terça-feira, setembro 29, 2020

    Tag: Questão Racial

    Ilustração Victor Amirabile

    De onde viemos? Exames de ancestralidade genética ajudam a revelar as origens étnicas do Brasil

    Teste ajuda a trilhar os caminhos de um país miscigenado e recheado de conflitos raciais – e desvendar o seu passado familiar (através da saliva) no GQ Ilustração Victor Amirabile Cresci escutando histórias de família através dos relatos de meus avós e minha tia Izabela, irmã de minha mãe. Ela possui um arquivo precioso de fotos que remetem ao início do século 20 e uma memória de fazer inveja. Esses relatos, que fazem parte da cultura oral dos povos africanos, eram minhas fontes para tentar encontrar as origens de uma família predominantemente negra. Conseguia formar, com esforço, uma árvore genealógica até meus bisavós maternos e paternos. De onde vieram? Qual teria sido o porto na costa africana que foi o último ponto da Terra-Mãe visto por um parente consanguíneo? Teriam eles dado sete voltas em torno da árvore do esquecimento (gesto religioso que os fazia “esquecer” ...

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    Softwares de reconhecimento de fala de empresas entendem menos negros do que brancos

    Os sistemas de reconhecimento de fala estão se popularizando cada vez mais, seja em alto-falantes inteligentes ou no próprio celular. Se você utiliza com certa frequência, talvez já tenha passado pela frustração de ficar repetindo a mesma frase por que a tecnologia não foi capaz de entender. Acontece que esse tipo de situação parece ser mais comum com um grupo específico de pessoas. Por Erika Nishida, Do Gizmodo (Foto: Imagem retirada do site Blackpressusa) Pesquisadores da Universidade de Stanford analisaram uma extensa amostra de palavras ditas em entrevistas por diferentes grupos usando sistemas de reconhecimento de fala de cinco empresas (Apple, Amazon, Google, IBM e Microsoft). Posteriormente, foi feita uma comparação com os resultados compreendidos por humanos. Sobre os grupos envolvidos na pesquisa, havia amostras de grupos mistos de locais como Rochester, Nova York; Sacramento, Califórnia; e Washington, D.C., além de ter dois compostos majoritariamente por ...

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    Kiusam de Oliveira. Foto: YoungClover.com

    “A literatura tem permitido que crianças negras se valorizem como tal”

    Autora de livros infantis sobre racismo e direitos humanos, Kiusam de Oliveira é também professora e se inspirou em sua própria experiência com o preconceito para escrever histórias Por Marília Marasciulo, da Revista Galileu Kiusam de Oliveira. (Foto: YoungClover.com) A autora de livros infantis Kiusam de Oliveira, 54 anos, abraçou uma causa nada simples: tratar de temas espinhosos como racismo e direitos humanos de uma forma que crianças compreendam, se identifiquem e, o mais importante, se encantem. Para isso, buscou na sua própria experiência e vivência como estudante e professora negra a inspiração para histórias que hoje são tidas como referência na educação infantil. Nascida em Santo André, na Grande São Paulo, Oliveira é filha de uma tricoteira que sempre priorizou a educação. “Minha mãe, mesmo muito pobre, primava pelos estudos e dizia: ‘nós vamos dividir um ovo em quatro partes, mas você vai ter uma ...

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    Adobe

    Os brancos não largam os privilégios

    Os negros de todos os lugares já estão fartos da hipocrisia praticada pelos brancos. − Malcolm X Por Ricardo Corrêa,  enviado para o Portal Geledés Não acredito em benevolência das pessoas brancas quando o assunto é racismo. Ninguém que tenha nascido num sistema que lhe oferece inúmeras vantagens quererá perder essa herança. E mesmo sabendo que existem pessoas buscando contribuir na luta antirracista, observamos atitudes que estão internalizadas e naturalizadas. Estas atitudes são resultados da subjetividade e alimentam as estruturas que dão sustentação ao racismo. Esse espaço íntimo das pessoas tem caráter complexo, dado que ao longo de cada vivência é contaminado por informações apresentadas por inúmeras fontes e configuram diferentes subjetividades na formação humana. Nesse sentido, as pessoas brancas por não estarem sujeitas à opressão racial desenvolvem uma visão de mundo totalmente distinta das pessoas negras. Adobe A imprensa televisiva é uma fonte de informação que ...

