Tag: questão de genero

Espetaculo Yèyé-Projeto MAMA ÁFRICA (Foto: Ismael Silva)

Yèyé: um espetáculo de contação de histórias para mulheres que vivenciam a maternidade em tempos de pandemia

A pandemia revelou algo que toda mãe já sabe, mas que agora está potencializado: a carga emocional e o acúmulo de trabalho. Nesse momento de confinamento e de distanciamento social quem acolhe, aconchega e as escuta? Pensando nas mães, afinal a idealizadora deste projeto também é uma, e foi diretamente afetada pela pandemia. Josy Acosta, atriz, produtora cultural e mestra em artes cênicas, gaúcha radicada em Salvador há 10 anos, estreia no início de abril, no youtube, o espetáculo Yèyé (em yorubá arcaico pode ser traduzido como mãe, mãezinha, uma forma carinhosa de definir as mães), a montagem é fruto do projeto MAMA ÁFRICA aprovado no prêmio das artes Jorge Portugal. O espetáculo foi construído a partir de uma pesquisa de campo na Fundação Pierre Verger, local onde a atriz e sua equipe escutaram a griote Vovó Cici contar histórias de orixás femininos. Josy revela: “pedi a Vovó que contasse ...

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OAB/Divulgação

Propostas de paridade de gênero e cotas raciais nas eleições da OAB são aprovadas pelo Colégio de Presidentes de Seccionais

A OAB ficou mais perto de garantir a paridade de gênero e o estabelecimento de cotas raciais na composição das chapas de suas eleições, o que representaria uma guinada histórica na forma como a entidade compõe seus quadros. Na noite de terça-feira, dia 1º, os 27 presidentes das seccionais e a Diretoria do Conselho Federal, reunidos de forma híbrida no Colégio de Presidentes da OAB, aprovaram as propostas, que contam com o apoio de primeira hora da OABRJ. Agora, o projeto segue para o Conselho Pleno da OAB, que agendou sessão para 14 de dezembro. A proposição estabelece que as chapas, para obterem o registro, deverão atender ao percentual de 50% para candidaturas de cada gênero, tanto para titulares como para suplentes. A indicação do Colégio de Presidentes é pela aplicação imediata da nova regra. Os presidentes das seccionais também aprovaram a proposta que estabelece a política de cotas para ...

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Kelly Cristina Dias Psicóloga (Arquivo Pessoal)

Do “Cárcere” ao cárcere os condicionadores do estado e as “prisões” da mulher negra

Conceber os dados e os fatos sobre a realidade da mulher negra em nosso país é de impactar a qualquer um, mas a fragmentação e até mesmo a ocultação desta realidade parecem permitir que tal indignação aconteça apenas a partir de muita procura, estudo e persistência individual ou por fontes engajadas. Pois bem! A mulher preta é maioria em casos de violência doméstica, feminicídio, cárcere, também se apresenta como maioria em casos de destituição de guarda dos filhos, a maioria com baixa escolaridade, como também baixos salários. Quando se pergunta onde entra estado nisso, se descobre que olhando bem a fundo, que está sempre ali em uma vigília “cega”. Se apoiando cegamente em uma reprodução sistêmica e multifacetada, que permite e até mesmo expõe a mulher negra a vivenciar ambientalmente a vários extremos de vulnerabilidade, desespero e desamparo podendo contar apenas com o auxílio do mesmo que a culpabiliza. Segundo ...

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Apoiadoras escutam em Washington a notícia da vitória de Biden. (Foto: WILL OLIVER / EFE)

As mulheres falaram, Biden ganhou

Apesar dos horrores de 2020, neste outono boreal estou com um otimismo renovado. E isso se deve, em grande parte, à nova vida que algumas mulheres nos Estados Unidos injetaram no processo democrático. Graças a políticas como Stacy Abrams e Alexandria Ocasio-Cortez e a jornalistas como Soledad O’Brien, descobri que, como diz a canção de Marisol, a vida também pode ser uma tômbola de luz e de cor. Já em 7 de agosto de 2020, num artigo do Brookings Institute, Michael Hais e Morley Winograd afirmavam: “Em quase todos os Estados e municípios dos EUA, as mulheres estão assumindo as rédeas do voto e do futuro.” Previam que o impacto do voto da mulher teria como resultado a vitória de Joseph Biden e uma maioria democrata no Senado. Tinham razão. A participação nestas eleições foi excepcional. E não foi algo casual, mas o resultado do trabalho duro e da inspiração ...

