segunda-feira, agosto 10, 2020

    Tag: Flip

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    Giovana Xavier: “Mercado editorial descobriu que mulher preta vende …

    Historiadora elogia maior presença de autores negros na Flip, apesar de público ainda ser "essencialmente branco" Por Ruan de Sousa Gabriel, do Época  Giovana Xavier, autora que participa da Flip Foto: Imagem retirada do site Época PARATY – Em 2016, a historiadora Giovana Xavier, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e criadora do Grupo de Estudos e Pesquisas Intelectuais Negras, acusou a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de “arraiá da branquitude”. Naquele ano, não havia um só negro entre os 39 autores convidados da festa. Uma carta aberta assinada por Xavierafirmava que a Flip não era assim tão cosmopolita e lhe faltava compromisso político. Neste sábado 13, na Casa Poética Negras, na programação paralela da Flip, Xavier lançou seu livro Você pode substituir Mulheres Negras como objeto de estudo por Mulheres Negras contando sua própria história (Malê). Nos 33 ensaios do livro, ela fala sobre ...

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    Kalaf Epalanga (Foto: Pluma)

    “Continuamos nos tratando como os colonizadores nos tratavam”, diz escritor angolano Kalaf Epalanga

    Atração da Flip neste ano, o músico, escritor e cronista falou com a GQ sobre kuduro, literatura, democracia, imigração e até Leandro e Leonardo Por FELIPE BLUMEN, do GQ Kalaf Epalanga (Foto: Pluma) "Eu me apresento como escritor porque geralmente isso afugenta os curiosos", brinca o angolano Kalaf Epalanga ao começar esta entrevista enquanto se preparava para participar da programação oficial da Flip, a festa literária de Paraty-RJ, que vai até o próximo domingo (14). "E também depende da circunstância. Se estou no meio de um monte de músicos, sou músico; se estou com escritores, sou escritor. Mas tudo para mim parte da escrita, eu escrevo canções e ser escritor é a coisa mais próxima daquilo que sinto", diz.   A confusão vem dos muitos apelidos que o angolano radicado na Europa Kalaf Epalanga Alfredo Ângelo ganhou: músico, poeta-cantor, cronista, agitador cultural. Não à toa. Autor ...

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    ‘É preciso adiar o fim do mundo para contar mais história’, diz autor indígena

    Para Ailton Krenak, lugar dos índios na Flip é apenas simbólico por Thiago Amâncio no Folha de São Paulo Ailton Krenak durante mesa 'Vaza-Barris' com Zé Celso e mediação de Camila Mota - Mathilde Missioneiro:Folhapress Krenak é a junção de dois termos na língua dos borun: kre, cabeça, e nak, terra. “Parece que eles querem comer terra, mamar na terra, dormir deitados sobre a terra, envoltos na terra”, escreve o líder indígena Ailton Krenak em seu “Ideias para Adiar o Fim do Mundo” (Companhia das Letras, 2019). “Eles” não é só o povo de sua etnia, os krenak, indígenas de Minas Gerais, mas o que é visto como uma “sub-humanidade: os caiçaras, índios, aborígenes que ficaram esquecidos nas bordas do planeta, nas margens dos rios, nas beiras dos oceanos, na África, na Ásia ou na América Latina, que são os únicos núcleos que ainda consideram que ...

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    Rafael Arbex/Estadão Conteúdo

    Maria da Conceição Evaristo, a voz da mulher negra na literatura

    Educadora e escritora, ela participa da Flip nesta quinta-feira para discutir o direito à escrita e à leitura das populações periféricas Por Karla Dunder, do R7 A escritora e educadora Maria Conceição Evaristo, que participa da Flip Rafael Arbex/Estadão Conteúdo Educadora e escritora, Maria da Conceição Evaristo é um dos nomes mais importantes da literatura contemporânea. Uma mulher negra com uma trajetória marcada por muitas lutas e que usa a sua escrita como um ato político. Conceição participa da Flip (Festa Literária de Paraty) na mesa Escrevivências e andanças: prazer em ler, direito a escrever, na tarde desta quinta-feira (11). A mesa conta também com a presença de Jessé Andarilho e Claudileude Silva. A mediação é de Angela Dannemann. A proposta é discutir o direito à escrita. Mulheres, negras e negros, e as populações periféricas não tiveram, muitas vezes, acesso à leitura e a oportunidade de contar sua própria história. ...

