sexta-feira, setembro 18, 2020

    Tag: misoginia

    Rita de Cássio Anjos, pesquisadora na área de Astrofísica e uma das vencedoras do prêmio Para Mulheres na Ciência, da L'Oréal Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

    ‘Não existe incentivo para pessoas negras na ciência’, diz astrofísica vencedora de prêmio para mulheres cientistas

    Preconceitos estruturais impedem que um número maior de mulheres optem por carreiras na Ciência, um caminho que é ainda mais difícil para as negras, que enfrentam discriminação dupla, o racismo e o machismo. Um levantamento divulgado este ano pelo Open Box da Ciência mostra que entre os pesquisadores com doutorado em Ciências Exatas e da Terra no Brasil, 68,9% são homens e apenas 31,1% mulheres. A astrofísica Rita de Cássia Anjos, de 36 anos, desafia essa lógica. Mulher, negra, com uma adolescência pobre, hoje ela investiga a origem dos raios cósmicos e sua possível relação com galáxias de intensa formação de estrelas — conhecidas como galáxias starburst. Também colabora em projetos de inclusão para jovens com deficiência nas Ciências exatas e equidade de gênero na astronomia. Rita é a vencedora na categoria Ciências Físicas do prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela L'Oréal, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências ...

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    A sommelier de cerveja, Sara Araújo, é alvo de racismo em conversas vazadas de grupo de cervejeiros. (Foto: Arquivo Pessoal)

    “O racismo quando não mata, adoece”, relata mulher vítima do grupo de cervejeiros

    As sommelieres especialistas em cerveja, Fernanda Meybom (SC), Daiane Colla (SC) e Sara Araújo (PR) sofreram ataques racistas e machistas em troca de mensagens entre empresários do ramo cervejeiro. As conversas enviadas em um grupo no Whatsapp chamado “Cervejeiros Illuminati” tem cerca de 200 integrantes de todo o Brasil, em sua maioria homens. Além das ofensas direcionadas exclusivamente às três mulheres, os participantes ofendem a população negra em geral e as feministas. Entre eles aparecem empresários catarinenses e o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, que é de Blumenau. “Quando havia mulher que ia julgar uma cerveja tinham fotos dela por debaixo da mesa sendo compartilhadas neste grupo”, conta. De acordo com a fonte, os administradores do grupo não deixavam ninguém sair do grupo. “As pessoas saíam do grupo e eles botavam de volta pra continuarem dando palco para os mais mais do grupo. Pro cara ...

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    Intolerância religiosa, racismo, misoginia e homofobia serão temas de um dos carnavais mais politizados do Grupo Especial

    Em 2020, mesmo enredos aparentemente menos engajados flertarão com questões contemporâneas Por Rafael Galdo, Do O Globo Hélio de la Peña, Carla Cristine e Nando Cunha vão desfilar no Salgueiro, que leva para a Avenida discussão sobre o racismo (Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo / Agência O Globo) A imagem de Jesus pregado a uma cruz que chegará a 20 metros de altura, na Mangueira. Mulheres ativistas e o símbolo do feminismo estampado em fantasias da Viradouro. Um “planeta fome” na Mocidade. No Salgueiro, a homenagem a artistas negros que lutam contra o racismo. E, na Grande Rio, padres, pastores, pais e mães de santo juntos, numa alegoria para representar um terreiro de candomblé. Impassível ninguém ficará aos desfiles do Grupo Especial que começam hoje à noite na Sapucaí. Aprofundando um rumo trilhado nos últimos carnavais, o deste ano levará ao Sambódromo assuntos que ...

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    foto- RFI

    “Racismo algorítmico”: pesquisador mostra como os algoritmos podem discriminar

    Silva lembra, por exemplo, que o Facebook foi lançado em 2004 a partir de um site misógino de comparação de mulheres de uma universidade americana e que o Twitter, lançado em 2006, com mais de 120 milhões de usuários ativos, tem apenas 2,2% de funcionários negros. Neste contexto, os algoritmos criados para estes sites podem discriminar. Por Paloma Varón no RFI foto- RFI Autor de “Estudando Cultura e Comunicação em Mídias Sociais” (2018) e “Para Entender o Monitoramento de Mídias Sociais” (2012), entre outros, ele faz uma análise crítica dos algoritmos e das mídias sociais no que diz respeito a diversos tipos de discriminação, como racismo e misoginia. “Na maioria dos casos não os algoritmos em si, mas os sistemas onde são empregados podem ter resultados racistas e discriminatórios. Elaboro o conceito de ‘racismo algorítmico’ para descrever como interfaces e sistemas automatizados, tais como plataformas de mídias ...

