sexta-feira, outubro 23, 2020

    Tag: Questão Racial

    Com uma carreira impressionante, Alexandra Wilson é advogada aos 25 anos (Foto: LAURIE LEWIS)

    ‘Não sou a ré, sou a advogada’: a mulher que combate o racismo e a ignorância na Justiça

    "Não espero ter que justificar constantemente minha existência no trabalho", diz Alexandra Wilson à BBC. No entanto, como uma advogada negra de 25 anos trabalhando no sistema jurídico britânico, é exatamente isso que ela tem que fazer — às vezes até quatro vezes por dia. Quando ela vai a um julgamento, se ela não está usando peruca e toga — como é tradição em alguns tribunais britânicos — ela frequentemente é confundida com os supostos criminosos que ela defende — tudo por causa de sua cor. O direito inglês pode ser famoso em todo o mundo e ter influenciado sistemas jurídicos de dezenas de países — de Bangladesh às Bahamas — mas a experiência de Alexandra Wilson expõe os problemas que ainda tem em relação ao racismo. "Já chegaram a gritar para eu sair do tribunal", conta Alexandra. "Isso já aconteceu várias vezes e indica um problema muito maior na ...

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    Reprodução/Instagram/@thelminha

    Thelma Assis conta sobre episódio de racismo em teste de residência: ‘Enfermeira foi mais cedo’

    Quase seis meses após o fim da mais recente edição do Big Brother Brasil, considerada uma das melhores da história do programa, a campeã Thelma Assis alcançou um patamar além da fama que todo ex-brother leva. Carrega uma voz forte, que tem sido procurada a opinar sobre diferentes temas da atualidade, como medicina, desinformação, racismo estrutural, machismo, entre outros, seja em seu quadro aos sábados, no É de casa, da TV Globo, ou nas lives e entrevistas quase diárias de que participa. Em conversa com a coluna, a médica conta que tenta usar sua visibilidade para conseguir dar espaço a pautas sociais, o que não a impede de também ser vítima de racismo, como tem ocorrido em suas transmissões ao vivo nas redes sociais — e de que já foi alvo em outras ocasiões, como num programa de seleção de residência médica, anos atrás. E não se inibe: “Eu sigo fazendo a minha live, dando minha mensagem, senão vou adoecer”, diz ...

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    Imagem retirada do site Jornal GGN

    O Novo Fundeb e a questão racial

    Celebrada por diferentes atores sociais, a aprovação do novo Fundeb representa uma importante vitória para a educação básica pública brasileira. Afinal, é sob a responsabilidade de estados e municípios que se encontram aproximadamente 38 milhões de matrículas, da educação infantil ao ensino médio. Isso sem acrescer à conta o cômputo daquelas que recentemente migraram da rede privada para a pública, em decorrência dos efeitos econômicos da pandemia. Expressão mais bem-acabada da atuação do Legislativo, em que pese a atuação omissa do Executivo, a Emenda Constitucional 108/2020 pode ser entendida, sem embargo, como um avanço significativo em relação às duas outras que a precederam e implementaram o Fundef e o atual Fundeb, respectivamente. A complementação da União ao fundo que passa dos atuais 10% para 23%, em relação ao valor do Fundeb, constitui, obviamente, um dos aspectos centrais, por ter implicações na própria engenharia federativa. Sua implementação a partir de 2021 ...

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    Getty/Gary Waters

    Candidatos negros apontam resistência dentro dos partidos: ‘Condições para brancos ainda são melhores’

    Assim como no resto do Brasil, o número de candidatos negros na cidade de São Paulo atingiu em 2020 o maior percentual já registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começou a coletar dados de raça em 2014. O pleito deste ano, que escolherá prefeitos, vice-prefeitos e vereadores, tem uma proporção de 29,63% de candidatos negros, contra 69,24% brancos. Em 2016, nas últimas eleições municipais, 25,86% dos candidatos eram negros, e 73,64% brancos. Já em 2014 e 2018, quando foram escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais, os candidatos negros no Estado de São Paulo representaram, respectivamente, 25,38% e 27%, contra 73,31% e 71,76% de brancos. Juntos, pretos e pardos são considerados negros, segundo classificação utilizada pelo IBGE. A representatividade fica prejudicada, no entanto, quando os dados analisados são por cargo disputado — há muito mais candidatos a vereador no país do que candidatos a ...

