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Chega de fingir que é normal. O Racismo Institucional no RH veja o video

Chega de fingir que é normal. O Racismo Institucional no RH veja o video

Vídeo mostra reações diversas a fotografias quase idênticas, onde a única diferença é a cor da pele

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Uma campanha encomendada pelo Governo do Paraná vem acendendo debates sobre o racismo. A campanha, intitulada “Teste de Imagem”, mostra dois grupos de profissionais da área de Recursos Humanos e suas reações – alegadamente espontâneas – diante de imagens que mostravam o cotidiano de pessoas anônimas.

A diferença é que cada foto contava com duas versões: no primeiro grupo, foram exibidas pessoas arianas em situações corriqueiras. No outro grupo, as mesmas situações eram protagonizadas por pessoas negras. As reações dos entrevistados foram absolutamente díspares – por exemplo, um homem branco de paletó foi classificado como executivo, enquanto um homem negro foi apontado como segurança ou motorista particular.

A proposta da campanha é chamar a atenção para o racismo institucional e velado que existe no Brasil. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 82,6% dos negros afirmam que a cor da pele influencia durante a busca por oportunidades de trabalho; já o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que eles têm rendimentos, em média, 37% inferiores ao de profissionais brancos e respondem por 60,6% dos desempregados.

O vídeo postado no Facebook já conta com mais de 2 milhões de visualizações. Alguns usuários questionam a veracidade da campanha e alegam que toda a situação teria sido combinada com atores. Como os rostos dos participantes permanecem ocultos, não há como garantir de que o que é dito no áudio foi dito durante a reunião. Mas a página do Governo do Paraná garante que o teste foi real e não sofreu manipulação.

“O Teste de Imagem é um experimento real, que aconteceu na noite do dia 10/11 em uma sala de Focus Group, em Curitiba. Participaram do teste profissionais de RH reais, que foram divididos em dois grupos distintos e emitiram opiniões espontâneas às imagens apresentadas pelo mediador do experimento”, alega a página.

A campanha, também divulgada em mídia impressa e no site contraracismo.pr.gov.br, foi realizada em parceria com a Assessoria Especial da Juventude e com o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial. A agência que assina a peça é a Master Comunicação.

Experimento

No início de 2015, uma campanha publicitária na Lituânia impactou milhões de pessoas ao demonstrar o que as pessoas sentiam – ou aparentavam sentir – diante de uma situação de violência racial. Confira o vídeo abaixo para relembrar.

veja também: 

Existe racismo no Brasil? Faça o Teste do Pescoço e descubra

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