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    Memorial improvisado em Dayton, Ohio, para lembrar as vítimas do massacre do fim de semana - AFP:Arquivos

    Racismo e misoginia teriam motivado autores de massacres nos EUA

    Um deles foi motivado pelo ódio aos imigrantes e advertiu antes de agir para uma “invasão hispânica”; no outro, as razões são menos claras, mas aparentemente o autor detestava as mulheres e havia feito uma lista negra quando estava no ensino médio. no Isto É por AFP Memorial improvisado em Dayton, Ohio, para lembrar as vítimas do massacre do fim de semana - AFP:Arquivos A Polícia e o FBI tentam montar o quebra-cabeça para entender o que levou dois jovens americanos a cometer os massacres do fim de semana nos Estados Unidos. Patrick Crusius, um jovem branco e desempregado de 21 anos que morava no subúrbio de Dallas abriu fogo no sábado em um supermercado de El Paso, Texas, usando uma arma semiautomática. Vinte minutos antes do massacre que deixou 22 mortos, entre os quais oito mexicanos, Crusius publicou um manifesto supremacista no fórum 8chan, intitulado ...

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    Ameaças feitas por Marcelo Valle levaram ao fechamento de salas do Departamento de Ciências Sociais da UnB (foto- Antonio Cunha:Esp. CB:D.A Press - 24:03:2012)

    Alerta: Quem é o brasiliense responsável pelo site que inspirou ataque em Suzano

    Homem que ameaçou um atentado na UnB, onde estudou, criou site que incentiva crimes contra minorias e deu dicas aos autores dos assassinatos em colégio de São Paulo e do Rio de Janeiro. Racista, ele diz odiar mulheres desde quando era criança por Renato Alves no Correio Braziliense Ameaças feitas por Marcelo Valle levaram ao fechamento de salas do Departamento de Ciências Sociais da UnB (foto- Antonio Cunha:Esp. CB:D.A Press - 24:03:2012) Nos bastidores dos massacres das escolas de Realengo, em 2011, e Suzano, na última quarta-feira, está um brasiliense de 33 anos. Ele criou e abasteceu com informações criminosas um site destinado a extremistas, que estimulou e ajudou os autores em ambos os ataques. E, antes deles, levou terror à Universidade de Brasília (UnB), onde estudou e ameaçou uma chacina. A Polícia Federal o prendeu pouco antes do prometido ato terrorista. Marcello Valle Silveira Mello ...

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    Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal

    O Leviatã contemporâneo por Ivanir dos Santos

    Assim, os dados nos revelam uma nefasta realidade que assola à todas as minorias religiosas representativas no Brasil, que durante muito anos usou o slogan "Somos todos iguais" por Ivanir dos Santos no O Dia Ivanir Dos Santos / Arquivo Pessoal A intolerância religiosa não é um fenômeno social e religioso que acontece exclusivamente no Brasil. Um breve panorama histórico sobre a História Mundial nos permite enxergar que a intolerância ainda é um dos maiores desafios para a construção da coexistência pacífica em várias partes do mundo. Se fossemos fazer a alusão da intolerância a uma representação, talvez a melhor seria a do imenso e destruidor monstro marinho Leviatã, com os seu imensos tentáculos. Leviatã é descrito em várias mitologias como o monstro destruidor, que ataca ferozmente suas vítimas com os seus imensos oito tentáculos. Na contemporaneidade, o nosso Leviatã, forjado durante séculos e séculos, se ...

