segunda-feira, julho 6, 2020

    Tag: genocídio da juventude negra

    Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

    ‘Parem de matar nossos filhos’, dizem mães após assassinatos em SP

    Em protesto organizado por 15 coletivos da periferia, do movimento negro e frentes populares, manifestantes reivindicaram respostas para a morte de cinco jovens assassinados pela polícia e para a falta de acesso à saúde na zona leste de São Paulo durante a pandemia. O ato batizado de Vidas Pretas Importam aconteceu neste sábado (4), em Cidade Tiradentes. Ele partiu da Praça 65 , na av. dos Metalúrgicos, às 13h e foi até às 17h30, terminando em frente ao Terminal Tiradentes, na capital paulista. Segundo a organização, entre 150 e 200 pessoas participaram do ato, entre eles familiares dos jovens Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos e Igor Bernardo dos Santos, assassinados durante a pandemia. A manicure Ana Paula Bernardo dos Santos, 45, mãe de Igor Bernardo, 17, morto em 18 de março, esteve presente. Segundo ela, o filho foi morto com quatro tiros por ter sido confundido com outro ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Quem cala é cúmplice: o que racismo nos EUA e atos anti-STF têm em comum

    "Ficar em silêncio, sem interferir, é ser cúmplice", disse o chefe da polícia de Minneapolis (EUA), Medaria Arradondo, ao afirmar que todos os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd foram demitidos e deveriam ser julgados e punidos. Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, diante de outros três oficiais, que nada fizeram nos oito minutos em que durou seu sufocamento. Arradondo deu essa resposta ao vivo a uma emissora de TV, neste domingo (31 de maio), ao ser questionado pelo irmão de Floyd sobre justiça, em uma entrevista comovente, no meio dos protestos contra a violência racial que tomaram os Estados Unidos. O chefe da polícia de Minneapolis é negro. É o primeiro homem negro a alcançar a chefia do departamento de polícia da cidade do estado de Minnesota, que tem longo histórico de violência racial. Arradondo levou 28 anos até conseguir alcançar ...

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    Genocídio do povo negro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

    Audiência na ALERJ debate as violações de Estado em favelas e o genocídio da juventude negra no Rio

    Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debaterá na próxima quinta-feira, 17 de outubro, das 10h às 14h, a crescente onda de violações dos direito dos moradores das favelas e periferias do Estado e o genocídio da juventude pobre e negra. A audiência "Mães e Mulheres Moradoras de Favelas para debater a Política de Segurança Pública no RJ” reunirá as comissões da Mulher, Direitos Humanos, Discriminação, Educação, Trabalho e Habitação acontece no Plenário Barbosa Lima Sobrinho no Palácio Tiradentes. Além de mães e familiares de vítimas de estado estarão presentes representantes da FAF-Rio (Federação Municipal das Favelas do Rio), FAFERJ (Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro), presidentes de diversas associações de moradores, integrantes do movimento Parem de Nos Matar e diversos outros movimentos sociais. Juntos exigem que os moradores de favelas tenham os mesmos direitos e liberdades civis constitucionais que os demais moradores ...

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    “A lógica racista naturaliza e romantiza a violência sofrida pela população negra”

      De uns tempos pra cá me pus a observar um pouco mais as facetas do comportamento humano e chego a conclusão óbvia de que vivemos numa dualidade. O ano era 2012 quando fui apresentada à obra coreográfica de Marcela Levi e Lucía Russo, chamada Natureza Monstruosa. Com micronarrativas, a animalidade humana é exposta na sua forma mais pura e terrível e fala sobre o quanto nosso lado monstruoso nos assombra e é ativado em momentos comuns do cotidiano. Mas até que ponto essa monstruosidade é algo inconsciente? Ou será que damos lugar a ela quando invisibilizamos algo que não é inerente ao interesse pessoal? Pois bem, acho que primeiro vale uma ilustração bem básica, uma comparação que até certo ponto faz sentido. Por exemplo, o comportamento de um cachorro: animal sem racionalidade considerada que é capaz de ver outro da mesma espécie morto, putrificado e não ser impactado por ...

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    Foto Marta Azevedo

    Com Ágatha foi-se a utopia da inclusão

    Morreu o sonho de uma família que acreditou na educação como passaporte da mobilidade social Por FLÁVIA OLIVEIRA, do O Globo FLÁVIA OLIVEIRA /Foto Marta Azevedo Quando percebi minha mãe morta, oito anos atrás, faltaram-me primeiro as pernas, depois a linguagem. Eu tive de permanecer sentada ou ser amparada, porque a orfandade faz desmoronar os alicerces. Ela também me devolveu ao antigo primário, quando a voz era aguda, o vocabulário restrito e os tempos verbais, uma confusão. Atravessei os primeiros dias de luto com comida quente, de preferência caldos, e muita raiva do amanhecer — eu ficara órfã e o tempo teimava em passar, a vida a correr. No sétimo dia, escrevi. Mas até hoje não sei se me conjugo filha única no presente ou no pretérito: sou ou fui. Foi assim que comecei a observar corpos e palavras dos enlutados — e a sofrer intensamente ...