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    Catadoras de materiais recicláveis na FLIP 2019. Apoie esta iniciativa

    Foto: Jornal Empoderado/reprodução/Facebook Catadoras na FLIP. PELA PRIMEIRA VEZ as Catadoras Dona Terezinha 83 anos e Mara 45 anos, estarão em Paraty para o Festa Literária Internacional de Paraty fazendo um bate papo no LANÇAMENTO OFICIAL DO DOCUMENTÁRIO #NOSSAFAMÍLIA. Dirigido por Max Mu, produção Cia Um Brasil de Teatro. Elas adotaram 45 e 25 filhos respectivamente. FLIP 10 a 14 de Julho URGENTE! . Por Max Mu, Do Vakinha Esse Documentário é um desdobramento da exposição Reciclos Muros Invisíveis, produzida pela Cia Um Brasil de Teatro. Um documentário maravilhoso para repensar valores, sensível, sobre algo que une a todos nós:  As nossas Famílias. Um tema muito debatido atualmente é família, o que é família? Se você conhece famílias diferentes, depois de conhecer esses conceitos de família que transformaram gerações adotando, criando, educando e ensinando a viver e receber essas pílulas de sabedoria. Duas Mulheres Negras, Catadoras de ...

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    (David Pattinson/.)

    Kalaf Epalanga: imigração, kuduro e literatura

    Convidado da Flip, autor fala sobre 'Também os Brancos Sabem Dançar', que conta a história do estilo musical a partir de narrativa sobre temas identitários Por Erich Mafra, da Veja  (David Pattinson/.)   Convidado da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2019, que acontece na cidade fluminense entre 10 e 14 de julho, o angolano Kalaf Epalanga se tornou conhecido em seu país por seu trabalho na música – a literatura veio depois –, à frente da banda de kuduro Buraka Som Sistema, em hiato desde 2016. Em seu primeiro livro lançado no Brasil, Também os Brancos Sabem Dançar (Todavia), o músico e escritor mistura suas memórias, ao relembrar o episódio de quando foi detido por chegar, sem passaporte, à fronteira entre Suécia e Noruega, e a história do gênero musical kuduro e da dança quizomba. A VEJA, o autor falou sobre imigração, música e o curioso título de seu livro, ...

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    Flip 2019 anuncia programação: Eis as 17 escritoras que estarão na festa literária

    17 escritoras de diferentes partes do Brasil e do mundo estarão na Festa Literária de Paraty, que será realizada entre os dias 10 e 14 de julho. Por Amauri Terto, Do HuffPost Brasil  Performances, shows, bate-papos e conferências estão previstos na 17ª edição da Flip. (Foto: HuffPost Brasil) A Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) divulgou nesta quarta-feira (15) a programação de sua 17ª edição, que será realizada entre os dias 10 e 14 de julho, no município do litoral sul do Rio. Euclides da Cunha (1866–1909), responsável pelo clássico Os Sertões, será o autor homenageado deste ano. No auditório da Pinacoteca de São Paulo, no centro da capital paulista, a curadora Fernanda Diamant falou sobre a escolha do escritor. ”É um autor que trata do Brasil. Ele conheceu o País inteiro até a Amazônia”, afirmou. “Em Os Sertões, especialmente, ele faz uma retrospectiva da história do Brasil para chegar naquele ...

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    Reprodução/Facebook

    Artista interdisciplinar Grada Kilomba vem à Flip propor seu método

    Autora portuguesa vem ao Brasil lançar simultaneamente uma edição do seu livro 'Memórias da Plantação' e abrir uma exposição na Pinacoteca Por Guilherme Sobota, do Terra  Grada Kilomba (Foto: Reprodução/Facebook) A escritora e artista visual portuguesa Grada Kilomba é a nova atração confirmada da 17.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela vem ao Brasil lançar o livro Memórias da Plantação(Editora Cobogó), resultado de seu doutorado em Filosofia na Freie Universität de Berlim, no qual conta histórias de mulheres negras na capital alemã para discutir a atemporalidade do racismo cotidiano. Partindo do trabalho de intelectuais como Audre Lorde, Maya Angelou, Angela Davis e May Ayim, a autora pretende lutar contra o "déficit teórico" sobre o racismo. A Flip ocorre de 10 a 14 de julho em Paraty, no litoral fluminense. Antes disso, no dia 6 de julho, a artista abre na Pinacoteca, em São Paulo, a exposição Desobediências Poéticas, um ...