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    foto de Luis Alvarez / Digital Vision / Getty Images

    Especificidade do racismo brasileiro

    Sempre perguntam o porquê de algumas pessoas não se identificarem como integrantes da população negra no Brasil, mesmo se essas mesmas pessoas, em vários outros países, como nos Estados Unidos da América, são nitidamente negras, tanto pelo conjunto de fenótipos que apresentam, quanto pela ascendência.  Oracy Nogueira afirmou que existem distinções na definição de algum grupo como branco ou negro, de modo que nos Estados Unidos importa a ascendência, a “gota de sangue”, enquanto que, no Brasil, a discriminação se apresenta em razão da cor da pele. “Quando o preconceito de raça se exerce em relação à aparência, isto é, quando toma por pretexto para as suas manifestações os traços físicos do indivíduo, a fisionomia, os gestos, o sotaque, diz-se que é de marca; quando basta a suposição de que o indivíduo descende de certo grupo étnico para que sofra as consequências do preconceito, diz-se que é de origem” (NOGUEIRA, ...

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    Criadoras do Indique Uma Preta, Verônica Dudiman, Daniele Mattos e Amanda Abreu fizeram parte da consultoria do programa de trainee do Magazine Luiza Imagem: Divulgação

    Por que um programa de trainee para negros ainda incomoda tanto?

    Em 2012, a jornalista Karen* tinha acabado de voltar de um intercâmbio de seis meses no Canadá quando se inscreveu em um processo seletivo para ser trainee de uma multinacional. Assim como ela, cerca de 20 mil pessoas mostraram interesse pelas vagas. Karen ia bem: passou na primeira e na segunda fase. Após a terceira, porém, recebeu a mensagem de que o desempenho apresentado por ela não tinha sido suficiente para que se mantivesse na disputa de uma vaga na área de comunicação, como queria. O que ocorreu durante essa terceira fase a jovem só consegue descrever como "traumatizante". A começar pelo fato de que, quando chegou ao local, dos 20 candidatos e três recrutadores presentes, ela era a única pessoa negra. "Ali já bate uma ansiedade, né? Fiquei pensando o que teria que aguentar sozinha", conta. Por um momento, chegou até a duvidar de si, mas tratou de relembrar ...

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    Negras e negros no mercado de trabalho: evento também dará acesso a vagas de emprego (We Are/Getty Images)

    MPT e ONU chamam jovens negros para evento gratuito de inclusão no mercado

    Como avançar no debate sobre diversidade e promover a inclusão de jovens negras e negros no mercado? O Ministério Público do Trabalho quer acelerar essa transformação com o evento online Afropresença, que ocorre entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro. Realizado junto com o Pacto Global da ONU, o evento será gratuito e focado no público de jovens negras e negros matriculados em universidades. Para o encontro de três dias, eles trarão grandes empresas, universidades, movimentos sociais e especialistas para debater temas de empregabilidade, diversidade, inclusão e carreira. Serão oficinas, painéis e palestras focadas na inserção do público universitário no mercado formal de trabalho. Quem se inscrever pelo site do evento também terá acesso a vagas de emprego e poderá compartilhar seu currículo. A pandemia foi um obstáculo para o evento já planejado para ser presencial em São Paulo. Ao ser adaptado para o virtual, o desafio virou uma oportunidade para conversar com um público mais ...

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    Magalu quer mais diversidade, pois só tem 16% de negros em cargos de chefia. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    Ações como o programa de trainees do Magalu apenas para negros devem ganhar força no País

    Iniciativas para promover diversidade e inclusão, como a do Magazine Luiza, que gerou polêmica nas redes sociais, vão virar tendência em grandes empresas daqui para frente, segundo especialistas em recursos humanos e executivos. Nos últimos três meses, período tradicional de abertura de programas de treinamento, outras três empresas – Bayer, Ambev e P&G – também anunciaram inscrições de programas exclusivos para estudantes negros. Em comum, essas empresas querem ampliar a diversidade dos novos funcionários e, principalmente, prepará-los para que ocupem cargos de direção. Um dos passos para atrair candidatos foi substituir a obrigatoriedade da língua inglesa por cursos que serão fornecidos aos que forem selecionados. Na sexta-feira, o anúncio do Magalu sobre o programa de trainee abriu uma disputa nas redes sociais entre os que elogiaram a medida e os que acusaram a empresa de “racismo reverso” com brancos, usando a hashtag #MagazineLuizaRacista. No mesmo dia, a Bayer, empresa da área química e farmacêutica de origem alemã, também ...

