terça-feira, janeiro 26, 2021

Resultados da pesquisa por 'identidade racial'

As não Brancas- Identidade Racial e Colorismo no Brasil

No decorrer da história, as classificações raciais no Brasil sofreram diversas mudanças. Por volta do século XV, a Europa era considerada o centro do mundo – em uma visão de 3 continentes, agrupando também África e América. As relações econômicas eram baseadas no trabalho escravo. O africano escravizado era um objeto, uma máquina de trabalho. Ao mesmo tempo, um produto mercantil de grande valor. Por Gabriele de Oliveira da Silva, Do Fala Universidades  As mulheres não brancas. (Ilustração: Ana Luiza Pips) Posteriormente, com a abolição da escravatura, em 1888, o negro torna-se livre no Brasil. Porém, é marginalizado por diversos setores da sociedade, inclusive o Estado. Iniciou-se, então, um projeto de miscigenação, cujo objetivo era o extermínio gradativo da população negra. O processo ocorreu através do estupro de mulheres negras e indígenas – medida considerada civilizatória, na época. No primeiro censo demográfico nacional, em 1872, as ...

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Imagem- Napy

Sobre colorismo, privilégios e identidade racial

Durante a maior parte da minha vida eu me senti confortável com a denominação de “morena”. Filha de mãe branca e pai negro, me definir como uma mistura que transita no espectro racial sempre me pareceu a opção mais viável. E mais do que isso, a mais apaziguadora, por assim dizer. Negra, eu? Jamais. Até sardas no rosto eu tenho, ué. Boca fina, corpo nada curvilíneo. Morena parecia ser o termo certo pra mim. por Letícia Castor Moura de Sousa para o Portal Geledés Imagem- PASHA GRAY - Napy Até fazia mais sentido, se parássemos para pensar. Tive privilégios socioeconômicos desde sempre, estudei em ótimas escolas particulares e tive acesso a espaços cujo tratamento raramente seria direcionado a uma pessoa negra. Pelo menos negra de verdade, sabe?Pele escura, nariz largo, gengiva protuberante, os traços estereotipados a imagem que temos no imaginário social. Mas, não posso negar que, ...

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 Stephanie Ribeiro (Foto: Guilherme Prado Lima)

Meghan Markle: Negra? Branca? O limbo sobre sua identidade racial

A colunista Stephanie Ribeiro escreve sobre a identidade racial de Meghan Markle: "Mesmo com cabelos alisados e longos, ela nunca será uma mulher branca" Por STEPHANIE RIBEIRO, da Revista Marie Claire Meghan Markle durante evento beneficente no aniversário de 70 anos do príncipe Charles (Foto: Getty Images)   Acredito que o casamento real tenha sido o assunto mais comentado deste mês. E dentro do assunto do casamento, o foco foi a noiva: a norte-americana Meghan Markle, feminista, divorciada, que está sendo apontada como o símbolo da busca por renovação da coroa britânica. Meghan chama a atenção por todos esses fatores, e por se colocar como uma pessoa birracial. Mas afinal, o que é uma pessoa birracial _por mais que, pela nomenclatura, fique claro que se trata de duas raças. Raça não parece um conceito tão esclarecido para a maioria dos brasileiros. O que é raça, afinal? É um conjunto de discursos sobre as origens de ...

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O “pente que me penteia” vêm de África: Histórias de identidade racial e afetividade

Imagem - Fat people of color, tumblr Em um mundo que tem como padrão de beleza, algo praticamente inatingível pra grande maioria das mulheres, branco, magro, loiro, que exclui e influencia na auto-estima de milhares de mulheres, a aparência acaba sendo um fator de extrema importância, para debater a afetividade da população negra, em especial das mulheres. por Luana Soares no Blogueiras Negras Eu, enquanto uma mulher negra, gorda e Black, certamente não me encaixo neste padrão. Em especial, meu cabelo é o ponto chave deste não-padrão que vivo diariamente. Duro, pinxaim, volumoso, bombril, são alguns dos nomes pelo qual, o tipo de cabelo que tenho vem sendo chamado ao longo da história, apelidos racistas que buscam inferiorizar e invisibilizar estas madeixas, que desde sempre cresceram pra cima, afirmando o lugar ao qual pertenço. Um lugar chave e originário de diversos outros lugares. Este lugar á Mãe África. Terra dos meus antepassados ...