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Kamala Harris (Foto: Getty Images)

Kamala Harris: a primeira mulher a ocupar a vice-presidência dos EUA: “Temos muito trabalho pela frente”

Com pai jamaicano e mãe indiana, Kamala Harris, 56, tem como causa pessoal a reivindicação por direitos de imigrantes e de comunidades marginalizadas. Formada em Direito pela Hastings College of Law, da Universidade da Califórnia, Kamala foi a primeira afro-americana e primeira mulher a ocupar o cargo de Procuradora Geral do Estado da Califórnia antes de se eleger senadora em 2016 (segunda mulher de descendência negra a conseguir o feito). Hoje, ela quebrou outro paradigma: se tornou a primeira mulher a ocupar a vice-presidência dos EUA. Ao anunciar a vitória em seu Instagram, ela disse ter muito trabalho a fazer. "Esta eleição envolve muito mais do que @JoeBiden ou eu. É sobre a alma da América e nossa disposição de lutar por ela. Temos muito trabalho pela frente. Vamos começar!". A jurista de Oakland chegou a anunciou sua candidatura ao mais alto cargo do governo americano, mas desistiu para apoiar ...

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Imagem: iStock

Brasil, o cativeiro das mulheres

Como era de se esperar, e quem estuda a história sabe que os direitos das mulheres são os primeiros a serem questionados e atacados em momentos de crise, o Brasil se tornou um imenso cativeiro para mulheres de todas as raças e classes sociais. Quem já tomou consciência disso tenta se proteger e também a outras mulheres, mas há quem ache que tudo segue dentro da mais absoluta normalidade e que falar disso é uma grande bobagem. Coisa de feminista que não tem mais o que fazer. Não importa em qual grupo você se encontra. Se você é mulher, você está em risco. Em uma única semana ganha espaço nos portais de notícia da internet a história de duas mulheres. Histórias de um pesadelo vivido por Mariana Ferrer e Patricia Garcia. Dignas de um filme de terror, as histórias vividas por estas mulheres são retratos contundentes do que é ser ...

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George Floyd foi assassinado em 25 de maio por um policial branco, Derek Chauvin, em Mineápolis Imagem: SHANNON STAPLETON/REUTERS

Mulheres se unem para eleger 1ª parlamentar negra no estado de George Floyd

O estado de Minessota, nos Estados Unidos, nunca teve uma senadora negra — este ano, no entanto, após o assassinato de George Floyd por um policial branco em Mineápolis, quatro mulheres negras se candidataram a uma vaga no Senado. Agora, o estado pode eleger uma mulher negra pela 1ª vez em 162 anos. Zina Alston Fizer, Aarica Coleman, Marquita Stephens e Laverne McCartney Knighton concorrem em diferentes distritos e têm jornadas políticas diferentes, mas todas atuam junto à comunidade no combate ao racismo e decidiram concorrer após a morte de Floyd. "Quando George Floyd foi assassinado, isso simplesmente me atingiu de forma diferente", disse Coleman, à Elle norte-americana. "Eu estava cansada, estou cansada de trabalhar nos bastidores e esperar. Esperar que as pessoas que estão fazendo política se preocupem com ele ". "Eu disse: 'Quer saber? Eu tenho experiência em política. Não preciso mais ficar nos bastidores'. Quando George Floyd ...

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Humberto Adami presidiu evento que apontou medidas para a promoção da igualdade racial (Foto: Bruno Marins)

OAB debate projetos para a promoção da igualdade em seus quadros

Há anos atuando como porta voz dos anseios sociais e da defesa do Estado democrático de Direito, a OAB estuda aprimorar suas ações afirmativas para a promoção da igualdade. Projetos que estimulam a paridade de gênero e cotas raciais para as próximas eleições já estão sendo analisados pelo Conselho Federal. Estimuladas por iniciativas que saíram da OABRJ, as demais seccionais discutem, também, medidas como a inserção da autodeclaração de raça no formulário de inscrição de seu quadro de advogados e estagiários. Para o presidente da OABRJ, Luciano Bandeira, qualquer discussão que envolva a inclusão é muito relevante. "Apoiamos o debate dessas causas e consideramos isso como um avanço institucional importante", destaca. Defensora ativa do sistema de cotas raciais no ensino público superior e no serviço público - a entidade atuou como amicus curiae nesses processos -, a OAB analisa, agora, a reserva de 30% das vagas para cargos nos conselhos ...

