Tag: genocídio da juventude negra

    Foto: Sérgio Lima/Poder360

    Cores da violência

    Registrou-se, no ano de 2018, uma mais que bem-vinda queda do vergonhoso número de homicídios no Brasil, repetida com maior vigor no ano passado. O detalhamento dos números, no entanto, revela desigualdades cruéis nessa melhora. Foram assassinados 58 mil brasileiros em 2018, o que correspondeu a uma taxa de 27,8 por 100 mil habitantes. Do total de mortos, nada menos de 75,7% eram negros (pretos e pardos), segundo o recém-divulgado Atlas da Violência 2020, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma década antes, em 2008, a participação dos negros no total de vítimas de homicídio se mostrava significativamente menor, 65,5%. Dito de outro modo, a violência fatal aumentou no período para os pretos e pardos, enquanto caía para os demais grupos. Não se pode afirmar que são sempre brancos a matar negros —inexistem dados a respeito dos homicidas. Mas resta evidente a deprimente vulnerabilidade dos segundos ...

    Leia mais
    (Foto: Geledés)

    Menino de 8 anos é atingido por um tiro na cabeça, em Guapimirim, na Baixada Fluminense

    Uma criança de 8 anos foi atingida por tiro na cabeça, na noite de sexta-feira (28), na Rua Vereador Moacyr Pimentel, em Guapimirim, na Baixada Fluminense. De acordo com testemunhas, o menino brincava com outras crianças perto de casa quando um carro passou para rua efetuando vários disparos. O menino atingido foi socorrido por parentes e levado para o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, a bala transfixou o crânio da criança, entrando pela testa perto do olho esquerdo e saindo na região da orelha. O menino foi operado e passa bem. Seu quadro de saúde é estável.

    Leia mais
    O deputado Orlando Silva (Foto: Luís Macedo/ Câmara dos Deputados)

    ‘Há um genocídio contra a juventude negra em São Paulo’, diz Orlando Silva 

    O pré-candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva, afirmou hoje que lutará contra o racismo institucional caso eleito. Como homem negro, o deputado federal disse que se comoveu com o caso de George Floyd, ocorrido nos Estados Unidos, em que um segurança negro foi asfixiado até a morte por um policial branco, e fez um paralelo com os casos de violência policial contra pessoas negras na capital paulista. Eu me comovi com o George Floyd . Ele falando 20 vezes 'eu não consigo respirar' me comove profundamente. Mas vou te falar uma coisa, todo dia morre um George Floyd na periferia de São Paulo. Ele comparou com o caso de Douglas, jovem de 17 anos que foi morto por um PM em outubro de 2013 na Zona Norte de São Paulo e que teve tempo de perguntar: "Por que o senhor atirou em ...

    Leia mais
    Movimentação na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, em abril (Foto: DANIEL CASTELO BRANCO/ESTADÃO CONTEÚDO)

    Proibição de ações policiais teria poupado vida de João Pedro

    "Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci." Os versos dos MCs Cidinho e Doca ironicamente tornaram-se realidade num contexto de isolamento social e de uma das mais graves crises de saúde do mundo. A decisão cautelar do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) de suspender as operações policiais nas favelas do estado do Rio de Janeiro durante a pandemia teve impactos importantes na vida de milhares de brasileiras e brasileiros que vivem nas favelas e periferias do estado do Rio de Janeiro. Uma análise dos primeiros 14 dias dessa medida em vigor (5 a 19 de junho) revelou que houve uma redução de 68,3% das operações realizadas em 2020 em relação à média dos anos anteriores, considerando um período de 12 anos, ou seja, de 2007 a 2019. Os dados são do GENI (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal ...