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Divulgação Científica: Brasileiros não reconhecem sua identidade racial

Tese de doutorado da UnB revela que a população tem dificuldade em aceitar sua etnia Estudo realizado no Departamento de Linguística da Universidade de Brasília (UnB) constatou que os brasileiros têm dificuldade em se assumir negros e pardos e em identificar outras pessoas etnicamente. O discurso de respeito às diferenças e harmonia no país escondem, na verdade, racismo e preconceitos que têm origem no tempo da escravidão. Essa é a conclusão da pesquisadora Francisca Cordélia Oliveira da Silva, que defendeu a tese de doutorado em agosto. "Falta convicção. Os brasileiros têm muitas dúvidas a respeito de raça, etnia e cor, porque estamos em um país miscigenado. Essas dúvidas geram preconceito racial", explica.   Durante três anos e meio, Francisca Cordélia analisou notícias, leis e realizou uma enquete para embasar a tese de doutorado. As matérias selecionadas dos jornais on line Folha, Mundo Negro e Folha de S. Paulo continham entrevistas ...

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Ausência da construção da identidade racial da criança negra no contexto escolar

RESUMO Michelangelo Henrique Batista O presente artigo traz os resultados do nosso Trabalho de Conclusão de Curso, que teve o intuito de evidenciar se a ausência da abordagem racial em sala de aula inibe a construção da identidade racial da criança negra em anos iniciais do Ensino Fundamental. Para desenvolver esta pesquisa de cunho qualitativa, lemos autores como Freire (1987), Munanga (2005), Gomes (2005), entre outros. Como instrumento de coleta de dados, utilizamos a entrevista semi-estruturada, que aplicamos aos Apoios Administrativos Escolares, Técnicos-Administrativos Escolares e Docentes, da Rede Pública de Ensino do Município de Porto dos Gaúchos/MT. Acreditamos que os resultados da pesquisa contribuirão para a reflexão sobre a construção da identidade racial da criança negra no contexto escolar e sobre a Lei 10.639/03 neste contexto. Constatamos que o ambiente escolar está repleto de práticas racistas e, que os depoimentos da maioria dos docentes, revelaram demagogos e falaciosos, buscando mascarar ...

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Brasileiros não reconhecem sua identidade racial

Estudo realizado no Departamento de Linguística da Universidade de Brasília (UnB) constatou que os brasileiros têm dificuldade em se assumir negros e pardos e em identificar outras pessoas etnicamente. O discurso de respeito às diferenças e harmonia no país escondem, na verdade, racismo e preconceitos que têm origem no tempo da escravidão. Essa é a conclusão da pesquisadora Francisca Cordélia Oliveira da Silva, que defendeu a tese de doutorado em agosto. “Falta convicção. Os brasileiros têm muitas dúvidas a respeito de raça, etnia e cor, porque estamos em um país miscigenado. Essas dúvidas geram preconceito racial”, explica. Fonte: Radio do Moreno  Durante três anos e meio, Francisca Cordélia analisou notícias, leis e realizou uma enquete para embasar a tese de doutorado. As matérias selecionadas dos jornais on line Folha, Mundo Negro e Folha de S. Paulo continham entrevistas de pessoas que passaram por constrangimentos raciais. Nelas, a pesquisadora aplicou a ...

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Plano de aula: A Arte literária e processos de identidade étnico-racial dos afro-brasileiros

Este é um plano de aula vencedor do I Concurso de Planos de Aula do Portal Geledés, aplicando a Lei 10.639/03 Plano de aula: A Arte literária e processos de identidade étnico-racial dos afro-brasileiros Professora: Patrícia Sodré dos Santos Matéria: Literatura Infantil e relações étnico-raciais Turma/Série: Educação Infantil Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ COMPONENTE CURRICULAR: APLICANDO A LEI 10.639/2003   Projeto “Mangueira teu cenário é uma beleza...” Creche Municipal Vovó Lucíola “Todo mundo te conhece ao longe Pelo som dos seus tamborins E o rufar do seu tambor Chegou ô, ô, ô, ô A Mangueira chegou, ô, ô Mangueira teu passado de glória Está gravado na história É verde e rosa a cor da tua bandeira Prá mostrar a essa gente Que o samba é lá em Mangueira” (Exaltação à Mangueira- Jamelão) Introdução Sobre a Creche Municipal Vovó Lucíola, Mangueira e seu cenário. Nossa creche está localizada na comunidade da Mangueira, mais ...

