Elizabeth Eckford, a mulher que desafiou o racismo americano

Enviado por / FonteDo Advivo

Como todas as pessoas negras no sul dos Estados Unidos, naquela época, ela freqüentava uma escola exclusiva para estudantes negros.

Quando completou 15 anos, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos declarou que a segregação dos alunos negros era ilegal.

No entanto, no Arkansas, as escolas de alunos brancos conatinuavam rejeitando a entrada dos estudantes negros.

Elizabeth Eckford chega na escola Little Rock Central High School sob ataques de estudantes racistas, em 1957 (Foto: Will Counts/Divulgação)

No dia 4 de setembro de 1957, Elizabeth e outros oito estudantes negros tentaram entrar na Little Rock Central High School, reservada apenas para estudantes brancos.

Uma multidão impede a entrada e profere insultos desclassificantes contra Elizabeth que foi sozinha por não ter sido informada que os alunos negros viriam em grupo.

Os nove alunos retornaram,dias depois, na escola dos brancos, mas foram, novamente, rejeitados.

Minnijean Brown – Ernest Green – Thelma Mothershed – Melba Pattillo

Gloria Ray – Terrence Robets – Jefferson Thomas – Carlotta Walls

Diante do impasse, no dia 24 de setembro de 1957, o presidente, Dwight Eisenhower, tentou convencer o governador Orval Faubus a aceitar as leis federais; mas as negociações fracassaram.

Sem alternativas, para fazer evoluir as negociações, o presidente americano enviou os homens da Marinha para escoltar os nove alunos negros para entrar na Little Rock Nine Central High School.

Como os habitantes estavam enfurecidos, o governador radicalizou e decidiu fechar todas as escolas por um ano, em vez de permitir a mistura entre os estudantes negros e brancos.

Em 1958, Elizabeth Eckford mudou-se para para St. Louis, no Missouri, para fazer o curso de História.

Após a faculdade, ela tornou-se a primeira mulher americana afro-descendente que, em St. Louis, trabalhava em um banco em uma posição que não era dedicada apenas a servir o cafezinho para os demais funcionários brancos.

Nos anos 60, Elizabeth voltou para Little Rock e trabalhou como professora substituta na escola pública.

Hoje, a Little Rock Central High School abriga um museu que registra os eventos racistas e ratifica a sua política contra a discriminação.

Em 1996, sete dos Little Rock Nine, incluindo Elizabeth Eckford, participaram do programa de televisão de Oprah Winfrey, onde encontraram com alguns dos estudantes brancos que apoiaram a segregação racial naquele evento fatídico.

(Foto: Will Counts/Divulgação)

A fotografia de Will Counts capta as chagas da desagregação racial – em Little Rock e em todo o Sul dos estados Unidos – e registra um momento épico do movimento dos direitos civis.

 

 

 

+ sobre o tema

Africanizar – Jr. Barros e Willian Chacal (Videoclipe oficial)

Africanizar via Guest Post para o Portal Geledés Músicos: Júnior Barros e Willian...

Rosana Paulino: ‘Arte negra não é moda, não é onda. É o Brasil’

Com exposição em cartaz no Museu de Arte do...

Brasileiros mostram cadeira de rodas para sambistas em “First Lego League”

Um time brasileiro vai disputar o campeonato First Lego...

Estamos sendo justos com Pelé?

No momento em que Pelé deixou o Hospital Albert Einstein,...

para lembrar

Maquiagem simples, rápida e chique!

Base ideal Mesmo as peles escuras, mais resistentes por natureza,...

Sessão solene pelo centenário do “Sambista Pé Rachado”

O sambista Pé Rachado se vivo completaria 100...

Mauá abre comemoração pelo Mês da Consciência Negra

As comemorações do Mês da Consciência Negra em...

Presidente Obama recebe jovens líderes representantes de países africanos

Presidente Obama recebe jovens líderes representantes de países africanos  
spot_imgspot_img

Cientistas revelam mistério por trás dos antiquíssimos baobás, as árvores da vida

Cientistas afirmam ter resolvido o mistério em torno da origem dos antigos baobás. De acordo com análises de DNA, as árvores teriam surgido pela primeira...

Da fofoca às janelas do Brasil, exposição evidencia africanidade que vive em nós

Depois da fofoca e de um cafuné no meu caçula, tentei tirar um cochilo, mas terminei xingando uma cambada de moleques que cantavam "Tindolelê" na rua. A frase ficou meio maluca, mas essa loucura tem seu método...

Spcine marca presença no Festival de Cinema de Cannes 2024 com ações especiais

A Spcine participa Marché du Film, evento de mercado do Festival de Cinema de Cannes  2024 e um dos mais renomados e influentes da...
-+=