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    Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann - Divulgação

    Rimas sobre racismo, misoginia e miséria brotam em filme sobre slam de poesia

    Co-dirigido por Roberta Estrela D'Alva, longa mostra a prática dos EUA às periferias do Brasil por Andrea Ormond no Folha de São Paulo Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann Cena de “Slam- Voz de Levante”, de Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann - Divulgação “Poetry slam” é a competição entre poetas que recitam os próprios versos em, no máximo, três minutos. Sem acompanhamento musical, no ritmo de stand-up. A plateia faz parte do evento: todo silêncio e todo grito cortam o ar –para felicidade ou desespero dos participantes. A cada rodada, jurados levantam placas com notas, até que alguém sai vencedor. O esquema foi criado em Chicago, na década de 1980. Depois disso, abraçou o mundo. Do jazzismo “beatnik” ao estilo hip hop. Do existencialismo à política. Das batalhas de menor duração (dez segundos) ao “slam do corpo” (voltado para deficientes auditivos). Cabe de tudo no caldeirão. “Slam: Voz de Levante” apresenta ...

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    Executivo é demitido após publicar comentário misógino no Twitter

    Milton Vavassori disse sentir 'saudade do tempo que mulher dava a b* e não opinião' POR LOUISE QUEIROGA no O Globo Executivo foi demitido após publicação misógina no Twitter - Twitter/Reprodução Um executivo foi demitido na última sexta-feira após publicar em seu perfil do Twitter que sente "saudade do tempo que mulher dava a b* e não opinião". A ação foi tomada após a filial da empresa Promarc Technology Corporation no Brasil receber reclamações por e-mail de uma seguidora de Milton Vavassori Junior na rede social. Um print com a informação da demissão, confirmada ao GLOBO nesta segunda-feira, vem movimentando as redes sociais. De acordo com Marco Aurelio Modelli, executivo que representa a Promarc em São Paulo, a demissão de Vavassori ocorreu assim que ele tomou ciência do conteúdo publicado. A vaga na base da empresa na Flórida, nos Estados Unidos, já foi preenchida por outra ...

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    Misoginia na música: não é só uma violência de leve

    Antes de expor ou iniciar qualquer análise sobre os fatos que nos fizeram escrever este artigo, é importante esclarecer sobre o que estamos tratando. Em síntese: misoginia e apologia ao estupro. Mais especificamente, misoginia difundida pelo meio musical e as armadilhas que nos fazem aceitar essa apologia de forma tão passiva. Por Bárbara Aragão e Sueine Souza, do Justificando  Foto - Domingos Peixoto / Agência O Globo O termo misoginia deve ser entendido com o sentimento de repulsa, desprezo e/ou aversão às mulheres. Não tem nada a ver com desejo sexual, mas sim com o sentimento interno de raiva, seja a mulher seu objeto de desejo ou não. Misoginia, portanto, é aversão às pessoas do gênero feminino. Não se trata de machismo. É mais grave, não é simples reprodução de costumes que limitam os direitos da mulher. É repulsa, ódio que motiva maus tratos e ridicularização; é o ato de ter prazer com ...

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    Lei Lola foi Aprovada hoje

    Do Escreva Lola Escreva Uma boa notícia em meio a tantos retrocessos: hoje a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4614/16. O PL é de autoria da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que se inspirou no meu caso para propor a Lei Lola. Ela atribui à Polícia Federal (mas não só a ela) a investigação de crimes de ódio contra as mulheres pela internet. A votação hoje foi um acordoentre as lideranças para marcar a campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher. A lei é muito importante porque, como o meu caso (e de tantas outras mulheres) mostra, quem nos ataca pela internet raramente é punido. Eu sou ameaçada de morte e atacada pelo menos desde 2011 por misóginos assumidos. Já fiz onze boletins de ocorrência, tem inquérito aberto, a PF investiga desde dezembro do ano passado (quando o reitor da UFC, universidade onde trabalho, recebeu um email dizendo que, se eu não ...

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    A barbárie veste toga: misoginia e racismo no Tribunal do Júri

    Hoje você vai conhecer a história da Tatiane, do Amilton e do Diogo. Tatiane é a mulher representada na imagem, segurando a foto de Diogo, seu filho, que tinha 1 ano e 2 meses na época. Imagem: Thais Linhares Por Sabrina Lasevitch, Camila Belinaso, Sophie Dall’olmo Do Justificando Tatiane da Silva Santos é uma mulher negra e pobre do Sul do Brasil. Não é difícil imaginar que a violência sempre esteve presente em sua vida, masvamos aos detalhes: quando pequena, seus pais eram usuários de drogas e extremamente violentos. O ciclo da violência dentro de casa era o seguinte: o pai agredia a mãe, que agredia Tati e seus irmãos. Após um episódio de espancamento um pouco mais grave, Tati saiu e casa para morar com sua avó, a quem ela se refere como sua “verdadeira mãe”. Aos 17 anos, Tati, ainda sem o ensino fundamental completo, deu à luz a sua primeira ...

