Resultados da pesquisa por 'violência'

Dois pesos e duas medidas

Foto: JORGE ADORNO / REUTERS No final de abril, uma série de denúncias atingiu o presidente Fernando Lugo, do Paraguai, e foram de tal ordem que já causariam grande prejuízo à imagem de qualquer governante. No caso de Lugo, entretanto, elas ultrapassaram os limites do escandaloso, por ser o presidente paraguaio um ex-bispo da Igreja católica. Tais denúncias referem-se à descoberta de que Lugo é pai de várias crianças, filhos/as de mães diferentes, todos/as engendrados/as quando ainda era um eminente membro da hierarquia católica paraguaia. Alguns detalhes das denúncias revelam ainda comportamentos que beiram o escárnio: um dos filhos assumidos por Lugo foi batizado com o nome de Juan Pablo, uma "singela" homenagem ao ex-papa João Paulo II. Além disso, há suspeita de que Lugo tenha cometido estupro, o que ainda não foi comprovado. Tal comportamento, além de demonstrar total descompromisso com o voto de celibato feito quando Lugo ingressou ...

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Hélio Santos

Hélio Santos rebate artigo de Serra sobre raça

Fonte: Folha de São Paulo – Painel do leitor - Data:03/05/2009 - "O governador José Serra fez detalhado e importante relato sobre o absurdo extermínio dos armênios pelos turcos ("Nenhum genocídio deve ser esquecido", "Tendências/ Debates", 24/4). Porém suscita algumas ponderações a sua afirmação de que devem ser contidos os que "insistem em ressuscitar o conceito de raça e criar legislações baseadas na premissa de que elas merecem tratamento diferenciado pelo Estado". Dar "tratamento diferenciado" a grupos étnicos é uma especialidade antiga do Estado brasileiro. Assim se deu na escravidão e em todo o processo de imigração. Sabe-se hoje que os esquadrões da morte mataram mais negros no Brasil do que a polícia da África do Sul em pleno regime de apartheid. O governador está preocupado com o futuro, mas é fundamental não esquecer o presente. Há mais de 20 anos a Fundação Seade revela o tratamento discriminatório dado aos ...

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destruição

A destruição como desforra

Ana Valéria Araújo* - O Estado de S.Paulo - Resposta ao arrozeiro que apela para a 'terra arrasada' dirá se temos, de fato, uma Constituição a nos guiar - O Brasil inteiro acompanhou nos últimos tempos a saga do conflito envolvendo índios e arrozeiros que disputavam a posse da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. A disputa trouxe à tona todos os argumentos contrários ao reconhecimento dos direitos indígenas no País, como por exemplo: há muita terra para pouco índio; terras indígenas em faixa de fronteira ameaçam a soberania nacional; índios precisam ser integrados à sociedade nacional e suas terras utilizadas em prol do desenvolvimento econômico. O epicentro desse debate se deu no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisava pedido do governo de Roraima, dos arrozeiros e de políticos locais para que a demarcação daquela terra indígena fosse anulada. Os autores da ação argumentavam que os índios, quando ...

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farc-ep

‘Farc querem envolver EUA nas negociações de paz’, diz Piedad

Em o Estado de São Paulo 29 de abril de 2009, 07:26 Senadora que medeia diálogo chamará parlamentares americanos para ajudar na libertação de outro refém   BRASÍLIA - A criação de uma zona neutra no Brasil para a negociação de um acordo entre as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo de Álvaro Uribe está nos planos da senadora colombiana Piedad Córdoba como parte da solução para o conflito em seu país. Em visita a Brasília, a senadora do Partido Liberal, de oposição, trouxe ao Palácio do Planalto sua preocupação com decisões de Uribe que, na visão dela, põem em risco duas ações urgentes: a libertação do cabo Pablo Emílio Moncayo, refém das Farc desde 1997, e a troca de outros 21 militares por guerrilheiros presos. Em entrevista ao Estado, durante sua visita, Piedad também falou sobre como os EUA podem participar do processo de paz na Colômbia ...

