sábado, agosto 13, 2022
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Violação dos Direitos Humanos em Honduras

Por Regina Fonseca

 

Centro de Derechos de Mujeres

As forças policiais e militares que se encontram em um dos 24 bloqueios que há entre a saída de Tegucigalpa e a fronteira de Las Manos, com Nicarágua, detiveram 24 mulheres com seus filhos.

Segundo informou uma jornalista que se encontra na comunidade de Arenales, como parte da delegação de Direitos Humanos da COFFADEH (da qual participa também
Ellen Verryt, da Solidarieda Mundial) há pelo menos 500 pessoas nesse bloqueio, entre elas a primeira dama Xiomara Zelaya e três deputados da Unificacion Democrática (Silvia Ayala, Cesar Ham e Marvin Ponce).

A polícia está sob as ordens dos militares e todos andam armados com escudos, bombas de gás lacrimogêneo, entre outras. Também puderam observar francoatiadores na área. Uma comunidade vizinha providenciou alimentação para algumas pessoas, porém logo em seguida os militares ordenaram o fechamento do único posto de venda que há na área, deixando boa parte dessa gente sem comer. Todos se encontram ao relento.

A delegação de Direitos Humanos solicitou ao chefe do bloqueio, um tenente coronel de sobrenome Amaya, que fosse permitida sua entrada porque teriam informações de que mais à frente haviam pessoas feridas, entretanto ele se recusou em deixá-los passar.

Apesar da insistência dos deputados detidos no local, o policial reiterou que ninguém poderia passar de onde estavam.

Há algumas horas que o regime golpista decretou toque de recolher em toda essa localidade – das seis da manhã às seis da tarde_ , a partir do qual toda/os hondurenha/os estariam detida/os e presos por 30 horas consecutivas.

A principal preocupação, segundo palavras de uma jornalista, é que estão implementando o “Plan BJ” (plan Billy joya) que consiste em guerra psicológica, veto à mídia e assassinato. Também nos informaram que a Ministra do Trabalho, Maira Mejía está detida em uma cadeia na cidade de Choluteca, ao sul do país em fronteira com a Nicarágua, e com ela mais oito pessoas.

Estou enviando essa mensagem de denúncia para que as organizações de direitos humanos fora de Honduras possam de alguma maneira nos ajudar nessa situação.

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