quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Tag: educação Antirracista

iStock/arte Lunetas

11 conteúdos para crianças que estimulam a educação antirracista

Cons·ci·ên·ci·a, substantivo feminino: capacidade intelectual e emocional de considerar ou reconhecer a realidade interior e exterior. De acordo com a definição no dicionário, significa também a compreensão de determinado tema, em especial relacionado a questões sociais e políticas. No dia 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra. Mas em uma sociedade composta por mais da metade da população autodeclarada negra e parda (56,10%), a presença nas escolas particulares, nos cargos de liderança, na política, nas telas e nos livros ainda é proporcionalmente incompatível com o número apresentado. “A negação do racismo estrutural é um dos maiores desafios da nossa sociedade. Precisamos nos questionar em que lugar estamos vendo os corpos pretos, porque é essa presença ou ausência que vai normatizar essa relação. Ser racista vai muito além da manifestação de ódio”, diz Deh Bastos, fundadora do Criando Crianças Pretas, em debate nas redes sociais do Grupo Mulheres do ...

Leia mais
Crédito: Getty Images/iStockphoto

Educação antirracista em narrativa confessional, decolonial e insurgente: ser corpo- território negro e docente na rede pública. ¹

Se alguém imagina um texto carregado de formalidades acadêmicas e de discussões metodológicas de planos de aula com receitas pedagógicas, sugiro que não o leia, pois a frustração será companheira da primeira à última linha. Aqui me permito a liberdade de escrever em primeira pessoa com toda a carga de subjetividade não sonegada, afinal não cruzei com intelectuais do nível (altíssimo) de minha avó, Conceição, xará de outra, a Evaristo, minha mãe Alice, Carolina Maria de Jesus, Sueli Carneiro, Beatriz Nascimento entre tantas referências que me ensinaram a não ter receio de me implicar e bordar com linhas autobiográficas a escrita que busco validar dentro das regras científicas. Sou grata ao feminismo negro e a epistemologia decolonial por me fazerem enxergar em todas elas intelectuais, agentes do conhecimento, portadoras de talento e criatividade ancestrais. Dessa fonte beberei independente das credenciais acadêmicas que venha a colecionar. Dispostes? O ano era 2001.Especial ...

Leia mais
Arte: Luisa Amoroso

Precisamos ser mais rápidos que o racismo ao educar nossos filhos

Você sabia que estudos mostram que crianças começam a aprender sobre características raciais antes mesmo de aprender a andar? Segundo a Academia Americana de Pediatria , os pais são seus mais influentes professores, num processo muito similar ao do aprendizado linguístico; e, entre os dois e os quatro anos, elas já internalizam vieses raciais. De acordo com um estudo publicado no principal periódico da Associação Americana de Psicologia, aos seis anos elas tanto já entendem que há uma hierarquia racial como podem elas mesmas se engajarem em estereótipos racistas diretos. Em um outro estudo com crianças de três anos, conduzido por professores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, pesquisadores mostraram fotos de diversas crianças e perguntaram de quem elas queriam ser amigas; um terço das crianças negras disseram que queriam ser amigas apenas das crianças negras, ao passo que 86% das crianças brancas disseram querer ser amigas apenas das ...

Leia mais
Crédito: Nathalie Bohm/Instituto Unibanco

O papel central da escola no enfrentamento do racismo

As manifestações antirracistas realizadas em todo mundo este ano apontam que, se queremos construir uma sociedade equânime, é necessário compreender qual o papel que cada estrutura socioeconômica desempenha na reprodução do racismo a fim de desenhar estratégias eficazes para o seu enfrentamento. A educação, enquanto elemento nevrálgico para qualquer mudança, é essencial nesse debate, de modo que, sem uma educação efetivamente antirracista, não é possível pensar em uma sociedade igualitária. A educação é central tanto para a reprodução do racismo como para o seu enfrentamento.  “A educação sempre foi um campo de batalha para nós, negros”, enfatiza a filósofa Sueli Carneiro, criadora do portal Geledés, em entrevista para o vídeo “Gestão Escolar para Equidade Racial”, do Instituto Unibanco. A batalha começa ainda no século XIX, com a luta abolicionista, que já pautava o acesso à educação. A Frente Negra Brasileira, nas décadas de 1930 e 1940, permanece na construção de massivo ...