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    Na Flip 2018, Geovani Martins e Colson Whitehead relembram casos de racismo

    Há 24 anos, quando fez um périplo de mochileiro pelo Brasil (passou por São Paulo, Salvador, Rio e Paraty), o escritor americano Colson Whitehead, então ainda desconhecido, foi duas vezes parado por policiais. Negro, ele disse que teve, assim, uma ideia de como funcionava as questões raciais no País. “Agora, novamente aqui, não posso dizer se houve mudança, pois Paraty se transforma em uma bolha durante a Flip 2018, com todas as pessoas sendo gentis”, contou ele, agora um premiado escritor – recebeu o Pulitzer por Underground Railroad: os Caminhos para a Liberdade (Harper Collins). Do IstoÉ A revelação Geovani Martins e o vencedor do Pulitzer Colson Whitehead participaram da Flip 2018 (Foto: Walter Craveiro) Whitehead dividiu uma aguardada mesa com o brasileiro Geovani Martins na tarde de sábado, 28, na Flip. Autor de O Sol na Cabeça (Companhia das Letras), ele transpôs para o papel ...

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    Walter Craveiro/Divulgação/G1

    Brasil desperdiça poetas por racismo, misoginia e homofobia, dizem estudiosos de Luiz Gama e Hilda Machado

    Mesa desta sexta juntou Lígia Ferreira e Ricardo Domeneck para falar sobre nomes 'ignorados' pela crítica que ficaram fora do cânone literário. Eles foram chamados de 'garimpeiros da literatura'. Por Cauê Muraro, G1 A partir da esquerda: a mediadora Rita Palmeira, Lígia Ferreira (pesquisadora da obra de Luiz Gama) e Ricardo Domeneck (pesquisador da obra de Hilda Machado) na mesa 'Poeta na torre de capim', que abriu a programação da Flip 2018 nesta sexta-feira (27) Foto: Walter Craveiro/Divulgação/G1 O Brasil desperdiça poetas e escritores e os deixa fora do cânone literário por racismo, mosigonia e homofobia. Essa foi uma das conclusões da mesa que abriu nesta sexta-feira (27) a programação da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O encontro juntou, Lígia Ferreira e Ricardo Domeneck, pesquisadores que estudam justamente obra de poetas "ignorados por leitores" e "silenciados pela crítica": o ex-escravo, poeta, escritor e abolicionista ...

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    Felipe Larozza/VICE

    Flip 2018: 2º dia tem debates sobre violência contra a mulher, feminismo negro, religião, solidão e morte

    Djamila Ribeiro, autora de 'O que é lugar de fala?' e 'Quem tem medo do feminismo negro?', está na programação desta quinta, que tem ainda Sérgio Sant'anna e um especialista em literatura medieval. Do G1 Foto: Felipe Larozza/VICE Um debate que deve abordar violência contra a mulher e feminismo negro; um escritor brasileiro consagrado falando sobre temas como solidão e morte; e uma conversa sobre religião, magia, luxúria e leitura na época medieval são os principais destaques desta quinta-feira (26), segundo dia da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Da Mesa "Amada vida", marcada para as 17h30, participam a brasileira Djamila Ribeiro e argentina Selva Almada. Djamila é autora do livro "O que é lugar de fala?" (Letramento), que saiu no ano passado, e acaba de lançar "Quem tem medo do feminismo negro?" (Companhia das Letras). Já Selva Almada escreveu sobre histórias reais de feminicídio. ...

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    A escritora Igiaba Scego, que vem para a Flip - Divulgação

    Filha de somalis, Igiaba Scego lança obra sobre uma africana e seu pai, que serviu ao fascismo

    Adua, protagonista do romance que leva seu nome, conta sua história à estátua de um elefante em uma praça de Roma. por Maurício Meireles no Folha  A escritora Igiaba Scego, que vem para a Flip - Divulgação Ela é uma moça da Somália que imigrou, nos anos 1970, para a Itália —seu sonho era ser uma diva de cinema como Marilyn Monroe, mas as coisas acabam sendo bem piores do que imaginava. A história de Adua é alternada com a história de seu pai, que serviu aos fascistas italianos na década de 1930. A relação difícil entre os dois será um dos eixos do romance. Esta é a sinopse da história escrita por Igiaba Scego, autora italiana de pais somalis, que sai neste mês no Brasil pela editora Nós. Ela é uma das convidadas da Flip neste ano. É um romance que fala do colonialismo e ...