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    Atriz Juliana Alves é uma das participantes do projeto Foto: 342 / Reproducao

    Artistas gravam vídeos em que leem cartas de crianças da Maré com relatos de violência

    O Movimento 342 lança nesta segunda-feira uma série de vídeos nos quais personalidades leem cartas escritas por crianças da Maré com relatos do cotidiano de violência na comunidade, conforme antecipou jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Ao todo, a atriz Deborah Bloch, o ator Fabio Assunção e outras 13 pessoas participam do projeto. Do Extra  Atriz Juliana Alves é uma das participantes do projeto Foto: 342 / Reprodução/Extra  O lançamento da iniciativa acontece três dias após a menina Ágatha Felix, de 8 anos, ser baleada no Complexo do Alemão. Entre os participantes do projeto está Monica Benício, viúva de Marielle Franco. Realizado pela ONG Redes da Maré em sua fase inicial, o trabalho resultou em 1500 cartas escritas por crianças e moradores da comunidade da Zona Norte do Rio e esteve no centro de uma polêmica em agosto. Naquela ocasião, as cartas foram encaminhadas ao ...

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    Geledés

    Polícia não chegou à autoria do crime em nenhum dos casos de crianças mortas por balas perdidas este ano

    Além do caso de Ágatha, três meninos e uma menina foram baleadas em 2019, mas apenas um inquérito foi concluído Por Vera Araújo, do O Globo Geledés Em nenhuma das investigações das quatro crianças mortas este ano, antes do caso de Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, a Polícia Civil chegou à autoria. Segundo dados da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no homicídio mais antigo dos cinco, o da menina Jenifer Cilene Gomes, de 11 anos, morta em fevereiro, a vítima teria sido atingida durante troca de tiros entre "traficantes de facções rivais", numa comunidade no bairro da Triagem. A polícia informou que, "até o momento", não há indícios da participação de policiais. Jenifer estava na porta do bar da família, na Triagem, quando foi atingida por uma bala perdida. Na época, parentes da menina acusaram policiais militares. Em 2012, dois irmãos de Jenifer ...

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    Geledés

    Ágatha, 8, a mais nova vítima da violência armada que já atingiu 16 crianças no Rio neste ano

    Menina morreu na noite de sexta, com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma kombi no Complexo do Alemão, zona norte da cidade Do EL PAÍS Geledes A morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, voltou a despertar a indignação contra a violência que assola as periferias do Rio de Janeiro, onde traficantes, agentes policiais e milícias travam uma guerra que se arrasta há anos. A menina estava dentro de uma Kombi junto com a avó, e voltava para casa na comunidade da Fazendinha, na sexta-feira à noite, quando foi baleada nas costas. Ágatha chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, Ágatha foi a 16º criança vítima de violência armada neste ano no Grande Rio, e ...

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    Geledés

    #ACulpaEDoWitzel: Assassinato de menina de 8 anos no Alemão causa revolta nas redes

    Morte de uma menina de apenas 8 anos, vítima de um disparo de fuzil feito por um PM no Complexo do Alemão, vem em meio a inúmeras mortes em comunidades, em decorrência de operações policiais, que entraram em escalada desde que Witzel assumiu como governador do RJ Da Revista Fórum Imagem: Geledés 'A morte de Agatha Félix, de apenas 8 anos, gerou revolta nas redes sociais na manhã deste sábado (21). A criança morreu na madrugada em decorrência de um tiro de fuzil que, segundo moradores da favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão (RJ), teria sido efetuado por um PM. De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, ...

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    Geledés

    Morre criança de 8 anos baleada pela PM no Complexo do Alemão

    A política de segurança pública do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fez mais uma vítima: Agatha Félix, criança de 8 anos que foi baleada na favela Fazendinha, do Complexo do Alemão, morreu na madrugada deste sábado (21). De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, a criança dentro do veículo. Ela chegou a ser socorrida no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte de Rio de Janeiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. “Quem tem que dar informações é quem deu o tiro nela. Matou uma inocente, uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro. Cadê o policiais que fizeram isso? A voz deles é a arma. Não é a ...

