segunda-feira, abril 12, 2021

Tag: Silvio Almeida

Deputada federal Talíria Petrone — Foto: Ricardo Albertini/Câmara dos Deputados

As ameaças à deputada Talíria Petrone

Talíria Petrone, deputada federal pelo PSOL-RJ, relata que foi notificada de pelo menos seis planos que tinham como objetivo seu assassinato. De acordo com a deputada, as primeiras ameaças datam de 2016, quando foi eleita vereadora da cidade de Niterói. Já eleita deputada federal, Petrone foi oficialmente informada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro que, em junho deste ano, foram interceptadas mais de cinco gravações planejando sua morte. Além de devastar a vida pessoal de quem as recebe, ameaças de morte a parlamentares podem significar que a violência política no Brasil ruma a um novo patamar. Ao que tudo indica, estamos diante da consagração definitiva da ameaça e do assassinato como peças centrais da política institucional. Em teoria, instituições têm a função de manter sob controle o potencial destrutivo do conflito político. Nesse jogo institucional, o opositor se torna adversário, e não inimigo, e grupos divergentes são tratados como ...

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Pessoas deitam no chão em protesto contra a violência policial, no Rio de Janeiro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

Discurso da ‘passividade’ do negro brasileiro é artimanha de ideologia racista

Quando Ta-Nehisi Coates, autor do livro "Entre o Mundo e Eu” (ed. Objetiva), decidiu imigrar para a França com o objetivo de escapar à polêmica que seu livro tinha provocado nos Estados Unidos por confrontar o racismo de maneira muito direta, ele estava longe de suspeitar que se depararia com outra forma de racismo, menos evidente, mas igualmente devastadora. Ao ser entrevistado por uma dezena de jornais franceses, além de emissoras de rádios e televisão, Coates percebeu que havia pouca diversidade entre os jornalistas que os meios de comunicação enviavam para entrevistá-lo, o que o levou a perguntar a uma jornalista se na França não havia jornalistas negros ou de origem árabe. A jornalista não encontrou uma resposta. O que esta história nos revela é que o racismo se manifesta de maneira diferente a depender do contexto social de cada país. Ainda que seja um fenômeno mundial atrelado à formação ...

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Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo.

O nazismo no governo Bolsonaro e a escalada do racismo no Brasil

Teoricamente há uma distinção entre as ideologias de “supremacia branca” e de “superioridade branca”. Essa distinção, aliás, é essencial para distinguir a história das relações raciais no Brasil e países como a Alemanha, EUA e África do Sul. Por Silvio Almeida, do Mídia 4P Silvio  de Almeida  (DIVULGAÇÃO/CHRISTIAN PARENTE) No Brasil, a ideia de “superioridade branca” converteu-se no final do sec. XIX no assimilacionismo. Foi uma saída genial dos intelectuais da época porque dava conta do problema das elites do pós-abolição, que era lidar com a massa de negros livres. Diante da impossibilidade de fazer como nos EUA e defender a “supremacia branca”, o Brasil – um país de negros, indígenas e mestiços – apostou na “superioridade branca”. Daí a aposta no branqueamento como forma de “civilizar” o país. A ideia de superioridade branca teve diferentes versões que vão do “assimilacionismo” (mestiçagem para eliminar o negro) ...

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Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo.

Não existe racismo fora de uma relação de poder, diz jurista

Jurista Silvio Luiz de Almeida, professor da FGV, discute sobre preconceito e discriminação racial em entrevista ao UM BRASIL. Do Huffpost Brasi Jurista Silvio Luiz de Almeida explica a gênese do racismo. (DIVULGAÇÃO/CHRISTIAN PARENTE) O racismo é mais complexo do que um ato isolado de violência, um evento único. Ele é um processo histórico e político que cria um sistema em que alguns são beneficiados, e outros, prejudicados socialmente, conforme pontua o jurista e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Silvio Luiz de Almeida, em entrevista ao UM BRASIL, uma realização da FecomercioSP. “Não existe racismo que não seja estrutural. Ele é um mecanismo muito complexo que cria, de um lado, vulnerabilidade, e, de outro, poder. Não existe racismo fora de uma relação de poder. Ele depende de estruturas sociais para que a discriminação continue sendo sistêmica”, analisa. Almeida caracteriza essa estrutura como sendo constituída de ...

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Silvio Almeida, advogado, professor e presidente do Instituto Luiz Gama. DIVULGAÇÃO

“Comerciais como o da Perdigão evidenciam o racismo estrutural”

Advogado aponta mensagem racista em campanha de Natal que associa família negra à pobreza. Empresa de alimentos lamenta repercussão negativa Por Breiller Pires, no El País   Silvio Almeida, advogado, professor e presidente do Instituto Luiz Gama. (Foto: DIVULGAÇÃO)   A cada Chester vendido, a Perdigão promete doar outro para “uma família que precisa”. Apesar da causa nobre, o comercial de divulgação da campanha cai no lugar comum de representar pessoas negras como a “família que precisa” na ceia de Natal e, por outro lado, atribuir a virtude da caridade a uma família branca. Para Silvio Almeida, advogado, professor de Direito e presidente do Instituto Luiz Gama, que promove direitos da população negra e minorias, a peça publicitária reflete as estruturas racistas da sociedade brasileira, em que os negros são automaticamente associados à condição da pobreza. Autor do livro O que é racismo estrutural (Editora Letramento), ...

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Direito Civil e Escravidão com Júlio César Vellozo e Silvio Almeida

O curso discutirá as relações entre Direito Civil e Escravidão no século XIX. Os escravos eram a mais importante propriedade no Brasil Império, tanto do ponto de vista do valor da escravaria, quanto em função do papel do cativo no processo produtivo. Do Sympla Foto retirada do site sympla Desta maneira, o direito civil brasileiro, através de seus principais formuladores, foi obrigado a se debruçar e a elaborar soluções que permitissem a reprodução do sistema e o desenrolar da vida econômica e jurídica em uma monarquia constitucional/liberal. A não concretização de um código civil no país será discutida à luz dessa realidade. Da mesma maneira, serão apresentados debates fundamentais que se desenrolaram no período, como o que envolveu os direitos civis e políticos dos libertos, as possibilidades dos escravos acumularem pecúlio, o estatuto dos libertados em caráter condicional, a questão das sucessões, as hipotecas e outros instrumentos ...

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