quarta-feira, dezembro 2, 2020

    Tag: imprensa

    As lições diárias de desjornalismo da imprensa brasileira

    Na quarta-feira (15) centenas de milhares de brasileiros saíram às ruas no país todo contra a reforma da Previdência. A imprensa falou em greve dos transportes, greve de servidores públicos, distúrbio ao trânsito, caos nas cidades, ato de apoio a Lula, menos no que levou tanta gente a se mobilizar. Deu voz a todos que quiseram atacar o protesto e a ninguém que pudesse simplesmente explicar o seu sentido Por Gabriel Priolli, no Nocaute Estes dias têm sido particularmente pedagógicos sobre o funcionamento da imprensa brasileira, em sua fase de jornalismo de guerra.   Boas lições são oferecidas nos capítulos da seleção de pautas, angulação do noticiário, tratamento das fontes de informação e respeito à verdade dos fatos.   Desde que a direita e a esquerda dividiram as águas nos movimentos de rua, depois de uma breve confluência nas jornadas de 2013, a mídia corporativa cuidou de esclarecer ao país ...

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    A mídia constrói espelhos onde não consegue se refletir

    Nos últimos dois anos a grande mídia brasileira nutriu-se dos escândalos de corrupção na política e da crise institucional entre os poderes da República. Foi um verdadeiro festival de produção de sentido baseado nos vazamentos das delações da Operação Lava Jato diretamente de Curitiba para o centro nervoso das redações. Parte determinante deste processo de recebimento de informações ditas sigilosas era definir e selecionar as notícias para um determinado público, um lugar de fala ou para reverberar uma opinião editorial. Por Mailson Ramos Enviado para o Portal Geledés O circo midiático que nasceu deste processo de seleção de notícias foi fundamental para mudar os rumos da política nacional a partir de posicionamentos nada imparciais incidentes sobre a opinião pública. Mobilizar massas, converter uma cobertura jornalística em propaganda, angariar apoio em detrimento da isonomia do jornalismo e catalisar ideais políticos foram algumas das iniciativas da mídia corporativa para cambiar os rumos de uma ...

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    “A alma do jornal reside em sua simpatia pelos oprimidos”: como a máxima de Pulitzer pôde ser tão subvertida pela imprensa brasileira? Por Paulo Nogueira

    Por Paulo Nogueira Do Diário do Centro do Mundo “Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma do jornal residem em sua coragem, em sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua ansiedade em servir à sociedade.” Estou lendo um perfil de Joseph Pulitzer e me detenho na frase acima. É uma reflexão que tem 150 anos de existência — e que, como tudo que é sábio, guarda uma atualidade completa, fresca, revigorante e inspiradora. É uma receita perene de bom jornalismo. E então me ocorre a fatal comparação. Os jornais brasileiros são a completa negação de Pulitzer. Simpatia pelos oprimidos? Esqueça. Devoção à causa pública? Esqueça. Ansiedade em servir à sociedade? Esqueça. Você inverte o enunciado pulitzeriano e encontra a mais perfeita definição do jornalismo nacional. As corporações jornalísticas servem apenas a si próprias e ...

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    Brasil desmoralizado nos maiores jornais do mundo

    Washington Post - "A pressão política no Brasil, em função das denúncias de corrupção, acua o presidente interino Michel Temer" Do Jornal do Brasil >> 'Washington Post': Governo interino do Brasil é tão corrupto quanto o que foi forçado a sair? Financial times - "Temer passa por dificuldades por escândalos de corrupção" >> 'Financial Times': Temer é acusado de suborno e corrupção Wall Street Journal - "Presidente brasileiro MIchel Temer diz que delator mente" >> 'WSJ' publica na íntegra nota do delator reafirmando denúncias contra Temer El País - "Temer é acusado de corrupção" >> 'El País': Temer nega acusações de suborno mas delator reafirma denúncias Stratfor - "Até quando o Brasil vai tolerar a corrupção?" >> 'Stratfor': Quando a corrupção já não é mais tolerável no Brasil The Intercept - "Conforme a corrupção se alastra, cai a máscara do governo Temer" > 'The Intercept': Caem as máscaras dos movimentos pró-impeachment Como o JB antecipou nesta quinta-feira (16), a sucessão de escândalos faz ...