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    (Foto: Divulgação/ Magazine Luiza)

    Magazine Luiza abre inscrições de trainee só para negros

    O Magazine Luiza anunciou em comunicado a abertura de inscrições para seu programa de trainee 2021, que aceitará apenas candidatos negros. “O objetivo do programa é trazer mais diversidade racial para os cargos de liderança da companhia, recrutando universitários e recém-formados de todo Brasil, no início da vida profissional”, informou a empresa, em comunicado. Em post no Twitter, Luiza Helena Trajano afirmou: “Um passo importante para consolidarmos a diversidade da empresa”. Serão aceitos candidatos formados de dezembro de 2017 a dezembro de 2020, em qualquer curso superior. Conhecimento de inglês e experiência profissional anterior não são pré-requisitos para a seleção. O salário é de R$ 6,6 mil, com benefícios e bônus de contratação de um salário.

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    Maurício Rodrigues, Vice-Presidente de Finanças da Bayer Crop Science e Sponsor do grupo BayAfro (Foto: Bayer/Divulgação)

    Bayer abre trainee para profissionais negros e com salário de R$ 6,9 mil

    A Bayer, empresa química e farmacêutica alemã, abre nesta-sexta-feira, 18, as inscrições para um programa inédito de trainee com vagas exclusivas para profissionais negros. São 19 vagas voltadas para a valorização étnico racial e no desenvolvimento de carreira para posições de liderança. “Estamos falando do maior programa que já lançamos e que é resultado de um processo dentro da empresa que vem caminhando há um tempo, com uma série de medidas para reforçar o compromisso da empresa com diversidade e inclusão”, fala Maurício Rodrigues, vice-presidente de Finanças da Bayer Crop Science. O executivo é o patrocinador do grupo BayAfro, a vertente do grupo de diversidade que trabalha a temática racial. Segundo ele, a companhia colocou um direcionamento muito claro de que precisa ser inclusiva para inovar. Um dos trabalhos feito internamente foi o de educar os colaboradores para trabalhar vieses inconscientes. “Não adianta só trazer a pessoa para dentro da ...

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    Ilustrações mostrando evolução a partir do macaco (Imagem: Getty Images/iStockphoto)

    Tem cor a ciência?

    A ciência conhecida como moderna é reguladora do poder mundial. Nesse momento difícil em que vivemos o contexto de uma pandemia, é a ciência que promete ser o diferencial nas disputas de narrativas por nações de excelência em desenvolvimento. Mas o que é a ciência? A ciência é uma das maneiras de fazermos leitura sobre a realidade. Existem outros recortes possíveis de realidade? Sim, existem. O conhecimento tradicional, o conhecimento popular ou mesmo o conhecimento religioso. Não é possível apontar que recorte oferece melhores respostas. Pois, cada um destes só merece crítica dentro do próprio corpus de conhecimento que produz. Fato é que vivemos sob a égide da sociedade tecnológica. Por sua vez, a tecnologia é fruto do desenvolvimento do conhecimento científico e, desta forma, o conhecimento científico, que é construído socialmente e desenvolve modelos para compreender como os fenômenos se complexificaram lentamente a partir de inúmeras transformações/mutações, segue sendo ...

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    Elias Oliveira Sampaio Foto:Adenilson Nunes/Secom Local Fundação Luís Eduardo Magalhães

    As desigualdades raciais são categóricas e duradouras, estúpido!

    Talvez o maior erro de avaliação para usos e formas de se tentar aplicar o termo “novo normal” para qualificar as diversas facetas da atual conjuntura socioeconômica e político-institucional mundial, é imaginar que as transformações em curso estão surgindo e/ou sendo mais evidenciadas, tão somente, em virtude dos efeitos deletérios causados pela disseminação da covid-19. A crise sanitária causada pelo coronavirus, apesar de seu ineditismo, sua dimensão e sua criticidade, tem sido apenas o elemento catalizador de um conjunto mudanças que vem ocorrendo mais acentuadamente nas últimas duas décadas, particularmente, no campo das tecnologias de informação e comunicação, as quais, tem sido – e por muito tempo ainda serão – as condições necessárias para se chegar a algo verdadeiramente novo nas relações sociais de produção e de consumo tal qual as conhecemos. As tão atualmente populares Amazon, Netflix e Google, por exemplo, estão por aí desde dos anos de 1990. ...