    Leia mais
    Foto: Gabriel Inácio do Santos

    O uso da palavra ‘genocídio’ no combate ao racismo estrutural

    Este texto foi escrito a quatro mãos. Duas negras, duas brancas. Escolha que se deu para que possamos praticar um dos nossos principais argumentos: de que o racismo, assim como a luta antirracista, não deve mobilizar apenas negros e negras, mas também brancos e brancas. Representatividade é fundamental, mas não é o suficiente. Se entendemos o racismo como um fenômeno estrutural, nos parece coerente remexer a própria estrutura na hora de escrever e pensar sobre ele. Então, vamos aos fatos. O fato de que pessoas negras são vítimas de um genocídio constante não deveria nem ser discutido. O debate, aliás, só revela a resistência que uma sociedade moldada pela discriminação contra corpos de negros tem de se assumir racista. Como não chamar de genocídio uma sucessão de violências que sempre estouram no seio de famílias pretas? Não há refresco. Nem em tempos de pandemia e de uma suposta onda de ...

    Leia mais
    Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

    ‘Parem de matar nossos filhos’, dizem mães após assassinatos em SP

    Em protesto organizado por 15 coletivos da periferia, do movimento negro e frentes populares, manifestantes reivindicaram respostas para a morte de cinco jovens assassinados pela polícia e para a falta de acesso à saúde na zona leste de São Paulo durante a pandemia. O ato batizado de Vidas Pretas Importam aconteceu neste sábado (4), em Cidade Tiradentes. Ele partiu da Praça 65 , na av. dos Metalúrgicos, às 13h e foi até às 17h30, terminando em frente ao Terminal Tiradentes, na capital paulista. Segundo a organização, entre 150 e 200 pessoas participaram do ato, entre eles familiares dos jovens Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos e Igor Bernardo dos Santos, assassinados durante a pandemia. A manicure Ana Paula Bernardo dos Santos, 45, mãe de Igor Bernardo, 17, morto em 18 de março, esteve presente. Segundo ela, o filho foi morto com quatro tiros por ter sido confundido com outro ...

    Leia mais
    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Quem cala é cúmplice: o que racismo nos EUA e atos anti-STF têm em comum

    "Ficar em silêncio, sem interferir, é ser cúmplice", disse o chefe da polícia de Minneapolis (EUA), Medaria Arradondo, ao afirmar que todos os quatro policiais envolvidos no assassinato de George Floyd foram demitidos e deveriam ser julgados e punidos. Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco, Derek Chauvin, diante de outros três oficiais, que nada fizeram nos oito minutos em que durou seu sufocamento. Arradondo deu essa resposta ao vivo a uma emissora de TV, neste domingo (31 de maio), ao ser questionado pelo irmão de Floyd sobre justiça, em uma entrevista comovente, no meio dos protestos contra a violência racial que tomaram os Estados Unidos. O chefe da polícia de Minneapolis é negro. É o primeiro homem negro a alcançar a chefia do departamento de polícia da cidade do estado de Minnesota, que tem longo histórico de violência racial. Arradondo levou 28 anos até conseguir alcançar ...

    Leia mais
    Genocídio do povo negro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

    Audiência na ALERJ debate as violações de Estado em favelas e o genocídio da juventude negra no Rio

    Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debaterá na próxima quinta-feira, 17 de outubro, das 10h às 14h, a crescente onda de violações dos direito dos moradores das favelas e periferias do Estado e o genocídio da juventude pobre e negra. A audiência "Mães e Mulheres Moradoras de Favelas para debater a Política de Segurança Pública no RJ” reunirá as comissões da Mulher, Direitos Humanos, Discriminação, Educação, Trabalho e Habitação acontece no Plenário Barbosa Lima Sobrinho no Palácio Tiradentes. Além de mães e familiares de vítimas de estado estarão presentes representantes da FAF-Rio (Federação Municipal das Favelas do Rio), FAFERJ (Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro), presidentes de diversas associações de moradores, integrantes do movimento Parem de Nos Matar e diversos outros movimentos sociais. Juntos exigem que os moradores de favelas tenham os mesmos direitos e liberdades civis constitucionais que os demais moradores ...