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    Entre sabujos e desacreditados

    Todos nós sabemos qual foi o papel da grande imprensa durante a ditadura militar, instalada em 1964. Os grandes jornais deste país cumpriram a nefasta tarefa de dar ares democráticos a um golpe de Estado. Enviado por Mailson Ramos via Guest Post para o Portal Geledés  O ‘Estadão’ estampou em sua capa no dia 2 de abril de 1964 a seguinte frase: ‘Vitorioso movimento democrático’; O Globo não ficou atrás: ‘Empossado Mazzilli na presidência’, com um editorial performático: ‘Ressurge a democracia’. Passados mais de cinquenta anos do golpe, tímidos pedidos de perdão ocuparam as redações destes veículos; a tradução imperfeita de um mea culpafoi extraída a duras penas de chefes de redação, mas nunca dos seus superiores. Os coronéis midiáticos jamais pediram perdão por apoiar o regime porque nunca se arrependeram de tê-lo feito. É a simples constatação do fato de que não é preciso pedir perdão por um crime que ...

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    Foto: Reuters/U. Marcelino

    Imprensa alemã vê “derrota” e “declaração de falência” de um país

    Uma nação "que queria ser moderna" recua no tempo e se coloca ao lado de Honduras e Paraguai como países onde "presidentes eleitos foram afastados de forma questionável", afirmam análises sobre o impeachment de Dilma. Do DW A aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Senado é um dos principais destaques da imprensa europeia nesta quinta-feira (12/05). Com o título "Um país perde", o site Spiegel Online afirma que "o drama em torno da presidente é um vexame para um país afundado na crise". Para o correspondente Jens Glüsing, "o grande e orgulhoso Brasil terá que se resignar a, no futuro, ser citado por historiadores ao lado de Honduras e Paraguai – e não só por causa de apresentações bizarras de seus representantes populares. Também em Honduras e Paraguai, presidentes eleitos foram afastados de forma questionável do cargo." Para ele, o "espetáculo indigno" apresentado pelos políticos brasileiros ...

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    Monica Iozzi critica Folha por editar entrevista e publica íntegra

    Após criticar a Rede Globo e chamar a mídia de "tendenciosa", Monica Iozzi desabafou, em seu perfil no Facebook, sobre uma entrevista que ela concedeu ao jornal Folha de S. Paulo, publicada na segunda-feira (21). A apresentadora criticou a edição realizada em suas falas e compartilhou na íntegra as suas respostas. Do Vermelho  "A Folha de São Paulo publicou hoje em seu site uma entrevista feita comigo há alguns dias. Acredito que a edição feita pela repórter não deixou minha opinião clara o suficiente. Por isso, segue abaixo o conteúdo da entrevista feita por e-mail na íntegra", desabafou Monica. 1) Você é praticamente uma unanimidade entre os telespectadores da Globo e os usuários das redes sociais. Teme que demonstrar seu posicionamento político - ainda que não partidário - possa te prejudicar? Não. Me sentiria prejudicada se não pudesse expor o que penso. Não posso deixar de me pronunciar só porque ...

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    FOTO: ADRIANO MACHADO/LATINCONTENT/GETTY IMAGES

    Mico internacional: Embaixada da Itália desmente capa da Veja sobre Lula

    Em sua mais recente manchete de capa, a revista inventou que o ex-presidente teria um “plano secreto” de pedir asilo à Itália como forma de evitar a prisão; embaixada do país europeu divulgou nota desmentindo todas as informações, inclusive a foto que foi utilizada Da Revista Fórum  Depois de ter inúmeras reportagens desmentidas por pessoas e empresas no Brasil, a revista Veja foi, nesta sexta-feira (25), acusada pela Embaixada da Itália de divulgar informações inverídicas. A capa da revista divulgada nesta quinta-feira (24) trás a seguinte manchete: “O plano secreto de Lula para evitar a prisão: pedir asilo à Itália e deixar o Brasil”. Na reportagem, os jornalistas da revista da editora Abril afirmam que o ex-presidente estaria conversando com diplomatas italianos pois sua família teria dupla cidadania no país, o que facilitaria o pedido de um asilo sob a alegação de perseguição política. Não durou nem 24 horas para ...