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    Vítima diz que decisão de juiz soltar abusador ‘doeu muito’: ‘É como se eu estivesse sozinha’

    'Quando durmo sonho com algo parecido', diz Cintia Souza, vítima do homem que abusou dela em ônibus na Avenida Paulista. Ele tem 15 passagens pela polícia e três condenações por estupro. Por Paula Paiva Paulo Do G1 A mulher que foi vítima de um abusador em um ônibus em São Paulo, no início da semana, criticou a decisão da Justiça em libertar o agressor Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, que tem 15 passagens pela polícia incluindo três prisões por estupro. Em conversa com o G1, ela disse que quer que a justiça seja feita. “A decisão do juiz doeu muito, muito mesmo. É como se eu estivesse sozinha”, afirmou Cintia Souza, de 23 anos. “A decisão do juiz levou em consideração apenas o lado do criminoso, e não o meu. Só peço a todos que gritem comigo para que outras mulheres não passem por isso.” “Eu apenas quero justiça de verdade, e ...

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    Casos de estupro coletivo mais que dobraram no Brasil nos últimos cinco anos

    Segundo dados do ministério da Saúde, ocorrem uma média de 10 casos por dia de violência contra a mulher praticada por mais de um agressor no RBS Dados do ministério da Saúde apontam que os casos de estupro coletivo mais que dobraram nos últimos cinco anos, saltando de 1.570 casos, em 2011, para 3.526, no ano passado, uma média de 10 casos por dia, em todo o país. Acre, Tocantins e Distrito Federal lideram as taxas de estupro coletivo. Para especialistas, esses casos de violência são estimulados pela falta de investigação e punição aos agressores. Segundo as mulheres ouvidas na reportagem de Vanessa Nakasato, para o Seu Jornal, da TVT, trata-se de um "crime de poder", em que o objetivo do agressor é subjugar o corpo da mulher. A socióloga e assessora da USP Mulheres Wânia Pasinato destaca que, em muitos casos, os agressores filmam e divulgam as cenas do crime cometido como ...

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    Eva Blay - professora , sociologa da FFLCH. Reg. 056-16 - foto Cecília Bastos

    Por que os homens não amam as mulheres?

    Eva Alterman Blay é professora sênior de Sociologia da FFLCH-USP e ex-senadora da República   Do Jornal da USP Essa é a grande questão do romance e filme suecos Os homens que não amavam as mulheres. O ódio se expressa no estupro, no incesto, na tortura e no assassinato. Depois de meio século de feminismo, pensávamos ter alcançado algum avanço no respeito às mulheres. Nos Estados Unidos, Trump desqualifica todas as conquistas das mulheres, desrespeita seus corpos, abusa, e se considera o grande patriarca. É o retorno a uma sociedade racista em que, até os anos 1960, os negros eram tratados como semiescravos, os judeus não podiam morar em certos prédios de NY e em várias cidades do interior do país, os latinos eram a casta nefasta. O recém-eleito presidente pretende apagar os avanços democráticos, retoma um critério nazista ao selecionar os imigrantes, logo ele que vive num país cuja ...

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    O monstro: sobre a chacina de Campinas, misoginia e notícias

    Quando um caso de violência contra mulheres chega à grande imprensa, o debate é orientado quase sempre pela mesma pergunta: qual a motivação do crime? Mas o que é que motiva a formulação dessa pergunta? Deixando de lado o procedimento jurídico que levará em consideração as motivações do crime dentro de um protocolo de investigação policial, o senso-comum e os consumidores de notícias em geral desejam encontrar  uma explicação individual, específica e subjetiva. E a pergunta pela motivação do crime atende a essa necessidade. Muitos dizem: “era louco”, “era um monstro”, “não era humano”. Por Daniela Lima, da  Boitempo   Adrian Ghenie. “Pie Fight Study 2”, 2008. Quando se diz que alguém que assassina brutalmente uma mulher o fez simplesmente porque era “louco” se reforça o estigma do louco perigoso e, ao mesmo tempo, se isenta o assassino de responsabilidade. É uma forma de dizer: “ele não sabia o que estava ...