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    Entrevista: escritor Edimilson de Almeida fala sobre a Flip e os cânones literários

    Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora é autor de 'O primeiro menino', livro de perguntas e respostas que convida leitor ao uso da imaginação  por Márcia Maria Cruz Do Uai Na sua primeira mesa, você situou a discussão sobre os cânones na literatura, apontando a necessidade de ampliar as margens dessa convenção. Um dos nomes importantes que tratam dessa questão é Antonio Risério, autor de livro extraordinário no qual contesta a lógica de cânone ocidental, que se instituiu como referência para a literatura brasileira. Esse cânone ocidental excluiu o que ele chama das poéticas extraocidentais – a literatura indígena e literatura de base afrodescendente. O cânone dá conta de determinada experiência histórica, mas essas experiências mudam com o próprio tempo, com a própria dinâmica da sociedade. De período em período, é necessário que haja revisão desses autores e obras que são considerados canônicos. Essa alteração de parâmetros não é ...

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    Sobre paridade, filas e aplausos na FLIP 2017: um e-mail de Paraty.

    Ana, querida, Li sua mensagem a caminho de Paraty e lamentei que, de última hora, você não pudesse vir. Senti falta da sua companhia para encarar as filas comigo, comentar as mesas e tudo o mais. Por outro lado, foi interessante estar sozinha, solta para observar e fazer o que desse na telha. Seguem as minhas impressões gerais. Por onde começo? Por Dayana Façanha, para o Portal Geledés  Tenho um pouco de tudo a compartilhar. Li em algum lugar que a Flip é como se fosse um Rock in Rio das letras, algo assim, e gosto da comparação. Era uma festa mesmo. A cidade lotada, gente animada andando para lá e para cá, carrinho de pipoca, doce, refrigerante. Na praça da matriz, a Central Flipinha, de longe, parecia um carrossel - tenda de lona colorida com luzinhas acesas nas bordas, crianças dentro, adultos em volta. Varais com bandeirinhas coloridas, livros pendendo ...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Cidinha da Silva: Vozes da bibliodiversidade na FLIP e noutras festas e feiras literárias

    O romancista gaúcho Jeferson Tenório, no artigo “Se Lima Barreto fosse usuário do Facebook” exortou os analistas da obra de Lima na FLIP 2017, a não reduzi-lo à sua biografia, posto que a obra é o mais importante. Mesmo que a trajetória do autor seja fundamental e nos ajude a compreendê-la. Desse modo, seus livros, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, “Clara dos Anjos”, “Recordações do escrivão Isaías Caminha”, “Os Bruzundangas”, entre outros, são maiores do que Lima Barreto. E Tenório conclui: “dizer isso parece óbvio, mas em certos casos o óbvio tem de ser dito, principalmente para quem vai falar de um autor negro no Brasil”. Por Cidinha da Silva, do Jornalistas Livres Ilustração: Joana Brasileiro Deu certo. Os augúrios de Tenório, possivelmente escaldado pelas águas geladas e poluídas que costumam lançar à literatura de autoria negra, foram ouvidos. Lima não foi ensimesmado em sua biografia. A obra foi discutida. Mas ...

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    5 vozes negras da Flip 2017 que você precisa conhecer

    Destaques na programação oficial, escritores prometem alargar pontos de vista sobre questões de identidade e raça. Por Amauri Terto, do  HuffPost Brasil Cinco grandes escritores do Brasil e do exterior estão em destaque na 15ª edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que começou na quarta-feira (26) e vai até domingo (30). Paul Beatty, Marlon James, Edimilson de Almeida Pereira, Ricardo Aleixo e Lázaro Ramos participam da programação oficial do maior evento literário do País em mesas que prometem alargar pontos de reflexões sobre identidade e raça. Professor na Universidade Columbia e uma das grandes vozes da literatura norte-americana na atualidade, Paul Beatty foi o primeiro negro a ganhar o Man Booker Prize na categoria ficção com a sátira racial O Vendido, recém-publicada no Brasil pela editora Todavia. "Meu trabalho é descrever da mesma maneira um tiroteio e um beijo", afirmou o Marlon James sobre sua literatura em entrevista ao El País. Também ...