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    @PIXABAY

    6 maneiras de combater a discriminação racial ainda na infância

    Professora da Unesp mostra como nós, adultos, podemos ajudar na luta contra o racismo dando bons exemplos às crianças Por FLÁVIA BEZERRA, do Ceert. @PIXABAY Neste sábado, 21.03, são celebrados o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial e o Dia Mundial da Infância. Pensando nisso, conversamos com a professora de história e pesquisadora Lucia Helena Oliveira Silva, da Unesp, sobre a importância de se combater o racismo ainda na infância: “Quando não se vê nesses modelos, a criança se sente deixada de lado. Por isso, é de suma importância falarmos sobre preconceito, uma vez que ainda estamos construindo o respeito à diversidade”, diz Lucia. Leia abaixo: 1. Atente-se para não reproduzir comportamentos preconceituosos Segundo Lucia, é comum, nas escolas, reproduzir comportamentos racistas, mesmo sem perceber que os faz: “Já vi muita professora pedindo para a menina de cabelo crespo, enrolado, ir à escola apenas com os ...

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    Divulgação/OAB

    O necessário combate ao racismo estrutural é tema do Jornal da Advocacia

    A luta fundamental em prol da participação democrática na busca do reconhecimento, justiça social e desenvolvimento está na edição especial do Jornal da Advocacia. A publicação apresenta realizações e esforços empreendidos pela diretoria da gestão da Ordem paulista e de suas Comissões temáticas no combate ao racismo estrutural. No OAB Divulgação/OAB O cenário de desigualdades foi destaque de recente estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). De acordo com o panorama levantado, a população Negra, que corresponde a quase 60% dos brasileiros, tem níveis bem inferiores de conquistas quando se trata de distribuição de renda, ingresso no mercado de trabalho e educação. Na mesma linha, pretos e pardos são as principais vítimas da violência e ocupam apenas 24,4% da representação na atual formação da Câmara Federal. Na entrevista sobre o tema, a pesquisadora e especialista Ísis Aparecida Conceição aponta políticas necessárias para o combate ...

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    Silvana Bahia lembra da importância de celebrarmos as mulheres incríveis que estão ao nosso lado (foto: Olabi/Valda Nogueira).

    “Não desmereço pesquisas com foco apenas em gênero. Mas quando não se faz o recorte da raça, dá a entender que isso é algo menor”

    Da área de Humanas, a jornalista Silvana Bahia, 34, não poderia imaginar, anos atrás, que iria estar tão conectada com o mundo da tecnologia. E que muito além de servir para programar ou desenvolver aplicativos, esta seria uma ferramenta para o combate a desigualdades sociais. Por Dani Rosolen, do Projeto Draft Silvana Bahia lembra da importância de celebrarmos as mulheres incríveis que estão ao nosso lado (foto: Olabi/Valda Nogueira). Em 2013, ela realizou uma oficina, a Rodada Hacker, com metodologia voltada para mulheres. Em seguida, teve mentorias com Stefânia Paola e continuou a aprender sobre o assunto. O interesse cresceu e, em 2015, começou a atuar como comunicadora no Olabi, um espaço dedicado à apropriação e democratização de novas tecnologias, localizado no Rio de Janeiro. Como trabalhava como uma espécie de porta-voz da organização, circulando por espaços e eventos sobre cultura maker, tecnologia e inovação social, ...

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    Babu Santana interpretou Tim Maia Imagem: Reprodução/Instagram

    Assaltante, capanga: personagens de Babu mostram racismo na TV e no cinema

    Assaltante, bêbado, arrombador, capanga. Esses são alguns dos personagens atribuídos ao ator e cantor Alexandre da Silva Santana, o Babu, em novelas, filmes e séries em que ele trabalhou. Babu, que está no "Big Brother Brasil", ganhou duas vezes o Prêmio Grande Otelo (melhor ator coadjuvante e melhor ator), um dos mais prestigiados do cinema brasileiro. Por Kelly Ribeiro, do UOL Babu Santana interpretou Tim MaiaImagem: Reprodução/Instagram A forma como ele foi creditado em grande parte de seus papéis chamou a atenção da internet e levantou o debate sobre como atores negros ainda são postos dentro de estereótipos raciais, mesmo que já tenham alçado certo prestígio na carreira, como é o caso de Babu. O ator de 40 anos cresceu no Morro do Vidigal, na zona sul carioca, onde deu início à carreira, no Grupo de Teatro Nós do Morro, em 1997. Antes disso, já tinha ...