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Joana Mendes é publicitária e uma das fundadoras do primeiro banco de imagens de mulheres negras do Brasil (Foto: Arte/UOL)

Ela se tornou a primeira diretora negra em uma grande agência publicitária

Joana Mendes, publicitária e uma das idealizadoras do YGB.BLACK, o primeiro banco de imagens brasileiro de mulheres negras, fala hoje no quarto painel de debates da segunda edição de Universa Talks, com o tema "A Mulher no Mercado de Trabalho". Em seu discurso, Joana resgata sua trajetória de vida: nascida em Rondônia, considera que foi graças à postura da avó, uma trabalhadora doméstica, que as mulheres seguintes da sua família conseguiram chegar aos espaços que ocupam hoje. Há alguns dias, Joana se tornou a primeira mulher negra a ocupar um cargo de direção em uma grande agência de publicidade: a FBiz. Mudança na pirâmide "Sou rondoniense, minha mãe é carioca e minha avó sergipana. Ela, como muitas mulheres negras, foi empregada doméstica. Aos 11 anos, foi tirada da escola. Mais velha, trabalhava na casa de uma patroa que a constrangia, humilhava. Depois de escutar que 'não era e nem iria ...

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(Foto: Day Rodrigues)

Carta às mulheres solteiras: agência, amor próprio e a solidão da mulher negra

Nesse dia dos namoradXs, eu fiquei com vontade de falar sobre algumas coisas que têm visitado os meus pensamentos. Não me dirijo a vocês com a intenção de fazer generalizações sobre as vivências das mulheres negras, mas se a minha experiência servir para acalentar algumas das minhas irmãs, esse texto fica como um presente pelo dia de hoje. Se isso não acontecer, tudo bem! Seguimos no caminho de aprender com as nossas diferenças! Faz tempo que eu tenho refletido em relação os rumos que a discussão sobre a solidão da mulher negra tem tomado. Entendo a gravidade do fato de mulheres como eu se casarem menos e enfrentarem problemas sexistas e racistas nos relacionamentos, sendo eles interraciais ou não. Contudo, eu, também, sinto a necessidade de trazer para esse debate mais reflexões sobre amor próprio e as escolhas que nós, mulheres, fazemos. Decisões que estão inseridas em um conjunto de ...

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Imagem: Getty Images

Pandemia reduz submissões de artigos acadêmicos assinados por mulheres

Diversos textos têm circulado nas redes ressaltando os impactos particulares da pandemia de Covid-19 na dinâmica de vida das mulheres. Embora a doença tenha alterado drasticamente o convívio das pessoas, muitas das desigualdades observadas na conjuntura estão longe de ser novidade. O confinamento à esfera privada do lar, consequência do isolamento social, assevera os problemas usuais do âmbito doméstico, que costuma figurar como lócus privilegiado de violência contra a mulher, além de ser o espaço onde o gênero feminino enfrenta a maior sobrecarga de trabalho não remunerado de cuidado e tarefas de gestão da casa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres gastam quase o dobro de tempo em afazeres domésticos que os homens, predominância que não muda mesmo quando são comparados perfis de gênero em ocupações similares. Tal cenário não é singular ao país e, a despeito de todas as transformações recentes no ...

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(Foto: Imagem retirada do site Midia Ninja)

Da dificuldade nasce a força da mulher negra

Em 1989, com 14 anos, entrei no mercado de trabalho. Meu primeiro emprego foi como office girl na falida Companhia Energética de São Paulo, atividade que consegui por meio de uma ONG chamada Patrulheiros do Caxingui. Eu trabalhava para o departamento de engenharia, distribuía radiogramas (meio de comunicação rápida da época) entre os prédios da empresa, que ficavam na região da avenida Paulista. Para isso, todos os dias eu percorria a avenida Angélica, as ruas Haddock Lobo, Bela Cintra, Consolação, Augusta e a avenida Paulista. Era cansativo, mas eu adorava saber que conseguiria garantir o sustento de casa. O preconceito racial e social que eu sofria a todo momento era o que cansava e doía. Era evidente a preferência da chefe pela moça mais clara, fosse pela forma carinhosa como ela tratava a outra funcionária, fosse pelo fato de as atividades trabalhosas sobrarem sempre pra mim. Hoje, mais de 30 ...

