quarta-feira, agosto 17, 2022
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Mais de 2 mil pessoas são presas em operação da Polícia Civil

Balanço da Operação Gênese foi feito nesta quinta (29).
Participaram da ação 9.299 policiais, 1/3 da Polícia Civil.

 

 

 

 

 

A Polícia Civil de São Paulo diz ter prendido 2.191 pessoas nesta quinta-feira (29) na chamada Operação Gênese. Segundo a polícia, além das 1.601 pessoas que eram procuradas e foram localizadas, outras 509 acabaram presas em flagrante. Além disso, 81 foragidos da Justiça foram recapturados.

O total de adolescentes infratores localizados chega a 170 – como eles não podem ficar presos, não estão incluídos nos 2.191 presos.

A polícia diz que a operação aconteceu em todas as 645 cidades do estado. Além das prisões, houve apreensão de 494 veículos irregulares e de 57 roubados. Com os detidos, os homens envolvidos na operação encontraram 57 kg de maconha, 23 kg de cocaína, 18 kg de crack e 3,2 kg de outros entorpecentes, além de 112 armas.

Participaram da ação 9.299 policiais, o que equivale a 1/3 do contingente da Polícia Civil no estado. Ao menos 3 mil carros foram utilizados na operação. Os objetos apreendidos chegam a 3,1 milhões, sendo que 345 são máquinas caça-níqueis, de acordo com a polícia.

“O importante é o resultado obtido com as prisões com mandados. Toda essa operação causou um grande impacto na criminalidade do estado”, disse o delegado geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, no início da noite.

Ele destacou a capacidade de articulação da polícia na operação. “Estou bastante satisfeito com o resultado obtido. Em poucas horas, mobilizamos um contingente de quase 10 mil homens, quase um terço da Polícia Civil. Desta forma, pode-se medir o grau de sigilosidade da operação”, elogiou.

O mais importante, de acordo com Neto, é que a operação transcorreu em clima de tranquilidade. “Não tenho notícia de nenhum disparo desnecessário, de que alguma pessoa tenha sido maltratada. Só um policial que se feriu acidentalmente”, disse.

Antes desta megaoperação, que envolveu todos setores e unidades da Polícia Civil do estado, algumas menores, de “cunho setorial”, de acordo com o delegado geral, já tinham sido realizadas. “Já tínhamos feito operações na região da 25 de Março (maior centro de comércio popular de São Paulo, no Centro), e na Avenida 23 de Maio. Queremos resgatar a nossa identidade de polícia investigativa”, afirmou. Ao ser questionado se haveria vaga para todos os presos da operação no sistema prisional do estado, Neto foi categórico: “Sim”.

Segundo a polícia, os presos cometeram vários crimes, como homicídios, latrocínios, roubos e tráfico de drogas. Entre os presos está um homem flagrado mantendo adolescentes de 13 e 17 anos em cárcere privado. Ele também é suspeito de pedofilia.

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