Marido confessa assassinato de delegada na Zona Oeste do Rio

Não havia sinais de arrombamento na casa, em Realengo.
Corpo de Tatiene Damaris será enterrado as 14h em Sulacap, Zona Oeste.

 

A Polícia Civil do Rio informou que o estudante de direito Alessandro Oliveira Furtado, de 39 anos, confessou ter matado a mulher Tatiene Damaris Sobrinho Damasceno Furtado, delegada adjunta da 36ª DP (Santa Cruz). Ele foi preso em flagrante, após prestar depoimento da Divisão de Homicídios (DH). Ela foi encontrada em sua casa na Rua Lomas Valentinas, em Realengo, na Zona Oeste do Rio. Policiais da Divisão de Homicídios estavam no local por volta de 14h45.

Segundo a Polícia Militar, não havia sinais de arrombamento no imóvel. O corpo da policial não tinha marcas de tiros, nem facadas. Havia, no entanto, muitos hematomas, o que, de acordo com os investigadores, poderia indicar que ela lutou com o assassino antes de ser morta.

Segundo informações do cemitério, corpo da delegada será sepultado às 14h no Cemitério Jardim da Saudade, em Jardim Sulacap, Zona Oeste do Rio.

Suspeita de vingança
A polícia chegou a pensar que, pelas caracaterísticas do homicídio, o crime poderia ser uma vingança, já que a área onde a delegada morava é dominada por milícias.

Ainda segundo agentes da Polícia Civil, a Divisão de Homicídios convocou os delegados da região onde Tatiene foi encontrada morta para uma reunião em caráter emergencial.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que a DH instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte da delegada. Às 16h40, estava sendo realizada perícia no local. Ainda de acordo com a nota, equipes da delegacia estavam em busca de testemunhas e imagens de câmeras de segurança da região que possam ajudar nas investigações.

Tatiene entrou na Polícia Civil, em 2005, como papiloscopista. Em 2008, ela foi aprovada no cargo de delegado de polícia. A delegada trabalhou na 34ª DP (Bangu) e 35ª DP (Campo Grande) e, desde agosto desse ano, atuava como delegada assistente da 36ªDP (Santa Cruz). Todas as unidades ficam da Zona Oeste, região que concentra grupos de milicianos.Damaris trabalhou em investigações como a que apurou o rompimento de uma adutora na Zona Oeste em 2013.

Foto: Fernanda Rouvenat/G1

 

Fonte: G1 

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