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Violência doméstica e os precipícios do machismo

Nas janelas, lenços brancos denunciam opressão. Surgem redes solidárias. No Congresso, propostas punitivas só arranham o patriarcado. Uso emergencial de hotéis durante isolamento é opção — mas elas terão até de ser expulsas de casa?… Por SOS Corpo, Do Outras Palavras (Foto: Getty Images) Uma questão que tem se destacado como um problema na situação de confinamento social por conta da pandemia é tanto o agravamento quanto o aumento da violência doméstica contra as mulheres. Lideranças do mundo todo reforçam e tomam medidas para efetivar o isolamento social como medida fundamental para conter o vírus. #Fiqueemcasa está entre as hashtags mais usadas nas últimas semanas em todas as redes sociais, por personalidades, organismos internacionais e Estados. O governo Bolsonaro segue isolado, remando contra a maré. Até Donald Trump, que ensaiou ser contra as medidas de isolamento social, reviu sua posição. O que é a solução para ...

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Coronavírus: 92% das mães nas favelas dizem que faltará comida após um mês de isolamento, aponta pesquisa

"Muitas pessoas entraram na linha de pobreza da noite para o dia. O casal que trabalhava no shopping na semana retrasada, que recebia por semana, fez a compra da semana passada e nesta semana já não está mais trabalhando. Porque o shopping fechou, o patrão também quebrou. Hoje esse casal está com três filhos em casa, que não estão mais comendo na escola. Você tem o casal em casa, os três filhos e muitas vezes os pais do casal, idosos, que moram com eles." Por Ligia Guimarães, Da BBC News (Foto:FELIPE SOUZA/BBC BRASIL) É a partir da cena descrita acima que o produtor cultural Celso Athayde, fundador e coordenador geral da Central Única das Favelas (CUFA), organização fundada há 20 anos e que reúne 500 comunidades em todo o país, explica a situação de urgência que vivem os 13,5 milhões de brasileiros que moram nas favelas ...

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Porta dos Fundos: Um papo exclusivo com a roteirista Nathália Cruz

Em março, o canal vem disponibilizando esquetes escritas por mulheres no canal Por Thamires Viana, Do CineClik (Foto: Imagem retirada do site CineClik) Neste mês das mulheres, o canal Porta dos Fundos vem disponibilizando todos os sábados esquetes roteirizadas apenas por mulheres que compõem a equipe. No último dia 14 entrou no ar o vídeo Cota, que defende o sistema de cotas e a importância de se falar sobre o papel de negros em produções artísticas e audiovisuais. Com ironia e muito humor, a esquete já conta com mais de 1,4 milhão de visualizações no Youtube. A mente por trás do divertido roteiro é Nathália Cruz, atriz e roteirista que, com o vídeo, ingressou a sala fixa de roteiro do Porta dos Fundos e, além de escrever, também atua nas produções do canal. Formada pelo O Tablado, no Rio de Janeiro, a roteirista traz em seu ...

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Ato de mulheres aconteceu na Praça das Flores, em Natal — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi

Mulheres fazem ato contra violência de gênero e por direitos em Natal

Manifestação aconteceu no Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher, celebrado neste domingo (8) Por Inter TV Cabugi, no G1 Ato de mulheres aconteceu na Praça das Flores, em Natal — Foto: Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi Um ato em homenagem ao Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher aconteceu na manhã deste domingo (8) em Natal. O movimento aconteceu na Praça das Flores, no bairro Petrópolis e culminou com uma passeata pela ruas da Zona Leste da capital potiguar. Centenas de pessoas compareceram ao ato político e cultural organizado por coletivos, movimentos de mulheres e partidos políticos contra a violência de gênero e por direitos. Homens também participaram da manifestação em apoio às pautas. "Hoje é o Dia Internacional das Mulheres. É um dia de luta, de denúncia, de resistência pela democracia, contra o facismo e pelo direito das mulheres. Mas também estamos comemorando ...