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    A pandemia, o racismo e o bode na sala¹

    amigos e amigas do trabalho, da família e da luta social Vamos nos fortalecer para vencer o mal Fazer deste limão uma limonada, superar esta empreitada, e vencer, vencer, vencer! Este samba é para você Amigo e amiga desta jornada da vida. Na jornada da vida – Aderaldo Gil “Em 15 meses foram gastos com a militarização da Maré o dobro do que se investiu na comunidade em programas sociais por 6 anos.” Renata Souza, Cria da Favela: p. 90 A pandemia, na extensão e intensidade como está se dando será um marco nas narrativas do século XXI. Poetas, artistas, filósofos proclamam mudanças significativas na concepção da existência humana, nas relações sociais, nas relações de seres humanos com a natureza, etc. Será que isso vai acontecer mesmo? Porque sempre houve desejos e anúncios de mudanças, frustradas pela força dos poderes tradicionais e por fraquezas das-dos agentes da transformação. A dúvida ...

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    O advogado Camilo Onoda Caldas é diretor do Instituto Luiz Gama Imagem: Divulgação/Instituto Luiz Gama

    Decisão do TSE é ponto de partida e evita negro ser ‘escada’, diz advogado

    Diretor do Instituto Luiz Gama, o advogado Camilo Onoda Caldas afirma que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabeleceu um "ponto de partida" contra o racismo ao fixar que o financiamento de candidatos negros deve ser feito de forma proporcional e atuou para evitar que as candidaturas negras sirvam apenas para puxar votos para os partidos. "É uma decisão importante que estabelece um ponto de partida. Deve ter impacto em 2022? Vai ter impacto. Vai haver uma mudança radical? Acredito que não. A questão racial, ela se resolve com um conjunto de medidas, e não com uma única medida", afirma Caldas. Ontem o TSE decidiu que a partir das eleições de 2022 os recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário utilizados nas campanhas devem ser repartidos de forma proporcional ao número de candidatos e candidatas negras de uma legenda. A distribuição proporcional também deverá ser observada na divisão do tempo ...

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    Slick Woods posa com o filho para 'Vogue' Imagem: Tyler Mitchell / ArtPartner

    ‘Nascer negra é uma coisa libertadora, mas exaustiva’, diz Slick Woods

    A modelo Slick Woods quer que o seu filho cresça em um mundo onde não precise passar pelas situações de discriminação que ela mesma enfrentou, dentro e fora da indústria da moda. Em ensaio para a Vogue, ela falou sobre sua experiência como mulher negra nos EUA. Como alguém que experimentou uma infância negra, uma vida de mulher negra, e a maternidade negra, eu posso dizer honestamente que nascer com melanina na pele é um dos sentimentos mais libertadores, mas exaustivos, do mundo. Minha esperança é que meu filho não precise experimentar metade do que eu experimentei enquanto crescia Slick Woods sobre sua vida como mulher negra nos EUA A modelo comentou que se sente "grata" por estar na posição de dar ao filho "uma infância e uma vida adulta que ela jamais seria capaz de imaginar". O pequeno Saphir, de 2 anos, nasceu do relacionamento dela com o modelo ...

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    A estudante Nina da Hora (Foto: Lucas Borba)

    Conheça Nina da Hora, nome quente na luta pela equidade de gênero e raça na tecnologia

    Erê vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, num lar com sete cachorros, seis “salsichas” e um poodle. Em junho, estava aprendendo a andar: se locomovia bem em terrenos planos e desviava de obstáculos com precisão. Mas em chão acidentado, como o do quintal da casa, se atrapalhava um pouco mais. Erê, ao contrário do que possa parecer, não tem pernas, pois não é gente. Ele tem rodinhas, afinal é um robô — e ainda possui uma placa Julieta, plataforma Falcon e sensores ultrassônicos e de refletância analógica (apetrechos que estas páginas não dariam conta de explicar). É obra criada por umas das jovens mentes mais promissoras da ciência da computação no Brasil: Ana Carolina da Hora, de 25 anos, mais conhecida como Nina da Hora. Moradora de Caxias e estudante da PUC-Rio, a dona dos pets e do Erê têm feito sucesso com sua proposta de descomplicar e ...