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    Parabéns, imprensa: é fascismo

    O Brasil vive um momento delicado, política e economicamente falando. As duas questões estão associadas, interligadas, e isso tem influência da crise mundial, deflagrada em 2008. É importante lembrarmos disso. POR FELIPE CARDOSO, do Chuva Ácida  Internamente, vivemos um grande momento de polarização em que, mais uma vez, a imprensa tenta guiar os passos do país. Uma crescente onda fascista se propaga. Diversos casos de agressões são registrados e denunciados por pessoas que utilizam alguma vestimenta ou objeto da cor vermelha. Homens, mulheres, crianças e animais estão sofrendo agressões por andarem simplesmente de vermelho. Até o líder do grupo Revoltados On-line, Marcello Reis, teve que sair escoltado de uma manifestação¹ pelo simples fato de dizer aos manifestantes pró-impeachment, que ocupavam a Avenida Paulista, que deveriam desocupá-la, pois no outro dia aconteceria o ato a favor da democracia. “Eles estão na lei, temos que respeitar”, disse. Recebeu como resposta gritos acusando-o ...

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    El Pais, maior jornal da Espanha, prepara o fim das edições em papel

    “No ‘El País’, decidimos não apenas não ter medo da mudança, mas adiantarmos, na medida do possível, para estar na vanguarda desta mudança”, disse o diretor do diário, Antonio Caño, ao anunciar que o jornal espanhol está fazendo a transição para se tornar uma publicação "essencialmente digital"; Caño disse que a passagem do impresso para o digital “é apenas um e não o maior dos muitos passos que os jornais terão que dar até alcançar nosso verdadeiro espaço futuro” Do Brasil 247 O jornal espanhol “El País” divulgou nesta quinta-feira que está fazendo a transição para se tornar uma publicação “essencialmente digital”, se preparando para deixar a versão impressa. “No ‘El País’, decidimos não apenas não ter medo da mudança, mas adiantarmos, na medida do possível, para estar na vanguarda desta mudança”, disse o diretor do diário, Antonio Caño. Em carta divulgada, Caño disse que a passagem do impresso para o ...

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    Que mídia é essa?

    O que a grande mídia, porta-voz e holofote da coalizão conservadora oposta ao social-desenvolvimentismo, vem fazendo com o PT, Dilma e, recentemente, com Lula é uma ação política organizada e destrutiva de grande envergadura. Essa ação fornece base empírica para responder à pergunta do título nos seguintes termos: a mídia brasileira é altamente concentrada, não plural e partidarizada. Tal estrutura do sistema de mídia prejudica o desenvolvimento da democracia no que ela tem de mais essencial, a igualdade de condições. Por Marcus Ianoni, do Jornal do Brasil  Para mencionar apenas um exemplo, entre tantos outros que têm inundado quase que diariamente a radiodifusão e a imprensa desde as eleições de 2014, a ombudsman da Folha de S. Paulo, Vera Guimarães Martins, avaliou em sua coluna, no último dia 7, que o jornal não deu o merecido destaque à menção, no depoimento do delator Fernando Moura à Justiça Federal, na Operação Lava ...

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    A tolice da inteligência brasileira e o papel da mídia, por Rafael Pizzato

    Qual é a tolice da inteligência brasileira? Por Rafael Pizzato Vier, do GGN Acabo de ler o livro de Jessé Souza e vou arriscar fazer um resumo de sua tese principal. Indo direto ao ponto, a ideia síntese do livro é que todas as sociedades modernas são iguais, uma vez que foram forjadas pelas mesmas instituições – Estado burocrático e mercado capitalista. Assim, sociedades de países como, Japão, EUA, Alemanha, França, Inglaterra, ou mesmo, Paraguai, Brasil, Argentina, México, Guatemala, etc; são, modernamente falando, idênticas. Mas como provar que essas sociedades são iguais? Uma forma (creio eu) seria acompanhar o desenvolvimento dos filhos das famílias mais ricas e mais pobres em todos esses países, citados como exemplo. Após um bom período de acompanhamento, uns trinta ou quarenta anos, supõe-se que em todos os países haveria uma correlação positiva (estatisticamente significativa) entre a riqueza das famílias e a “qualidade de vida” dos ...

