quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: segregação

    (Foto: Imagem retirada do site DCM)

    Italo Calvino sobre a discriminação racial e a luta pelos direitos civis nos EUA. Por Camila Nogueira

    Os trechos abaixo foram retirados dos diários que Italo Calvino (1923 – 1985), escritor italiano nascido em Cuba, escreveu durante uma viagem que fez, no início dos anos 60, aos Estados Unidos. Qual a importância do dia 6 de março de 1960 para o senhor? É um dia que não esquecerei enquanto for vivo. Eu vi o racismo com meus próprios olhos, o racismo de massa, aceito como uma das regras fundamentais da sociedade. Presenciei um dos primeiros episódios de luta por parte dos negros sulistas – que terminou em uma derrota. Após décadas de completa imobilidade, os protestos por parte dos negros foram iniciados em um dos piores estados segregacionistas do país. Alguns obtiveram sucesso, sob a liderança de Martin Luther King, um ministro batista, adepto da não-violência. De que episódio estamos falando? A cena aconteceu no capitólio de Alabama. Os estudantes negros (da universidade negra) declararam que protestariam ...

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    A cor de São Paulo

    São Paulo completa 462 anos na próxima segunda-feira. A data não é apenas oportuna para refletirmos sobre seus desafios urbanísticos, mas também sobre as narrativas sobre a cidade, ou seja, sobre a maneira como São Paulo é representada nos mais diferentes discursos. Por Raquel Rolnik Do Raquel Rolnik Uma destas narrativas trata São Paulo como uma cidade bastante segregada, organizada – e dividida – a partir das desigualdades de renda. Uma cidade, portanto, em que bairros ou condomínios “de ricos” estão apartados de assentamentos “de pobres”. Durante muito tempo, o predomínio dessa maneira de entender a cidade nos impediu de olhar para a dimensão racial da segregação espacial. A discussão racial sempre foi difícil de ser feita entre nós, já que o modelo de segregação baseado na cor é, por excelência, o das cidades norte-americanas, em que os enclaves étnicos são muito mais visíveis. É fácil identificarmos bairros habitados em ...

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    Obras do Rio são segregacionistas, afirma ativista da Maré

    Walmyr Júnior, ativista e morador da Maré, critica as obras viárias que cobrem o Rio de Janeiro às vésperas dos Jogos Olímpicos. Para Walmyr obras como a extensão d a Linha 4 do Metrô para a Barra da Tijuca e a implementação do VLC no centro atenderão principalmente às elites: "Enquanto isso, no subúrbio, o projeto de cidade de nosso tempo reproduz a mesma lógica. Isola os negros e pobres com ilusões, dando pão e circo para que ninguém vá ao território gentrificado da praça Mauá e não entre na zona dos 'senhores da cidade'" Por Walmyr Junior Do Brasil247 Obras do Rio de Janeiro, a reprodução de uma lógica segregacionista Mais um dia de rotina e vejo no olhar das pessoas o cansaço e o desgaste gerado pelo turbilhão das obras na Cidade do Rio de Janeiro. Estamos cansados de passar sufoco no trânsito da cidade por causa dos engarrafamentos ...

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    Luiz Eduardo Soares: a experiência real do Rio é marcada pela segregação, racismo e brutalidade do Estado

    Às vésperas do Jogos Olímpicos, o antropólogo e escritor desafia os clichês sobre a Cidade Maravilhosa, a começar pela praia como espaço de socialização democrática. Em Rio de Janeiro – histórias de vida e de morte, ele mostra como a violência e a corrupção afetam os moradores da região metropolitana do Rio Por Leonardo Fuhrmann Do Portal Fórum A paixão de Luiz Eduardo Soares pelo Rio de Janeiro certamente não renderia mais um dos sambas ou marchinhas de exaltação à vida na cidade que é o cartão postal do Brasil. O problema vai além da música, embora o autor revele ao longo do seu novo livro, Rio de Janeiro – histórias de vida e de morte (Companhia das Letras), que não aprendeu a tocar violão na infância por conta da restrição do pai àquele instrumento de “malandro, vagabundo e desocupado”. O pequeno Soares teve de iniciar suas aulas de música pelo ...

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    A receita da PM do Rio para trazer segurança à praia: vetar os pretos. Por Marcos Sacramento

    No início do ano, auge do verão, a colunista Hildegard Angel escreveu um texto onde sugeria a redução de linhas de ônibus ou cobrança de entrada nas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro como forma de inibir os arrastões. A proposta de Angel foi absurda, mas na prática há anos o Estado promove ações para restringir o acesso de moradores da periferia às praias da Zona Sul, como neste domingo, quando 15 jovens foram abordados em um ônibus e recolhidos pela Polícia Militar sem qualquer acusação contra eles. Do DCM Conforme uma conselheira tutelar informou ao jornal Extra, os abusos aos direitos básicos dos jovens e adolescentes são rotina nos finais de semana ensolarados. “No início, o critério era estar sem documento e dinheiro para a passagem. Agora, está sem critério nenhum. É pobre? Vem para cá. Só pegam quem está indo para as praias da Zona Sul. ...