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    Assassino de Campinas atirou sozinho, mas não inventou assassinato de mulheres sozinho, diz filósofa

    Os primeiros minutos de 2017 ficaram marcados por um massacre que chocou o país. Em Campinas (SP), um homem invadiu a casa onde sua ex-mulher celebrava o Ano Novo com a família e começou a atirar. Ela e mais onze pessoas morreram, incluindo outras oito mulheres e o filho de ambos, de 8 anos. Em seguida, ele se matou. Por Renata Mendonça, do BBC Brasil Massacre que deixou 12 pessoas mortas em Campinas, sendo 9 mulheres, chocou o país na noite do réveillon Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, deixou algumas cartas e áudios para "explicar" sua atitude. Neles, chamou a ex-mulher de "vadia" por ter conseguido a guarda do filho em um processo que incluiu acusações de que ele teria abusado sexualmente da criança, condenou a Lei Maria da Penha - a qual chamou de "lei vadia da penha" -, e disse que queria "pegar o máximo de ...

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    Não existe amor na misoginia

    Durante vários dias, um homem planejou um assassinato em massa: comprou uma arma e teve o cuidado de raspar sua numeração, comprou material para fabricar explosivos caseiros e os produziu, escreveu cartas detalhando suas motivações e as enviou, aguardou o momento propício em que suas vítimas estariam reunidas e em plena noite de réveillon executou doze pessoas. Fonte: Femmaterna Entre elas, estavam a ex esposa e o filho de oito anos. Após a divulgação irresponsável da sua carta de intenções na íntegra e sem contextualização, não tardou para que alguns homens relativizassem o crime bárbaro: por alegar ser vítima de alienação parental, o algoz certamente estava descontrolado pelo sofrimento de não poder criar o filho. Apesar de crimes contra as mulheres serem reportados comumente como atitudes passionais, é sabido que o feminicídio costuma ser a ponta final de uma escalada de violência, e a morte muitas vezes vem em resposta ...

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    Eleições americanas: uma reflexão de Judith Butler

    Há duas questões que os e as eleitoras da esquerda estão se perguntando nos Estados Unidos: quem são estas pessoas que votaram em Trump? E por que não nos preparamos, de modo algum, para este desfecho? A palavra “devastação” apenas começa a chegar perto do sentimento com relação a esse momento entre aquelas e aqueles que conheço. Não sabíamos da raiva generalizada contra as elites; da profunda raiva de homens brancos contra o feminismo e o movimento dos direitos civis; de como as pessoas foram desmoralizadas pela espoliação (dispossession) econômica. Não sabíamos como as pessoas podem ficar excitadas com o isolacionismo, a perspectiva de novos muros e a belicosidade nacionalista. Esta é a nova “reação branca” (whitelash)? Por que não percebemos o que estava por vir? Por Judith Butler Do Sxpolitics Tal como nossos amigos no Reino Unido após o Brexit, estamos céticos quanto às pesquisas de opinião: quem foi ou ...

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    Intolerância online rompe com a ideia do brasileiro cordial

    Dossiê pesquisou quase 400 mil posts de temas polêmicos na internet e constatou que 84% deles têm comentários negativos por Raquel Sodré no O Tempo Durante muitas décadas, o brasileiro foi encarado como um povo gentil. A ideia partiu da pesquisa do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, que publicou o livro “O Homem Cordial” em 1936. Se fosse escrito hoje, talvez o livro se chamasse “O Homem Intolerante”, pois é essa a característica marcante que um novo dossiê revela sobre o brasileiro. Surpresa. Caio Túlio Costa, coordenador da pesquisa, ficou surpreso com a força da intolerância nas redes sociais O documento – do projeto Comunica Que Muda – foi elaborado de abril a junho e analisou o conteúdo de mais de 393 mil posts e comentários na internet. “Queríamos entender como as questões da intolerância estavam sendo abordadas no meio digital”, conta Caio Túlio Costa, um ...

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