sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: resistência Negra

    Lucas Ribeiro Campos Doutorando em História Social pela UFBA (Foto: Arquivo Pessoal)

    A Sociedade Protetora dos Desvalidos e a Resistência Negra no Brasil

    Neste 16 de setembro de 2020, dia dedicado à devoção católica à Nossa Senhora da Soledade, também conhecida como Nossa Senhora das Dores, comemoram-se os 188 anos de fundação da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), importante espaço de agência coletiva para muitas mulheres e homens negros desde a primeira metade do século XIX até os dias atuais. Essa associação, infelizmente pouco conhecida no Brasil, foi fundada em 1832, na cidade de Salvador, Bahia, no contexto dos primeiros anos de independência da nação brasileira, com o nome de Irmandade de Nossa Senhora da Soledade Amparo dos Desvalidos. A confraria religiosa surgiu da iniciativa de um grupo de trabalhadores negros livres e libertos, que incluía pedreiros, marceneiros, calafates, carregadores e trabalhadores do ganho, sob a liderança de Manoel Victor Serra, que trabalhava como ganhador (prestando serviços sob demanda) e se tornou um personagem importante na articulação da Irmandade nesses primeiros anos. Com ...

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    Imagem: Divulgação/Retirada do site Mega PoP

    Projeto “Agitando a Resistência Negra!”

    Algumas das principais lideranças femininas negras da atualidade estarão em Cuiabá para á “Roda de Conversas Agitando a Resistência Negra”, que acontece nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro. O evento é uma promoção do Instituto de Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune) em parceria com a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE) e com o Serviço de Análise e Assessoria a Projetos (SAAP). A roda será realizada na escola municipal Elza Luiza Esteves, no bairro Canjica. A abertura será na sexta (31), às 19 horas, com o debate “Mulheres negras de Mato Grosso agitando a resistência negra” e homenagens a personalidades de Mato Grosso que agitam a resistência negra nas artes, na política e nos movimentos sociais. No sábado (1º), a roda segue das 8 h. às 18 h., com mesas-redondas sobre os temas "Juventude Negra", "Educação e Direitos Humanos" e "Participação Social". A ...

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    Aparelha Luzia, um território de resistência negra na capital paulista

    Prestes a comemorar um ano de atividades, espaço difunde a produção artística e política da comunidade negra em São Paulo. Aparelha faz parte de um histórico de locais de resistência negra. Por Pedro Borges Do Almapreta O ritual de abertura da Aparelha Luzia é o mesmo todos os dias. Erica Malunguinho apresenta a casa, as pessoas que a compõem, e enfatiza que o local não é um bar ou um restaurante. Para ela, criadora e gestora do espaço localizado no bairro da Barra Funda, o Aparelha é fruto de uma resistência histórica da comunidade negra. “A Aparelha eu vejo como resultado e consequência de uma historicidade negra. Ela é fruto da Revolta dos Males, do Movimento Negro Unificado (MNU), do Teatro Experimental do Negro, dos Palmares, fruto de uma vasta história. Então quando as pessoas adentram esse espaço, principalmente as não negras, elas precisam saber que é disso que estamos falando”, ...

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    Palmares, Selma e Vila Moisés: a resistência negra e os grilhões do racismo

    Contrariando as previsões mais otimistas feitas aqui no Brasil e no exterior no início da década passada, o racismo não está em vias de desaparecer. Muito pelo contrário, a luta internacional contra a discriminação racial segue mais atual do que nunca frente a uma realidade onde o racismo nos agride de múltiplas formas todos os dias. Fonte: Doc Player por, Jean Montezuma Faça download completo do PDF no botão abaixo: Palmares, Selma e Vila Moisés: a resistência negra e os grilhões do racismo

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    Com resistência negra, Aparelha Luzia é o melhor espaço cultural de 2016

    Aparelha Luzia reúne gente inteligente no centro paulistano Fonte: Blog do Arcanjo por Miguel Arcanjo Prado São Paulo tem um lugar onde é possível escutar em sequência as músicas “Canto para o Senegal”, “Povo Comum Pensar”, “Alfabeto do Negão” e “Haja Amor”, enquanto se toma uma cerveja Guerrilheira e se joga uma conversa fora sobre empoderamento da mulher negra ou outro tema igualmente inteligente. Trata-se do Aparelha Luzia, centro cultural-bar-lugar-de-resistência ou “associação-preta-política-artística-gentista-destruidora-das-razões-dominantes”, como prefere a aguerrida artista Erica Malunguinho, à frente do espaço localizado no mais charmoso galpão do centro paulistano, ali na rua Apa, número 78, nos arredores do metrô Marechal Deodoro. O nome emblemático é uma homenagem aos aparelhos dos anos 1960 e 1970, que abrigavam aqueles que lutavam contra a ditadura, apelido agora vertido para o feminino combinado com Luzia, nome da primeira brasileira, de traços negros e cujo fóssil data de 12 mil anos atrás. Se ...

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    Paulo Lins: “A música é o campo de luta e da resistência negra

    Em entrevista dada ao jornal italiano La Republica, o escritor Paulo Lins fala sobre a Cidade de Deus, seus livros e a vida dos cidadãos pobres e negros no Brasil e Rio de Janeiro. Ao jornal, o escritor classifica claramente como golpe de Estado o processo de impedimento conduzido no país e que as políticas de Lula e Dilma, boas para a população pobre brasileira, estão sendo extintas pelo governo golpista. tradução de Davide Bubbico no Vermelho Confira a íntegra da entrevista: "Eu nasci no Estácio de Sá, bairro do Rio de Janeiro, onde noventa anos atrás, no final dos anos 1920, nasceu o samba", diz o escritor Paulo Lins, de 58 anos, autor do livro a partir do qual Fernando Meirelles se inspirou para fazer o filme "Cidade de Deus". "Quando eu tinha sete anos minha família se mudou para Cidade de Deus, onde morei até completar trinta anos. ...

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    ‘Na literatura brasileira, mesmo sobre escravidão, protagonistas são brancos’, diz autor de HQ sobre resistência negra

    Marcelo D'Salete fala sobre 'Cumbe', quadrinho com histórias de luta negra contra a escravidão no Brasil, pensado como 'contraponto a uma ideia de submissão e harmonia que oficialmente a História brasileira tenta forjar' Por Amarílis Borges, no Opera Mundi Um país que recebeu milhões de pessoas negras escravizadas guarda muito da cultura africana. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), pelo menos dois milhões de pessoas africanas desembarcaram no Brasil, embora alguns autores defendam que na verdade foram quatro milhões. É certo que os comerciantes que atuavam em Angola e no Congo forneceram o maior número de escravos que chegaram ao Brasil até 1888, ano em que a Lei Áurea aboliu a escravatura. Depois deste marco é mais simples falar sobre os anos de sofrimento e exclusão que afligiram os escravos. Para fugir a essa tendência, o quadrinista Marcelo d’Salete lançou no ano passado o livro “Cumbe”, que reúne quatro histórias de ...

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    Cantando a resistência negra

    Maurício Tizumba lança no domingo o disco “Galanga Chico Rei”, que celebra sua parceria com Paulo César Pinheiro Por LUCAS BUZATTI, do O Tempo  “Galanga foi um vencedor que representa a força da resistência negra. Claro que é difícil desvencilhar o sofrimento das vitórias do povo negro, mas precisamos mostrar que existiram essas figuras vitoriosas”. A frase de Maurício Tizumba evidencia que o resgate histórico e a luta pelo protagonismo negro estão entre os objetivos de seu novo trabalho – o disco “Galanga Chico Rei”, que será lançado neste domingo, em show gratuito no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna. Sexto trabalho de estúdio da carreira, o álbum surgiu da trilha sonora do espetáculo musical de mesmo nome, que tem texto e músicas do compositor carioca Paulo César Pinheiro. “O espetáculo fala sobre a vida desse herói que foi Chico Rei e a trilha fala das manifestações religiosas de matriz africana, que também ...

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    Uma heroína me salvou dessa droga de vida.[Guest Post]

    Uma heroína me salvou dessa droga de vida

    Este é o primeiro guest post que eu coloco no blog. E espero que venham outros. Em outra ocasião eu divago sobre isso. O texto a seguir é do Lucas Vitorino, um compa que eu esbarrei por aí sem querer e que me deu novas noções de respeito. E que vai ter as portas do blog abertas pra escrever sempre que quiser. Uma heroína me salvou dessa droga de vida. Em meio aos prantos, quieto, um pouco mais confortável e mais feliz em relação ao passado, mais precisamente quando tinha entre 7 e 10 anos, eu escrevo algo que provavelmente provém de toda energia das matrizes matriarcais africanas. Homens cis héteros quando crescem tendem a relacionar seu pai como a sua primeira figura de inspiração e de representatividade, mas no terceiro mundo, no abismo periférico, o cenário muda um pouco: Filho de mãe negra agredida sua vida toda por um ...

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    Arte: Romulo Arruda

    Plano de Aula – Zumbi dos Palmares e a resistência negra

    Plano de Aula - Zumbi dos Palmares e a resistência negra. Identificar a vida e a luta de Zumbi dos Palmares; entender a organização dos quilombos e a situação dos negros foragidos; analisar a importância da figura de Zumbi na luta pela liberdade e sua atual ressignificação, como símbolo da consciência negra e luta contra o racismo. Arte: Romulo Arruda Conteúdos Brasil colônia; Escravidão e luta pela liberdade; Dia da Consciência Negra 7º, 8º e 9º Tempo estimado Quatro aulasMaterial Necessário: - Mapa da África; - Filme Amistad (EUA, 1997) dirigido por Steven Spielberg-Manuscrito de planta do quilombo de São Gonçalo-RJ (disponível aqui);-Planta do quilombo Buraco do Tatu-BA (disponível aqui ); - Constituição da República Federativa do Brasil (Art. 216, § 5º; Art. 68; Art. 5º, XLII) e a lei 10.639/2003. Desenvolvimento 1ª Aula Inicie a aula com uma exposição sobre a utilização do trabalho escravo no Brasil, as condições e a ...

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    osmundo

    Movimento Negro e a Crítica das Representações Raciais – Osmundo de Araujo Pinho

    "...Is arising. The sun is arising " . A mensagem otimista e radiante de Bob Marley expressa bem a transfiguração típica das formas culturais do Atlântico Negro que transcendem a dor e o sofrimento do "terror racial" em formas de representação de uma identidade em trânsito fundada na luta por libertação e dignidade (Gilroy, 2001). Estas formas são parte integrante da luta e do ambiente político simbólico e material que ao ser representado se inscreve. Ora, não existindo saber político fora de sua representação o momento da ação política "deve ser pensado como parte da história de sua forma de escrita" (Bhabha, 2000: 15). Não existe um campo exterior à representação para pensar o conjunto dos problemas da emancipação e da dominação destacados de sua contingência e de sua materialidade, nesse sentido, este texto faz parte da história de escritura dedicada à reinvenção de posições de sujeito afrodescendentes no Brasil ...

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