que estão fazendo para potencializar as questões relacionadas ao feminismo negro.  A iniciativa e parceria realizada entre Geledés Instituto e o Facebook fazem parte dos esforços para ampliar vozes negras na plataforma, contribuir para a representatividade e o debate das lutas da comunidade negra em todo ...

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WINNIE BUENO (Foto: Ricardo Jaeger)

Uma perspectiva feminista negra para os direitos humanos

A historiografia dos Direitos Humanos é marcada por uma série de ausências no que diz respeito a participação das comunidades internacionais que não estão inseridas no contexto do norte global. A inscrição de outras vivências e experiências no cânone acadêmico da teoria dos direitos humanos é recente, sendo a mesma marcada pela perspectiva decolonial, a qual possibilitou um profícuo debate que deslocou a homogeneidade eurocêntrica a respeito da construção histórica dos Direitos Humanos. O marco da construção de uma perspectiva decolonial da gramática do direito se dá a partir das experiências dos países localizados no que é denominado enquanto Terceiro Mundo, uma alternativa ao conceito de biopolítica, cuja a gênese e centralidade se localiza nos Estados Unidos e na Europa (MIGNOLO,2017). Contudo, mesmo dentro da perspectiva decolonial, há ausências de percepções que deem conta das contribuições que as mulheres negras no contexto da diáspora rouxeram para a produção teórica e ...

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A filósofa Sueli Carneiro (Foto: Natalia Sena )

Uma fala de Sueli Carneiro

Neste 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, compartilhamos aqui a fala de Sueli Carneiro durante a mesa Feminismos Negros do Na Janela: Jornadas Antirracistas, evento promovido pela Companhia das Letras. A conversa, que contou também com a participação de Djamila Ribeiro, autora dos livros Pequeno manual antirracista e Quem tem medo do feminismo negro, Bianca Santana, que atualmente escreve a biografia de Sueli a ser publicada pela editora, e mediação da jornalista Flavia Oliveira, homenageou os 70 anos da filósofa e ativista e falou sobre o papel central do feminismo negro na luta antirracista. Militantes não costumam ser festejados, ao contrário, costumam ser perseguidos, criminalizados, desqualificados. Aprendemos a lutar e nem sempre preservamos a ternura, aprendemos a nos defender e atacar. Conforto total pra gente de Ogun, como eu. Nossa praia! Já homenagens, carinhos e afagos nos deixam completamente desarmadas, desarmados. Afinal, como dizia o poeta Arnaldo Xavier, “carinho de jumentos ...

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Divulgação

Lideranças femininas negras se reúnem em encontro transnacional

Dezenas de mulheres negras de diversos países do mundo se encontram nesta terça e quarta-feira (28 e 29 de julho), no 1º Webnário Transnacional promovido pela Mahin – Organização de Mulheres Negras. A atividade acontece através de plataformas online, com transmissão ao vivo pelo Facebook e Youtube, das 11h às 15h. O encontro emitirá certificado para as participantes do dia 28, por meio de inscrição prévia no site www.negrasmahin.org. O Webnário integra as atividade do Julho das Pretas e conta com a parceria e apoio de instituições como a Cese, Coletivo Luiza Bairros, Fórum Marielles, Almaa, Rede de Mulheres Negras, Sindoméstico, Kilomba, Afroresistance, Malungu, Rede de Mulheres de Terreiro e os Comitês Comunitários de Enfrentamento a Covid-19 nos Bairros Populares e nas Religiões de Matriz Africana de Salvador. O Webnário Transcional, além de marcar o mês em que celebra a luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas, tem por objetivo ...

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Reprodução/Facebook

Marcha das Mulheres Negras de SP acontece com programação online neste sábado

Será realizada neste sábado (25) a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, a partir das 14h. O evento, que ocorre pelo quinto ano seguido, será organizado de maneira digital devido à pandemia do coronavírus, mas também contará com manifestações presenciais. Além de reivindicar seus direitos, as mulheres se manifestarão contra o projeto genocida em todas as esferas de governo. A Marcha busca conectar pessoas por meio do mote “Nem cárcere, nem tiro, nem Covid: corpos negros vivos! Mulheres negras e indígenas! Por nós, por todas nós, pelo bem viver!”. A manifestação vai apresentar uma programação online e intervenções de rua que serão transmitidas ao vivo no sábado, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Teresa de Benguela. A programação começará a ser transmitida às 14h e contará com encontros e discussões sobre ancestralidade, apresentação musical, sarau literário e programação infantil, além de questionamentos sobre ...

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Keisha-Khan Y. Perry (Foto: Enviado para o Portal Geledés)

O legado político do Manifesto do Coletivo Combahee River

Recentemente foi publicada a tradução em português do Manifesto do Coletivo Combahee River. A tradução em português chega ao Brasil após 42 anos de sua publicação em língua inglesa. A tradução para o português do Manifesto do Coletivo Combahee River  é oportuna e importante, pois estamos buscando coletivamente novos modelos de transformação social que levem a sério a maneira como as mulheres negras interagem e trabalham para transformar múltiplas opressões. Em How We Get Free: Black Feminism and the Combahee River Collective, a intelectual-ativista e feminista negra Keeanga-Yahmatta Taylor escreve que: “falar do Coletivo Combahee River não é nostalgia, longe disso, falamos sobre o Coletivo porque as mulheres negras ainda não são livres”. Talvez isso seja uma das lições mais importantes que estamos testemunhando nesses tempos da pandemia de coronavírus. As mulheres negras ainda não são livres e, por extensão, as pessoas negras ainda não são livres. Vemos mulheres negras ...

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