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    Getty Images/iStockphoto

    Segregação escolar

    Estudos revelam mecanismos nas redes públicas que prejudicam alunos mais pobres na procura pelas melhores escolas por Antônio Gois no Globo Getty Images/iStockphoto Um terço dos alunos da rede municipal do Rio muda de escola pública ao longo do primeiro ciclo do ensino fundamental. Depois, ao se formarem nessa etapa, quase todos terão que fazer o mesmo, pois são poucos os estabelecimentos que oferecem também o segundo ciclo. No mundo ideal, essas mudanças teriam pouca relação com a origem social de cada família. Na prática, não é o que acontece, como demonstram estudos feitos pelo Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da UFRJ. Essa linha de pesquisas atraiu o coordenador do laboratório, Márcio da Costa, há cerca de dez anos, quando visitava uma escola municipal. Uma assistente de pesquisa que o acompanhava questionou se aquele ele era realmente um colégio público, afinal, mesmo bem próximo de uma ...

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    Justiça proíbe rolezinhos em Shoppings do Interior

    A arquiteta e urbanista Raquel Rolnik escreveu artigo criticando a onda de decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, em determinados horários e dias da semana. A justificativa é impedir a realização dos “rolezinhos”, que promoveriam “atos de vandalismo”. "Já temos legislação de sobra para punir atos de vandalismo – praticados em shoppings ou em qualquer outro lugar", diz Rolnik, que completa: "Na teoria, os shoppings são espaços privados de uso público, portanto, abertos a todos. Mas a prática é outra: podem usá-lo certas pessoas, e de certas formas…" Por Raquel Rolnik Do Brasil247 Rolezinhos e a guerra nos shoppings do interior Têm sido frequentes, em cidades do interior de São Paulo e de outros estados, decisões judiciais que proíbem a entrada em shopping centers de adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis, ...

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    Fotos jamais vistas da segregação racial nos Estados Unidos, nos anos 1950

    Gordon Parks era apenas um adolescente quando deixou Fort Scott, sua cidade natal, no Kansas. Mais novo de 15 irmãos, Parks decidiu ganhar a vida sozinho depois da sua morte de sua mãe e acabou se tornando o primeiro fotógrafo negro da revista Life. The Huffington Post  por  Priscilla Frank no BrasilPost Somente dois anos depois de sua primeira pauta para a Life, Parks voltou para casa para um ensaio sobre a segregação racial na educação. Em uma viagem para Fort Scott em outras cidades próximas no Meio Oeste americano, Parks fotografou seus ex-colegas de escola da infância, capturando seus rostos, famílias e casas e registrando detalhes sobre suas ocupações e rendas. O ensaio, por razões que permanecem desconhecidas, nunca foi publicado, e as imagens nunca tinham sido vistas. Foi quando Karen Haas, curadora do Museum de Belas Artes de Boston, deparou com uma imagem de Parks que mudou tudo. ...

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    “Brasil S/A consegue desconstruir a nossa cordialidade”, diz filósofo

    Érico Andrade analisa filme do pernambucano Marcelo Pedroso, que foi selecionado para o Festival de Berlim Por Érico Andrade Do Diario de Pernambuco Hiperbólico. Música estrondosa, clássica. Máquinas desejantes (referência a Guattari e Deleuze) e eretas. Potência que não está no dito. O trânsito de máquinas e de pessoas é o que compõe os diálogos de Brasil S/A. As personagens não falam. Falam apenas as máquinas e a natureza. A música do filme - merecidamente premiada - expressa, quando necessário, a voz da natureza e das máquinas. O natural e o artificial são levados ao extremo no filme. Desde a primeira imagem, o Brasil é apresentado na sua dicotomia estrutural. Dividido entre uma natureza frondosa e construções que consomem a natureza porque invadem o mar (a plataforma de petróleo é enquadrada na sua penetração sobre o mar); o mangue (é dilacerado na cena angustiante da moto serra); as florestas (cortadas ...

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    Vereador volta atrás sobre isolamento de gays em ilha deserta

    Vereador volta atrás sobre isolamento de gays em ilha deserta

    Após repercussão nacional de discurso homofóbico, vereador diz que não sugeriu segregação de gays O vereador Sérgio Nogueira, de Dourados (MS), publicou em seu site nota oficial afirmando que, na sessão do dia 15 da Câmara, diferentemente do que foi noticiado, não sugeriu a segregação dos homossexuais. O desmentido de Nogueira deve-se à repercussão nacional de seu discurso homofóbico feito naquele dia. Disse: “Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal. Bota as pessoas que assim pensam numa ilha por 50 anos e depois volta para ver; não vai ter mais ninguém”. Agora ele afirmou, de acordo com a nota, que as suas afirmações foram distorcidas pela Rádio 94FM, de Dourados com o propósito de prejudicá-lo. Nogueira é candidato pelo PSB a deputado estadual e, evangélico, conta com o apoio, segundo ele, de pastores de várias denominações. Em 1996, foi presidente da Associação das ...

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    Vereador do PSB sugere segregar gays em uma ilha

    Sérgio Nogueira (PSB), vereador de Dourados (MS), afirmou que os homossexuais devem ser "colocados em uma ilha" por 50 anos; "Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal. Bota (sic) as pessoas que pensam assim numa ilha por 50 anos. Coloca essas pessoas numa ilha e depois de 50 anos volta para ver; não vai ter mais ninguém", declarou; "Não sou a favor da homofobia. Quero colocar a população para refletir" O vereador da cidade de Dourados (MS) Sérgio Nogueira (PSB) afirmou, nesta segunda-feira (15), que os homossexuais devem ser colocados em uma ilha por 50 anos. Apesar do seu posicionamento, o parlamentar, que é pastor evangélico, disse não ser homofóbico. As informações são da Rádio (4 FM Dourados. "Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal. Bota (sic) as pessoas que pensam assim numa ilha por 50 anos. Coloca essas pessoas numa ilha e ...

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