quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: racismo ambiental

    Divulgação

    Racismo climático

    O que o antirracismo pode ensinar ao campo das mudanças climáticas? A pergunta é respondida em um produto/publicação do DESAFIO LAB, criado pelo Perifa Connection. O "LAB PerifaConnection: Clima e Periferias" é uma iniciativa em parceria com o iCS com o propósito de ser uma formação em questões climáticas, meio ambiente e sustentabilidade para 15 comunicadores e ativistas que vivem nas periferias do Rio de Janeiro, principalmente negros, mulheres e LGBTs. O recado inicial já deixa claro: “Impactos climáticos têm gênero, cor e lugar. O racismo é estrutural. As periferias e as populações tradicionais querem ser agentes em um mundo com menos emissões, e não apenas resultados de impactos ou metas”. Segundo o documento, que aborda intimamente o conceito de justiça climática, o enfrentamento do tema só acontecerá com propriedade quando houver a incorporação do pensamento antirracista como protagonista de políticas e modelos de um mundo de baixo ou zero ...

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    Thallita Flor foi uma das fundadoras do MAV – Movimento Afro Vegano (Imagem retirada do site Folha de São Paulo)

    O que é racismo ambiental

    Mais um fim de semana se passou no Brasil. Mais gente preta morreu. Seja de Covid-19 ou por violência urbana, para citar duas mazelas que matam duas vezes mais pretos do que brancos. Também, nas comunidades pobres, lugar que o livre mercado designou para viverem descendentes de escravos, gente preta se reuniu para beber a sua cerveja, comer o seu churrasco, linguicinha esturricada na brasa. Gente preta reunida para comer e beber veneno. Algo que nos mata tanto quanto a Covid e a violência policial. Produtos hiper-industrializados e hiper-embutidos são baratos. São os únicos que estão ao alcance do bolso da maioria dos brasileiros. E, assim, vão todos morrendo. Simplesmente porque interessa. Dá dinheiro. Como as queimadas na amazônia. A diferença: Queima de gente preta pelo estômago. Racismo ambiental. Thallita Flor, uma das fundadoras do MAV – Movimento Afro Vegano, explica, em artigo para o Quadro-negro, o que é seu impacto em ...

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    "O mar tem dono. Iemanjá para a gente é referência. O desenvolvimento humano está matando as pessoas, mas também nossos ancestrais” , aponta a pescadora e líder da comunidade Porto dos Cavalos - APP/Bahia

    “Que desenvolvimento é esse que traz morte?”, questiona pescadora e líder quilombola

    Eliete Paraguassu denuncia racismo ambiental e falta de ações preventivas na Ilha da Maré (BA) “Eu venho deste lugar de mulher preta, de mulher que defende o território, filha de um pescador e de uma marisqueira, que sempre educou seus filhos com a atividade da pesca”, relata a pescadora Eliete Paraguassu, uma das muitas mulheres que estão na linha de frente da luta pela defesa dos manguezais e dos territórios pesqueiros na Ilha da Maré, que fica na região central da Baía de Todos os Santos. A liderança quilombola da Comunidade Porto dos Cavalos, um dos cinco quilombos que existem dentro da Ilha, atua, desde a década de 1990, no combate ao racismo ambiental e pelo direito de seu povo de permanecer no território –  cercado por indústrias petroquímicas situadas no entorno, como o Complexo Industrial de Aratu (CIA), o Complexo Petroquímico de Camaçari (Copec), e pelo Porto de Aratu-Candeias, onde circula 60% da carga marítima do ...

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    Racismo Ambiental

    O que podemos aprender com a Netflix e o contexto atual? Por Edson Lopes, Do Instituto Ethos (Foto: Unsplash) Está disponível na Netflix o documentário There’s Something in the Water coproduzido pela professora Ingrid Waldron e codirigido por Ellen Page, Ian Daniel e Julia Sanderson. O filme é baseado em um livro de mesmo título da professora Waldron e aborda a historicidade do racismo ambiental e os impactos na saúde de comunidades negras e indígenas no Canadá, na região da Nova Escócia. Enquanto Trump, ao início de seu mandato, bradava contra a imigração e assediava jornalistas, o primeiro ministro Justin Trudeau reagia anunciando que os que fugiam de perseguições, do terror e de guerras, seriam bem-vindos no Canadá. Este, então, anunciava que a diversidade e o multiculturalismo, aos moldes liberais, eram a força do Canadá. Naquele momento, Trudeau e Merkel compunham o contrapeso à internacionalização do ...

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    Água encanada e sabão, serviço que nem todos têm em casa. Foto- Pixabay.

    Racismo ambiental em tempos do COVID-19

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) dá o nome de saneamento ambiental ao controle de todos os fatores que possam acarretar efeitos nocivos ao bem estar físico, mental e social das pessoas. O sistema jurídico de saneamento ambiental (também chamado de “agenda ambiental marrom”) é formado pelas leis que cuidam da qualidade de vida nas cidades, em especial ao combate da poluição da água, do solo e do ar. por Guilherme José Purvin de Figueiredo no O ECO Água encanada e sabão, serviço que nem todos têm em casa. Foto- Pixabay. Em 2007, depois de uma longa discussão em âmbito legislativo, foi editada a Lei 11.445, estabelecendo as diretrizes para o saneamento básico no Brasil. Por saneamento básico, entende-se o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de público de água potável, esgotamento sanitário a partir das ligações prediais até o lançamento final no ...