Leia mais
GETTY IMAGES

18 anos de cotas na UNEB: Travessias para educação antirracista na Bahia

“Vou aprender a ler pra ensinar os meus camaradas”, na letra da canção Yáyá Massemba, composta por Roberto Mendes e Capinam, o plano construído por gerações de negros no Brasil ficou registrado. A canção inicia com o lamento sobre a noite “no porão do navio negreiro”. De lá, do “fundo do cativeiro”, a estratégia de planejar o futuro dos seus foi amplamente utilizada por homens e mulheres em momentos difíceis, e lhes permitiram a construção de redes de apoio e solidariedade em irmandades, associações, terreiros e cantos de trabalho, que foram fundamentais para o acúmulo do pecúlio, com o qual compraram a alforria. Não foi incomum, durante o período escravocrata, que as mulheres negras investissem na compra da liberdade de seus filhos, antes das suas. A tática projetava um futuro diferente para os filhos e previa que as próximas gerações ocupariam outros lugares na sociedade racialmente hierarquizada do Brasil. A ...

Leia mais
Imagem retirada do site Lunetas

Professor(a), a educação antirracista esta entre as suas tarefas históricas?

Em toda minha memória escolar, dois contextos me marcaram muito: 1.:  todas as situações de racismo explícito, especialmente as chacotas ao meu cabelo. Na época eu usava muito tranças. Tão certo assim, logo quis alisá-lo. Passei guanidina, escovava, passava prancha e até ferro. Tudo isso era muito mais hostil com as meninas pretas retintas, de cabelos crespos. Alguns professores (as) sabiam e não falavam nada, era tudo muito naturalizado como “brincadeira”.  2.: Inquietações nas aulas de história. Para mim era realmente muito difícil entender a revolução francesa, seu ideal "liberdade, igualdade, fraternidade", ao mesmo tempo em que a frança escravizava pessoas negras. Eu me lembro de muitos detalhes desse aula, sentada na frente enquanto quase todos conversavam, e a professora branca não levava a sério as minhas perguntas.  As inquietações em sala se tornaram uma constante. Não se tinha internet, nem acesso a outras fontes como temos hoje. Tudo isso ...

Leia mais
Editora Rocco/Vashti Harrison

Representatividade importa: educação antirracista e literatura infantil

Nasci em 1980. Cresci vendo “Xou da Xuxa” e desenhos protagonizados por personagens brancos. Eu também era uma criança que gostava de ler. Nos meus livrinhos, havia príncipes e princesas. Todos loiros de olhos azuis. Alguns eram diferentes, tinham os olhos verdes, como a apresentadora Angélica. Quando eu desenhava, as personagens eram brancas. As minhas bonecas também eram majoritariamente brancas. Com exceção das bonecas de pano que minha mãe fazia para mim. Essas tinham cabelos escuros e cacheados. Por não ter tido muitos livros protagonizados por personagens negros na minha infância, sou uma adulta que consome literatura infantil. Eu compro todos os lançamentos interessantes, livros escritos por autoras e autores negros como Bell Hooks, Toni Morrison, Maya Angelou, Lázaro Ramos, dentre outros. Dos meus livros infantis favoritos, indico dois lançamentos. O primeiro é Sulwe, escrito pela premiada atriz queniana Lupita Nyong’o, ilustrado por Vaschti Harrison e publicado no Brasil pela ...

Leia mais

Por uma educação Antirracista

Com o objetivo de promover a cidadania e igualdade racial, alcançáveis por meio de uma educação antirracista, escola estimula atividades culturais e reflexão Por Natália Sena Foto: Priscilla Carneiro Alunos do ensino médio, da Escola Estadual Vinícius de Moraes, do município de Cotia, na Grande São Paulo, promoveram reflexões sobre a luta  das mulheres negras e do movimento negro para celebrar o mês da consciência negra. Diante da importância da data, a equipe gestora da escola que é composta pela coordenação pedagógica e professores desenvolveu uma agenda de trabalho durante  o ano letivo para abordar temas como racismo, cultura, igualdade racial, cidadania e educação antirracista. Foto: Priscilla Carneiro De acordo com a professora Priscilla Carneiro, a evolução  dos projetos feitos pelos alunos se dá pelo trabalho desenvolvido pela escola durante todo o ano “cada turma fica livre para abordar a questão racial ...

Leia mais

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Create New Account!

Fill the forms bellow to register

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist