sexta-feira, setembro 18, 2020

    Tag: Samora Machel

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    Desfecho do caso Josina Machel, vítima de violência doméstica, gera contestação em Moçambique

    Um caso de violência doméstica voltou a levantar debate em Moçambique. Na semana passada, o empresário Rafael Licuco foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, convertidos em pagamento de uma indemnização de 200 milhões de meticais (cerca de 3 milhões de dólares americanos), por ter espancado sua namorada Josina Machel, filha do ex-presidente de Moçambique Samora Machel, que perdeu a visão de um olho como consequência da agressão. Por Dércio Tsandzana Do Global Voices Após se conhecer a sentença, várias foram as pessoas que se indignaram pelo desfecho, questionando o valor da indemnização — cujo pagamento abonará o agressor da pena prisional — e a rapidez com o que o caso foi julgado, a que atribuem à influência da família da vítima. Muitos lembraram que há milhares de outros casos semelhantes em Moçambique que estão esquecidos. Já outros consideraram que o caso serve de exemplo para futuros agressores. Josina Machel, que também é ...

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    FUTEBOL - Lee festeja. Trofense vs Academica, jogo a contar para a Taca de Portugal, realizado no Estadio do Trofense, na Trofa. Sabado, 21 de Novembro de 2015. (PEDRO TRINDADE/ASF)

    Filha de Samora Machel perde a visão após agressão do namorado

    Josina Machel, filha do antigo presidente da República Popular de Moçambique, Samora Moisés Machel, defende que os crimes de violência doméstica devem ser divulgados e não podem ficar impunes, de modo a desencorajar a sua prática e estimular as vítimas, sobretudo as mulheres, a denunciarem quem os comete. no A Bola Jo Machel, como é conhecida, é neste momento ativista contra a violência doméstica e acredita que a exposição destes casos pode ajudar a sociedade a compreender a dimensão e gravidade do problema, levando a uma ação conjunta contra a sua prática. A filha de Samora Machel foi vítima de um crime desta natureza, protagonizado pelo seu companheiro, que resultou na perda da visão devido a uma lesão grave contraída no olho direito. «Decidi contar a minha história porque sou ativista contra a violência doméstica e, infelizmente, isso aconteceu comigo. Por achar que este tipo de crime não pode ficar ...

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    Discurso proferido por Mia Couto ao receber o título Doutor “Honoris Causa”, pela Universidade Politécnica de Maputo

    O livro que era uma casa. A casa que era um país Por Mia Couto, do Conti Outra  Todos os povos amam a Paz. Os que passaram por uma guerra sabem que não existe valor mais precioso. Sabem que a Paz é um outro nome da própria Vida. Vivemos desde há meses sob a permanente ameaça do regresso à guerra. Os que assim ameaçam devem saber que aquele que está a ser ameaçado não é apenas um governo. O ameaçado é todo um povo, toda uma nação. Pode não ser este o momento, pode não ser este o lugar. Mas é preciso que os donos das armas escutem o seguinte: não nos usem, a nós, cidadãos de Paz, como um meio de troca. Não nos usem como carne para canhão. Diz o provérbio que “sob os pés dos elefantes quem sofre é o capim”. Mas nós não somos capim. Merecemos ...

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    Os 40 anos de independência de Moçambique

    Os moçambicanos comemoram hoje o fim do período colonial. Do Rede Angola Cada veterano uma causa, a causa era comum, em cada ruga do rosto uma memória e até estas são semelhantes, a mesma motivação e um passado repartido entre guerrilheiros da Frelimo ouvidos pela Lusa a propósito dos 40 anos da independência de Moçambique, assinalados hoje. Os primeiros a sair para o mato foram os pais, depois Félix Nkumi, quando os padres da Missão do Sagrado Coração de Jesus, em Nangololo, província de Cabo Delgado, abandonaram em 1964 a região tornada teatro de guerra, deixando o então jovem moçambicano sem escola para estudar. “Não consegui sair com os padres, mas consegui localizar os meus pais, e juntei-me a eles na luta de libertação”, relata o antigo combatente da Frelimo, que atravessou em Cabo Delgado os dez anos de guerra colonial e que, depois da independência, serviu no exército contra as ...

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    (Foto: @Imago/ Keystone)

    Samora Machel

    Samora Moisés Machel (Madragoa, Gaza, 29 de Setembro de 1933 - Montes Libombos, 19 de Outubro de 1986) foi um militar moçambicano, líder revolucionário de inspiração socialista que se tornou o primeiro presidente de Moçambique após a sua independência, de 1975 a 1986. Carinhosamente conhecido como Pai da Nação, morreu quando o avião em que regressava ao Maputo se despenhou em território sul-africano. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o Prémio Lénine da Paz.   Juventude Filho de um agricultor relativamente abastado, Mandande Moisés Machel, da aldeia de Madragoa (atualmente Chilembene), Samora entrou na escola primária com nove anos, quando o governo colonial português entregou a educação indígena à Igreja Católica. Quando terminou a escola primária, o jovem de cerca de 18 anos quis continuar a estudar, mas os padres só lhe permitiam estudar teologia e Samora decidiu ir tentar a vida em Lourenço Marques, actual Maputo. Teve a sorte de encontrar ...

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