Olimpíadas se aproximam e remoções continuam

A pouco meses das Olimpíadas, as remoções aparecem entre as principais violações de direitos ocorridas no Rio de Janeiro. Somente durante a gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB) entre 2009 e 2013, cerca de 70 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Entre os motivos: especulação imobiliária. De acordo com Mariana Werneck, pesquisadora do Observatório das Metrópoles e integrante do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, a última versão do Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro mostra claramente que as remoções continuam da forma que sempre foram, violentas e com desrespeito dos direitos dos moradores das comunidades

No Brasil 247

No Rio, Jogos Olímpicos se aproximam e remoções continuam

A pouco meses das Olimpíadas, as remoções aparecem entre as principais violações de direitos ocorridas no Rio de Janeiro. Somente durante a gestão do prefeito Eduardo Paes (PMDB) entre 2009 e 2013,cerca de 70 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Entre os motivos: especulação imobiliária.

De acordo com Mariana Werneck, pesquisadora do Observatório das Metrópoles e integrante do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, a última versão do Dossiê Megaeventos e Violações dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro mostra claramente que as remoções continuam da forma que sempre foram, violentas e com desrespeito dos direitos dos moradores das comunidades.

Para ela o grande exemplo é a Vila Autódromo. Os moradores sofrem com a pressão das obras, que causam diversos transtornos como muita poeira, caminhões e máquinas que estouram canos de água, caminhões de lixo que não passam e frequente queda de energia elétrica. Além disso, a Guarda Municipal costuma criar um cordão de isolamento para impedir a entrada de material de construção pelos moradores.

Mariana lembra que a Vila Autódromo é um caso icônico, porém não é o único. Em Vila União de Curicica as remoções estão a todo vapor com as obras da Transolímpica.

Segundo a pesquisadora, a situação é preocupante pois não há garantia de que outros processos de remoção que estão parados atualmente não sejam retomados. Ou pelo próprio Eduardo Paes em 2016, ou até mesmo pela próxima gestão da cidade.

 

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