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Conferência de Durban

Vitoriosas, porém insatisfeitas

Intervenção das organizações não-governamentais Criola, Geledés , Cfemea e Agere na Revisão de Durban. Há oito anos, os movimentos de mulheres latino-americanos e caribenhos (negras, indígenas, lésbicas e anti-racistas) iniciaram e intensificaram suas ações para fazer valer a Declaração e o Plano de Ação aprovados em Durban. Com muito esforço político, com recursos escassos, participamos dos processos de construção dos Fóruns da Sociedade Civil das Américas e da Conferência Regional para a revisão destes documentos, realizada em junho de 2008, no Brasil, e finalmente chegamos este espaço das Nações Unidas para Conferência de Revisão de Durban. Viemos porque estamos comprometidas com a Conferência de Durban e porque sabemos que o racismo é uma enorme injustiça e um dos maiores entraves que a humanidade tem de enfrentar para acabar com a violência e avançar no sentido da realização progressiva, plena e universal dos direitos humanos. Por que sabemos que há interesses ...

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comunicacao

Programa de Comunicação

Geledés entende a Comunicação como um Direito Humano e a partir dessa perspectiva vem trabalhando essa questão como uma política fundamental  para os movimentos sociais em geral e de mulheres negras, em particular, operando a partir da compreensão de que a comunicação é vital para qualquer movimento social, não apenas como instrumento de visibilidade, mas como nexo de empoderamento, investindo na capacitação de mulheres negras em Comunicação, Mídia e Advocacy. Essas ações têm sido ancoradas em atividades inter-relacionadas, que se traduzem nas estratégias para uma atuação que leve a resultados concretos: formação, educomunicação e empoderamento institucional e pessoal das ativistas. Capacitação de PLPs (Promotoras Legais Populares) em  Comunicação, TICs e Advocacy realização: Geledés e UNICID – Universidade da Cidade de São Paulo – SP/nov 2008 O Projeto foi destinado a mulheres formadas pelo Projeto de Promotoras Legais Populares do Geledés – Instituto da Mulher Negra com o  objetivo de capacitar ...

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(Foto: Evan Vucci/Getty Images)

Barack Hussein Obama

Barack Hussein Obama II (Honolulu, 4 de agosto de 1961) é um advogado e político dos Estados Unidos da América, e o quadragésimo quarto presidente do país, desde 20 de janeiro de 2009. Sua candidatura foi formalizada pela Convenção do Partido Democrata em 28 de agosto de 2008. Até então, era senador pelo estado de Illinois. Obama foi o primeiro negro (afro-americano no contexto estadunidense) a ser eleito presidente estadunidense,. Foi também o único senador afro-americano na legislatura anterior. Graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade Columbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review. Barack Obama, o 44º presidente dos EUA (Foto: Alex Wong/Getty Images) Obama atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis até que, em 1996, foi eleito ao Senado de Illinois (Orgão ...

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Código Penal

Art.  140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.§ 1º O juiz pode deixar de aplicar a pena:I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.§ 2º Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, além da pena correspondente à violência.§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Caput alterado pela Lei nº 10.741, de 1º.10.03, DOU 03.10.03)Redação da Lei 9.459/97, vigência: 13.05.97 a 02.10.03.§ 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, ...

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logo_durban

Declaração de Durban

Declaração e Programa de Ação adotados na III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata 31 de agosto a 8 de setembro de 2001, Durban - África do Sul. DECLARAÇÃO Tendo se reunido em Durban, África do Sul, de 31 de agosto a 8 de setembro de 2001; Expressando nosso profundo agradecimento ao Governo da África do Sul por haver sediado e atuado como anfitrião desta Conferência Mundial; Inspirando-nos na luta heróica do povo da África do Sul contra o sistema institucionalizado do Apartheid, bem como na luta por igualdade e justiça em um clima de democracia, desenvolvimento, Estado de direito e respeito aos direitos humanos, relembrando, neste contexto a  importante contribuição da comunidade internacional para aquela luta e, em particular, o papel-chave dos povos e Governos da África, e observando o importante papel que diferentes atores da sociedade civil, incluindo as organizações não-governamentais, tiveram ...

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Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial

Os Estados Partes na presente Convenção, considerando que a Carta das Nações Unidas fundamenta-se em princípios de dignidade e igualdade inerentes a todos os seres humanos, e que todos os Estados-Membros comprometeram-se a agir, separada ou conjuntamente, para alcançar um dos propósitos das Nações Unidas, que é o de promover e encorajar o respeito universal e efetivo pelos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem discriminação de raça, sexo, idioma ou religião; Considerando que a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclama que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos e que cada indivíduo pode valer-se de todos os direitos nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, principalmente de raça, cor ou origem nacional; Considerando que todos os homens são iguais perante a lei e têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação e contra todo incitamento à discriminação; Considerando que as Nações Unidas condenaram o colonialismo e ...

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Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

Entrevista exclusiva, o professor Abdias do Nascimento fala sobre racismo

“Baianidade é um conceito de domesticação” PRECONCEITO - Em entrevista exclusiva, o professor Abdias do Nascimento fala sobre racismo, sua estrutura social e de como superá-lo. Eu não tenho mais nada para falar sobre racismo, ou qualquer outro assunto relacionado”, disse Abdias do Nascimento, antes de sua entrevista ao Caderno 2, proferindo quase uma incongruência. Do alto de seus 88 anos de luta contra o racismo, como gosta de frisar, Abdias – doutor honoris causa pelas universidades Federal da Bahia e do Estado do Rio de Janeiro, professor emérito pela Universidade de Nova Iorque, EUA, e ex-senador pelo Rio de Janeiro – é uma sumidade, que precisa ser sempre ouvida quando o tema é luta por igualdade social e conscientização da nação negra. Em passagem pela Bahia para o lançamento da segunda edição de seu livro O Brasil na Mira do Pan-Africanismo (Editora da Ufba – Edufba), ocorrido na última ...

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Abdias Nascimento em Nova York, 1997. (Foto: Cheste Higgins Jr/ ACERVO ABDIAS NASCIMENTO/ IPEAFRO)

Democracia racial: mito ou realidade?

Sem a escravidão a estrutura econômica brasileira não teria existido. O escravo foi a espinha dorsal da nova economia. Fazia crescer a riqueza do país, mas pagava com seu suor e sangue a apropriação de tudo pela aristocracia branca.* Por Abdias do Nascimento • Versus 16 • novembro de 1977 Genocídio – emprego deliberado de medidas sistemáticas (tais como matar, infringir danos físicos ou mentais, condições de vida insustentáveis, controle da natalidade) visando a atingir a exterminação de uma raça, grupo político ou cultural, ou destruição da língua, religião ou cultura de um grupo. Webster Third New International Dictionary of English Language, Mass. 1976 O Brasil, como nação, se proclama a única democracia racial do mundo, e grande parte do mundo a vê e respeita como tal. Mas, um exame de seu desenvolvimento histórico revela a verdadeira natureza de sua estrutura social, cultural e política: é essencialmente racista e vitalmente ...

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Malcom X (Foto: MICHAEL OCHS ARCHIVES/GETTY IMAGES)

Malcolm X

  El Hajj Malik El Shabazz, mais conhecido como Malcolm X o Malcolm Little (19 de maio de 1925, Omaha, Nebraska — assassinado em 21 de fevereiro de 1965, Nova Iorque), foi um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração socialista. Malcolm X Malcolm X nasceu em Omaha, no estado de Nebraska, Estados Unidos. Quando estava com seis anos, seu pai Earl Little, um dedicado trabalhador para UNIA (Associação para Melhoria Universal do Negro) foi violentamente assassinado. Após brutal espancamento, foi jogado na linha do trem com corpo quase partido em dois, ainda não morreu ali, agonizou mais algumas horas. Louise Little, mãe de Malcolm aos 34 anos, assumiu o sustento dos seus oito filhos. Ela possuía pele clara e arrumava empregos domésticos. Os empregos duravam até descobrirem que ela era de origem negra. Louise também passou a ...

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Sonia Maria/ Foto: Natália Carneiro

Sônia Nascimento – Vice Presidenta

[email protected] Sônia Nascimento é advogada, fundadora, de Geledés- Instituto da Mulher Negra sendo sua presidenta, por duas gestões, no período de 30 de abril de 1994 a 30 de abril de 2000. No Programa de Direitos Humanos de Geledés coordenou os seguintes Projetos: SOS - Racismo de Assessoria Jurídica às Vítimas de Discriminação Racial de 1994 a 1998 e o projeto Atendimento Psicossocial às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Sexual. É a atual vice-presidenta de Geledés e coordena também o projeto PLP - Promotoras Legais Populares. - Foi integrante da Comissão do Negro e Assuntos Antidiscriminatórios – CONAD da OAB/SP; - da Coordenação Região Sudeste do Movimento Nacional de Direitos Humanos; - da Executiva da Comissão da Mulher Advogada da OAB/SP, na gestão 2000 a 2003; - da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, na Sub-Comissão do Negro da OAB/SP - da Comissão de Defesa do Consumidor da ...

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Ricardo Stuckert/Agência Brasil

Democracia racial: mito ou realidade?

Sem a escravidão a estrutura econômica brasileira não teria existido. O escravo foi a espinha dorsal da nova economia. Fazia crescer a riqueza do país, mas pagava com seu suor e sangue a apropriação de tudo pela aristocracia branca.* Por Abdias do Nascimento • Versus 16 • novembro de 1977 Genocídio – emprego deliberado de medidas sistemáticas (tais como matar, infringir danos físicos ou mentais, condições de vida insustentáveis, controle da natalidade) visando a atingir a exterminação de uma raça, grupo político ou cultural, ou destruição da língua, religião ou cultura de um grupo. Webster Third New International Dictionary of English Language, Mass. 1976 O Brasil, como nação, se proclama a única democracia racial do mundo, e grande parte do mundo a vê e respeita como tal. Mas, um exame de seu desenvolvimento histórico revela a verdadeira natureza de sua estrutura social, cultural e política: é essencialmente racista e vitalmente ...

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Foto: Marcus Steinmayer

Sueli Carneiro – Coordenadora de Difusão e Gestão da Memória Institucional

Sueli Carneiro - Coordenação Executiva [email protected] Filósofa, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo; coordenadora executiva de Geledés Instituto da mulher Negra; coordenadora da área de Direitos Humanos de Geledés; editora do Portal Geledés e coordenadora do Projeto PLP 2.0 aplicativo de combate a violência contra a mulher vencedor do Desafio de Impacto Social Google .  É também diretora vice-presidente do Fundo Brasil de Direitos Humanos. É ativista do Movimento Feminista e do Movimento Negro do Brasil; autora de artigos sobre gênero, raça e direitos humanos em diversas publicações nacionais e internacionais. É também membro do Grupo de Pesquisa “Discriminação, Preconceito e Estigma” da Faculdade de Educação da USP, membro do Conselho Consultivo do projeto Saúde das Mulheres Negras do Conectas em parceria com o Geledés, do Conselho Consultivo da Ouvidoria da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, do Conselho Consultivo do Projeto Mil Mulheres, e membro da Articulação ...

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geledes

Litigância Internacional

A Assessoria Jurídica do Geledés para casos de discriminação racial nos últimos 7 anos tem procurado focar suas atividades no litígio internacional, todavia sem se esquecer da litigância doméstica. Tal foco se sustenta na idéia de que mais do que demandar casos concretos através de petições individuais e situações temáticas nos sistemas internacionais de defesa dos direitos humanos, os trâmites internacionais permitem maior visibilidade a violações históricas cometidas pelos Estados. Isto possibilita aos representantes da sociedade civil apoio da comunidade internacional, gerando pressão política e debates que podem culminar em políticas publicas nos países. Nosso trabalho na área internacional tem tido foco especial na questão racial com dois casos em trâmite no sistema interamericano, um que trata de discriminação no mercado de trabalho e outro que trata do tema da violência policial praticada em face de afrodescendentes. Realizamos desde 2001 cinco audiências temáticas sobre a questão racial e os efeitos ...

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(Foto: picture-alliance/ AP Photo)

“Eu tenho um sonho” – Português

Discurso de Martin Luther King (28/08/1963) "Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram ...

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Projeto Rappers

Projeto Rappers – Memória Institucional de Geledés

Desenvolvemos de 1992 a 1998 um projeto específico para a juventude negra chamado Projeto Rappers. Não foi um projeto que decorreu de uma definição institucional; ele foi provocado por demanda de jovens negros pertencentes a bandas de rap da cidade de São Paulo. Esses jovens chegaram ao Geledés trazendo-nos questões muito complexas que nos questionaram institucionalmente nos impulsionando a assumir responsabilidades e protagonismo em relação às diferentes facetas da violência que se abate sobre os jovens negros na cidade de São Paulo. O que ocorria naquele momento? Bandas de rap formadas por esses jovens que se exibiam nas periferias de São Paulo para um público semelhantes a eles, com músicas com denúncias contundentes sobre as condições de marginalização social, racismo, preconceitos e violência a que estão expostos os jovens negros eram sistematicamente vítimas da violência policial que, via de regra, os tiravam dos palcos em que se apresentavam com agressão ...

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