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Seminario Igualdad, Genero y No Discriminación

Entrevista: A ofensiva antigênero como política de Estado

Em entrevista à Conectas, a pesquisadora Sonia Corrêa analisa o impacto das políticas do governo Jair Bolsonaro sobre a pauta de gênero Do Conectadas Às véspera do Dia Internacional da Mulher, a pesquisadora e ativista Sonia Corrêa fala à Conectas sobre o impacto das políticas do governo Bolsonaro sobre a pauta de gênero. (foto: Luis Vera) Enquanto os movimentos feministas vêm pautando há décadas o debate sobre gênero de uma perspectiva de igualdade, da democracia e da plasticidade, forças conservadoras religiosas e seculares tem atacado esse conceito de maneira virulenta, usando como alvo o código “ideologia de gênero” . No Brasil, essa ataques que vinham ganhando corpo desde os meados dos anos 2000 ganham uma nova escala nas eleições presidenciais de 2018. Hoje a ideologia antigênero se vê traduzida em legislações e diretrizes de política pública. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, conversamos com Sonia ...

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Por um feminismo de baderna, ira e alarde

Neste 8M, ocuparemos politicamente as ruas e as nossas casas, em festa e protesto. Não queremos flores, parabéns e elogios — mas sacudir uma ordem social irrespirável, que tem a mesma cara dos machos rivalistas e opressores Por SOS Corpo, no Outras Palavra  Arte: Rafael Werkema/CFESS O feminismo veio para ocupar tudo! Não tem como conter essa forma de ver, pensar e transformar o mundo. O pensamento feminista foi fundamental para que a democracia ganhasse demandas reais em espaços do cotidiano, foi fundamental para compreendermos que ele é uma forma de organizar a vida social. Nós mulheres não só denunciamos as declarações sexistas de políticos ou escrachamos os machos que se esfregam “nelas” no metrô ou no carnaval. É mais que isso: o feminismo revelou que o espaço “privado” imposto a nós mulheres, à família e à casa nada tinha de privado, mas representou e representa ...

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“Queremos disputar nossa própria agenda na política”, afirma ativista indígena equatoriana

Vereadora feminista, Paolina Vercoutere lembra participação de mulheres indígenas nos protestos que pararam o Equador em 2019 e aponta novos desafios para o 8 de Março Por Julia Dolce, Da Agência Pública Paolina Vercoutere (Foto: Reprodução/Twitter) Em outubro de 2019, o Equador foi completamente paralisado por um dos maiores protestos já vistos na história do país. As manifestações, que tiveram como objetivo barrar um decreto de medidas econômicas e reformas trabalhistas do presidente Lenin Moreno receitadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), tiveram êxito com as medidas sendo revogadas. Na linha de frente dos protestos, o protagonismo das mulheres indígenas foi aclamado mundialmente. A Agência Pública conversou com a ativista feminista Paolina Vercoutere, vereadora do município de Otavalo, integrante da Plataforma de Mulheres Caminhando pela Igualdade e representante do povo Kichwa. Ela destacou que a participação feminina sempre esteve presente nas vitórias históricas dos indígenas no Equador ...

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“Quando o feminismo vira um produto, a gente tem um problema”, afirma ativista

Entrevista especial para o Dia de Luta das Mulheres debate o feminismo na internet e a apropriação da luta pelo capital Por Cris Rodrigues e Pamela Oliveira, Do Brasil de Fato "Se a gente entender a internet como um espelho da nossa sociedade a gente vai ter um debate mais justo", diz Ana Paula Xongani (Foto: Pedro Stropasolas) O 8 de março de 2020 acontece em meio a um cenário de retrocessos para as mulheres. Entre eles, declarações machistas e homofóbicas do presidente da República e a criação de políticas antiquadas que retiram direitos. Enquanto isso, a palavra "feminismo" ganhou o debate público e está na TV, nas lojas e na internet, para o bem e para o mal. A luta das mulheres foi apropriada pelo capitalismo para lucrar em cima da força do movimento. É o que defende a jornalista e escritora Clara Averbuck. "Eu ...

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