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    Guilherme Prado Lima

    Racismo ambiental: o que é importante saber sobre o assunto

    Em sua nova coluna, a ativista Stephanie Ribeiro fala sobre o conceito de racismo ambiental e como é importante que a população negra se preocupe com os impactos da ação humana no meio ambiente: "Pensar sobre racismo ambiental é importante para considerar tantas questões antes de achar que pautas de meio ambiente são 'coisa de branco'. Crianças negras levam tiro da polícia, sim. Assim como morrem de toxoplasmose em áreas insalubres, contaminadas em áreas que são lixões industriais e vão morrer ainda mais nas secas, fome e processos de imigração." Por Stephanie Ribeiro, da Marie Claire Guilherme Prado Lima Desde que o meio ambiente e Greta Thunberg ganharam notoriedade nas manchetes, muitas pessoas estão usando a pauta racial para desvalidar a pauta ambiental, por isso nesse texto vou tratar sobre racismo ambiental, e mostrar como as coisas se relacionam. Afinal, mesmo que há anos ativistas negros ...

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    Da Ilha da Maré a outro mundo possível. Artigo de Boaventura de Sousa Santos

    Pode uma ilha ser considerada sujeito de direitos humanos? Na Bahia, uma população negra e empobrecida acha que sim. Ao fazê-lo, afasta-se do capitalismo — e se aproxima de Espinosa. Por  Boaventura de Sousa Santos, no IHU Foto: Gustavo Lopes   O artigo é de Boaventura de Sousa Santos, sociólogo, publicado por Outras Palavras, 17-04-2018. Eis o artigo. A Ilha da Maré é uma ilha de 5.712 habitantes, mulheres e homens negros (93% da população declara-se “preta” ou “parda”, as designações usadas pela estatística oficial), localizada na Baía de Todos os Santos, pertencente ao município de Salvador. Parte da Ilha é um quilombo, terra para onde fugiram os escravos das plantações das redondezas em busca da liberdade. Os habitantes dedicam-se à pesca e à mariscagem e os seus manguezais constituem a peça central da economia local. O seu riquíssimo ecossistema tem sido destruído desde os anos de 1960 pela poluição causada pelas indústrias e empresas multinacionais construídas em volta da zona de operação portuária ...

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    Sam Sandu vive da reciclagem de materiais retirados de eletrônicos em lixão de Gana

    O país da África que se tornou um ‘cemitério de eletrônicos’

    Em um vasto lixão no oeste da capital de Gana, Acra, pequenas fogueiras queimam pilhas de velhos computadores, telas de TVs e laptops, lançando uma negra e espessa fumaça. Do BBC Ao redor delas, catadores recolhem placas-mãe, metais valiosos e fios de cobre, queimando pelo caminho as capas de plástico – e, assim, enchendo o ar de substâncias tóxicas. Trata-se de um dos maiores “cemitérios de eletrônicos” do mundo, e um dos locais mais poluídos do planeta. A cada ano centenas de milhares de toneladas de lixo eletrônico vindos da Europa e da América do Norte encontram neste espaço seu destino final, no qual têm seus metais valiosos extirpados em uma forma rudimentar de reciclagem. Para muitos, é um negócio lucrativo em um país onde perto de um quarto da população vive abaixo da linha da pobreza. “É algo instantâneo”, diz Sam Sandu, um sucateiro que trabalha no local. “Você ...

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    Violência contra os indígenas é um problema ético

    “Vivemos um problema ético no Brasil, porque o não reconhecimento dos direitos indígenas e dos direitos sociais, em geral, é uma questão que só pode ser discutida e colocada no âmbito da ética”, afirma a antropóloga. “O número de casos de violações e violência contra indígenas aumenta, diminui, aumenta, diminui, mas o padrão da violência contra os indígenas não se modifica”, diz Lucia Helena Rangel à IHU On-Line, na entrevista a seguir, em que comenta o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2014, lançado pelo Conselho Indigenista Missionário - Cimi no dia 19-05-2015, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, em Brasília. De acordo com a antropóloga, que há anos trabalha em conjunto com o Cimi na avaliação dos dados do Relatório, é “bastante delicado” buscar as causas desta violência, porque a relação de causa e efeito “não é tão nítida, na medida em que há uma série de fatores que contribuem para essa situação”.Além ...