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    (Foto: João Godinho)

    Os bônus e os ônus da sociedade da cultura da informação

    Após ler a entrevista do sociólogo polaco Zygmunt Bauman concedida a Ricardo de Queirol, “As redes sociais são uma armadilha” (“El País”, 8.1.2016), decidi reler “Tecnopólio: A Rendição da Cultura à Tecnologia”, de Neil Postman (Nobel, 1994), que li em 1995 e revisito muito, por considerá-lo ainda atual, embora seja, a rigor, uma análise escrita quando a internet engatinhava. Por Fátima Oliveira no O Tempo  A precursora da internet, a Arpanet, foi criada em 1969 e pertencia ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos; só interligava laboratórios de pesquisa no país. A liberação comercial ocorreu em 1987. Em 1992, o Laboratório Europeu de Física de Partículas inventou a World Wide Web, que possibilitou o uso por qualquer pessoa. A internet foi liberada no Brasil em 1995. Neil Postman (1931-2003), norte-americano, professor e pesquisador de mídia e educação, dirigiu o Departamento de Comunicação da Universidade de Nova York e escreveu inúmeros artigos ...

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    Mídia, enfim, reconhece: há uma grave crise global

    Pode parecer pouco, mas, pela primeira vez em muito tempo, os principais jornais do País atribuíram a disparada do dólar, no primeiro dia útil do ano, à fragilidade dos dados da economia chinesa, que provocou impactos em todo o mundo; até então, os problemas brasileiros eram retratados apenas como reflexo de erros na condução da política econômica; mudança de discurso pode abrir espaço para um debate mais sensato, e menos politizado, dos desafios enfrentados pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa; segundo o presidente da Vale, Murilo Ferreira, a economia mundial vive hoje sua mais grave crise, porque os governos não poderão mais injetar recursos para estimular a demanda Do Brasil 247 O primeiro dia útil do ano, a segunda-feira 4, sinalizou que os desafios na economia em 2016 não serão muito diferentes do que foram em 2015: o real afetado pelos baixos preços das commodities, ...

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    Laura Capriglione: uma jornalista livre, num Brasil em transe

    'É incrível que os séculos de existência da imprensa corporativa tenham sido suplantados por uma rede de jornalistas voluntários' Por Laura Capriglione Do Carta Maior A trajetória de Laura Capriglione  -- jornalista livre cujo trabalho destacou-se no recente episódio de ocupação de escolas estaduais pelos alunos--  não se enquadra naquilo tradicionalmemte classificado de uma carreira convencional. Para começar, esta é uma jornalista que estudou Física e Ciências Sociais –ambas na USP. Foi lá que ingressou no grupo trotsquista Liberdade e Luta, que embora extinto, continua a pulsar na política brasileira. A resiliência da Libelu deve-se um pouco ao feixe de ex-companheiros que, a exemplo de ‘Laurinha’, como é chamada afetuosamente pelos amigos, destacaram-se na vida política e profissional do país. Fazem parte desse grupo, entre outros, Caio Túlio Costa, Matinas Suzuki, Mário Sergio Conti, Rodrigo Naves, Renata Rangel, Zé Américo, Cleusa Turra, Bernardo Ajzenberg, Ricardo Melo, Josimar Melo , Paulo Moreira ...

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    O mito da imprensa democrática

    É certo que a justificativa moral da atividade jornalística sempre foi o pressuposto da objetividade: considera-se que o texto noticioso, bem como a imagem com finalidade informativa, correspondem sempre a interpretações objetivas da realidade. Só que não Por Luciano Martins Costa*, do Brasileiros Os jornais brasileiros de circulação nacional, aqueles que determinam o eixo da agenda pública, encerram o mês de novembro com a mesma pauta que iniciou o ano de 2015. Não se trata da saraivada de denúncias, declarações, vazamentos e revelações factuais sobre fluxos de dinheiro ilegal ligados a campanhas eleitorais. Essa é apenas a espuma do noticiário e dificilmente saberemos em que os fatos atuais se diferenciam do histórico da corrupção, a não ser pela evidência de que alguns atores estão sendo responsabilizados. O que a chamada imprensa tradicional do Brasil está produzindo é um projeto recorrente na política nacional, que se associa em ampla escala ao contexto ...