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Vídeos sobre a valorização da identidade étnica e racial do povo brasileiro produzidos por escolas podem concorrer a premiação

Divulgação Escolas de educação básica da rede pública de todo o país podem fazer a inscrição de vídeos para o prêmio Curta Histórias até 10 de outubro próximo. Cada unidade de ensino pode inscrever um vídeo, produzido por equipe formada por um professor ou educador responsável e até cinco alunos. A iniciativa visa a incentivar novos talentos e estimular o desenvolvimento de atividades pedagógicas audiovisuais de cunho cultural e educativo em escolas públicas. Criada este ano, tem na primeira edição o tema Africanidades Brasileiras. Os vídeos devem ter no máximo um minuto de duração, sem contar os créditos. As imagens podem ser captadas por aparelhos de telefone celular e câmeras domésticas. O prêmio terá dez finalistas. Um dos três vencedores será escolhido por júri popular. Os outros dois, pela comissão julgadora final. Os estudantes participarão de oficina de formação em cinema e empreendedorismo, com duração de 24 horas. ...

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A discriminação racial presente em livros didáticos e sua influência na formação da identidade dos alunos

Resumo Produzida e veiculada por vários meios que rodeiam a nossa vida, incluindo, principalmente, o ambiente escolar, a discriminação afeta a vida dos alunos ainda em processo de formação identitária. Assim, percebendo que os livros didáticos possuem forte influência na educação, esse trabalho teve como objetivo apresentar resultados parciais de uma pesquisa realizada como trabalho de conclusão de curso, na qual realizou-se um estudo com imagens e expressões de racismo, presentes em livros didáticos, percebendo se estes trabalham com a questão da discriminação e verificando de que forma a pessoa negra é representada socialmente nestes. Assim, apresenta-se como se constatou que, para a formação de alunos que saibam respeitar as diferenças, há a necessidade de um trabalho com essa questão em sala de aula, bem como uma maior preocupação com a formação de professores. Fonte: Monografias.com   Palavras-chave: Discriminação racial, livros didáticos, formação da identidade.   Racial discrimination in didactical ...

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Em busca de uma infância cidadã: socialização, identidade e pertencimento racial

Eliane Cavalleiro2 Referência bibliográfica: COSTA, M. F. V. ; COLACO, V. F. R. ; CAVALLEIRO, E. . Em busca de uma infância cidadã: socialização, identidade e pertencimento racial. In: Fátima Vasconcelos da Costa,Veriana Rodrigues Colaço e Nelson Barros da Costa. (Org.). MODOS DE BRINCAR,LEMBRAR E DIZER: DISCURSIVIDADE E SUBJETIVAÇÃO. 01 ed. Fortaleza: Editora da UFC, 2007, v. , p. 117-139. Considerações iniciais Quando pensamos na infância, no direito à proteção e aos cuidados que toda criança deve ter, consideramos importante trazer à luz um tema controverso: o racismo presente na sociedade brasileira e a maneira como esse afeta o processo de socialização das nossas crianças. O debate, no Brasil, em torno das relações raciais mostra-se em crescente visibilidade desde o final do século passado. A atualidade da discussão evidencia a existência e a permanência do racismo e seus derivados na dinâmica sociedade. Torna-se portanto necessária a compreensão de como os ...

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Ilustração: Linoca Souza

Dia Internacional dos Direitos Humanos: Por uma educação com equidade racial

De onde são perpetuadas imagens estereotipadas e discriminatórias da população negra? Em grande parte, da ação comunicativa negativa e da ação educacional negativa. Mas ao mesmo tempo, é por meio da comunicação e da educação que podemos olhar para o nosso passado para construir nosso melhor futuro. Assim, as primeiras experiências de racismo que se dão em ambiente escolar fazem com que as crianças cresçam vivenciando essa violência, o que potencialmente favorece no mínimo a aceitação da violência como uma condição natural do mundo quando forem adultas. Como é possível projetar um futuro de paz se as crianças vivem em um ambiente hostil? Investir na filantropia negra voltada à Educação é assumir esse desafio de construir identidades positivas em ambientes democráticos onde todas as histórias – de negros, indígenas, ciganos, latinos – sejam respeitadas. Contudo, apesar de o Brasil contar com uma lei (Lei nº 10.639/2003), que torna obrigatório o ...