    Leia mais

    “A lógica racista naturaliza e romantiza a violência sofrida pela população negra”

    De uns tempos pra cá me pus a observar um pouco mais as facetas do comportamento humano e chego a conclusão óbvia de que vivemos numa dualidade. O ano era 2012 quando fui apresentada à obra coreográfica de Marcela Levi e Lucía Russo, chamada Natureza Monstruosa. Com micronarrativas, a animalidade humana é exposta na sua forma mais pura e terrível e fala sobre o quanto nosso lado monstruoso nos assombra e é ativado em momentos comuns do cotidiano. Mas até que ponto essa monstruosidade é algo inconsciente? Ou será que damos lugar a ela quando invisibilizamos algo que não é inerente ao interesse pessoal? Pois bem, acho que primeiro vale uma ilustração bem básica, uma comparação que até certo ponto faz sentido. Por exemplo, o comportamento de um cachorro: animal sem racionalidade considerada que é capaz de ver outro da mesma espécie morto, putrificado e não ser impactado por isso. ...

    Leia mais
    Foto Marta Azevedo

    Com Ágatha foi-se a utopia da inclusão

    Morreu o sonho de uma família que acreditou na educação como passaporte da mobilidade social Por FLÁVIA OLIVEIRA, do O Globo FLÁVIA OLIVEIRA /Foto Marta Azevedo Quando percebi minha mãe morta, oito anos atrás, faltaram-me primeiro as pernas, depois a linguagem. Eu tive de permanecer sentada ou ser amparada, porque a orfandade faz desmoronar os alicerces. Ela também me devolveu ao antigo primário, quando a voz era aguda, o vocabulário restrito e os tempos verbais, uma confusão. Atravessei os primeiros dias de luto com comida quente, de preferência caldos, e muita raiva do amanhecer — eu ficara órfã e o tempo teimava em passar, a vida a correr. No sétimo dia, escrevi. Mas até hoje não sei se me conjugo filha única no presente ou no pretérito: sou ou fui. Foi assim que comecei a observar corpos e palavras dos enlutados — e a sofrer intensamente ...

    Leia mais
    Atriz Juliana Alves é uma das participantes do projeto Foto: 342 / Reproducao

    Artistas gravam vídeos em que leem cartas de crianças da Maré com relatos de violência

    O Movimento 342 lança nesta segunda-feira uma série de vídeos nos quais personalidades leem cartas escritas por crianças da Maré com relatos do cotidiano de violência na comunidade, conforme antecipou jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Ao todo, a atriz Deborah Bloch, o ator Fabio Assunção e outras 13 pessoas participam do projeto. Do Extra  Atriz Juliana Alves é uma das participantes do projeto Foto: 342 / Reprodução/Extra  O lançamento da iniciativa acontece três dias após a menina Ágatha Felix, de 8 anos, ser baleada no Complexo do Alemão. Entre os participantes do projeto está Monica Benício, viúva de Marielle Franco. Realizado pela ONG Redes da Maré em sua fase inicial, o trabalho resultou em 1500 cartas escritas por crianças e moradores da comunidade da Zona Norte do Rio e esteve no centro de uma polêmica em agosto. Naquela ocasião, as cartas foram encaminhadas ao ...

    Leia mais
    Geledés

    Polícia não chegou à autoria do crime em nenhum dos casos de crianças mortas por balas perdidas este ano

    Além do caso de Ágatha, três meninos e uma menina foram baleadas em 2019, mas apenas um inquérito foi concluído Por Vera Araújo, do O Globo Geledés Em nenhuma das investigações das quatro crianças mortas este ano, antes do caso de Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, a Polícia Civil chegou à autoria. Segundo dados da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no homicídio mais antigo dos cinco, o da menina Jenifer Cilene Gomes, de 11 anos, morta em fevereiro, a vítima teria sido atingida durante troca de tiros entre "traficantes de facções rivais", numa comunidade no bairro da Triagem. A polícia informou que, "até o momento", não há indícios da participação de policiais. Jenifer estava na porta do bar da família, na Triagem, quando foi atingida por uma bala perdida. Na época, parentes da menina acusaram policiais militares. Em 2012, dois irmãos de Jenifer ...