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    “Temos uma sociedade escravocrata”, afirma juíza que põe em evidência sua negritude

    Confira a entrevista que a juíza de direito Karen Luise Vilanova Batista de Souza concedeu ao BdF RS Por Fabiana Reinholz e Katia Marko, do Brasil de Fato "Se você só tem homens brancos na magistratura, você vai ter a visão e a vivência e a experiência do homem branco no mundo" (Foto: Katia Marko/Brasil de Fato) "Nós somos o resultado de nossas circunstâncias, de como nos constituímos, como vemos o mundo. Se você tem uma criação e uma vivência que se aproxima ou se afasta desse olhar feminino, se você não tem leitura sobre isso, se você não se interessa sobre essas questões, você vai reproduzir comportamentos da sociedade, e a nossa é machista”, analisa a juíza Karen Luise Vilanova Batista de Souza, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre. Karen, como ela mesmo pontua, não é a primeira juíza negra do Estado do ...

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    Roda de Conversa: O direito sob o olhar feminista anti-racista – Salvador/BA

    O Consórcio Lei Maria da Penha, Cladem, Tamo Juntas e Grupo Madás irão promover o lançamento do livro Tecendo Fios das Críticas Feministas ao Direito no Brasil, organizado pelo Consórcio Lei Maria da Penha, e a Roda de Conversa O direito sob o olhar feminista anti-racista durante as atividades do Colóquio de Direitos Humanos e Contemporaneidade e V Congresso Internacional de Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Na Agência Patrícia Galvão Divulgação O lançamento do livro Tecendo Fios das Críticas Feministas ao Direito no Brasil, organizado pelo Consórcio Lei Maria da Penha, acontecerá às 12h, com distribuição gratuita de exemplares. Já a Roda de Conversa, às 18h30, contará com a participação de Laina Crisóstomo (Tamo Juntas e Consórcio Lei Maria da Penha), Ingrid Viana Leão (Cladem e Consórcio Lei Maria da Penha), Loyana Araújo (Grupo Madás) ...

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    Silvio de Almeida / Divulgação

    Série sobre Marielle: professor Silvio Almeida dá aula de racismo estrutural para Antonia Pellegrino

    "Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das instituições aumenta e não diminui", aponta o autor do livro Racismo Estrutural Na Revista Fórum Silvio de Almeida / Divulgação O professor Silvio Almeida, doutor em direito pela USP e presidente do Instituto Luiz Gama, fez uma sequência de tuítes na noite deste domingo (8) apontando que a polêmica declaração da roteirista Antonia Pellegrino, autora de série sobre Marielle Franco, perpetua racismo estrutural. Pellegrino causou polêmica por escolher o diretor José Padilha para trabalhar na série e pela justificativa que apresentou: de que não escolheu um negro porque não existe um Spike Lee brasileiro devido ao racismo estrutural. Almeida, autor do livro Racismo Estrutural (Editora Polen) da coleção Feminismos Plurais de Djamila Ribeiro, rebateu a justificativa da roteirista. “Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das ...

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    Dia Internacional da Mulher: o movimento do ponto de vista de mulheres negras

    As mulheres negras têm liderado muitas estatísticas no Brasil, mas nenhuma delas é de fazer nossa sociedade se orgulhar. No mercado de trabalho, representam o desemprego, como 16,6%, na comparação com homens brancos, que estão na casa dos 8,3%, segundo levantamento feito pelo economista Cosmo Donato, da LCA consultores – com base na média dos últimos quatro trimestres da PNAD contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por Karol Gomes, Do Hypeness Arte: @designativista Da mesma forma, mulheres negras têm um rendimento médio real menor que a metade da renda do homem branco. Acima delas também estão os homens negros e em seguida as brancas. Se apenas a questão de oportunidades fosse um problema a ser resolvido pela vivência das mulheres negras, já seria uma pauta grande o suficiente. Mas quando olhamos para o Mapa da Violência, encontramos ...