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Divulgação

1° Novembro Negro da OAB SP: Identidade, Memória e Resistência

O primeiro Novembro Negro da OAB-SP se inicia em 03/11/2020, às 19:00, discutindo as epistemologias negras e pautando conhecimento e identidade negra na Advocacia e na Academia em geral, tratando o pensamento crítico nas perspectivas de racialidades, e mergulhando nas origens institucionais da Comissão de Igualdade Racial da OAB-SP. Não perca! DESCRIÇÃO DO EVENTO Programação: Eixo 1 - Conhecimento e Identidade Painel 1 - Epistemologias Negras: Intelectualidade e Pensamento Crítico Data: 03/11 - horário: 19:00 às 21:00 Abertura: Dr. Caio Augusto Silva dos Santos Presidente da OAB SP Expositoras: Dra. Amarílis Costa Advogada. Mestra em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo – USP. Presidente da Comissão de Graduação, Pós Graduação e Pesquisa da OAB-SP. Presidente da Comissão de Igualdade Racial da Subseção do Tatuapé da OAB-SP. Integrante do Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de São Paulo. Membra da Rede Feminista de Juristas. Membra da Secretaria Executiva das Comissões ...

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Cena de um baile black no Rio de Janeiro em 1976. A imagem está na capa do livro '1976 - Movimento Black Rio' Almir Veiga

Como Gerson King Combo e seus bailes black tentaram implodir a democracia racial

“Dançar como dança um black! Amar como ama um black! Andar como anda um black! Usar sempre o cumprimento black”, cantava Gerson King Combo em sua música mais conhecida. Os versos de "Mandamentos Black" —repetidos depois como grito de ordem por Marcelo D2 em "Qual É", hit nos anos 2000— representavam ideais de toda uma geração. Nos anos 1970, o artista foi catalisador de uma cena conhecida como black rio, um marco na cultura brasileira. Mas o que os tributos ao músico, morto no mês passado, não lembraram é como o abalo sísmico do movimento que ele capitaneou se deu à revelia das forças políticas da época. Tanto a direita, do regime militar, quanto a esquerda revolucionária viam com desconfiança a afirmação da identidade negra. E, enquanto o militares e seus detratores tentavam sufocar essa onda, a black rio foi criando as bases do funk e do hip-hop nacionais, que se ...

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Divulgação

ID_BR promove Fórum e Prêmio ‘Sim à Igualdade Racial’ no dia 10 de outubro

Prêmio vai reconhecer os principais nomes e iniciativos em prol da igualdade racial no Brasil, enquanto Fórum pretende discutir empregabilidade negra Multishow exibe a premiação na TV a partir das 17h O Instituto Identidades do Brasil promove no próximo dia 10 de outubro, a partir das 10h, o Fórum e o Prêmio “SEnviim à Igualdade Racial”. Organizado anualmente pelo Instituto, o primeiro tem o objetivo de discutir a empregabilidade negra, criando debates, apresentando tendências e trajetórias profissionais para inspirar soluções. Já a premiação busca reconhecer os principais nomes e instituições que atuam em prol da igualdade racial no Brasil. Os dois eventos terão formato virtual e serão exibidos em sequência na página do ID_BR no Facebook. O Prêmio “Sim à Igualdade Racial” também terá exibição no Multishow, a partir das 17h. “Estamos unindo o Prêmio e o Fórum pela primeira vez na história do ID_BR, pois entendemos que seria uma ...

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Jaqueline é fundadora do Coletivo Di Jejê.(Foto: Imagem retirada do site DC)

Doutoranda em Antropologia Social, professora Jaqueline Conceição desenvolve ações que abordam a cultura antirracial

A professora Jaqueline Conceição é representatividade. Mulher negra, empreendedora e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina, ela se coloca como voz e cria espaço de fala para mulheres, negros, indígenas, pobres e marginalizados através da educação. A pedagoga, de 35 anos, nasceu em São Paulo, mas escolheu e foi escolhida por Florianópolis, em 2015, para fixar o projeto de vida. Fundou em 2014, o Instituto de Pesquisa sobre Questões Étnico Racial e de Gênero Coletivo Di Jejê, que está sediado na capital catarinense, mas com braços em outros estados e países. A inquietação para o projeto surgiu após a finalização do mestrado em Educação; História, Política, Sociedade na PUC-SP e da percepção “da ausência de intelectuais negros na formação teórica, mesmo para pesquisadores que trabalham com a temática racial”. A plataforma de ensino desenvolvida por ela tem foco na educação antirracista e feminismo negro do Brasil, ...

