quarta-feira, agosto 5, 2020

    Tag: bissexualidade

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    Nem senzalas, nem armarios: Reflexões sobre ser LGBTQI+ E NEGRE

    Dia 17 de maio foi mais um dia internacional da LGBTfobia. Neste dia, há 30 anos (1990), a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Um grande avanço para nossa comunidade, que viveu anos de patoligização social e medica. A data sempre é capaz de nos fazer refletir sobre nossos avanços e retrocessos nesse decorrer de lutas. Sou uma muher negra, bissexual e socialista e sempre uso a data para refletir sobre como é ser LGBTQI+ e negre dentro da esquerda e principalmente dentro da comunidade LGBTQi+. Um dos maiores historicamente desafios teóricos da esquerda e, em especial, dos marxistas, tem sido pensar a sexualidade, as práticas sexuais, as identidades, de maneira revolucionária e por meio do materialismo dialético, sem taxações de pós-modernidade. E um dos maiores desafios da comunidade LGBT é entender a dimensão do racismo como fator significativo nas vivencias sexuais e ...

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    (Índios vestidos de Jean-Baptiste Debret em Santa Catarina, 1834)

    Como a Igreja arruinou a vida sexual das Américas com pecado, culpa e preconceito

    “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”, escreveu o holandês Gaspar Barleu ao se deparar com a libidinagem no Recife do século 17. Por Cynara Menezes, do SOCIALISTA MORENA Não EXISTIA. A liberdade sexual dos primeiros moradores do Brasil seria logo substituída pela noção de transgressão, pelo pudor excessivo, pelas proibições e pelo preconceito –a homofobia, por exemplo, nascia ali. Em que contribuíram os europeus para a sexualidade das Américas além de nos apresentar à culpa? Tudo o que era possível trazer para cá, em termos sexuais, já era conhecido entre os nativos: homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, bigamia, poligamia. As posições também iam muito além do “papai-e-mamãe” no escuro e sob lençóis dos colonizadores: masturbação mútua, sexo anal, oral, grupal. Sexualmente falando, eram os indígenas os avançados e os homens brancos, os primitivos. Mas foi só chegar a igreja e pronto: a pretexto de civilizar-nos, destruíram milênios de conhecimento autóctone sobre ...

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    Sexualidade, apenas

    Comentando a Pergunta da Semana Por: Regina Navarro Lins A grande maioria das pessoas que responderam à enquete da semana afirma que se relacionaria com uma pessoa bissexual. Essa é mais uma demonstração de que as mentalidades estão mudando. Até a revolução sexual e o movimento feminista, as atitudes e o comportamento de homens e mulheres eram bem definidos. A expectativa da sociedade é de que as pessoas cumpram seu papel sexual, que sofre variações de acordo com a época e o lugar. Há algumas décadas, não se admitia que um homem usasse cabelo comprido e muito menos brinco. Eram coisas femininas. As mulheres, por sua vez, não sonhavam usar calças, nem dirigir automóveis. Era masculino. As qualidades que se enquadram nos estereótipos masculinos e femininos são facilmente observáveis. Os homens devem ser fortes, ousados, corajosos, agressivos, dominadores, competitivos, racionais, e devem perseguir o sucesso e o poder. As mulheres ...

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