    Leia mais
    Geledés

    Ágatha, 8, a mais nova vítima da violência armada que já atingiu 16 crianças no Rio neste ano

    Menina morreu na noite de sexta, com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma kombi no Complexo do Alemão, zona norte da cidade Do EL PAÍS Geledes A morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, voltou a despertar a indignação contra a violência que assola as periferias do Rio de Janeiro, onde traficantes, agentes policiais e milícias travam uma guerra que se arrasta há anos. A menina estava dentro de uma Kombi junto com a avó, e voltava para casa na comunidade da Fazendinha, na sexta-feira à noite, quando foi baleada nas costas. Ágatha chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, Ágatha foi a 16º criança vítima de violência armada neste ano no Grande Rio, e ...

    Leia mais
    Geledés

    #ACulpaEDoWitzel: Assassinato de menina de 8 anos no Alemão causa revolta nas redes

    Morte de uma menina de apenas 8 anos, vítima de um disparo de fuzil feito por um PM no Complexo do Alemão, vem em meio a inúmeras mortes em comunidades, em decorrência de operações policiais, que entraram em escalada desde que Witzel assumiu como governador do RJ Da Revista Fórum Imagem: Geledés 'A morte de Agatha Félix, de apenas 8 anos, gerou revolta nas redes sociais na manhã deste sábado (21). A criança morreu na madrugada em decorrência de um tiro de fuzil que, segundo moradores da favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão (RJ), teria sido efetuado por um PM. De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, ...

    Leia mais
    Geledés

    Morre criança de 8 anos baleada pela PM no Complexo do Alemão

    A política de segurança pública do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fez mais uma vítima: Agatha Félix, criança de 8 anos que foi baleada na favela Fazendinha, do Complexo do Alemão, morreu na madrugada deste sábado (21). De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, a criança dentro do veículo. Ela chegou a ser socorrida no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte de Rio de Janeiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. “Quem tem que dar informações é quem deu o tiro nela. Matou uma inocente, uma garota inteligente, estudiosa, obediente, de futuro. Cadê o policiais que fizeram isso? A voz deles é a arma. Não é a ...

    Leia mais

    Essas e as outras 6.800 chicotadas

    Dentro de uma unidade da rede de supermercados Ricoy, na zona sul de São Paulo, um adolescente negro de 17 anos foi chicotado em vídeo produzido por seus próprios torturadores. Pause por um minuto. Pondere o que comunica a violência, e para quem. Pense no poder da imagem. Do corpo negro adolescente fazemos um palco para o espetáculo da violência: curtido, compartilhado, desumanizado. Não é apenas o corpo negro nu que os torturadores querem açoitar. Filmando-no, querem destituí-lo de sua própria humanidade. No estado de São Paulo, entre 2008 e 2017, 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram vítimas de homicídio, sendo que a probabilidade de um adolescente negro ser morto é 75% maior do que a de um adolescente branco. Apesar dos avanços em São Paulo na redução de homicídios da população em geral neste período (15,3 para 10,6/100 mil habitantes), adolescentes tem sido mortos a proporções ainda ...