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(Getty Images/Reprodução)

Desigualdade racial na educação brasileira: um Guia completo para entender e combater essa realidade

Introdução De caráter estrutural e sistêmico, a desigualdade entre brancos e negros na sociedade brasileira é inquestionável e persiste com a fragilidade de políticas públicas para o seu enfrentamento. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, os negros representam 75,2% do grupo formado pelos 10% mais pobres do país. Se realmente queremos construir uma sociedade igualitária, é necessário compreender qual o papel que cada estrutura socioeconômica desempenha na reprodução do racismo, a fim de desenhar estratégias eficazes para o seu enfrentamento. Nesse cenário, o combate à desigualdade racial na educação é essencial, enquanto elemento indispensável para qualquer mudança, de modo que sem uma educação efetivamente antirracista não é possível pensar em uma sociedade igualitária. Ao longo deste especial, compilamos uma série de informações, dados e análises aqui do Observatório de Educação – Ensino Médio e Gestão para você compreender um pouco mais sobre a ...

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REUTERS

Protestos por George Floyd: em seis áreas, a desigualdade racial no Brasil e nos EUA

A eclosão de manifestações nos Estados Unidos e no Brasil contra a violência que atinge os negros volta a lançar luz sobre a desigualdade e a representatividade racial nos dois países. A BBC News Brasil selecionou abaixo dezenas de indicadores oficiais em seis tópicos acerca da disparidade racial. Em resumo, em relação aos brancos, os negros brasileiros e americanos têm menos escolaridade, acesso à saúde e emprego. Morrem mais de covid-19 e em intervenções policiais. São sub-representados no sistema político e na indústria cultural. Os negros somam 55% da população brasileira e 12% da americana. Cada país adota sua própria metodologia para classificação racial ou étnica. No Brasil, ela é mais flexível e em torno da autodeclaração, sendo ligada a aspectos físicos e socioculturais, por exemplo. Negros é a soma de pretos e pardos. Nos EUA, a regra é mais rígida — baseada na ascendência — para se definir como ...

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Crédito: iStockPhoto/TommL

Pandemia de coronavírus deve piorar desigualdade racial no ensino médio

A pandemia do novo coronavírus deve agravar um quadro já preocupante no ensino médio no Brasil: a desigualdade racial. Dados do Ministério da Saúde mostram que cresce o percentual de pretos e pardos entre internados e mortos por COVID-19. Além disso, um estudo na cidade de São Paulo concluiu que pretos têm 62% mais chance de morrer pela doença do que brancos. Ao mesmo tempo, a população negra tem, historicamente, mais dificuldades para permanecer na escola e concluir a educação básica, como mostram dados analisados pelo Observatório da Educação do Instituto Unibanco. A plataforma com 14 mil documentos, entre análises e curadoria de artigos, teses, dados estatísticos e eventos, além de produção audiovisual sobre ensino médio e gestão em educação pública, será fonte principal, a partir de hoje, de uma série de reportagens sobre o ensino médio no Brasil, realizada pelo Porvir em parceria com o Instituto Unibanco. Uma análise ...

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Foto: Russell Lee/Domínio Público

Considerações sobre a segregação racial nos Estados Unidos (EUA)

Contemporaneamente a segregação racial ainda pode ser definida como uma espécie de política do Estado que visa separar os indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade com base em critérios étnicos ou raciais. Tal medida foi executada particularmente ao final do século XIX e encontrou ênfase no século XX, em países como a Alemanha nazista, que empreendera uma política antissemitista, na África do Sul, com a instituição do apartheid e igualmente nos EUA. Nesse último país, a questão racial reporta ao processo de formação dos EUA, principalmente em razão de diferenças básicas entre o Sul e o Norte. Os EUA inicialmente foram colonizados pelos ingleses, que originaram as famosas Treze Colônias no leste do país. No entanto, as colônias do Sul obtiveram desenvolvimento diferente das colônias do Norte. Pois, enquanto que no Norte firmou-se o modelo de pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado, propiciando o desenvolvimento ...

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