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    Russell Ledet (Foto: Imagem retirada do site CNN)

    Ex-segurança de hospital volta ao local como médico residente

    Russell Ledet, 34 anos, é um veterano da Marinha dos EUA que atualmente é um dos médicos fazendo residência no hospital Baton Rouge General Medical Center, no estado de Louisiana. O ponto alto da história é que ele trabalhou como segurança no local por cerca de cinco anos. O ex-segurança resolveu estudar Medicina e contou com a ajuda de Patrick Greiffenstein, o chefe dos residentes de cirurgia, como seu mentor nessa caminhada. Ledet quer servir de inspiração para outros jovens negros e por isso resolveu trabalhar em Louisiana, perto de onde ele cresceu, para sempre recordar do seu "início humilde". Ação deu origem a uma organização de incentivo aos jovens negros (Foto: Reprodução/The 15 White Coats) Em dezembro de 2019, Russel organizou uma sessão de fotos em que ele e 14 colegas negros da faculdade de Medicina de Tulane posaram com seus jalecos brancos na frente ...

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    Guillermo Arias/AFP via Getty Images

    O nascimento do Sujeito Negro

    Desde que eu posso me lembrar, sempre fui acompanhado por uma profunda melancolia. Inconstante – às vezes onipotente, às vezes quase imperceptível – mas sempre presente.  Depois de versar e tergiversar sobre essa fiel companheira com alguns ouvintes, nem sempre atentos, percebi o que era esse sentimento. A melancolia, no fundo, era enraizada num sentimento de não ser. Não caber. Não pertencer.  Fez sentido. Eu, de fato, nunca durei muito em grupos, o que explica os ouvintes desatentos não terem ficado pra continuação. Bom...de qualquer maneira, a insônia – uma nem tão fiel companheira, visitante esporádica – se dedicou um pouco mais. Numa dessas noites ela se deitou em minha cama, íntima como de costume, e me mostrou que essa melancolia era a minha kriptonita. Desde sempre me tornara fraco. Impotente. Cordial. Nessa noite fui bombardeado de fatos, que apesar de me incomodarem, até o momento, sempre foram meio amorfos ...

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    Foto: Shutterstock

    Rogineiri Reis: Ser negro no Brasil

    As cenas de racismo no Brasil são recorrentes, graças à tecnologia muitos casos são gravados e levados a público. O último episódio foi do motoboy, Matheus Pires, Valinhos-SP, e que deixou muitos cidadãos revoltados. O caso ocorreu na última sexta-feira (07.08). Nas imagens, Mateus Abreu Almeida Prado Couto chama o jovem entregador de analfabeto e invejoso, apontado para a cor da própria pele. O agressor ainda ofende o entregador, o chamando de semianalfabeto; e diz que ele tem inveja da vida que as pessoas que moram no condomínio dele têm; diz ainda que o profissional não tem onde morar nem nunca vai ter nada do que ele estava mencionando. O vídeo foi gravado por um vizinho e ganhou notoriedade na mídia brasileira.   Neste episódio podemos ver o racismo explícito existente na sociedade brasileira, e temos que destacar que a relevância da temática deve ser levada em conta, debatida e combatida ...

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    (Foto: nappy/@sebastianlibuda)

    EUA: Negras de cabelo natural têm menos chance no mercado de trabalho 

    Mulheres negras com cabelo natural — crespo ou cacheado — ou tranças têm menos probabilidade de conseguir entrevistas de emprego em comparação com mulheres brancas ou mulheres negras com cabelo liso. As informações são de uma pesquisa da Fuqua School of Business, da Duke University, nos Estados Unidos. A percepção dos participantes do estudo considerava cabelos naturais de pessoas negras como menos profissionais, de forma geral. Esse efeito foi notado especialmente em setores onde uma aparência mais conservadora é comum. A pesquisa, que será publicada na revista Social Psychological and Personality Science na próxima semana, mostra como os preconceitos sociais perpetuam a discriminação racial no local de trabalho, de acordo com comunicado à imprensa. "Os preconceitos estão enraizados em um padrão de beleza de muitas sociedades ocidentais, baseado em mulheres brancas e cabelos alisados. Os recrutadores são então influenciados por esse modelo", disse a pesquisadora Ashleigh Shelby Rosette, professora de ...

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