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    Denúncia: Especial alerta Paracatu – pare o maior envenenamento em massa do Brasil

    Cresce anormalmente o número de casos de câncer em Paracatu, especialmente entre a população mais jovem. Para médicos e cientistas, a causa do problema é o arsênio liberado pela mineração de ouro a céu aberto na cidade. Os custos estimados com diagnóstico, tratamento e indenização das vítimas alcançam bilhões de dólares. Pedimos aos nossos Promotores Públicos que desengavetem a Ação Civil Pública de Prevenção e Precaução, e ao Prefeito da cidade de Paracatu e seus auxiliares que tomem as medidas de proteção às milhares de vidas humanas de Paracatu. Do Mamapress Mina de arsênio em Paracatu, primeiro-ministro canadense John Harper, Kinross Gold Corporation e presidente brasileira Dilma Roussef: apoio governamental ao envenenamento em massa. Fotos: Beto Magalhães, Reuters. Paracatu é uma cidade mineira de pessoas humildes e hospitaleiras. Nos últimos anos, algo estranho está acontecendo com a saúde dessa população. Cresce anormalmente o número de casos de câncer em Paracatu, ...

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    Mulheres quilombolas do ES denunciam sofrer racismo ambiental

    Cerca de 80 mulheres quilombolas realizaram o 1º Encontro Estadual de Grupos Comunitários de Mulheres Quilombolas do ES. Em carta política, fizeram denúncias e reivindicações  Colaboraram nesse texto Selma Dealdina, da Comissão Estadual de Mulheres Quilombolas do ES, e Fabíola Melca, da FASE no ES. No  Fase.org Mulheres quilombolas dos municípios capixabas de São Mateus, Conceição da Barra, Ibiraçu, Santa Leopoldina, Guarapari, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim e Presidente Kennedy participaram do 1º Encontro Estadual de Grupos Comunitários de Mulheres Quilombolas, que faz parte do projeto conveniado entre o programa da FASE no Espírito Santo e a Secretaria Especial de Promoção de Política de Igualdade Racial (Seppir). O evento ocorreu nos dias 11 e 12 de dezembro em São Mateus. Mística, música clássica, intervenção artística e cinema fizeram parte da pauta. Compareceram mais 80 mulheres de várias idades, que fizeram do encontro um espaço de proposta e cobrança pela aplicação das políticas ...

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    Mapa de Conflitos envolvendo injustiças ambientais no Brasil está disponível na Internet

    Um levantamento com casos de injustiça ambiental no Brasil pode ser acessado pela Internet. Trata-se do Mapa de Conflitos Envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, de coordenação da doutora em história, pesquisadora no tema e militante no combate ao racismo ambiental, Tania Pacheco. Por: Sheryda Lopes  Do: Racismo Ambiental Segundo ela, inicialmente havia apenas 120 casos, mas com o passar do tempo eles se multiplicaram e hoje o banco de dados é movimentado frequentemente. “Somos uma pequena equipe, e não é fácil, pois além de alimentar a ferramenta com dados novos, ainda estamos constantemente atualizando os anteriores”, explica. O sistema está disponível por meio da plataforma Google Maps. Cada caso tem uma ficha narrativa com informações. A intenção do projeto, segundo Tania, é dar visibilidade às injustiças ambientais e oferecer uma ferramenta de combate ao problema. Livro narra casos Parte do Mapa foi transformado em livro. A editora FioCruz, ...

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    Você sabe o que é Justiça Ambiental?

    Você sabe o que é Justiça Ambiental?

    O questionamento será respondido durante o I Simpósio Internacional sobre Gestão Ambiental e Controle de Contas Públicas - "O papel dos Tribunais de Contas", a ser realizado no Hotel Tropical Manaus, no período de 16 a 19 de Novembro de 2010. A autoria do texto abaixo é da Procuradora-Geral do Ministério Público do TCE do Distrito Federal, Dra. Márcia Ferreira Cunha Farias, que participará do Painel VII que terá como tema: O Poder Judiciário e a Crise Ambiental. O presidente em exercício do TCE do Amazonas, conselheiro Érico Desterro, acredita que as questões levantadas pela Procuradora vão enriquecer o debate ao lado dos conferencistas desse painel, o ministro do STF, Março Aurélio de Mello e o presidente da Corte Suprema da Argentina, Ricardo Lorenzetti. Confira o texto. Você já reparou que, nas cidades, os riscos inerentes aos ataques sofridos pelo meio ambiente não se distribuem de forma eqüitativa pela população? Que ...

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    Manifesto do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais

    Manifesto do Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais

    Neste dia tão importante e histórico para todas as comunidades remanescentes de quilombo da Bahia manifestamos nossa alegria com os avanços nos processos de emissão de posse das terras tradicionalmente ocupadas pela comunidade quilombola Salaminas – Putumuju e ao mesmo tempo registramos nossa profunda indignação com o descaso de governos e do Estado brasileiro em dar celeridade a efetivação dos direitos das comunidades quilombolas conforme determina nossa constituição. Sentimos na pele e na alma a força, quase intransponível da burocracia, a morosidade e a ausência de estruturas mínimas para viabilizar os procedimentos para identificação, demarcação e titulação dos territórios quilombolas. Bem sabemos que essas barreiras, associadas ao racismo institucional presente nos órgãos públicos favorece a manutenção da exclusão social das nossas comunidades e revela que estamos longe de um Estado capaz de promover a efetivação dos nossos direitos e assegurar a devida reparação pelos séculos de escravidão e violência que ...

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