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    Matilde Ribeiro

    Políticas de igualdade racial: refazendo o feito e o desfeito

    Estamos atônitos diante dos desfeitos e desmontes. Porém, temos de nos munir de energias para reavaliar os feitos e, se necessário, revê-los e refazê-los Por Matilde Ribeiro, do Teoria e Debate Matilde Ribeiro (Foto: Pedro Borges/Alma Preta) Em 2020, se finda a segunda década do século 21 e a sociedade ainda se posiciona com perplexidade e distanciamento diante de questões humanitárias, principalmente no diz respeito à população negra, em particular sobre a construção de agenda de igualdade racial. Conforta-nos (aos inconformados com a apatia, hipocrisia e desumanidade) que, mesmo diante de estruturas sociais e institucionais racistas, foram conquistados diversos direitos tardios. Deve-se considerar que a abolição de 1888 não aboliu. Isso promoveu um verdadeiro arrastão da situação de desigualdade e violência, atribuída historicamente a população negra. O racismo está vivo, após 122 anos da abolição da escravização, mesmo com incessantes vozes chamando por justiça racial. Nesse ...

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    Foto: US Air Force/Wikimedia Commons – Arte: Caio Vinícius Bonifácio/Jornal da USP

    Exclusão social do negro não pode ser ignorada no Brasil

    Nesta edição do “Diversidade em Ciência”, Rosângela Malachias fala sobre diversidade étnico-racial e mídia No Jornal da USP Foto: US Air Force/Wikimedia Commons – Arte: Caio Vinícius Bonifácio/Jornal da USP Ouça a parte 1 abaixo: Ouça a parte 2 abaixo: Ouça a parte 3 abaixo: No Diversidade em Ciência, Ricardo Alexino Ferreira entrevista Rosângela Malachias, doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e professora adjunta da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Com pós-doutorado na Cátedra Unesco, na Universidade Metodista de São Paulo, ela fala nesta edição do Diversidade em Ciência sobre mídia e etnia. Atualmente, ela desenvolve também a pesquisa Escravidão Negra no Brasil: representações midiáticas, racismos e resistências transculturais, na UERJ. Em seu doutorado, na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, pesquisou Os sonhos podem ...

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    Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, presidente da Ponte Preta, usa camisa manifestando intenção de ter 'democracia racial' dentro do clube Foto: Valéria Gonçalvez / Estadão Conteúdo

    Nova diretoria da Ponte Preta busca ‘democracia racial’ no clube

    Time de Campinas é o único presidido por um negro entre os times das Séries A e B do Brasileirão e luta por mais inclusão Por Gonçalo Júnior, do Estadão Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, presidente da Ponte Preta, usa camisa manifestando intenção de ter 'democracia racial' dentro do clube Foto: Valéria Gonçalvez / Estadão Conteúdo Sebastião Arcanjo, presidente da Ponte Preta, chegou ao estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, com uma camiseta cinza de tecido leve por causa do calorão e uma estampa chamativa. Dois punhos erguidos, um branco e um negro, o símbolo da Ponte Preta e a frase: primeira democracia racial do futebol brasileiro. O lema quer unir o presente e o passado. Tiãozinho, como é conhecido, é o único negro entre os 40 presidentes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. Paralelamente, o clube pede à Fifa que seja reconhecida como primeiro clube ...

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    O chicote, o racismo e o poder de mulheres

    Que existe racismo no Brasil, não há dúvidas. Que isto é estrutural, institucional ou (como diria Frantz Fanon) existencial, também é sabido por parte da população que tem autocrítica. Porém, pouco se fala sobre o que acontece quando o poder está em mãos de mulheres negras. Por  Jaqueline Vasconcellos, enviado para o Portal Geledés Jaqueline Vasconcellos (Arquivo Pessoal) Na pirâmide social da exclusão, são as mulheres negras que estão no assoalho e que são pisadas por toda sorte de opressores. Porém, em se tratando de mulheres com algum nível de poder, existe certo esforço social, em especial dos homens ao seu redor, em tornar velado o racismo e o machismo, mas ainda assim, não deixá-las achar que as ordens são dadas por elas. Alexandra Loras, ex-consulesa da França, mulher negra, denomina essa cordialidade como “apartheid cordial”, para definir o que mulheres negras enfrentam em nosso país. ...