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    Essas e as outras 6.800 chicotadas

    Dentro de uma unidade da rede de supermercados Ricoy, na zona sul de São Paulo, um adolescente negro de 17 anos foi chicotado em vídeo produzido por seus próprios torturadores. Pause por um minuto. Pondere o que comunica a violência, e para quem. Pense no poder da imagem. Do corpo negro adolescente fazemos um palco para o espetáculo da violência: curtido, compartilhado, desumanizado. Não é apenas o corpo negro nu que os torturadores querem açoitar. Filmando-no, querem destituí-lo de sua própria humanidade. No estado de São Paulo, entre 2008 e 2017, 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram vítimas de homicídio, sendo que a probabilidade de um adolescente negro ser morto é 75% maior do que a de um adolescente branco. Apesar dos avanços em São Paulo na redução de homicídios da população em geral neste período (15,3 para 10,6/100 mil habitantes), adolescentes tem sido mortos a proporções ainda ...

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    Foto- Facebook: Fejunes

    Começam preparativos para Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra

    Fejunes e movimentos sociais definiram o tema, local e horário do tradicional ato de 20 de novembro no Século Diario Foto- Facebook: Fejunes O Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes) deu início aos preparativos para a organização da Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra, que organiza anualmente junto a outros movimentos sociais capixabas no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Este ano a marcha terá início às 15h, saindo da Casa Porto, no Centro de Vitória. Na primeira reunião, realizada no último domingo (1), foi definido o lema do ato de 2019: "Eles combinaram de nos matar, nós combinamos de não morrer". A marcha chega à sua décima segunda edição este ano, tendo sido realizada pela primeira vez em 2007, a partir da criação de Fejunes após participação de uma delegação capixaba no I Encontro Nacional da Juventude Negra (Enjune) na ...

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    PAREM DE NOS MATAR - imagem Geledes Instituto da Mulher Negra

    Não há mais urgente debate no país que o genocídio da juventude negra

    Enquanto a classe média não cair em si para entender o drama da situação, seguirá alienada e reproduzindo outras violências Por  ANA INÊS ALGORTA LATORRE, da Carta Capital    PAREM DE NOS MATAR - imagem Geledes Instituto da Mulher Negra Ao acordar, leio estarrecida mais uma notícia sobre a letalidade policial no Rio de Janeiro. Do início do ano até maio, 434 pessoas – sim, 434 vidas humanas – foram mortas pela polícia carioca, o maior número em 21 anos, e segue crescendo. Enquanto isso, ao invés de manifestarem preocupação com a situação, que seria o mínimo a esperar delas, as autoridades estaduais e federais seguem prometendo o aumento no número de mortes. Fico sabendo de Gabriel, Elisabeth, Dyogo. Mortos aos 18, 17, 16 anos, todos jovens negros moradores de favelas do Rio. Dyogo foi morto pelas costas com um tiro de fuzil. Elisabeth recebeu dez ...

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    Policiais militares fazem operação na Vila do João, uma das comunidades da Maré, no dia 6 de fevereiro. REDES DA MARÉ (FACEBOOK)

    Uma ação mais humana por outra Maré é possível

    O momento que vivemos chama atenção pela profusão de acontecimentos dramáticos que atravessam o nosso cotidiano. Mal conseguimos digeri-los e logo nos vemos diante de novos fatos a nos desafiar. Estamos, sem dúvida, diante de uma onda que nos exigirá intensa força e vigor para resistir a tempos que pensávamos já termos superado no Brasil. A maioria de nós certamente não imaginava que teríamos de nos articular para não perder o fio leve de democracia que se esboçava, neste país, desde o fim da ditadura, na década de 80. No Estado do Rio de Janeiro, numa perspectiva ainda mais peculiar, temos experimentado tempos nunca vividos em relação ao aumento de violências no que concerne ao seu quantitativo e à sua forma de se materializar. As favelas e as periferias são as áreas onde essas violências se manifestam de forma enfática, num processo que se aprofunda ao longo do tempo, independente de algumas experiências, como ...

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    (Foto: Ilustração Carlos Latuff)

    O país que mata seus Pelés

    O Brasil matou Pelé – não o Edson Arantes dos 1.281 gols, mas os novos, os do futuro, meninos pobres e pretos exterminados sistematicamente nas comunidades populares e periferias. O país que um dia foi do futebol consolida-se como o das mortes de negros e negras, incontáveis talentos potenciais sacrificados pela escolha do genocídio. Jovens que se vão aos milhares, na covardia dos tiros desferidos a esmo, no jogo sangrento e sem fim. O Brasil teima em sacrificar os que vêm das quebradas, ceifando vidas em escala industrial, jogando fora seu futuro, aprisionando-se num presente perpétuo de covardia e mediocridade. Morrem quase todos pretos e pobres, na indústria da brutalidade, referendada pelas urnas de 2018, como certificado do DNA homicida de toda uma sociedade. É ele que aperta o gatilho sem dó nem piedade. Nesta semana no Rio de Janeiro, foram-se dois potenciais craques de bola – Dyogo Costa (apelidado ...