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    Na véspera da demissão, Rezende criticou “má vontade” da mídia com governo

    Um dia antes de ser demitido da GloboNews, onde estava desde 1997, Sidney Rezende publicou um texto em seu perfil no Facebook e em seu blog pessoal fazendo duras críticas ao jornalismo praticado no Brasil. Por Mauricio Stycer , do UOL Intitulado “Chega de notícias ruins”, o texto defende que notícias positivas também merecem espaço na mídia e lamenta: “Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e ‘soluções’ que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.” Sem citar nomes, nem veículos, Rezende escreveu: “Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo”. Como noticiou o colunista Flavio Ricco, no UOL,  a demissão ...

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    A intangibilidade da velha imprensa brasileira

    A tradicional imprensa brasileira mantém o discurso de que a regulação da mídia pode provocar uma censura aos meios de comunicação; ela se diz extremamente democrática e travaria um confronto acirrado contra as forças do governo e as organizações civis que lutam pela Lei de Meios. A imprensa brasileira, nascida de poderosas oligarquias, não pretende, na verdade, é perder sua condição hegemônica. Escondida sob um discurso falso e dissimulado de proteção à democracia, tudo o que ela menos quer é ser democrática. Neste país de leis que são desrespeitadas e engavetadas antes de serem discutidas, a imprensa sempre antecipa o recado da aprovação ou da desaprovação. Discutir a democratização da comunicação? Jamais. Enviado por Mailson Ramos via Guest Post para o Portal Geledes A Rede Globo é o maior império de comunicação do Brasil, o maior da América Latina, um dos maiores do mundo. Entretanto, vinga de uma concessão pública sobre a qual não se pode tecer um comentário. No ...

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    A presença do Negro na Imprensa Gaúcha: do Império à República

    “Existe uma história do povo negro sem o Brasil; mas não existe uma historia do Brasil sem o povo negro”. (Januário Garcia). por Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite*via Guest Post para o Portal Geledés Durante o processo em prol da Independência do Brasil (1822), a elite local apoiou a figura do imperador D. Pedro I, visando a consolidar o Estado Nacional sem alterar a sua estrutura socioeconômica: o latifúndio e o braço do escravizado. Havia, por parte desta mesma elite, uma preocupação quanto a uma insurreição dos escravos, diante de uma minoria branca, a exemplo do que ocorrera no Haiti (1791-1804) quando, pela primeira vez, os negros tomaram de forma violenta o poder local. O analfabetismo no Brasil, naquele momento, atingia mais de 90% de uma população estimada em 4,5 milhões de habitantes. Neste contexto, no Primeiro Reinado (1822-1831), havia uma pequena elite intelectual, formada na Universidade de Coimbra. O universo ...

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    Hillary Clinton muda rotinas eleitorais e reduz poder dos jornais

    Jornais perdem espaço na publicidade eleitoral nos Estados Unidos Por Carlos Castilho, do Observatório da Imprensa Os jornais americanos acabam de perder mais uma batalha para as redes sociais, e o revés ocorreu num terreno especialmente crítico para a imprensa tradicional: a receita publicitária originada por campanhas eleitorais. A ex-primeira dama e ex-secretária de Estado Hillary Clinton anunciou o lançamento de sua candidatura para as eleições presidenciais de 2016 em textos e imagens postadas primeiro em redes sociais virtuais como Facebook, Twitter, YouTube, Instagram e outras, na maior esnobada já feita aos jornais americanos por um aspirante à morar na Casa Branca. A atitude de Hillary antecipou a tendência dos políticos candidatos a algum posto eletivo de buscarem um contato direto com os eleitores, deixando de lado o tradicional papel de intermediário na comunicação exercido há séculos pela imprensa. Trata-se de uma estratégia de comunicação politica ainda pouco testada, embora o ...

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