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    Mais de 50 universidades nos EUA já se comprometeram a não usar reconhecimento facial nos campi (Foto: Scharfsinn86 // Getty Images)

    Racismo em I.A. leva universidade a desistir de reconhecimento facial no campus

    Denúncia da ONG Fight for the Future mostrou à UCLA problemas no uso de uma inteligência artificial disponível no mercado No Época Negócios Mais de 50 universidades nos EUA já se comprometeram a não usar reconhecimento facial nos campi (Foto: Scharfsinn86 // Getty Images) A Universidade da Califórnia (UCLA) desistiu, no dia 18/2, de usar reconhecimento facial em seu campus. A tecnologia vinha sendo avaliada como ferramenta e segurança, para identificar os frequentadores da universidade. A desistência ocorreu após a ONG Fight for the Future fazer um teste: usou um software disponível no mercado para comparar as faces de 400 integrantes da comunidade universitária (alunos, professores e funcionários) aos rostos de criminosos e contraventores fichados. A análise retornou nada menos que 58 falsos positivos. A maior parte dessas respostas erradas ocorreu na avaliação de rostos de pessoas não-brancas. Na experiência, a ONG usou um software da ...

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    O patógeno do preconceito: O coronavírus espalha racismo contra – e entre – os descendentes de chineses

    O medo da covid-19 faz as pessoas se comportarem mal, incluindo alguns chineses Por The Economist, na Carta Maior  Foto: Luca D´Urbino “EI, MENINO VÍRUS! Não vem contaminar a gente!" Assim, Andrew Zhou, um chinês-canadense em Vancouver, foi ridicularizado no recreio da escola. No dia 8 de fevereiro, Hao Chunxiang, um estudante universitário chinês na Holanda, reclamou no Facebook que no elevador de seu dormitório haviam sido pintadas, com spray, as palavras "MORRA CHINÊS". No Japão, a hashtag #ChineseDon'CometoJapan (Chineses não venham ao Japão) está em alta no Twitter. Rhea Liang, uma médica na Austrália, tuitou que um de seus pacientes havia se recusado a apertar sua mão por causa de sua etnia. Em meio à ansiedade global sobre a disseminação do novo coronavírus, detectado pela primeira vez em dezembro na cidade chinesa de Wuhan, as dezenas de milhões de descendentes de chineses que vivem fora ...

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    Intolerância religiosa, racismo, misoginia e homofobia serão temas de um dos carnavais mais politizados do Grupo Especial

    Em 2020, mesmo enredos aparentemente menos engajados flertarão com questões contemporâneas Por Rafael Galdo, Do O Globo Hélio de la Peña, Carla Cristine e Nando Cunha vão desfilar no Salgueiro, que leva para a Avenida discussão sobre o racismo (Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo / Agência O Globo) A imagem de Jesus pregado a uma cruz que chegará a 20 metros de altura, na Mangueira. Mulheres ativistas e o símbolo do feminismo estampado em fantasias da Viradouro. Um “planeta fome” na Mocidade. No Salgueiro, a homenagem a artistas negros que lutam contra o racismo. E, na Grande Rio, padres, pastores, pais e mães de santo juntos, numa alegoria para representar um terreiro de candomblé. Impassível ninguém ficará aos desfiles do Grupo Especial que começam hoje à noite na Sapucaí. Aprofundando um rumo trilhado nos últimos carnavais, o deste ano levará ao Sambódromo assuntos que ...

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    Carnaval carioca tem apenas três mulheres carnavalescas. Nenhuma delas é negra. Por que isso ainda acontece?

    Rosa Magalhães, Márcia Lage e Annik Salmon contam suas experiências e refletem sobre predominância de homens na função mais importante da festa Por Amanda Pinheiro, Do O Globo Rosa Magalhães: 50 anos de carreira no carnaval carioca (Foto: Marcos Ramos / O Globo) Ao assistir ao desfile de carnaval no Sambódromo, perceba a quantidade de mulheres na avenida como rainhas, musas e passistas das escolas de samba. Todas sendo um referencial de beleza, boa forma e glamour. No entanto, ao observar também as posições de carnavalescos, onde estão essas mulheres, sobretudo as negras? Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), entre os carnavalescos das 13 escolas do Grupo Especial, apenas três são mulheres, sendo duas carnavalescas e uma integrante de comissão de carnaval. Já na Série A, o número é menor ainda. Dos 14 carnavalescos do grupo, apenas uma é ...

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