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    Nota Pública ao governador e ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro 16/8

    Nota pública  16/8/2019 Do Redes da Maré  (Foto: Imagem retirada do site Redes da Maré) Hoje dia 16/8, em uma evento oficial, o  governador do Estado do Rio de Janeiro mostra, mais uma vez, seu total desrespeito pelos moradores de favelas, em especial às crianças, quando afirma de forma leviana que as cartas onde elas falam da violência que vivenciam diariamente são o fruto da manipulação dos grupos criminosos. Por outro lado, não assume sua responsabilidade pela escalada de violência e morte causadas por sua política de segurança que tem como método a violência e a morte. Suas declarações chocam pela agressividade, irresponsabilidade e total falta de preparo para o cargo que exerce. A Redes da Maré se coloca a favor da vida e defenderá sempre os direitos dos moradores e o Estado democrático de direito. Nota pública 15/8/19 A mobilização que resultou nas 1509 cartas ...

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    Lalo de Almeida/Folhapress

    OAB Nacional e várias entidades lançam Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência

    O Conselho Federal da OAB sediou nesta quinta-feira (15) a Mesa Nacional de Diálogo Contra a Violência. O objetivo da mesa é reunir setores da sociedade civil para debater soluções para o crescimento da violência no Brasil e abrir um diálogo nacional em torno do clima de intolerância que cresce no país. Segundo dados do Atlas da Violência, publicação do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do IPEA, o Brasil é um dos países mais violentos do mundo, com 65.602 homicídios registrados em 2017, 72,4% decorrentes de mortes por armas de fogo. Deste total, 75,5% dos mortos são negros. Por Renato Sérgio de Lima, da Folha de S.Paulo  Dom Paulo (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress) Iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos ‘Dom Paulo Evaristo Arns’ – Comissão Arns, a Mesa Nacional de Diálogo Contra a Violência reuniu representantes da OAB Nacional, da Comissão Arns, Conferência Nacional ...

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    Comissão Arns e OAB lançam Mesa Nacional de Diálogo contra a Violência

    Representantes de diferentes setores da sociedade civil se reúnem na sede nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dia 15, às 11h, para a instalação da Mesa Nacional de Diálogo Contra a Violência. Iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, este encontro tem por objetivo estimular um debate plural, democrático e sempre na perspectiva dos direitos humanos, com a toda sociedade civil brasileira, como reação ao clima de intolerância instalado no país. DO Comissão Arns  Logo Comissão Arns/Divulgação O evento contará com a participação de organizações representativas, como Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Conselho Nacional dos Direitos Humanos, Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), Conselho Federal de Psicologia (CFP), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Núcleo de Estudos da Violência (NEV/USP), ...

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    Manifestação denunciou aumento da violência policial em favelas do Rio de Janeiro / Clívia Mesquita

    “Parem de nos matar”: aumento da violência policial motiva protesto no Rio de Janeiro

    Manifestação na orla de Ipanema foi convocada por dezenas de movimentos populares no Brasil de Fato Manifestação denunciou aumento da violência policial em favelas do Rio de Janeiro / Clívia Mesquita Em função da onda crescente de mortes decorrentes de ações policiais em favelas do Rio de Janeiro, moradores e movimentos populares organizaram uma manifestação na manhã deste domingo (26) na orla do Ipanema, zona sul da capital. Com o mote “Parem de nos matar!”, o protesto criticou a política de segurança pública adotada pelo governo de Wilson Witzel (PSC) que já resultou em 434 apenas no primeiro trimestre de 2019, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Palavras de ordem como "Fora Witzel", "Fora Bolsonaro", "Não tem arrego, se mexer com nossos filhos eu tiro seu sossego" foram entoadas pelos manifestantes. O ato começou a ser pensado em abril após a morte do gari comunitário William Mendonça dos ...

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    João Victor tinha 22 anos e, segundo a família, trabalhava como DJ – Reprodução / Redes Sociais

    Mais um jovem negro é morto ao ter furadeira confundida com arma no Rio

    João Victor Dias Braga, de 22 anos, saia para trabalhar quando foi morto em um tiroteio, na tarde desta terça-feira, na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Morador da  comunidade Santa Maria, João estava com uma furadeira na mão que pode ter sido ‘confundida’ com uma arma, segundo familiares do rapaz informaram ao jornal O Dia. Na véspera, homens do 18º BPM (Jacarepaguá) fizeram operação na região para coibir a ação de suspeitos de tráfico. Do Notícia Preta João Victor morava com a namorada, Júlia Batista de 22 anos e com a família da jovem. Em entrevista ao jornal O Dia, o sogro da vítima, Leonardo Santos, de 40 anos, disse que o tiroteio na comunidade começou logo após o rapaz sair de casa: “Almoçou, tomou banho, pegou as coisas dele pra sair pra trabalhar e começou o tiroteio”, afirmou Leonardo. Segundo ele, o jovem trabalhava como DJ e com ...

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