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    Stephanie Ribeiro: As histórias tristes habitam peles negras

    A arquiteta e escritora Stephanie Ribeiro estreia como colunista de Marie Claire com uma comovente reflexão sobre a participação da professora Diva Guimarães na Flip deste ano e suas próprias experiências com o racismo Por STEPHANIE RIBEIRO, da Marie Claire Diva Guimarães se emociona durante entrevista na Flip (Foto: Walter Craveiro) A Flip (Festa Literária de Paraty) deste ano homenageou Lima Barreto e contou com inúmeros destaques do meio literário e com a maior presença de negros e mulheres desde sua fundação. Foi nesta Flip - provavelmente não poderia ser em outra - que tivemos a possibilidade de escutar Diva Guimarães, uma senhora negra, baixinha, professora que, no painel A Pele que Habito, nos lembrou muito bem que os sujeitos que habitam corpos negros foram e continuam sendo a força deste País, em meio a uma vida marcada pelas violências do Estado, das instituições, dos estranhos, dos amigos, dos vizinhos, dos parceiros, dos familiares. Estamos sujeitos a tudo e a ...

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    Atração da Flip, Paul Beatty ouviu ‘não’ de 18 editoras antes de publicar romance premiado

    ‘O vendido’, ácido romance do americano, venceu o Man Booker Prize Por LEONARDO CAZES, do O Globo SC O escritor americano Paul Beatty, um dos convidados da Flip 2017 - Hannah Assouline / Divulgação / HANNAH ASSOULINE “Eu”, o protagonista do romance “O vendido” (Todavia), do escritor americano Paul Beatty, assim se apresenta no início da história: “sendo otimista, sou um agricultor de subsistência, mas, três ou quatro vezes por ano, engato um cavalo numa carroça e troto por Dickens, vendendo minhas mercadorias”. As mercadorias a que ele se refere são melancias quadradas e maconha. Dickens é um imaginário subúrbio pobre e meio rural de Los Angeles, na Califórnia. Já Eu é um jovem negro que escolheu estudar zoologia com o sonho de “transformar a fazenda do pai em um viveiro para vender avestruzes aos rappers que tocavam loucamente nas rádios do início dos anos 1990, aos estreantes mais disputados da NBA ...

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    Autores mineiros marcam protagonismo negro nesta edição da Flip

    15ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) presta homenagem a Lima Barreto. Cinco mineiros discutem as variações e influências da matriz africana na literatura Por Márcia Maria Cruz, do UAI A escrita da dramaturga Grace Passô extrapola fronteiras (foto: Lucas Ávila/ Divulgação) Paraty se transforma na capital brasileira da palavra entre os dias 26 e 30 de julho, ao receber escritores do Brasil e do mundo na 15ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Neste ano, em que a maior festa literária do país homenageia o escritor Lima Barreto (1881-1922), haverá uma comitiva de autores mineiros aportando por lá: Grace Passô, Ricardo Aleixo e Conceição Evaristo, todos belo-horizontinos, e Edimilson Pereira de Almeida, de Juiz de Fora, e Ana Maria Gonçalves, de Ibiá. Com diferentes abordagens e linguagens – da poesia à dramaturgia, passando pelo romance –, os autores mineiros criaram trabalhos que os colocam em diálogo, mesmo que ...

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    Lima Barreto, homenageado da Flip, escreveu crônica contra o feminicídio em 1915

    O texto "Não as matem" é parte da obra Vida Urbana, uma coletânea do autor publicada em 1953 Do Brasil de Fato "Não há muito tempo, em dias de carnaval, um rapaz atirou sobre a ex-noiva, lá pelas bandas do Estácio, matando-se em seguida. A moça com a bala na espinha, veio morrer, dias após, entre sofrimentos atrozes". Esse trecho é de uma crônica de 1915 escrita por Lima Barreto, o homenageado na Festa Literária de Paraty (FLIP) deste ano, provando que feminicídio não é um problema dos nossos tempos. O texto "Não as matem" é parte da publicação "Vida Urbana", uma coletânea de crônicas e artigos do autor publicada em 1953. Confira a íntegra: Não as matem Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida, é um sintoma da revivescência de um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio, quand même, sobre a mulher. O caso ...

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