    Leia mais
    Foto- Facebook: Fejunes

    Começam preparativos para Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra

    Fejunes e movimentos sociais definiram o tema, local e horário do tradicional ato de 20 de novembro no Século Diario Foto- Facebook: Fejunes O Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo (Fejunes) deu início aos preparativos para a organização da Marcha Contra o Extermínio da Juventude Negra, que organiza anualmente junto a outros movimentos sociais capixabas no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Este ano a marcha terá início às 15h, saindo da Casa Porto, no Centro de Vitória. Na primeira reunião, realizada no último domingo (1), foi definido o lema do ato de 2019: "Eles combinaram de nos matar, nós combinamos de não morrer". A marcha chega à sua décima segunda edição este ano, tendo sido realizada pela primeira vez em 2007, a partir da criação de Fejunes após participação de uma delegação capixaba no I Encontro Nacional da Juventude Negra (Enjune) na ...

    Leia mais
    PAREM DE NOS MATAR - imagem Geledes Instituto da Mulher Negra

    Não há mais urgente debate no país que o genocídio da juventude negra

    Enquanto a classe média não cair em si para entender o drama da situação, seguirá alienada e reproduzindo outras violências Por  ANA INÊS ALGORTA LATORRE, da Carta Capital    PAREM DE NOS MATAR - imagem Geledes Instituto da Mulher Negra Ao acordar, leio estarrecida mais uma notícia sobre a letalidade policial no Rio de Janeiro. Do início do ano até maio, 434 pessoas – sim, 434 vidas humanas – foram mortas pela polícia carioca, o maior número em 21 anos, e segue crescendo. Enquanto isso, ao invés de manifestarem preocupação com a situação, que seria o mínimo a esperar delas, as autoridades estaduais e federais seguem prometendo o aumento no número de mortes. Fico sabendo de Gabriel, Elisabeth, Dyogo. Mortos aos 18, 17, 16 anos, todos jovens negros moradores de favelas do Rio. Dyogo foi morto pelas costas com um tiro de fuzil. Elisabeth recebeu dez ...

    Leia mais
    Policiais militares fazem operação na Vila do João, uma das comunidades da Maré, no dia 6 de fevereiro. REDES DA MARÉ (FACEBOOK)

    Uma ação mais humana por outra Maré é possível

    O momento que vivemos chama atenção pela profusão de acontecimentos dramáticos que atravessam o nosso cotidiano. Mal conseguimos digeri-los e logo nos vemos diante de novos fatos a nos desafiar. Estamos, sem dúvida, diante de uma onda que nos exigirá intensa força e vigor para resistir a tempos que pensávamos já termos superado no Brasil. A maioria de nós certamente não imaginava que teríamos de nos articular para não perder o fio leve de democracia que se esboçava, neste país, desde o fim da ditadura, na década de 80. No Estado do Rio de Janeiro, numa perspectiva ainda mais peculiar, temos experimentado tempos nunca vividos em relação ao aumento de violências no que concerne ao seu quantitativo e à sua forma de se materializar. As favelas e as periferias são as áreas onde essas violências se manifestam de forma enfática, num processo que se aprofunda ao longo do tempo, independente de algumas experiências, como ...

    Leia mais
    (Foto: Ilustração Carlos Latuff)

    O país que mata seus Pelés

    O Brasil matou Pelé – não o Edson Arantes dos 1.281 gols, mas os novos, os do futuro, meninos pobres e pretos exterminados sistematicamente nas comunidades populares e periferias. O país que um dia foi do futebol consolida-se como o das mortes de negros e negras, incontáveis talentos potenciais sacrificados pela escolha do genocídio. Jovens que se vão aos milhares, na covardia dos tiros desferidos a esmo, no jogo sangrento e sem fim. O Brasil teima em sacrificar os que vêm das quebradas, ceifando vidas em escala industrial, jogando fora seu futuro, aprisionando-se num presente perpétuo de covardia e mediocridade. Morrem quase todos pretos e pobres, na indústria da brutalidade, referendada pelas urnas de 2018, como certificado do DNA homicida de toda uma sociedade. É ele que aperta o gatilho sem dó nem piedade. Nesta semana no Rio de Janeiro, foram-se dois potenciais craques de bola – Dyogo Costa (apelidado ...

    Leia mais
    Página 1 de 3 1 2 3

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist